sábado, fevereiro 25, 2006

Danilo Paçoca

Danilo Paçoca, desprovido de cérebro, sequer possui um maldito neurônio para contar a história. Viveu tórrido romance nos braços peludos de um travesti. Tem diploma superior e é um viciado de merda. Furta constantemente a pobre mãe para cheirar com tranqüilidade pela madrugada. Exibe uma borrada tatuagem em sua pança, uma pança lazarenta, uma pança que o matou. Foi depois de uma feijoada com coca.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Lucíola em : Love is in the air

Lucíola entrou no correio, toda ouriçada. Suas axilas produziam desgraça, o que incomodou o semblante desgastado dum senhor estrábico, trajando suspensório laranja verão. Lucíola transpirava oceanos de seu nojento creme corpóreo, e ao seu lado direito da fila o baixista da banda Epidemia Coletiva sentia-se completamente enjoado; contudo não vomitou sequer um tiquinho de calabresa naquele momento. Feeling de bad trip olfativa, negative vibrations dando conta do recado.

O atendente do caixa três, Felício dos Santos, trazia ecos dum Frank Sinatra de barba desleixada. Já o caixa quatro era habitado pela modesta Zulmira, mandando bronca nos carimbos, seu caçula nasceu com sete quilos e três gamas.

Lei de murphy extrema, o suor da morena não dava trégua, alastrava-se com sagacidade por todo o recinto, a sudorese psicopata. Catinga monstruosa cura até rinite crônica.

Quando enfim chegou sua vez de ser atendida, Lucíola teve a primazia de expelir um estalado peido estabanado, lento em cheiro, rápido e confuso em sonoridade, morfético e gracioso em sua funesta virtude : produzir escatologia gratuita no correio da pequena Jacutinga.

Posteriormente a rubra calcinha tornou-se pano de prato, depois seguiu vibrante carreira enquanto guardanapo infantil. Não me pergunte da camiseta 100% algodão.

domingo, fevereiro 19, 2006

Cada uma que...

Ontem tive que aturar uns “adultos” paparicando uma criança. Minha retina, ouvidos e cia acompanharam de perto suas performances, all night long : inúmeras poses débilóides, danças deprimentes,vozes com falsete - atos condenáveis para qualquer simpatizante do bom senso e derivados. Vergonhoso. A criança corre sério risco de contágio. Saudável é colocar um velho vinil do KISS para o pestinha, e não ficar com brincadeirinhas boiolas pra danificar os miolos do pirralho. De bom grado é incentivar o monstrinho para que o mesmo avance o sinal e boline as “amiguinhas” desde cedo. Espancar os engomadinhos da rua, outra norma mais que aceitável. Ah sim, também é muito importante : render elogios toda vez que o pequenino demonstrar hostilidade para com pessoas alegres e otárias. É isso ae, educação é de berço minha gente. E dá-lhe benflogin com catuaba selvagem.

sábado, fevereiro 18, 2006

Mais uma dose

Mais uma dose. A cabeça latejando pelos mesmos problemas do carnaval passado. São todos passíveis de serem resolvidos. Eventualmente você se distrai olhando pro interior daquele tubo de salpicão old school. A viagem é simpática, mas no meio do caminho você freia pra acender um cigarro. Aqueles posters sem sal de vadias vendendo cerveja e o cu. Olhar pra rua por mais de três minutos é sinônimo de encontrar alguns decotes pela calçada. A dose desce tinindo, como o diabo gosta.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

El Carlos Brunilo, parte I

Voltei, andei mais três quarteirões e achei uma nota de 50. Fui pro bar e me acabei. Joguei Virtua Striker e fui campeão por três vezes consecutivas, adrenalina de retardado.

Lá estava o Tony, não come ninguém desde a Copa de 86. Seu queixo é comprido e tosco, tem cara de imbecil o lazarento. Mas eu taquei no cu da irmã dele, a Mirela. Coxas grã finas e um hálito de gelol, nice shot baby. Transei com umas gurias fodas no verão passado. Meu nome é Carlos Brunilo, sou corretor de imóveis, mas depois de meia caixa sou uma criança destruidora de corações.

Cinqüenta reais é um sonho quando se tem sede de cachaça. Afoguei e delirei, voltei pro meu apê e liguei prumas oitocentas ex-namoradas. Meu passado é carniça, cool como o traseiro old school da Carla Perez. Gastei uma grana animais de pelúcia e casas de massagem. Meu primeiro carro tinha durepox até no umbigo, mas foi assim que eu me tornei corretor de imóveis. Hoje torrei cinquentão, fui campeão no arcade firula e combinei de almoçar no pf com uma peruana tesuda. É, Carlos Brunilo para deputado, e sem camisinha, por favor.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Belo lugar para estacionar

Meu cunhado tá de fogo, mais uma vez. O filho da puta só me dá trabalho, inventou de vomitar no capô do meu Fusca verde. Acordou no meio da noite, bicudou a tartaruga, derrubou uma panela velha, o gato Astrolito miou e o cachorro Fanho começou a gemer pianinho. E saiu no meio da noite atrás de diversão.

Voltou mijado, com os dentes da frente totalmente ausentes. Urinado, solitário e com o desespero a tira colo, reservou ainda um último cigarro. Jogou-se na frente de um caminhão de lixo da prefeitura, oitentinha por hora, com gosto de laranja usada. O pior de tudo é que no velório as flores cheiravam merda.

Comentários indesejados? Painel do descontrole ativado.

Vá pa puta que pariu essa perobice reinante na música pop árabe. Versos desnecessários, aboiolados em açúcar. Eu quero destruição. Bagaço. Podridão. Devaneios errantes. Roteiros noturnos para prostíbulos decadentes. Chega de bom mocismo, sorrisos estéreis e peles delicadas. Vão morder fronha seus compositores franguinhos de la mierda andante.

Depois de 81 o mundo ganhou a MTV, quer vender um cripe ae sangue? Esse corporativismo é uma piada falida com delay ecoando numa privada entupida.

Os produtores brazucas, geniais. Não vou nomear os bois porque as vacas vão querer um pouco de espaço também. Hits do Calypso agora no seu iPOD. E a música precisa de novos idiotas para promover a anarquia e a bandalheira em acordes corruptos. Quem são os novos imbecis? Realmente, pergunta talentosa esta.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...