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Mostrando postagens de Novembro, 2006

Pronúncia Rouca

Eu era aquele mimado desoxigenado pela alienação-alienatória, digitando textículos com fragrância agressiva com semântica fliperama. Então eu vi a vontade de mijar antes que o sorriso do novo parágrafo acontecesse supérfluo. Qualquer idéia de fumaça seria tomada como axioma pelo garotão-leitor-antenado-refrão-clichê-camisinha.

Então eu pensei: morre a mãe, o cara da a vida vendendo crack, vende dois corres de poste de gasosa e morre nu. A mãe não sabe quem é ele , ouve Concretismo no futuro búlgaro agora mainstream e coloca um ferrolho batizado de Cordeiro 9.

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Restam essas líricas cinzas, e ainda perseguirão na memória os dias de céu destruidor, do céu composto pelo plano que carregou pela madrugada crua todos os sorrisos e decepções, os melancólicos minutos de brigas e seus códigos flagelados...então eu sacarei do bolso mais um pedaço desse papel amassado, escorraçado pela mentira - na calçada colocarei as linhas últimas do que foi essa infâmia terrestre que amei. Infernal o prejuí…

1 ANO DE VOZERIO DO INFERNO

São paulino, apreciador embarrigado em Antarctica – mas entorno fácil a mais suja e ofensiva também. Leitor de Fante, ouvinte de Rogério Skylab, herdei trocadilhos imbecis do meu pai na hora do almoço, conclui Rádio e Tv na Unimep – e como levei esses anos inesquecíveis com a barriga; os camaradas classe salvaram minha pele em vários momentos – ainda que salvei a pele de vagabundos piores que eu também.Passei a maior parte da novela acadêmica fumando uma marola e bebendo cachaça nos bares do CECAP – aí comecei a passar um pano em aforismos vários de Nietzsche. Sempre nutri idéias imbecis e eu diria que despretensiosas também, como o roteiro não finalizado de Tony Mexicano, cabelo 77, moicano – a saga dum honrado cheirador de cola que esmaga a mãe com um sofá pra depois ter o crânio moído por um trator gringo, que realizava obras em frente sua residência. Tomei uns lexotans na madruga que se foi e ouço Clash e um hardcore california farofa agora. Mas, há um ano atrás, comecei esse blog…

Atualiza essa porra

Tomava o pileque, entortava violento o caneco, não gorfava por qualquer merda, apenas sonhava convulso, cagava conhaque, reproduzia melodias simples, filava um cigarro, queimava a calça e o braço, roncava no sofá, presidia a idéia de que a morte habitava o cu de uma puta invisível.

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Carro não pego mais. Que se foda o papai. Papai é uma bostinha; eu não quero trabalhar. E então posso suspirar enquanto arrotas mortadela em mi nariz.

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Professor preso, catedrático do supositório feliz, estagiário renegado por empresa falida, secretária da espanhola abençoada. Rego suntuoso de uma Joana Fom que pariu dois timões de várzea.
Era ele a fera carioca, o malandrinho da voz heavy melódica. No carnaval seguiu pro interior de SP pra “curtir a balada com a galera”. Três amigos, whisky na fita, o carioca pagando vantagem geral na mesa. A todo custo queria passar a simpática impressão do insano social with margarina no cu. Beleza. Todos depois na festa, dispersam-se para lados imbecis, o carioca não é compreendido no local – sozinho, começa a vagar desiludido, desorientado em bicas. Sua camisa florida acelera o passo, ele vai ao mesanino, encontra Guto, com o cabelo desgrenhado e um sorriso sacana estampado na cara gorda. “Pôôôrrrraaa Gúúúúto! Que é isso na sua camisa hein, É LANÇA, É LANÇA????”- e se atira na t-shirt, na tentativa gloriosa de adquirir um barato fácil & empolgante pra náite...“NÃÃÃO!! SAI, SAI FORA !!! É porra... é porra!!!”***Guto ganha atrapalhada melada no carnaval da roça, Charlinho sustenta status de róque star, ganha a úmida vaginaça enrugada de Sandrinha, naquela náite de “conjuntos cove…

FELIZ

É, matei meu amigo Everaldo. Confesso. Traição seria a última coisa que poderia esperar de Jussara. Quantas juras de amor meu DEUS! Eu não sabia que o ser humano mente, é covarde, trai. Preferiu o pipi do Everaldo. Jurema, porque? Você estava afim de botar um galho é isso? Pois é, acabei de encerrar o pé de cabra na cabeça do Everaldo. Jesus. O que eu faço com o corpo, a vida não é cinema porra nenhuma. Everaldo você nem viu o Palmeiras sair da crise hein? Tu sempre foi figuraça né bróder? Arrastava as putinhas pro seu apê em Iracemápolis, garanhão de quermesse. Se fudeu camaradinha, os pecados levaram tua luz. Olha pra esse teu corpo deprimente, tu é um cadáver roliço. Ô Jurema, besuntarei meu fígado de veneno pra matar barata, desculpe-me pelos erros gramaticais.

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Bati a cabeça na parede. Uma, duas vezes. Gozei vendo um pornô asiático. Missa de domingo cancelada expecionalmente, razão: luto, pobre padre Roberto Seixas. Sweet, sweet padre Roberto Seixas. Vai lá pra casa do caralho, …

"meu pai me ensinou que os cara era underground"

Estamos ilhados, sem um puto; eu devo as calças. Ontem ainda consegui comprar 4 salgados requentados por 5 merréis. O tiozão da espelunca embalou de modo elegante um pedaço de pizza podre num papel alumínio. Saio lépido do moquifo, deixo cair o alimento e ainda lhe consagro um enorme pisão com meu 44. Mas eu recupero o infeliz e outra, ainda me restam outros petiscos. No curto caminho devoro tudo, sou um ogro patético porém deixo alguns pedaços para Pedro, o evangélico. Ele devora sagaz, entramos no loft onde ele mora, há duas garrafas de água numa geladeira marrom, cheia de adesivos grã finos. Após uma negociação simples, aprecio um pouco de requeijão e pergunto a ele se o requeijão é salgado mesmo. Depois foi a mostarda. Empanturrei-me de mostarda. De modo doentio. Entrei no msn e bebi um litro e meio de Rivotril, saudável demais. Amanhecido vou em busca da missão 78: preciso voltar pra roça e não tenho um puto, não sou gigolô, e escuto Anthrax agora, John Bush nos vocais. Faz um bo…

Restauração do Estado

Jonas é um recortado estudioso de assuntos paleontológicos.

Maculelê abre a bocarra num impropério terrível contra a criançada.

Negociante em mamedeiras, negociante em animação.

Vá armar azàfama noutra freguesia! E assim este novo panorama foi um esplêndido recreio para meus olhos.

Acentua-se a tensão entre a canela e o fígado.

O momento é oportuno a discussões estéreis.

Mocosou discretamente o berlô no final na bigodêra maiúscula do Lalau.

Ainda havemos de ter oportunidade de presenciar o contaminado.

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A chuva começou a pinicar meus poros. Logo que pus os pés em minha residência eu atirei a calça preta ao ar, balancei meu saco, apertei o play: o som começou a rolar e aquilo fez meu corpanzil acompanhar o ritmo de modo frenético, verdadeiro, intenso. No entanto, sou surpreendido por mamãe entrar no quarto. Ela carinhosamente diz que minhas duzentas e cinquenta gramas de fumo do Maranhão foram entregues. Com um desbocado sorriso salienta ainda que fez o cheque falsário. A noite fazemos chá e…