quinta-feira, novembro 30, 2006

Pronúncia Rouca

Eu era aquele mimado desoxigenado pela alienação-alienatória, digitando textículos com fragrância agressiva com semântica fliperama. Então eu vi a vontade de mijar antes que o sorriso do novo parágrafo acontecesse supérfluo. Qualquer idéia de fumaça seria tomada como axioma pelo garotão-leitor-antenado-refrão-clichê-camisinha.

Então eu pensei: morre a mãe, o cara da a vida vendendo crack, vende dois corres de poste de gasosa e morre nu. A mãe não sabe quem é ele , ouve Concretismo no futuro búlgaro agora mainstream e coloca um ferrolho batizado de Cordeiro 9.

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Restam essas líricas cinzas, e ainda perseguirão na memória os dias de céu destruidor, do céu composto pelo plano que carregou pela madrugada crua todos os sorrisos e decepções, os melancólicos minutos de brigas e seus códigos flagelados...então eu sacarei do bolso mais um pedaço desse papel amassado, escorraçado pela mentira - na calçada colocarei as linhas últimas do que foi essa infâmia terrestre que amei. Infernal o prejuízo, mas amei louco a derrota, e num volume saturado de sangue prossegui, os três pontos da alma precisam de mais orgia para criar o novo coração possesso.

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segunda-feira, novembro 27, 2006

1 ANO DE VOZERIO DO INFERNO








São paulino, apreciador embarrigado em Antarctica – mas entorno fácil a mais suja e ofensiva também. Leitor de Fante, ouvinte de Rogério Skylab, herdei trocadilhos imbecis do meu pai na hora do almoço, conclui Rádio e Tv na Unimep – e como levei esses anos inesquecíveis com a barriga; os camaradas classe salvaram minha pele em vários momentos – ainda que salvei a pele de vagabundos piores que eu também.Passei a maior parte da novela acadêmica fumando uma marola e bebendo cachaça nos bares do CECAP – aí comecei a passar um pano em aforismos vários de Nietzsche. Sempre nutri idéias imbecis e eu diria que despretensiosas também, como o roteiro não finalizado de Tony Mexicano, cabelo 77, moicano – a saga dum honrado cheirador de cola que esmaga a mãe com um sofá pra depois ter o crânio moído por um trator gringo, que realizava obras em frente sua residência. Tomei uns lexotans na madruga que se foi e ouço Clash e um hardcore california farofa agora. Mas, há um ano atrás, comecei esse blog – o template é uma merda- e na época eu fazia cursinho no Objetivo pra tentar Filosofia. Não passei porra nenhuma, atualmente engano em Jornalismo na mesma Unimep e sou filho ébrio da preguiça – gostaria de ter vontade de trabalhar. Até quarta espero não tomar nada e terminar um livro do Plínio Marcos. Boa tarde de horário de verão pra vocês, macacada.



Suzana levava um rosto trash, não me trazia nenhum prurido de felicidade. Ainda assim levei aquele namoro ridículo pra frente. Lembro com clareza dos meus domingos na casa dela; o pai dela, Leôncio, dizendo: “Carlos tem cerveja na geladeira”. Pobre homem. E quando o relógio acusava quatro horas ia então pra frente da tv acompanhar o Brasileirão. Encostava o rabo no sofá e sorvia furiosamente a cerveja, arrotava o macarrão sem pressa.Sabia que a geladeira descansava muitas latas ainda, portanto quando fosse nove da noite eu ainda sairia alegrinho pro meu ridículo teatrinho social no Sujinhos. Um ano e nove meses. Como fiz papel de otário, era eu animal estúpido quase profissional...

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Os ensaios recheados de garrafas quentes de Cristal, o fumo bizarro da Paraíba, as guitarras matadoras do Garage Fuzz influenciando a cor da minha bermuda velha. Época saudosa, lavava a alma aquelas tardes de trutagem e microfonias salvadoras.

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quinta-feira, novembro 23, 2006

Atualiza essa porra

Tomava o pileque, entortava violento o caneco, não gorfava por qualquer merda, apenas sonhava convulso, cagava conhaque, reproduzia melodias simples, filava um cigarro, queimava a calça e o braço, roncava no sofá, presidia a idéia de que a morte habitava o cu de uma puta invisível.

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Carro não pego mais. Que se foda o papai. Papai é uma bostinha; eu não quero trabalhar. E então posso suspirar enquanto arrotas mortadela em mi nariz.

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Professor preso, catedrático do supositório feliz, estagiário renegado por empresa falida, secretária da espanhola abençoada. Rego suntuoso de uma Joana Fom que pariu dois timões de várzea.

quinta-feira, novembro 16, 2006


Era ele a fera carioca, o malandrinho da voz heavy melódica. No carnaval seguiu pro interior de SP pra “curtir a balada com a galera”. Três amigos, whisky na fita, o carioca pagando vantagem geral na mesa. A todo custo queria passar a simpática impressão do insano social with margarina no cu. Beleza. Todos depois na festa, dispersam-se para lados imbecis, o carioca não é compreendido no local – sozinho, começa a vagar desiludido, desorientado em bicas. Sua camisa florida acelera o passo, ele vai ao mesanino, encontra Guto, com o cabelo desgrenhado e um sorriso sacana estampado na cara gorda.

“Pôôôrrrraaa Gúúúúto! Que é isso na sua camisa hein, É LANÇA, É LANÇA????”- e se atira na t-shirt, na tentativa gloriosa de adquirir um barato fácil & empolgante pra náite...

“NÃÃÃO!! SAI, SAI FORA !!! É porra... é porra!!!”

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Guto ganha atrapalhada melada no carnaval da roça, Charlinho sustenta status de róque star, ganha a úmida vaginaça enrugada de Sandrinha, naquela náite de “conjuntos cover” no interior da província - e Felipe consertou enfim a geladeira Valda. Guto formou-se tardio em Turismo, conhecia-o só de vista, e nessa época de nostalgia perturbadora vacilei em mares avulsos de prosódia banal nas rodas pelo corredor da escolinha; outros tantos vazios, como o de praxe nesse reduto bobo, tentaram prosseguir em cubos de gelo - e tetas espinhudas passaram também pelo canavial - ainda por sorte encontrei uns parceiros de deliquência muleque cativante, trutas permanentes, que até hoje rendem umas constantes gargalhadas from hell, via kbps.

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Horrível. Narigudona, tétrica em sua embasbacante feiúra. Um erro cruel da mommy natura. Peitos peludos mortos aguardando no sutiã, se marcar o pai dos vômitos foge dessa estrutura. Caridade, caridade para os detentores veteranos da seca.

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E Nélson Fun sofre os males ressaquentos-prontos da bebida. E coloca a culpa não em seu estado efêmero de disfunção do punch sambarilove – e sim na cadência progressiva estrondosa que mulheres devem ostentar e manter com natural diligência, em corpos sedutores para o governo de Fun.

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Odiar não, basta conservar amigos.

sexta-feira, novembro 10, 2006

FELIZ


É, matei meu amigo Everaldo. Confesso. Traição seria a última coisa que poderia esperar de Jussara. Quantas juras de amor meu DEUS! Eu não sabia que o ser humano mente, é covarde, trai. Preferiu o pipi do Everaldo. Jurema, porque? Você estava afim de botar um galho é isso? Pois é, acabei de encerrar o pé de cabra na cabeça do Everaldo. Jesus. O que eu faço com o corpo, a vida não é cinema porra nenhuma. Everaldo você nem viu o Palmeiras sair da crise hein? Tu sempre foi figuraça né bróder? Arrastava as putinhas pro seu apê em Iracemápolis, garanhão de quermesse. Se fudeu camaradinha, os pecados levaram tua luz. Olha pra esse teu corpo deprimente, tu é um cadáver roliço. Ô Jurema, besuntarei meu fígado de veneno pra matar barata, desculpe-me pelos erros gramaticais.

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Bati a cabeça na parede. Uma, duas vezes. Gozei vendo um pornô asiático. Missa de domingo cancelada expecionalmente, razão: luto, pobre padre Roberto Seixas. Sweet, sweet padre Roberto Seixas. Vai lá pra casa do caralho, padreco que nunca leu nada de verdade. Cristão.
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Conheci no busão, pegou no meu bilau torto, pariu Otávio. Meu campeão dirige bem, deu pt na fusquera ontem, voltando do pagode com a Eduarda. A garota ficou vesga.

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Hoje vou pro rock, separei o jaco de coro, transarei com alguma porpetinha safada. Mas chego lá e avisto apenas baranga e nerd e o Rogério; rola prontamente um ataque de angústia. Abro um gibi na esquina e dou risada até voltar pra casa e conversar com mamãe sobre o curso de Gastronomia. Ah, ela encontrou meu pai, finalmente. O coroa acertou a contratação de mais um travesti pra dividir o quarto comigo. Porra, fiquei felizão.

domingo, novembro 05, 2006

"meu pai me ensinou que os cara era underground"

Estamos ilhados, sem um puto; eu devo as calças. Ontem ainda consegui comprar 4 salgados requentados por 5 merréis. O tiozão da espelunca embalou de modo elegante um pedaço de pizza podre num papel alumínio. Saio lépido do moquifo, deixo cair o alimento e ainda lhe consagro um enorme pisão com meu 44. Mas eu recupero o infeliz e outra, ainda me restam outros petiscos. No curto caminho devoro tudo, sou um ogro patético porém deixo alguns pedaços para Pedro, o evangélico. Ele devora sagaz, entramos no loft onde ele mora, há duas garrafas de água numa geladeira marrom, cheia de adesivos grã finos. Após uma negociação simples, aprecio um pouco de requeijão e pergunto a ele se o requeijão é salgado mesmo. Depois foi a mostarda. Empanturrei-me de mostarda. De modo doentio. Entrei no msn e bebi um litro e meio de Rivotril, saudável demais. Amanhecido vou em busca da missão 78: preciso voltar pra roça e não tenho um puto, não sou gigolô, e escuto Anthrax agora, John Bush nos vocais. Faz um bom tempo que não recebo um email firmeza. Mas indo soltar um barro, visualizei uma peróla do pornocomics brazuca, " O dia em que o pau comeu". Trata-se da história duma ingênua jovenzinha que perde o papai e decidi torrar a rosca, etc...Foda-se. Ontem depois de uns stage divings afirmo-lhes que minha gengiva está irritada, e agora caio fora, atrás de algo sustentável para cessar a porra do meu tédio. Pelo menos eu não sou gordo e feio.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Restauração do Estado

Jonas é um recortado estudioso de assuntos paleontológicos.

Maculelê abre a bocarra num impropério terrível contra a criançada.

Negociante em mamedeiras, negociante em animação.

Vá armar azàfama noutra freguesia! E assim este novo panorama foi um esplêndido recreio para meus olhos.

Acentua-se a tensão entre a canela e o fígado.

O momento é oportuno a discussões estéreis.

Mocosou discretamente o berlô no final na bigodêra maiúscula do Lalau.

Ainda havemos de ter oportunidade de presenciar o contaminado.

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A chuva começou a pinicar meus poros. Logo que pus os pés em minha residência eu atirei a calça preta ao ar, balancei meu saco, apertei o play: o som começou a rolar e aquilo fez meu corpanzil acompanhar o ritmo de modo frenético, verdadeiro, intenso. No entanto, sou surpreendido por mamãe entrar no quarto. Ela carinhosamente diz que minhas duzentas e cinquenta gramas de fumo do Maranhão foram entregues. Com um desbocado sorriso salienta ainda que fez o cheque falsário. A noite fazemos chá e transamos num ardor angelical.
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Ela estava com o status de ocupada no msn, e eu não vacilei. É muito gostoso bater uma bronha pruma atriz gringa. Shirley Maclaine é um tesãozinho, meu peru fica no assanho toda vez que vê aquela sombra gloriosa. Uma vez papai me pegou no flagra, eu estava com a pombinha quase lá, então ele foi generoso e esquartejou minha glande.
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O Afonsinho comia bolachinhas sortidas e não as repartia, jamais. Jaqueline, sua irmã de seios distintos e mau hálito consagrado, trancou-se no quartinho de perfumes e impediu a passagem do energúmeno. Papai Jolias botou fogo no quintal, as chamas foram dinâmicas e ao se misturarem com o Lavanda Pop comandaram a confusão. Ninguém arrisca uma trepadinha pipi leve com a filhita do prefeito na Universidade Master de Kentucky.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...