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Mostrando postagens de Agosto, 2006

SUZANA COXUDA

Descobri que Suzana não tinge mais o cabelo. Ela, antes a musa dos saudosos tempos de colégio, agora porta-se com ares de senhora, praticamente. A dona das suculentas coxas mais disputadas da galáxia atual, tornou-se uma mulher qualquer. Ficaremos órfãos dos movimentos petulantes daquele corpaço, a resistir bravamente segurando pela lapela a nostalgia das tardes punhetóides de suas coxas lisas, torneadas por um sol tarado, sem vestígio de celulite ou erro curvilíneo. Educação Física. Ela, com o seu shortinho colado - e a vontade de estuprar, como fica?

Tingia o cabelo e abraçava a tintura pela periquita também, diga-se de passagem. Passado alguns anos, envelheço porco e encontro-a na faculdade. Mal sabia, triste sina, que Suzana arrastava um asa generosa pro meu lado! Vacilão é teu pai. Bom, no final das contas ainda um dia eu chego nela, enquanto isso desfruto de tantas outras donzelas, também saborosas ou não. Reginaldo Puentes disse que goza mais com uma patroa gorda do que com…

JÉSSICA

Como caía bem o jeans naquele organismo. Coxas lustrosas & quentes, pra animar o verão de qualquer um, sem falar no traseiro, espetacular. Sua graça? Jéssica. Vinte aninhos bem cuidados, com muito sexo, farofa e rock. Impossível não ter ereção ao ver o singular modo como ela jogava a vasta cabeleira para trás. Jéssica exibia com louvor madeixas castanhas, um chumaço vindo de um céu de estrelas bem apessoadas.

A abordagem foi clássica. "Tem cigarro aí, piranha?". Faturei. Ela já ostentava vários RABOS-DE-GALO na cuca, então foi fácil.Batata.

Fomos pro meu leito de coito hard rock. Como ela fez um serviço agradável, lhe premiei com uma dose de Jurubeba. Depois da session, peguei a barca e levei Jéssica até uma rua deserta-cinza e lembrei do Rubem Fonseca: atropelei a vadia, a vaca, a galinha, a puta. Nem quis ver o resto daquela "imundíça". Preciso agora checar, conferir se o vídeo gravou ou não Simpsons. O duro é a gasosa, na reserva.

Sexta-feira em notas hedonistas

Nélson Fun humilha. É. Nélson Fun consegue ser o recordista de feituras de merda numa mesma madrugada. E como são longas essas madrugadas. Ele visita com atitude os verdadeiros bares, suas esferas de prazer, ri da confusão a espancar o caos e no day after ele escarnece do mundo carregando uma reles ressaca. Ressaca é algo aleatório, prevenir esse evento é loucura.
Bocage, Henry Miller, Poe - RAPAZIADA RESPONSA. Deixaram a lição de casa, tudo anotado pra quem veio de trás chegar chutando o desperdício pro alto, transmutando a porra toda em dinâmica poesia imortal. Festas e porres, noites convidativas e manhãs de roncos em sol. Pois é, vamos rugir incansável euforia nesta sexta-feira dionisíaca.

Opa

Consumidor brasileiro gosta de um bom test drive. Senta na mandioca lá, Marquinhos. O Fernando Douglas definiu seu abdome em apenas cinco minutos. Abdominado: rapaz que tem o abdome grande ou dilatado; pançudo, barrigudo, ventrudo. Isso Fernando Douglas definitivamente não é. Marquinhos fez o test drive e comprou o Corsinha. Grande Marquinhos.
Nílton Lemos


Eu saí da padaria e peguei a avenida sete, vocês sabem, eu moro na avenida vinte e sete. Então: peguei a avenida sete, segui com meu mp3 player no talo, ouvindo Sérgio Reis. Cumprimentei Dona Ondina e vi sua cadela fazer um pudim perto da garagem do seu Jair, corretor de imóveis, figurinha da rua.

Na sacola eu levava seis pães e duas latas de Brahma. Parei na avenida treze e matei uma. Fácil. Um pouco mais à frente, trombei Graziela, uma ex-namorada, cocotinha saborosa. Abraço, longo abraço.…

Por hoje é só, amiguinhos

Quero matar você.

Quero matar você.

Não tolero nem em chuva, essa voz manca, como a sua.

Preciso só matar e abrir a próxima lata de Antarctica.

Um tiro no peito - vejo você torto ali,
ali, filho da puta medíocre, uma pasta humana errante.


Parasita.


Quero matar você, e por hoje é só - eu pago a conta.

A província e o cansaço

Cidade de merda. Não há opções por aqui. Para matar o tempo, o ideal é dedicar-se à leitura. Também tenho visto uns filmes aqui ou ali, um Truffaut, um Buñuel, mas no fim sou mais leitura mesmo.

Onde estão as mulheres dessa cidade? Dormem limpinhas em suas caminhas, consertando suas máquinas de trabalho para o subsequente dia de escravidão? E por aqui "pessoas" bebem, drogam-se com gargalhadas tolas - sem freio algum é criada esta edificante rotina junkie para espantar o tédio ,comodamente. Deprimente.

O mundo acadêmico é uma piada, e eu não tenho saco pra explicar o porque disso. Perto de casa, uma Igreja Universal,e outros tantos bares de merda, e posso ver proprietários de coisa alguma alimentando suas mentes medíocres ingenuamente a acreditar na hipótese de dominarem algo sobre a vida, enquanto consomem seu câncer periódico.

Cansei dessa porra de blog. Cansei de perder carteira, chave, a razão e agir com impulso assassino.

Cansei.

Agosto

Sou uma perna, elétrica, de Agosto. Repouso sob inexistente conforto, que, aliás, chegará em vagarosos segundos, num caminhão vazio, junto às minhas sonoras metáforas, perdidas nos meus trezes anos.

Tenho e terei amigos desprovidos de captação ; corto essa parte, vislumbro o torpor de um bom conhaque por um real, fecho os olhos cansados pela madrugada, e ainda vejo o outro lado intacto. Ou quase.

Perseguição involutária para o refrão de minha morte, de maneira efusiva - esses dias meus, julho. Jorginho, my little bird, solta alvas as asas, no inferno imantado que é Rio Claro. Enclausurado, feliz.



O Boogie Woogie atropela a prisão. Os sobreviventes ,cegos, brindam impetuosas canecas. Agosto.