domingo, março 26, 2006

O gozo é gonzo e o non sense pede passagem PUTO

Divagando num mar de estrelas sujas. Estrelas infectadas pelo tédio.
Meu nome é Baranésio, alcoólatra diazepam.
Quero amar, mas o mundo é burro.
Quero peidar ironia, assoar o nariz com sarcasmo.
Eu? É, a privada tinha razão. Na verdade o idiota na jogada sou eu. Prefiro ser idiota-puto à mais um moscão gastando dias pobres.

Amor e Ódio bebendo na escada niilista da cachaça.
Bebedeiras homéricas, bibliotecas empoeiradas
Churrascos sem fim, cenários oníricos
Então eu durmo, e encontro Jasmin.
O gozo então é gonzo. O gozo é gonzo...

quarta-feira, março 22, 2006

HARD AGAIN




Deitou-se sobre o lençol já amassado, a pança enorme focada para o teto inocente. Uma senhora pança peluda, mirada para o alto e avante, sob roncos malucos em sol sustenido. Ao lado uma baranga nosferática, pálida. Buga, você arrastou a pior vagina do bar pra uma noite meia bomba. O que dizer ao sentir o cheiro do vômito hospitalar da moçoiola, escorrendo carinhoso por toda a pia do banheiro? É Buga, seu filho da puta miserável; ainda ostenta a condição master de bebum incontrolável; um insólito fat bastard sob o olhar vigilante das trevas, sua contagem regressiva terrestre apontando algumas semanas de ressaca ainda para você logo saborear um pouco de grama , you know.

Ex-bus driver, amante do colesterol. Você fodeu mulheres lindas na pista dos seus vinte anos, e a idade desceu em seguida como uma diarréia irreversível, esterilizando seu prazer carnal, haha, seu gordo caído, vamos brindar sua nova aparência de merda. Depois dos trinta e quatro a casa caiu feio pro teu lado. Prestígio com as mulheres escorreu, mas a paixão pelo blues é mais forte que qualquer cruzado do Foreman.

Mas agora você montou seu espaço.Conseguiu. Seu puto. E a estréia é com Rivers Sux, Johnny Fuck and The Delgados from Saturn. Cosmogonia vintage sonora, space blues deslizando elétrico apenas para fígados de verdade. Tô nessa. Oh yeah, it’s HARD AGAIN.



ilustração : Frankin

quinta-feira, março 16, 2006

CHARLENE



PROJETO DOCE ESCARRO , VOLUME V


Charlene. Aciona secretamente o Disk-Denúncia. Acessa a net no chão frio de uma lan house pink tomando Bacardi Lemon no gargalo. Surrupiou lingerie na nova loja dos Peterson. Carrega bicos rosados em seu espaçoso porta seios. Agrada-lhe muito uma trepada for hours fumando Carlton. Charlie feiticeira, rainha em dominações. Petulante. Fogosa, liberal, mulherão. Saborosa para os descascadores de banana. Descarta a hipótese de gerar filhos, prefere money. Fabulosa gulosa, delírio nacional.

Charlene, tarada no limits, puta da micro saia preta com a carçola socada no anus, coxas torneadas, com seios de feiticeira e rabo para levar uns tapões ao som do Dj Marlboro. Aliás, bumbum empinado farto e corrompido, disponível 24 horas para rapazes e senhores. Caliente, muito caliente, confira agora seu vídeo, bem à vontade... Charlene não morreu não. Charlene vive – abusada, legítima. E aí São Francisco de Assis, grander lover boy, vai uma acompanhante aí? Punheteiro do caralho.


ilustration by leelevea

sábado, março 11, 2006

ESCORRE UM DEJETINHO DE MIM

Projeto Doce Escarro Volume IV

Levantei, estiquei a perninha e disparei meu filhinho. Marronzito e feliz, a obra sublime de um bom chefe de cozinha. Sentia o cheiro e tragava-o com elegância pra dentro de meus pulmões católicos. Fezes frescas pela manhã. Decidi batizá-lo de Bobóris, e durante muito tempo Bobóris foi mesmo meu excremento favorito. Que consistência! Que quentinho! Encarando minha escultura fecal, eu imaginava montanhas maravilhosas escorrendo pedrinhas de cocô na cabeça de turistas de óculos escuros. Protegi meu trocinho aquele dia e deixei até meu cão Lalo dar uma lambidela light. Ah, que merda: sempre fico deprê quando lembro do meu melhor totô esquentadinho. Vou viver pra cagar . Acho que vou preparar uma boa feijoada lá na blue house da Mary Fire. Beijos babados do Zuquinha.


ilustration by leeleevia

sexta-feira, março 10, 2006

GENIVALDO É O NOME DA FERA


Projeto DOCE ESCARRO - VOLUME III


Genivaldo é o nome da fera : trabaiadô, chefe de família, responsa bagarai, pulso firme e algumas cachaças após o turno da noite. Aí ronca: ronca, ronca – os roncos provocando cócegas selvagens no sovaco da madruga - chumbo grosso pra quem não atura ruídos desagradáveis a bordo da cama . Decibéis amaldiçoados do pança louca, ronca filho da puta! Genivaldo é pastor, recepcionista e eventualmente conserta eletrodomésticos. Um guerreiro nato, que admira o vermelho enquanto cor, além de ter um apreço especial pelos vinis do início da brilhante carreira decadente do Agnaldo Rayol.

Rude com o pequeno Maurílio Leitão, estúpido com Teresa Richards. Genivaldo é autoritário, durão na linha AI5, os dentes afiados cheirando a esgoto. Mas tudo bem. Tirando as desavenças e o catsaralho, o power trio constitui-se numa família formidável – o pai chupa pau, a mãe põe a aranha pra brigar e o filho esfaqueou três elementos no último final de semana.

Teresa Richards já experimentou de tudo e o de todos, e nem pra se acabar com laxante a otária é qualificada. Maurílio Leitão vive com a lousa suja e não nega a latente bissexualidade. A orientação sexual do grupo é marcante ; amalucada como um carrinho de supermercado contendo carvão, iogurte diet, atalaia jurubeba, sabonete Vinólia, giz de cera e Tampax (sem abas).

Pois é, família-enfeite, em comum só o ódio e a perversão. Genivaldo é uma farsa e proliferou com graça a carniça pela sociedade. Meus parabéns, mas não abuse mais dos coroinhas virgens da Igreja de Santa Jones. Obrigado.



ilustration by leelevea
Genivaldo é cria da leelevea tb


domingo, março 05, 2006

REGINALDO NÃO OUVE ENGENHEIROS DO HAWAI

Projeto Doce Escarro, Volume II


O ventilador no teto então começa a girar. No meio da mata turva de minhas reflexões estapafúrdias, relativizo se sou ou não um ser humano demente. Creio tranquilamente que apenas figuro como vagabundo - mais um preguiçoso filho da puta reclamando por porra nenhuma. Essa estúpida meditação acaba transformando-se em uma espécie de delírio ao vinho branco, e logo caio morto de sono pelo magnetismo lesado que meu travesseiro velho emana.

A película que minha usina onírica imagética exibe na madrugada de hoje é inédita. Trata da vulgar história de um cachaceiro qualquer, que vive pulando o muro de um cemitério antigo. Ao primeiro contato com o recinto ele avista duas gordas baratas e, um pouco mais distante, rosas espinafradas em final de carreira. Reginaldo é calvo, palmeirense e manco, apresentando intestino preso quando encara quantidade exagerada de amendoim barato. Ex-funcionário da Caixa Federal, caminha falido nos desdentados braços da desilusão. Passeia beldo pelo cemitério da amizade - com o carcomido sapato bege tenta bicar uma barata – não chega a matá-la – e procura no bolso da calça recém costurada uma caixa de fósforo. Acende seu Lexus, sente-se idiotamente satisfeito.

Não enxerga praticamente porra nenhuma, e percebe que essa trip é a metáfora perfeita para o seu futuro, um porvir loser encoxando uma esperança mutilada. Raspa sua calça de veludo azul pelos túmulos de cimento baiano, seu andar pinguço é garantia de risadas refinadas para a classe média argentina.

Reginaldo fora casado duas vezes – muy amado e depois sumariamente chutado – talvez por vadiagem explícita e prática de poligamia intensiva. Hoje pensa que ser amado, endeusado, configura-se apenas como exercício de viagra existencial, e nessa ribanceira que sua massa cinzenta escoa conclui que a incessante busca pelo prazer é a arapuca constante que bate na porta do seu ego guloso. Sempre excitado, sempre com dor nos cornos.Que piada.

Em sua jornada sertaneja pela porca estrada da vida obteve várias honrarias, como ser elogiado exaustivamente por senhoras velhuscas e louvado por pirralhos tatuados; todavia agora é um bosta. Um bostão. Restam migalhas raras em seu miserável cofrinho de economias vacilantes. Pensar no presente é enfiar alfinete por dentro da unha, - o esquemão mesmo é ir ao encontro da velha garrafa do falecido Jacó de Lima, residente no túmulo de número dezoito. Goles nervosos, lembranças turbo dos peitos de Tamires, uma boazuda míope que chupava que era uma beleza.

Infelizmente entornou urina naquela garrafa. Sempre há um engraçadinho no Brasil. Primeiro um doce escarro. Depois percebe que não era cachaça porra nenhuma o que mandou pra goela.

Vomitar urina é algo de lamentável. Ainda que a consciência de Reginaldo vagasse pelas calçadas quentes da Tailândia, não fica bem prum marmanjo gorfar xixi dos outros. Aconteceu, e fisiologicamente falando seu arrebentado corpo magrelo até que respondeu positivamente, continuando a operar em uma freqüência quase saudável. Aplausos.

Pra quem já fora antes uma máquina de guerra respeitável, o quadro atual é de um parco Fiat 147 banguela com o motor pregado. Oba, mais jatos escrotos. E a dança biliótica esvoaçante abençoa o tampão do caixão da ilustre Mércia Freire , uma ex-costureira campeã em reumatismo. Aproveitou a deixa e mandou um cocôzinho cool ali mesmo, e limpou o serviço com uma saudosa meia Lupo. É, tem hora que o mundo não passa mesmo dum punhado de bosta fresca.



ilustration by lelelevea


sexta-feira, março 03, 2006

LITTLE JUNIOR, AQUELE SEU VIZINHO NÓINHA DO 48...


projeto Doce Escarro, volume I




Água de calçada, gelada. Valeta em 1987. Sarjeta crua, embosteada. Zíper fodido. Little Junior e o dom da telepatia fecal. Quando seus amiguinhos precisam utilizar os sanitários da vida, Little Junior se antecipa e diz: “limpe com carinho”, “chacoalhe os lábios após a ação”, “lave as mãos meticulosamente”. Seus presságios de necessidades fisiológicas são efusivos, brilhantes : “Laurinha, vá defecar logo que a lingüiça toscana do almoço não desceu nem um pouco legal...”



ilustration by lelelevea

ZÉ CARDOSO , UM FILHO DA PUTA QUALQUER

Eu enfio a porra do cano na sua orelha , filho da puta, já falei pra não se mexer porra!! Corno. Esse seu cu vira fumaça, explodo com o canhão esse seu buraco de bosta.

Olha pra cara de medo dessa tua mulher, aposto que tem um bafo do cão, deve arreganhar o cu como uma cadela no pior cio . E a sua filha? Patrícia-boquetão, putinha fácil, arrombada, notas altas no colégio particular né? Vocês são uns comédias , não valem nem pra nota de rodapé de jornal provinciano. Aniquilo coçando meu saco esse estúpido brasão gay aí na parede, e cagarei depois dentro da boquinha da tua mãe coruja.

Minha vida até hoje foi morar de favor no barraco do meu cunhado. Rangando miojo, dando teco na madruga. Arrumei um troco vendendo um fumo pro Valdir. Coisa fina. Mas pra mim quem fuma esse troço é porque gosta de ver a vida devagar. Meu negócio é diferente: sempre foi minha satisfação imediata ver mulher pelada gritando, buceta vibrando sem parar - tudo mais engraçado fica com eu fodendo o rabo da tua filha de quatro, escutando aquele gemido tosco de menina objeto.

Falei demais, explodi a cabeça daquele covarde. Sua baforenta mulher chorava feito novela das oito - enfiei o pézão na cara daquela vagabunda maquiada. Era catarro abençoando o seu vestido da Daslu, eu gostava de pisar na fuça amassada da perua. Tuchei então uma bala demoníaca, um anjo kamikaze, pra se alojar sem piedade naquela perna branquela sem graça, mapa de estrias do capeta.

Banho de sangue é o caralho, a brincadeira tava só começando. Black Label na mão agora.

O filho publicitário chegou do seu respeitado estágio. Pra botar ordem na casa já empunhei meu trator e alvejei seu ombro esquerdo. Palhaço. Gel no cabelo?

Fiquei peladão-feliz e fui tomar um banho no palácio grã fino daquela família de bosta. O filho bundão ficou ali, estirado no chão, gemendo como uma putinha inocente.

quinta-feira, março 02, 2006

Seguindo na eterna luta

Dez dias sem fumar. A titia morte pode surgir no meio das cobertas, então é preciso frear sometimes a estrada do excesso, apesar que Blake estava certo. Vá pra puta que pariu os espasmos no coração boxeador do meu irmão Balo. Dores, fuck off and die.

Balera, to com você nessa parceirão ... estaremos vivos e matadores pra ver a Copa do Mundo, distribuindo as mais que clássicas gargalhadas e areias, como nos velhos tempos do Pedra na Lata e a saudosa pirâmide, que embalou muitos dos melhores momentos de minha vida....

grande abraço

Mário Mariones

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...