sábado, dezembro 29, 2007


Uma noite eu caíra torto às portas de um palácio. Era uma noite hostil, e no meio do dilúvio desisti de correr, permaneci aos roncos ali mesmo.

- Ei;

- ...

- Entra, tá frio aí,

- ...

A família era um velho viúvo mexicano e uma beleza de ninfa, peraltinha duns 17 . No começo eu não quis dizer nada. Não abri a boca, não citei o tempo, nem Claudio Adão ou as valquírias flutuantes do jardim da Líndia. Entrei. Na mesa bolinho e arroz.


Sob o teto do chefia passaria quatro dias quatro noites. Eu vagava por aí há uns dois meses, ainda me restava alguma grana e duas garrafas de Campari. Não sei ao certo porque fui tão bem recebido no palácio... fato é que lá, logo na terceira noite, já pudia fazer a minha merda de porta aberta, enfiava na minha mochila todos os sachês de mostarda disponíveis num armarinho amarelo; pude espantar as trevas dos últimos meses de sorriso estalado no peito, meus olhos recebendo as melhores manhãs. Depois enjoei.

Ela trazia cheiro de cebola nas canelas. Cecília, ah, Cecília! 17 aninhos peitinhos ruiva capozão de fusca bão demais. Meu sangue corre resistente Cecília, meu sangue é a sua música.

Começamos trocando idéias leves, passeando sobre Bragança Paulista, Palitos de Dente, Esquinas Vazias. Rapidamente ficamos íntimos. No amarelo sofá da sala concordávamos em páginas, vinhos pela noite, ironias e silêncios; e aí não houve mais delongas entre nós - ela quis fugir comigo. Roubei a filhota.

De madrugada saímos, eu com sudorese ela com a bunda assada. A princípio o velhote nem se ligou, achou que daqui a pouco a filhota ia chupar uns pirulitos e já voltaria. Pois é, o dia raiou e o velho esbravejou no celular(ela esqueceu de desligá-lo), colérico o patusca tacava aos montes pimenta nos nossos sonhos.

Andamos duas quadras e a Cecília depositou o celular num lixinho de padaria. Depois colocou sete canções do Fábio Júnior no seu mp3 fuleira. Lamentável, mas ela tinha um bucetão apetitoso e também manjava algo de culinária italiana.

Caminhamos por mais duas horas e sete-Kaiser-lata. Cansado, bateu a vontade de mijar. "É rápido Cecília". De bexiga esvaziada,nem lavei a mão,nunca lavei; saí apressado e sem descarga, meu rosto ansioso traçaria uma longa panorâmica pelo bar. Nem sinal da buça, apenas um gordão de camiseta regata, braço peludo, comia nervoso seu x-egg no balcão.

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domingo, dezembro 23, 2007

assassinos da autopiedade

Talvez eu precisasse de mais bufunfa. Não, não é isso. O vinho jorra, corações agridem galáxias, mortos abraçam regras. Sou bom de copo. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero nunca parar de beber.Deixa pra lá.

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Acabava de cair naquela sugestiva escuridão. Não havia repouso. De súbito Teresuda saiu da cama, acendeu a luz. Eu tinha olhos cheios de ressaca. Ela não perguntou, apenas deixou que minha fome jorrasse em cima de suas lentes de contato tão feias.

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Pedro a olhou. A chuva fina caía mole por sobre a calçada. Passos lentos e a Kombi do Tio Timmy, lá do bairro perdido. Pedro viu seu último amor ir embora. Não aguentava essa mania dela sair andando a qualquer desentendimento do casal. Mandou ela ir com Deus. Abriu o mês de maio e ela voltou. E Pedro já não morava mais lá.

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quarta-feira, dezembro 19, 2007

BUBUCETAS FREE

Entramos no Fucão véio e fomos pra Cordeirópolis. Prefiro chamar de Cordeiro mesmo, mais prático e mais atraente. Enquanto estacionávamos, James matava a última ponta do beque paia do Maranhão que pegamos semana passada. James era sãopaulino, e mantinha uma postura bastante arrogante. Tinha sido um garoto frustrado no Chile e tinha vindo para o Brasil quando ouviu falar que as putas por aqui eram decotadas e receptivas.

Paramos no primeiro bar. Uma morena cavaluda me fez um gesto convidativo com um dedo. Seu cabelo era todo fudido, de uma ruindade pura, assim como sua barriga, e à medida que me aproximava, percebi que seus olhos eram cadavéricos, como luzes catarrentas a me repelir numa quarta-feira de cinzas. Parei a uma certa distância de onde ela estava.- Duas Nova Schin - eu disse - nós começamos assim. Íamos pra variar de Vila Velha também. Ao emborcar três doses, pude sentir o fedor francês do meu hálito e o peido discreto de Samanta, a dona do canal. Samanta realmente produzia um cheiro bastante forte, dinamite sambarilove.

Saímos. Fomos pescar idéias e novas kengas e novos pós e novas nóias.

James acendeu mais uma vela. Comer parecia muito importante naquela hora. Bubucetas free. E comíamos purê de batata com nada ao molho madeira, especialmente aos domingos.

domingo, dezembro 16, 2007

OS SMITHS

Eles formam os Smiths. Não a banda farofa The Smiths. Falo da Patti Smith, do Adrian Smith, do Adam Smith e do Robert Smith. Robertinho é melancólico. Já a Patti fez amizade com o William Burroughs. Adam Smith por sua vez escreveu "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações" em 1776.E o Adrian Smith? Ah, esse é o sobrinho querido do Jerry Adriani.Tem tatuagem e cabelo de mulher, gosta de tocar guitarra no AIRON MEIDEM.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

TÃO BOSTA ESSA UVA PASSA DISSE A GELADEIRA FECHADA

Digo que não gosto de uva passa. Porque? Porra, porque nunca experimentei uva passa. Ela diz que eu só gosto de ovo,"essa coisa de tiozinho cachacero pote de conserva". Nada disso. Só acho azeitona uma bosta, uva passada outra. Justamente porque nunca quis experimentar esse tipo de lixo.

Falando em lixo, depois das seis da manhã e uma nova garrafa de vinho aberta(o som é Johnny Cash, setentista, de topete médio), o banheiro fica quente toda hora e a geladeira abre muitas vezes. Do jeito que a coisa tá preta, logo haverá bacharelado pra futuro fiscal em prol
das burras abridas de geladeira.

Quem quer beber mesmo pega rápido o canhão. A geladeira nasceu no silêncio. Beleza, aí vem alguém e abre a geladeira pra sugerir uma porção de carne. Idéia dela, claro.
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domingo, dezembro 02, 2007

L U T O

Estou de luto. Primeiro foi o Patinhas, que ficava na avenida 17. Depois foi o saudoso Bar do Genivaldo, na Rua 3, bem no centro, em frente à padoca do Chris Mullin. Nesse aí o esquema era grãfinagem pura: copos congelados exclusivos pra rapaziada,pinga na faixa,torresmão motorhead, cachaça Altarugio aos baldes. Mas aí ele fez a cagada de transformar o bar em floricultura.Cinquenta anos que reinava o bar e ele dá uma dessa. Uma puta duma viadagem.
O tempo passou e eu e meus camaradas começamos a frequentar o Parada Obrigatória. Lá quem comandava o esquema era o Ervinho, uma mistura de lutador de WWF de estatura baixa e Zé Ramalho depois da diarréia do natal. Sempre de boné e bom humor em seus dizeres de filósofo truta. Então o Parada se transformou na verdadeira parada: sinuca, porções de calabresa de cortesia, cana(a gente punha o pé no bar e ele já derramava as doses) pra caralho, clientela dasantiga. Parecia que ia ser infinito. Só que teve que acabar. Assim como o Patinhas, ele vendeu o bar e foi ser feliz no nordeste. E agora em Rio Claro todos os bares são chatos, mais idiotas que a RedeTV e a Globo juntas na virada do ano enquanto você vê idiotas vestindo camisa gola pólo. Pois é, luto merecido. Firmão, um brinde ao alegre e parceiro rosto de cara cheia do passado.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Duzentas postagens de Vozerio do Inferno

Acho que esse blog tem uns dois anos, sei lá, preciso verificar depois a data da primeira merda que coloquei aqui. É agradável bronquear antes e depois do bar nesse ambiente. Tem uma geladeira cheia de blues, um catarro exibido grudado no teto e a teta mágica da Maria Cotonete. Nesse mês eles tão fazendo a assessoria de imprensa do blog. É isso. Foda-se.






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Váldson passeia tranquilo pela universidade. Cruza com uma mulata de coxa grossa, camiseta com estampa Adidas apertada no corpo, segurando o peitão. Ela encara Váldson. Desfila provocante na calça jeans justa , a anca na medida certa, generosa. Váldson tem namorada e não consegue concluir a operação.


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Estréia amanhã em Sorocaba :


Chocomerda


120 min/drama-ação cuba libre maionese


Clarice é linxada num show de música pra agroboy nenhum botar defeito. Ela perde o braço esquerdo e enquanto pega a lotação procurando seu gato siamês tromba com Chocomerda, o figura mais triste que ela já conheceu. Os dois entram na dança da vida e da punheta e abrem uma boate de putaria e matança. Chocomerda é mais que qualquer balada soft open, é a bomba.


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Segunda divisão vem aí, bando de galinha preta.

Agora dá licença que eu preciso cagar o ovo e o bife da janta.

sábado, novembro 17, 2007

escrever em lo-fi - cristar - com a lata gelada



Dez da matina, sol campeão. Esse é meu recreio favorito hoje. Sirvo-me de CriStaR, na padoca do Serjão marco na velha caderneta cada lata gelada a R$1,50. Escrever em pé é du caralho.

Imagino o Hemingway fritando os joelhos enquanto seu sapato cansado recusa CriStar. Chega então o Tino Marcos, Ernest se afasta, acena com a cabeça quando a pergunta é pertinente a extinção do Pernod em cineclubes de sinuca.


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Tô naquele rolêzinho tranquilóvisky pelo centro da cidade. Viro a esquina e dou de cara com o potão perdido em cima do balcão, cheio de ovo de codorna boiando drento. O bar do Bigode tá cheio de velhaco nesse horário. E velhaco de prima.

O Jair Leite Moça como sempre ocupa seu pedaço sagrado. Jornal aberto, morde os beiço, pega o cigarro no chão. A campainha de casa parece uma girafa cantando algo da Kate Bush. Nerda. De novo ela toca, a geladeira entristecida aguarda mais cevada para o novo blues.
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Aviamento para cortinas. Lãs para ballet. Acompanhado de Cecília, Hermes entra no estabelecimento. A cidade como sempre tosca e pacata. Cecília tem de pegar senha para ser atendida. Ela é francesa, Hermes sentimentalista paraguaio.

Quando o painel preto indica "527" em vermelho, ela adianta-se perto do balcão. Uma mocinha bem esquelética a atende com um som pacman, miúdinho. Hermes está de bermuda. Nota que as atendentes em sua maioria trazem cara de canseira. A MINEIRA tem crédito na city. Além de vender uma pá de coisa a loja não conseguiu falir, tem 30 anos.

Só que entre as vendedoras feias e gastas Hermes nota uma em especial. Ela também conservava o cabelo preso. Era ruiva e passava um pó azul na fuça, em cima das pálpebras. Tentava ser atraente. Hermes notou que a garota, enquanto atendia outros clientes (perto de Cecília, que comprava carretéis) o fitava proibidamente. Hermes havia haxixe fumado e decidiu seguir o olhar da ruivinha perva.

Cécilia efetuou o pagamento no caixa. O senhor alto, alegre e grisalho, sorriu. E os carretéis peidavam na sacolinha frágil.

Quando o casal ia tomando o rumo da saída a ruiva ainda lançou um olhar quase demorado pra Cecília, do tipo "eu sou meio cheinha mas sou mais quente". Cecília ganhou a rua, a mão esquerda atada junto a de Hermes.

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- Vamos entrar no jazz? - arriscou Thi. Léo não se conteve, caiu na gargalhada. Decididamente aquilo não era pra ele - embora no seu íntimo desse atenção aos comentários mais estúpidos de Thi - até então o crioulo mais popular de toda a oitava série.

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Thiagão não passava dum grandão bobo. Um tolo desengonçado, sujeito néscio, tão apto para se dar bem na vida como uma anta tentando comer a buça de ouro na Babilônia de Bacalhau.

Como ele não tinha muitas opções - além do estilo arcaico, o cabelo sujo e o jeito de urso, possuía mau hálito - acabou se juntando com a galera mais loser do pedaço. Pode se dizer que Sivucão, o gordo bolachudo de ócrus, foi de fato seu melhor amigo, amigão. E olha que eles já foram em 3 Oktoberfezes.

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quinta-feira, novembro 08, 2007



---tomando Antarctica sem copo:


Aquela semana em Santos foi foda demais. Eu cada vez mais motivado no meu rolê crescente da legítima chapação interiorana ia esmerdear pro lado onde Pelé remodelou as quatro linhas.

O lance surgiu graças ao convite do camarada Ringo, o apartamento do tio dele tava na mão e precisava de fumaça. Ringo acabava de conseguir férias, depois de uma porrada de tempo trampando no hotel da society, aqui da roça. Ringo achava o tio um babaca cuzão, e em Santos Ringo poderia acordar no dia seguinte de ressaca e com a barba bêbada e o hálito não-comercial.

O Ringo queria morar na praia, eu tô ligado, mas eu curtia beber cachaça. Ele é ainda hoje parceirão de copo. E todos os dias que caguei e bebi lá em Santos rezei com a garrafa, pra cima e pra baixo feliz da vida, e a macacada pedia um gole de 51 enquanto feliz eu caminhava sinceramente torto e ogro rei. "Valeu guerreiro, vai na fé", dizia um deles,seis horas de uma tarde bem bebida.

Depois teve a vovódka toda que apagou o crânio e que quebrou tudo, vovódka encerrada no banco da praça celeste; eu que levei um violão Tonante todo véi de guerra , e aí no meio de alguma trashera uma corda estourou, tentei afinar as outras cordas que DeSanimaVam e o violão ficou zuado. Tava podrão, a tarracha Valda queria ir pra Plutão. Repeti o gesto de Pete Townsend, Cirilo, Cobain e Nuno Leal Maia Júnior e arrebentei a viola inteira, que chorando foi parir um hit no coração de algum goiano frouxo em uma década distante.

----tomando Lecker e olhando a Grécia vestida de Charqueada com o cabelo ruivo, cheio de serenata punk

Estávamos em Santos e aquela semana seria ducaralho. Eu tava no auge da minha intensa
folga e vagabundági, vida druris, arrancando uma grana magra da matrona pra tomar uns goles e ser feliz. A grana era curta, mas a sede é uma arte.

---ttomando algumas outras e seoutras mais umaswekl3fff

Eu enchia o pote, cabou a família de centavos no borso,então o mendigo me pagou outra dose no quiosque do Fernando, mas eu tava quase caindo, e dessa vez tentei tapar a boca com a mão, mas o vômito foi mais esperto e escapou-me por entre os dedos.

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segunda-feira, novembro 05, 2007

D U P I N I C O


Du Pinico é um ex-camarada meu. Na real o cara é até parceiro meu, pra fazer um corre toxicômano,e só. Ele já foi palhaço de festinha de pirralho, descobriu que podia bancar sua sede pela branca com suas micagens pegaças. E tino pro negócio ele tinha. Du Pinico, o craque no inventário de apelidos idiotas e imitações baratas de pessoas comuns, pobre pedreiro. Du Pinico que vive em Glasgow, engravidou a prima de segundo grau. Sua filha é racista e bonitinha, ruivinha e dona duma simpatia de sobra, uns três aninhos, com sete será putiña.

Acontece que num fim de tarde um pedófilo quase levou sua herdeira pruma enrascada.

Du Pinico saiu pra comprar seda com gosto de abacaxi na loja de conveniência do posto Linguiça, perto de sua casa. Normalmente sua mãe nessa hora pega a neta na saída da escolinha, então ele aproveita pra fumar um ou sete mesclados pelas redondezas.

Só que nesse dia a menina enquanto esperava a mãe caiu na conversa mole de um senhor calvo,óculos fundo de gaRRaFa, que guardava balas no bolso do paletó. Tá bom, todo mundo conhece essa história. A menininha caiu macia na lábia do velho.

Ele a levava para uma casa de diversão quando a mãe do Du apareceu. Ela é nervosa, tem atitude a coroa. O senhor fez-se de gago, croata. A mulher, sem as estribeiras e espumando há tempos, esmurrou o nariz do senhor.

Pra aliviar, uma ficha de pinball. A menininha praticava seu racismo, uniformizada. E o Du Pinico atrás de mais uma rocha foi, é o de sempre.

sexta-feira, novembro 02, 2007


Pois é, final de sexta-feira, a chuva ainda cai, ainda que um pouco mais retraída agora. Sem dúvida faz um calor agradável, tá foda minha gente, Satanás peidou a Fafá de Belém na cara de Deus, que mandou catinga fervendo pra atmosfera. Voltei pra Rio Craro e cansei de todos os mp3 aqui dessa joça de máquina. Mas ainda sobrou Sex Pistols com Silly Thing, What you gonna say? What you gonna do? - se bem que ainda restam os pernilongos, cantantes como a voz da Débora Falabela, além de claro, o suor escorrer caprichoso na minha testa, sem trégua. Daqui a pouco caio pra rua pra ver qualé que é a dessa roça.


Foi mal, de novo é TRI CO LOR. E como tudo é tiração de onda e pica entrando no rabo de corintiano, aí vai o conto do são paulino comedor de xoxota cheirosa.



FOI MAL


Felipe tem vinte e seis anos, é especial desde criancinha. Vive com os pais, no centro da cidade,
uma cidade devagar, pacata e acomodada como qualquer feudo da província filiada ao
sindicato dos aposentados ferroviários do interior do estado de SP. Nesse reino não há
peças de teatro interessantes pra se assistir numa noite azul acompanhado duma gostosa,
nem algum filme foda em cartaz, muito menos uma banda decente tocando algo original.
Restam então os poucos amigos da época de escola, as drogas e a ironia.



Numa noite dessas sextas-feiras vagas é que Felipe
saiu a pé com o seu bloco de notas, seu caderninho egotrip, e num momento de
descuido enquanto amarrava o cadarço foi assaltado por três manos no
Posto Confiante. Felipe percebeu que os neguinhos não tavam armados e
mandou o mais escroto tomar no meio do cu, dizendo pra ir assaltar
outro comédia, não ele. Não deu outra, apanhou pra caralho, os idiotas presentes no
Posto nem aí, no meio da avenida Maionese Felipe levou um pau.



Voltou pra casa sem vinte e oito reais, a cara estourada, não, não precisava
ter olhado pro espelho do banheiro dos fundos da casa, a cara ardeu toda, aí ele
tomou um revigorante trago de Rum, voltou lá com o taco de beisebol, estourou a cabeça do maninho
mais escroto, que nem via a cena, tava de costas. Felipe correu, saiu no cacete.
Ninguém o pegou, Felipe é velocista desde os tempos do colégio dos alemães,
lá concluiu a quarta série do ensino fundamental. Então aproveitou e
roubou um fusca no bairro Indaiá, tinha catado o taco
e uns trocos da mamãe, uns 200 conto.



Com a fuqueira pegou a rodovia Bondade pra se divertir de acordo. Comeu uma puta magra na
BOITE LOVERS, procurou uma biqueira de pó, achou, comprou três longnecks de Brahma, tomou
tudo em 3 minutos e 15 segundos. Acordou com o corpo quebrado no dia seguinte.
Felipe é gay, torce para o Corinthians. Seu vizinho Morumbi é são paulino, ouve
Slayer, é amigo pessoal de Darío Pereira e come a buceta mais gostosa de Curitiba,
que agora mudou-se pra sua casa, só pra poder dar mais gostosinho seu cuzinho pra ele.



Dois dias se passaram depois do pau que Felipe levou quando os
manos descobriram onde ficava sua casa. Deram mais esculacho na pobre biba corintiana,
que uma tarde ficou toda estirada, abandonada na calçada, como Vampeta.
Morumbi saía de casa nesse mesmo instante quando viu a cena, se recusou a
dar carona até o hospital que o vizinho tanto solicitava aos prantos,
de boca sangrenta. O TRICOLOR calmamente acelerou o veículo,
enquanto a suculenta loira no banco do passageiro arrumava o
delicioso decote e acendia mais uma bucha, já chapada e suficientemente
excitada,e Felipe chorava fodido no meio da rua. Morumbi então seguiu em
direção à avenida Récol,apenas repetindo para si mesmo, categórico,
ar de pentacampeonato: - Foi mal.

domingo, outubro 28, 2007


















Faz estrago, lesado, tenta tirar o gelo da cartela premiada, gelo filha da puta, voa, dá trabalho com a faca, gelo que alcança o chão. Então resolve , vai atrás de novo, após o fim do jogo das 4 mais um,só de impulso; a patroa ajeita o almoço, linguiça de frango com o velho arroz de guerra. A cartela lê alheia Histórias Ecológicas, de Defunto Jones, o relógio está empapado, a vida é um bidê.
O pedaço lunar, a fatia avulsa em que tudo é melhor que piscina de um litro,é aqui. Aqui é que a vida careca desmonta um Master System. Olá, estamos num filme do Marquês Salsicha.
No dia da estréia, cinema vermelho, assassinaram o puto do cobrador de ingresso, minha Kaiser ainda pela metade.



Numa estréia em Ibitiga, é preciso dizeer, balearam o vereador Juninho da Padaria. Depois disso em Leme traficante e usuário ficam jogando dominó, aparando haxixe de esquilo. E o Renato Aragão será violentado pelo pai de alguém que já trabalhou na Record, ainda que em fase de estágio e mais alguma porra.



Ste indicações, Marquês Salsicha hoje vive roto, zumbi de alguel, abaixa e vai de zulu na garganta, merda, que aula legal de Estudos Sociais... E anotaram o time do coração a placa que refletia a idade do retardado.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Calminho era o nome dele. Vestiu o paletó invisível, plugou a Eagle no velho Ciclotron.Não saiu porra nenhuma. Não quis um pedaço de chocolate, tentou tirar uma do Led, era muito rápido o tal do João Page, então perdeu a palheta, esqueceu daquilo que precisava lembrar, fez força e estourou a corda. Cablum. E não tinha uma reserva. Que bosta. Vendeu a guitarra, ou melhor fez rolo. Um sofá. Sofázão. Cabia ele, ele e o cachorrinho cegueta, Bilu. E na primeira noite Bilu molhou o sofá, de xixi. O sofá batizado foi de Teodoro. Já veio com 38 anos. O cara que ficou com a guitarra era travesti. Vestia meias, dormia e acendia cigarros.

Calminho gostava de jogos, joguinhos. Sua mãe era mulatona, daquelas que gringo adora beliscar. Mentirinha. Calminho sempre tomou porrada na escola, apanhou até da Daianinha, perdeu uma mochila pro Valter. Ganhou a guitarrona no bingo, pra alegria do vovô Cássio. Ah sim, quando vovô soube que o neto trocou a guitarra por uma porra de sofá o vovô resolveu deixar quieto, comprou uma gaiola. Ou um bambolê.

quinta-feira, outubro 18, 2007

- Me paga uma SKOL?
- SKOL queima o filme.
- Sou a mulher do Bill Evans, a unha encravada do Joãozinho Trinta.
- SKOL queima o filme. E eu tô com Hipocondria, deprê de mulherzinha, tá foda.
- Vai porra, paga logo.
- Tô submerso no Pessimismo com, terrorzão imortal fritando a pele. Cada dois segundos são eternos, você morre por antecipação sete vidas de mierda.
- Paga uma, não tenho dinheiro nem buceta, você não tem vida. Paga ?
- Vou vomitar na gravata da sua alma.

Foram embora do bar, cigarros estavam de licença naquele momentinho emo. O calor era dócil e fecal, de moer a moringa, office boys pareciam o braço do Seu Madruga boxeando na juventude, e as labirintites das crocheteiras apareciam caindo dos postes. Uma coleção perfeita de ventiladores portátéios usados em promoção fez o auê que constrangeu uma judia. E o joão-bobo dos 80 saiu com nova cirrose da Alan house, fazendo micagem às avessas.

Foi aí que entrou em ação a nota de cinco reais, escondida na meia furada de Aldair. Fez uma cerveja, dedo em riste pra rapaziada, que o chamava de príncipe - a cerva era sem álcool e de tão dopadão mal leu o caderno de Turismo da Folha, tardezinha de quinta-feira.
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sábado, outubro 13, 2007



Meninão embalou no pó ontem e hoje é só dor no peito.

Taxista punheteiro faz corre na faixa pra mamis delirar na Boite Bilica.

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Dialogava com frutas e verduras, o semáforo cintilando verde. Uma abobrinha esperta já saiu cantando pneu, toda ardida no seu Uninho Mille chapado. E Bolachão parado lá, só no lero com frutas e verduras. Na bike podíamos ver um híbrido de Guilherme Arantes e Ivan Lins com um caralho tuchado na boca, no avião a delegação da Ponte Preta seguia anfetaminada para o planeta Relóginho. Eram duas as frutas: Rodriguinho e Malu, as verduras não consigo dizer. E rezaram uma missa ao som de Kreator, na avenida lotada de esterco, para o mestre Chuck Berry, que ergueu seu troféu, que na verdade era o semáforo, com cheiro de Chevete. Na bike a corrente desapareceu,o Bill Halley ficou morno, e as verduras arrefeceram, Bolachão é ruim pra caralho de xaveco. E a Glória Pires assassinada com uma xícara. A esposa do semáforo.

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terça-feira, outubro 09, 2007

MAIS MULA NO PLANETA MAIONESE


As doenças que aparecem na hora certa. A incrível arte de adquirir enfermidades em momentos substanciais. Pela manhã pêssego e pêlos de câncer, pela noite bacanal na tv paga. A tarde traz taquicardia ao passo que a madruga adora parir vícios imbecis com clicks em links. E de tanto se entupir de tarja black com requeijão minha mulata se transformou numa geléia...

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A loja ficava no centro, era uma segunda-feira daquelas em que o sol desfila com o bumbum pelando. A loja ou melhor, a confecção, pertencia a minha sogra. Lá estávamos, eu e minha esposa; o movimento do comércio corria pequeno lá pelas quatro da tarde. Sentados, tranquilos, calor. Aí ela resolveu descascar pra mim. Tocou aquela nervosa, e o garotão esparramou leite quentinho no coração do piso frio.

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Pafúncio. Encrenca. Catuaba sem a tampa. Luta livre de anões ilegais na TV GAZETA ao meio dia. Pafúncio cagando milho no Parque Ecológico. Telefone, encrenca. A magrela quer o livro de volta. Não devolvo nem fudendo. Pafúncio e a Catuaba torraram toda a grana. Terminaram sodomizados pelo taxista mal-educado. Encrenca,página oito,a da foto.

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A modelo que se enrabichou com o rústico urso polar levou a bandeira da Romênia para o acústico do Prince. Nos camarotes confeccionados de psicodélicas toranjas, ela rebolou como uma publicitária. Algo bem especial.Digamos que não passou de uma situação lúdica light.

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Av Oito, nº125, ruas 10 e 11. Subir pianinho e solicitar pela Rebecuda. A senha é "resta um". Cuidado: ainda não podemos confirmar se o detetive Lemos ronda o local. Ele veste Ellus e monta altivo no compasso de sua motoneta hardcore.

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sexta-feira, outubro 05, 2007

Madame Bilau inseriu uma vela no rabo de Artur, que sofria de enxaqueca.

Narizinho escorregou e foi dar de cara com as coisas de Leopoldo, que precisava de atenção.

Jaque emprestou a mangueira e o vizinho pedalou. Sua bicicleta tinha os pedais feitos de bosta. Jaque tomou a mangueira de volta.


Lúcifer almoça enquanto Deus soca aquela.

É, não tava legal. Realmente o dente precisava dar adeus. Durante a extração, Alfredo Bom de Bola confidenciou tudo ao doutor Egito. Não precisava mais da Teresuda, achava que ela precisava era ter um pênis e sentir a sensação de ser rapaz, homem. Que delícia, pensou, não tenho mais esse dente em mim.

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Ninguém quer prejudicar ninguém né? Bacana.

sábado, setembro 29, 2007

O FUROR DE JOSETE

No centro de Rio Claro encontraram lojas deselegantes e arcaicas . As roupas, pensou Josete, eram incrivelmente "caras" (principalmente numa pequena boutique provinciana encostada num posto de gasolina), mas Tonico parecia pouco se importar, nem reparava; ele contentava-se em pagar o que ela escolhesse e depois iriam pra mais uma rodada nos bares.
Sua principal compra - após provar mil peças e provocar diversas discussões e bafões - foi feita no final da tarde: um exclusivo sutiã espanholito, azul-carcinha, com mp3 e um vasto aroma de framboesa.
Tinha visto um modelo parecido numa propaganda veiculada nas madrugadas pelo SBT; era considerada a linha mais adequada da década e custou a Tonico quase setecentas pratas mais uma hérnia de disco.
Para combinar com o porta-seio, precisava de três pares de meias, mais esmalte aos montes e uma nova bolsa, de silicone especial, trampada a mão. Tonico dava de ombros. Descobriu que junto com o pacote e o manual do sutiã havia um pequenino livreto intitulado "Na intimidade dos verdadeiros soutiens" bem escrito por uma feminista sacuda.
Enquanto ela procurava por novas meias e looks, Tonico entrou no barbeiro do shopping para cortar o cabelo. Quando saiu, meia hora mais tarde, ela ficou espantada; não só tosou toda a juba, como também tingiu de leite moça. Tonico, ex-carcamano, não quis discutir o assunto...

domingo, setembro 23, 2007

Enquanto a ressaca não chuta

Outros dez pacotes de pomarola desperdiçados. Estava também presente na festa, Fabinho Mamilo, quando o vocalista martelou seu cérebro e arremessou depois a máquina de escrever. Todos os cursos de datilografia foram amaldiçoados por Mr. Crowley.

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A meta, entretando, é a liberdade. E o que Josué tem a ver com essa porra toda? Não sabemos. Foi por tais considerações, ao ler um rabisco de Woody Allen, que ele cedeu o lugar para Hernanes.

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Seu trágico sucessor teria ficado interessado, mas não Renato Gaúcho. Nem Johnny Rotten. Os dois não ouviam mais nada do Stones. Seus times (Brejeiros e Red Drum, respectivamente)poderiam funcionar sem intelectuais da bola....e Platini não foi a exceção. Mas o jogo começou comovente, com Léo Gonzales acertando o travessão logo aos três minutos. Zetti recorreu ao Lexotan. E Cruyff não gostou nada disso, com as pontes de safena colocou o time mais à frente, numa postura agressiva quase skin. Acabou não dando certo: Ariel Ortega mostrou que ainda dá tratos à bola, e, num passe mágico vislumbrou Léo Gonzales, que entrava em diagonal. Acertou um sem-pulo violento. Dois a zero.

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Os reis são escravos da História. Babete Sprite é mais uma drag queen de cidade pequena. Lúcifer me emprestou duas pratas. O Akamine oferece almoço todos os dias. Rubem Fonseca já enjoou, Serginho Chulapa acordou deprimido na baixada.

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O busto esquerdo de Camila contém pus. O sol arrota, a Segunda Avenida precisa de dinamite. Tolstoi não descasca mais abacaxi com eficiência européia.

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Ranir acaba de publicar uma coisa que devia ser obrigatória por lei a todos quantos tivesse uma vida de relevo estomacal, nas artes, na gatunagem, nas letras, na indústria infantil: as suas memórias.

Os velhos surdos de cultura bem sertaneja que me perdoem: eles não podem desdenhar de seu depoimento pessoal e está dito: neodadaísmo ainda respira baforento na roça.

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Quando? Quando?

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Aopa! Quando nos virá a coragem de assumirmos nossos peidos mais macios, como o francês, o torcedor da Lusa e o Alexandre Pires? Gisele e a perna fina, sete-silêncio e um adeus.

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terça-feira, setembro 18, 2007

Sudorese, post rápidão



Comentários sobre o último gol do atacante Galápagos:

"Dominou uma bola difícil, aquela finta que ele aplicou na Rosana ainda não foi digerida pelo gandula vestibulando..."

"Sabe-tudo! Fodeu geral..."

"O cara é presença, na pequena área ali é sexo anal..."

"Ele me deve ainda três reais mais um boa noite cinderela..."

"Jeitoso e estranho..."

"Titular de qualquer equipe do Acre, pode apostar."

"Valente, quase um Gugu Liberato na manha de operar ilusões!"


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Jacolim leu Berenice duas vezes, trepou com a frígida Magda na mesa de ping pong e sua mãe o flagrou, viu a japonesa gemendo enquanto filhinho soltava porrinha, já não era mais uma garotinha. Foi um alvoroço. Tremendo rebuliço. O papai, mecânico tapado, gabou-se todo no bar: " Tá fodendo minha vizinha, a gente reparte o bife, tem pra todo muuuundooo!". Jacolim trabalha no supermercado.

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Cresceu a verruga do garçom.Este é filme novo, screenplay by Sarney.

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Cócegas na hora do jantar. Josué está noivo, e a elegante Magda,agora desquitada de Jacolim, é a nova noiva. Arruaça na lua de mel com cachaça e uma caixinha de BIS.


terça-feira, setembro 11, 2007

E foi ouvindo Highway to Hell que ele botou na buzanfa da Marlene. O quarto ardia tesão com mortadela em forma de chulé. Toninho era cumpricado, adiava as fodas sempre para o dia seguinte...

A besta cavalgava no pinote em cima do pipi do dito cujo.Aquele tetão perdigão torto balançava, o par de coxas danoninho era papo dez, a saia em cima, o umbigo power force, que bucetão from hell, primo. E ela se insinuava assim toda fogosa, quero mais.com, chup chups all night long, e ele botou e gerou Lucas.

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Franco-atirador;

quarta-feira, setembro 05, 2007

Bóris perde o equilíbrio



Terminada a operação, os convidados saíram de fininho. Apenas restou Jô Macarrão e a minha pica, apressadamente Macarrão deu uma escapadela. Então, eu que já estava com tesão por bosta, enfiei tudo no rego da Lucinha, até o talo. Sou livre - isso é que é importante...


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Procuro um Game Boy. Afinal, esta sala precisa de animação. Clovis chega e vê o colchão ensopado de gozo. É culpa da Elizabeth, que anda trazendo corinthianos ao local. Não posso suportar a maneira como Clóvis a reprime, esculacha demais a vagabunda. Nenhuma razão particular para matar ele. Nenhuma. É o fim do dedo gordo naquela casa.


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Vejo os vermes almoçando, rastejando em trajes tontos. Deito no corredor, toco uma pra Valéria, ela não ficaria enciumada; A aveia quaker sorri infinitamente dentro do armário, um poucos do jantar eu afaguei sua orelha postiça. Terminei meu rico dinheirinho comprando aveia na avenida.


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Somos nove, dez com a Odete, que zanza pra valer. São Paulo deserta. Ela abriu a buceta quando o semáforo dizia verde, e essa foi a porta de entrada dos artistas da periferia.


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Tive de sair durante dez minutos, Irene besuntou o corpo do gigôlo de batom. Elza telefonou para o verdureiro anão. Eu voltei e vi o locutor tentar algo em árabe. Esticamos mais uma e fomos comer uma bela mulher, eu e meu pau, no restaurante suculento.


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Na excitação perdeu os joelhos, deixou cair os sonhos contidos nos óculos.


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Continue, leve adiante e um pouco mais azeda essa farsa. O feriado vem aí, Sr. Risadinha Impotente.


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Não se explique, não, bunda nua, gozada na ninfa, guerra da punhis, bombis do adeus, cu de frango, pescoço marcado na festa a fantasia, eu fui com um saco de pão.

quarta-feira, agosto 22, 2007

HOJE É DIA DE PLANETA MAIONESE


- Depressa! - disse Tônia Carreiro. - Passe um pouco de maionese em cima! Depressa!

É uma coisa que todos devemos ter, um pouco de maionese. Sônia Lima não tinha. Pediu emprestado a uma menina.

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Fiquei retido depois da aula para limpar o que havia sujado. Eu estava arrependido, com um baita remorso e não pedi desculpas a ela. Você é um garoto porco, ela repetia, com uma cara de Ronnie James Dio. Não limpei mais porra nenhuma.

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O Heraldo tava lá também. E a negada cafungando em ritmo de festa. Até o Galileu apareceu por lá, deu uma zapeada na coisa e deu linha. Era um público apaixonado.

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Cale-se Teresa! Cale-se, Adolfo... Já pra lanchonete, Maurício. E então eu soltei uma risada.

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Todos nos levantamos e agradecemos ao senhor. Ele opera maravilhas. Mike, o gente boa, decidiu pegar a travessa de sorvete. Sem querer bateu com o nariz na fechadura. O Gonzaga o comia há séculos.


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quarta-feira, agosto 15, 2007

Voltei ao meu quarto às cinco e sete da manhã. O perfume de lulu dela e aquele seu bumbum esburacado ainda estavam impregnados, e aquele não era mais o meu velho quarto porra nenhuma. Cada minuto campeão vivido nele parecia ter ido pro esgoto. Abri bem a janela e observei um travesti acionando o bilau de um tiozinho careca na esquina. Quando ficou pala demais a cena os tiras chegaram. Fechei a janela e, embora o quarto estivesse fedendo pra caralho encarei meus papéis e dei mais um tirinho. Um tirão na verdade. E o perfume ainda estava lá, lulu pra que te quero. Eu tinha o melhor pó, desde a saudosa tarde daquele sete de fevereiro.

sábado, agosto 11, 2007

VOVÓ ONDINA


Havia um velho baú no quarto da minha vovó Ondina. O baú mais estaile que se possa imaginar. Um tipo assim de bagulho com uma tampa arredondada parecendo a barriga duma porpeta extra large. Bem no fundo do baú, embaixo dos lençóis e toalhas de banho, que nunca foram usados, e de uma camiseta do Velo Clube e de uma porção de fritas, embaixo de tudo ficava uma caixa com uns cromos do campeonato paulista de 1987.

Na primavera maluca daquele ano( e eu falo de 2003, eu acho) eu chegava da aula de italiano, à tarde, e encontrava sempre minha vovó trabalhando num fino. Bolava com leveza, os braços como Chuck Norris em transe, quase flácidos e brancos, êta véinha guerreira e perspicaz, minha gente. O cabelo com uns dread, levando o tranco sem bucetice, fazendo sempre a cabeça no final da tarde com fumo gringo. Afundada na cachaça e barbitúricos também, vovó faleceu naquele dia mesmo e os cromos ficaram pra mim, todos.

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Como capturar uma lolita

Estou cantando, neste momento,minha vizinha Patícia, porque o instante existe. Espaguete, vinho, salames. Passarei o corpo para meu pai, que não fode o rabo de mamãe há anos. Existem coisas que apenas Cristo respira.

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Oscar ficou lívido, mas não disse uma palavrinha. Olhou severamente para Jake, mordeu o lábio inferior e escarrou na direção do Golf insufilmado. Soou o apito, termina mais um grande jogo da Copa Aspacer*

* agora reconhecida pela Fifa, a COPA ASPACER reúne a nata dos ceramistas de Santa Gertrudes, abrangendo também alguns ilustres convidados; é o caso do enrustido japonês filho do prefeito,Caio Larica, que através do esporte tenta ocultar seu homossexualismo latente.

sexta-feira, agosto 03, 2007

FALTOU PEGADA...

Ontem fui com a patroa num clubinho de bacanas aqui da roça. "Instrumental Solidário". Filhinhos de papai se exibindo pra terceira idade, nerds bobocas candidatos a "músicos" e manés ignorantes em geral. Uma BOSTA. O título mais adequado para o evento deveria ser "estrumental ordinário". Sabe aquele jazz de restaurante/churrascaria/bingo sem ressalvas? Aquela música brega pseudovirtuosa com gosto de lego-playmobil burguês? Matemática pura, original brazilian fake notes ensinado por norte-americanos patifaria.com, som formatado para otários. E os olhinhos dos caipiras losers brilhando, vidrados. Ambiente careta é apelido, meu chapa. Coitados dos amiguinhos, acho que nunca ouviram nada de VERDADE, sincero, com pegada. Atitude? haha. Não perdemos muito tempo lá. Enquanto cada "músico" tocava o seu "inimitável número solo" saímos com a ironia em combustão na alma. Aqui não, amigão. Bora pescar uma boa garrafa de vinho pra depois acender aquele. A sexta-feira promete mais.

quinta-feira, agosto 02, 2007

CONFIRA:

Amanhã a sua noite não será firmeza caso você perca este belo espetáculo. "BANDA DOS FUNILEIROS DE RIO CRARO INTERPRETA GRANDES HITS DAS TELENOVELAS BRASILEÑAS". Isso mesmo. A distinta banda dos vovôs-garotos e bebês-homenzarrões fará da sua noite um deleite sonoro da mais alta estirpe. No repertório famosas canções que marcaram as donas de casa.
Melodias agradáveis, quase eternas, que enfeitaram a trilha de novelas da telinha brazuca e latinóide-portenhachicana como: Cambalacho, Sassaricando, VAMP,Carrossel Vovô e eu, A Usurpadora, Irmãos Coragem, Fera Ferida, Zóio no Zóio, Amor a mil por hora, De Quatro por Quatro,Éramos Gays, Zé Caraio e Ana Bucetão, Roleta Maluca, Top Model e Rampeiras de Areia. Ah sim, a entrada é apenas um litro de leite de cabra ou uma calculadora científica - lembrando que o concerto conta com exibição de slides e será realizado nas dependências do Centro Canavial RIOCRARENSE.


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terça-feira, julho 31, 2007

EU FICO PUTO COM ESSA MERDA QUE NÃO ME DEIXA PARAR DE GARGALHAR

Jessé em 2007 utilizava o orkut como palanque para fintar sua timidez. A rede de relacionamentos lhe era viável em madrugadas borradas de tédio - ferramenta propícia para ocultar sua falta de culhão em manejar situações aparentemente simples. A arte de mandar recadinhos. Pensava 876 vezes antes de digitar um período concreto para nostalgiar seu glorioso passado. Escondia-se. Entre ambiguidades redigidas a serem interpretadas por terceiros (as pessoas que liam suas letrinhas, no caso)no melhor estilo "mamãe com açucar", reluzia sua covardia e predileção especial pelo fracasso com as mulheres. Terminou loser em ré maior.


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E o pai de família Geraldo Zómi caiu duro no churrasco. Engoliu todo distraído um vigoroso pedaço de alcatra, de berma jeans. Engasgamento abraça o fim, carVÃO na chácra dos médico sério.



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O barraco comeu soltou na sala com cheirinho de linguiça toscana. Norberto assumiu pra Pepsi que pratica sodomia com o novo travesseiro.

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Obrigado por sua participação

sábado, julho 28, 2007




fast fuck

no

planeta maionese











À título de esquecimento

Desperto, e logo dou aquela conferida no bolso. Cadê a carteira? Merda. Brainstorms sucedem-se em ritmo dodecafônico, corre-corre de favela carioca com bafo bad trip. Fona pro Acácio:

- Ce é otário Zé Carlos, primeiro a merda do celular, agora a carteira...

- ...

Acácio desliga. Puto bagarai, procuro o buteco da esquina, disposto a afogar de vez meu lado preocupado e humano.

Nove da noite. Dez e noventa da noite. Foda-se a carteira e o pinão nervoso e servido de pedra que ela guardava, primeiro preciso armar a falácia dionisíaca de hoje. Cevada trincando é benção.

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JONAS, JONAS, JONAS

Encachaçava a vonts. Derrubava metrópoles de copos sujos, com a eficácia dum nobel em customizada baixeza scum. Nem a bufunfa da herança, nem o peito cabeludo de Márcia.Paciência


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Época conveniente aquela



Na quinta série todo mundo atolava a mão no bundão gostoso da Valéria. Escolinha de freiras, anos 90, ela com a sua ardente saia azul anil, mais que pronta pro abate. No dia do meu aniversário botei o mãozão faminto naquele rabão, enquanto me encaminhava para cair fora daquela escolinha imbecil. Saída de aula, a torcida com grito de gol na garganta - só deu uma calcinha amarela apadrinhando a vista da negada. Ela me alcançou, deu uns tapas, estojadas, e ficou nisso.

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BOLICHE

O pão de forma Bonifácio, o pneu Douglas, a geladeira Fátima, o freezer Tony e a banqueta Anchieta. O pé de alface Horácio e Clarabela, a figueira de ouro. A gelatina Delícia, o horóscopo Magro e o peido Flato Richards seguem a bordo. A nuvem Carlos, o passageiro Egberto, a mamadeira Lúcifer e o corrimão Pedro. A delegacia Oséas, o prefeito Lucas e a faxineira Odete. O emprego está aberto, o corporativismo chama-se Osvaldo. Boliche.


sexta-feira, julho 27, 2007

E hoje a manhã apareceu fumando Belmont, de sorriso-paletó cinza, quase acanhado. Aproveitei e tomei meio remédio pra cabeça, agora rola um delirium tremens júnior, o teclado parece gelatina. Gelatina com osso de matusquela.



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Nestor, o cãozinho esteta. Um cocker predestinado, au-au valente que sem constrangimento senta-se à mesa, começa a discursar sobre os poetas picolés. Capricha na ênfase toda vez que a prosa resvala em pano de prato. A qualquer momento ele pode cismar e fazer um novo motivo.
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Héctor chega embriagado, discute veementemente com a mamãe. A sala assiste tudo de modo leviano. Nove da noite, a mamãe manda ele não encher os pá co vá. Ele não pára, está de pipi ereto. A mamãe começa a ficar injuriada, começa a jogar Enduro no Philco Hitachi e dá de ombros. Héctor, a fera, se aborrece. Com orgulho espanca a mamãe. Héctor, 27 anos, pedreiro noveleiro. Héctor. Gostão de Vila Velha do Carvalho na boca mole. Espancou a mamãe. O irmão mais novo está sob custódia agora, baleou o mano. Errou a fórmula de Bhaskara, o disparo não.
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terça-feira, julho 24, 2007

Noite do Sexo no país da punheta

Pernas roliças, uma bunda branca caída cheia de celulite, estrias, death metal pra ninguém botar defeito . Culotes mil naquele morfético amontoado de banhas, inclusive lembra bastante uma farta borracharia. Na hora de "fazer amor" o segredo é apagar a luz. Não tem caboclo sóbrio que aguente as toneladas daquela porpeta desastrosa. Rebeca vive seus 25 anos com gostinho de baranga sessentona na secura danada de pica peluda.
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Nova era do telemarketing em Guarulhos. Empresas "especializadas" começam a contratar aleijados e doutores em DIREITO. Admitiram ontem a songa monga da novela em troca de jam session anal with dildo papai smurf.

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Requeijão cremoso mixado no mundo perneta do atum paraguaio, batata frita crocante e pra sarar urina de siamês.

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Sol hendrixiano, eu boto minha bocarra naquela buceta gloriosa. Opa, Nelita é proprietária dum par de tetas formidável. E eu aprecio currar aquela vaca na casa do meu padrasto, enquanto escuto o Paranoid inteiro. Ela urra como uma Tina Turner embevecida pela cocaína ararense. Eta porra, bão pra cacete, mesmo.

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Bolinando Teresa no beliche. Ela se peida de tanto tesão. Eric chega, o maridão bombeiro. Eu peladão desço a porrada no fita, faço ele engolir três fitas K7. Tudo parece perdido para Eric quando enfim o efeito do viagra cessa e encaro uma jornada dionisíaca décimo andar afora.

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Enfia esse aeroporto no cu Márcio. Sua chapeira não morreu, seu hamster morreu, você morre mês que vem com esse furúnculo no reto.

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Acabou a groselha, derrubei tudo no tapete, pra desespero de Maria Jackson.

domingo, julho 22, 2007

Andam dizendo por aí que a mal comida da Márcia tá se engraçando com o Jesus. E o esquemão vem de longe. Lembro-me agora, neste ambiente de calmaria que é minha casa, de uma fita imbecil. Eu tinha acabado de tocar uma bronha no quintal, e, ao ouvir o indefectível barulho do portão da casa da Márcia, decidi seguir a piranha.

Márcia comprou na venda da esquina um saco de pão de forma. Ela rebolava gostoso e pitava com graça seu cigarrinho, toc toc toc, tamancão presença. Segui-a por sete quarteirões, até ela dar um miguézinho e entrar de fininho no barraco do Jesus. Ranquei do bolso uma paranguinha quase seca, bolei um fininho ali na rua mesmo, carquei na pracinha e fiquei fazendo umas palavras cruzadas mentais com halls preto na boca. Sem mais porra nenhuma pra inventar, decidi urubuzar a parada, quem sabe não rolava alguma movimentação em torno do barraco do Jesus. Na ponta dos pés, botei a orelha esquerda na janelinha - provavelmente ali ficava o quarto do figura. Ouvi uma cadela no cio se manifestando. O Jesus gritava “me bate! me bate! me chama de putinha caralho!”. Sucesso. Respirei aliviado, peguei o caminho da roça, apenas para me entregar aos prazeres da edição do meu novo vídeo de ginástica.

sexta-feira, julho 20, 2007

i don't care but...

Sabe aquele "amigo" vacilão? É, aquele marmanjo que não se garante e vive sua infância loser predileta beirando os trinta aninhos? Adora minimizar os "grandes feitos" de quem pode, usa rotineiramente seu pijama de preguiça mental, e na falta de argumentos e poderio reflexivo arguto decide "ser assim", libertando de vez seu lado menininha volúvel.



Um exemplo típico do comportamento do sujeito: ele combina um rolê firmeza, qualquer tipo de fita, como por exemplo roubar meias sete horas na casa da tia Lúcia ou tuchar uma bomba haxixada com napalm no quintal do Horto Frorestal. Então entra em ação o lado marmita obrigatório do sujeito. Fura, dá o cano, dá o migué risível, desbaratina propositadamente como que para se "valorizar", como se fosse realmente algum item importante por si só; decididamente o é, realmente.
Em sua mente ingênua estabelece uma relação primordial de dependência com o "camarada" que precisa apelar(ui) , afinal deve ser bonitinho chamar a atenção por omissão. Incoerência é uma coisa. Agir numa dissimulação cada vez mais covarde talvez seja seu papai gls, barrado no bailão.
No planeta maionese não existe essa porra de rivalidade-vaidade, não existe competição com pódio luminoso entre supostos "camaradas". Existe apenas o peso da brodagem-honestidade, arrotando sinceridade. Nas palavras de Blake, "Opposition is true Friendship".
ABRANDAR NERVOS É REFEIÇÃO DA GERAÇÃO DANONINHO.

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quarta-feira, julho 18, 2007

VIVENDO COM A BARRIGA CAGANDO

Com que frequência você digita sua senha errada?
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Uma sociedade de peixes, realmente engenhosa. O presidente do aquário, Self Mendeiros,o peixe que é um sarro, se estiver preparado engole todos, não importa se o time dele venceu por mais de três gols de diferença no final de semana.
O povo que sassarica pelas redondezas onde o aquário mora adora uma boquinha, optando inevitavelmente pelo "peixe presente". Atenção: o animalzinho aquático tem corpo de presente, é um pequeno pacote produzido com fitinhas vermelhas adornado com cheirinho de maça. Enquanto isso não acontece nada no aquário.
Ainda não falei da doença do Peixe Calabresa. Peixe Calabresa que, pra quem ainda não se ligou, é o único peixe do mundo que além de ser destaque na sua terapia de grupo, é o saudosista da galera. E um reclamão da porra. Fica no revival eterno dos idos de 1987, 1988, quando trazia a tiracolo seu poodle, que está dodói hoje, na verdade inválido. Eles viviam como recheio de sanduíche de ternura dentro do modesto aquário.

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A buceta dela tinha um botãozinho esquisito. Pi Pi Pi, só dava sinal de ocupado. Borges foi o primeiro. Em vão. Disposto a ser um vencedor, Osvaldo foi o segundo. Nada feito. Manopla arriscou-se também. A buceta não mudava uma vírgula e acabou elegendo-se secretária em concurso público.
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segunda-feira, julho 16, 2007

leitura adocicada de Mara x versos com calabresa de Lair Lee


E quem está fazendo aninhos hoje é o Maurício, a ferinha completa 37 velinhas com leveza. Em confidência exclusiva ao seu pool de amiguinhos, no posto de gasolina Xande, Maurício diz que ganhará do seu motorista leproso um jeans apertado mais uma camisinha supertransada . De cara já levou também dois selinhos do papai Lúcio Luiz.


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Flávia fez FOM. Puta peido quentinho hein Frávia? Porra, naquela terça nossos focinhos foram alvo de gorgonzola, provolone, Góes, bolinho, manteigão, limão, macarrão, groselha e feijão. Limpadora de chaminé, Frávia coleciona livrinhos de Pense Bem e capas de Superinteressante.

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Blogueiro gaúcho desfila de camisa aberta, portando pêlos flinstones mais bregazord correntinha de ouro no pescoço. Tá na cara que ia ser assassinado pelo Milico, três anos mais jovem e dono de providencial pé de cabra cheirando borracharia.

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Torra, meu vizinho japonês que anteviu a febre dos games.

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Laurinha contém litros de timidez, ainda que seis doses de cachaça a tenham feito dar a bunda com maionese a Dinélson. Os cabelos de Laurinha recebem trocados do céu. Os olhos de Laurinha como duas bananas sorriem, são amarelados, levemente trufados, encrispam-se quando ela percebe que pegou vírus. E o computador não é nem dela, é do ex-namorado Enxofre, que bateu na atual partner, Jussara, que desfila por aí de Caravan, mascando Clorets e citando toda atrapalhada Fitzgerald por sobre o peito magistral da praça Cassambinha.

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sexta-feira, julho 13, 2007

ALGUÉM ANOTOU O CELULAR DA VOVÓ DE MEIA?

ISssaê, o Fágner me confidenciou só ontem essa informação. Brahma rolando fácil no quintal do Naldinho, ele descalço, pensativo, quase cabisbaixo, o queixo tenso pendendo para as formigas que dançavam lambada no cimento. Reiterou que enrolava mesmo no serviço - bom seria mesmo se fosse fumo- e que comeu na salinha quente a filha mais nova do patrão. Trabalhar em casa de lustres é esse esquemão mesmo.

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Quando Denis ri você visualiza aquela velha monga, cabeleira de veludo, setenta e oito anos. e três empadas. Uma velha com cara de biscatona enrustida, nariz de linguiça esganiçada e anêmica; dessas velhotas sem graça, espalhafatosa como uma pulga ginasta irrompendo em folia no Clube da Lady.

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Afetada, mas sincera. A ouvinte Mércia compra dvd's musicais para aperfeiçoar o seu francês de araque. Adora subir a mãozinha na perna peluda do Jacinto. E eles fodem com pelúcia.No maior alto astral. O elefantinho Tony vira e mexe tá lá no cuzinho do Jackson pra mór di o cabra gozaR alegre no beliche.

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Jogou um pedaço de bife na costeleta. Apoiou por alguns instantes a peça, com munhequeira dos Hornets. Torcedor do Guarani, sem passagem pela polícia. Pintou o quarto todo de omelete e até hoje nostálgico serve-se de Mummies, relembrando a cocada boa lá de Matão. Geraldinho, será que você foi embora pro xilindró invisível do cosmo zero ou caiu do coração, arrebentado no meio da célebre correnteza da madruga "tetuda" de Campinas?

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Até o que disseram a Perla não sabe se o rebento é do Prometeu, Cecílio ou Nestor! De quem é o seu filhote, musa da lanchonete? Quem vai pagar a conta? E o au au, e o cãozinho? É Tirolês sua graça? Encaixa um pedal fuzz nervoso na boca e guente edições atrasadas na Rodo Banca. Pirulito Nevermore.

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E hoje bora cair na caminhada suicida, prato de vinho aos caminhões, sorriso batendo bafo com a tranquilidade e também coquetel tropeçante de chapação canhota. Aopa.

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quarta-feira, julho 11, 2007

confira agora as partidas e idas do planeta maionese

Marquinhos, perobinha. Marquinhos, vendendo medo de elevador. Marquinhos checando uma construção. Marquinhos chapando de calça de brim. Marquinhos eleito o representante de classe, ótimo para quinta B.

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A proibição era difícil para Roninho. Ficar sem aquele programa legal na tela era demais. O que ele poderia fazer então? Brincar de LEGO nem pensar. Pisar no panetone impossível. Decidiu movimentar os tópicos numa comunidade do orkut. Consagrou-se de imediato; ergueu sólidas amizades, frequentemente seus contatos de msn chamavam-lhe a atenção, queriam a todo custo arrancar umas palavrinhas ou gifs animados da fera. A proibição encerrou-se como suplente em modesto clube que gentilmente cedeu alguns atletas ao Bangu.

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Lenicinha jogava sua peteca no bairro quando dois indíviduos encapuzados tomaram-lhe o brinquedo. A garotinha mal teve tempo de esboçar uma tentativa de pranto; um dos meliantes sacou um fuzil e disparou. O pai da vítima sentiu no seu íntimo espiritualista o alvoroço enquanto palitava os caninos. Ao invés de ficar no aguardo, abriu a portilha e saiu com espingarda na mão. Pobrema no galinheiro: fugiram Berenice Silva e Epifânia, em busca de um diploma de Direito na Unimep.

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Otário Cássio tocava teclado, esbanjava talento ritmado. Casou-se com Virgulino, cover de Raul Gil, Brizola e Pitinine. A vantagem é que ele tinha o título, a honraria de maestro aposentado.

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Na rua Jacutinga todo paspalho passa uma pedrinha. Mas na prosperidade mesmo só restou o Bródinho - tá vendendo rocha cristal adoidado e tem a manha de não ser azucrinado por nenhuma putinha, senhor Félix.

Obrigado meu irmão

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Na Polo Sul você confere as melhores chantagens. É discutível. Apresentei meu talão de cheque vencido e o pessoal chiou. A Vanda não é meio confiável. Eu tô enrolado, só sexta agora pra transmitir meu chamado em verso manco na Igrejinha do Mal.

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Salada de churros no dia do consórcio da bila. Empreendimentos em site litúrgico terminam com a convicção que hoje Argentina e México realizam partidão old school, raça pra pinguço maroto nenhuma botar defeito, nénão?

segunda-feira, julho 09, 2007

Joaquim Golias diz expansivo: "Oi pessoal!"


Escapuliu a peruca do Carlinhos. Sábado de sexo seguro e o gatuno deixou o teto ceder. Felizmente Gérson continuou a esfregar seus bagos musicais em sua rosada face.

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Funcionário gótico frequentava peleja do Rio Craro Futébor Crube, na geralzona, quando foi supreendido negociando bright ao lado de robusto jovem, atualmente desempregado. O policial César Maria nunca leu nada de literatura africana.

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Poluição . Inconveniência do inexplicável aumento de mamas nos homens. Chateado, distribui com peitinho dúzidas de Axe com purpurina nas academias municipais. Não é mais novidade pra ninguém também o segredo do goleiro Vágner e seu controle remoto.

***
Inserido uma vez aquele dedinho gordo na buça e tudo tornou-se salutar, bem ao gostoda capivara. Hmm Hmm Hmm. (risos) Que saudade ela tem dos compromissos arrumados nas noites do bar do Geniva! Nos fundos do estabelecimento, num quartinho mofado que o Geniva agilizou, ela prestava seus serviços terrestres de qualidade razoável ou inferior. Muito sigilosa, especialmente para clientes que exigiam completa discrição e recato, se amarrava em Marba tunada com salaminho depois do coito. De todo modo, o Lemão é que sempre desfrutava. Quase sempre na área, solícito, tagarela e com bafo de Opala, o mesmo fajutão faroleiro fazia questão; enrolava um pouco para a manjada abordagem e depois não tinha jeito. O caboclo chamava com assobio a dengosa pro mocó e em slow socava o dedinho de catupiry naquela buça grisalha, o aguado delirava. Saliva dançava copiosamente no recinto, baldes de baba velha, com patê de ejaculação e a velha bota Quebec suspensa no ar. Asfixiado na ducha ontem, Lemão deixa o pequeno Nélson como herdeiro.

***

E Carolina mostra o seio, toda assanhada, que ensopadiña. Oséas, mulatão safadão,prepara-se para rangar a ninfa no colchonete, ao som esbelto de Alceu Valença. Come afoito uma romã, enquanto ela simula certa inibição. Ele roça o instrumento delgado no grelinho, ela ri toda dengosinha, suave como gudãozinhu doce. "Ai Ai Ai", ela curte pacas o esfreguete. Ela e a fera, ela com seu corpo de travesti, administrando com certa elegância mais um belo boquete em seu currículo desajeitado.

Agora é a hora quente. Instante urgente para rebobinar "Em algum lugar do passado". Mamãe provavelmente voltará feliz depois da terceira aula de bordado celta, mais uma atividade oferecida pelo timaço do Sesi.

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quinta-feira, julho 05, 2007

eU ESTou aqui em São Carlos, feliz. Estou bebendo fumando lendo amando todos os dias. Novos canis estão dizendo filhas da putice perfeitas. Amo minha preta.

segunda-feira, julho 02, 2007

Cidade de bosta


São oito quilômetros de seios mortos tagarelas
que percorrem mansos o umbigo do vento

São sete ex-craques dos gramados
que hoje vivem de trocados,

São amigos lazarentos
alagados em seu insistente complexo de inferioridade,
sofistas convictos lutando para que o tédio não leve suas indecisas
namoradas

São copos sujos com bitucas invisíveis
guardando
veneno barato
sedando mentes acomodadas

Numa vila de bigode acanhado
cada vez mais presa na fila, de alma perplexa,
fã dessa lentidão junkie

Enquanto cachimbos panos provincianos e churrascarias tristes
desfilam
São quinze pras oito nas risadas do dormitório

Enquanto escapismos imbecis cópias e quinquilharias
predominam


Dorme de perna aberta ali no galinheiro
o céu azur do deputado coitado
Só esperando água de moléstia,
respirando mais cansaço

São dez e onze ontem
Você acelera atrasada,

cidade de bosta.




sexta-feira, junho 29, 2007

VAI VOTAR NO MAIS NERVOSO?

Apalpou o traseiro de Gioconda, a palma da mão esquerda como uma faca em forma de pá passando naquele rabão outrora espinafrado. O caralho cantou. Ao entrar naquele universo de buça totosa alavancou-o contente e carinhosamente escolheu a faixa sete, "Meu coração é sertanejo". Arrebentaria o ânus da velha cortesã palmeirense.

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Uma animada disputa de volêi de bolinha de papel está acontecendo no estúdio de gravação. Quem quiser chegar e entrar pra disputa é só providenciar bandana e traje adequado e de quebra leva pra casa o adesivo oficial do evento.

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Tininha é menininha boa de cama. Na tarde de ontem saciou Augusto, os lençois lentos aplaudiram. Lembrando que Augusto vive dos trocados que seu sax proporciona.

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Assaltaram a mochila de Glébson. Subtraíram um saca rolha mais um tiquinho de nicotina.

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Serginho cessou em definitivo com as atividades do crack. A tinta da lata estava lhe fazendo mal.

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Marcelo Paraná with dildo sacou o canhão. Pronto. Cesira queria porque queria ter pênis de chocolate havia vários carnavais, serões mil.

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E o escroto do Lelo terminou barrado, que bucetão. Terno amarelo e cerrando cigarro do Jura. Que nominho boiola. Inacinho brindou, ponche all night long.

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Temática pessimista e crise no país. Tour do loser que vive a acampar na bad trip coletiva.

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Descobriu que podia tocar cítara desfrutando de mandioca frita. Locava filmes e jamais pagava. Descobriu débitos, podia sonhar fá fá fá fá. O correto é mandioca com sal, Itaipava no lugar de Crystal. E viva Stendhal.

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Bicicleta, velha bicicleta que marcou minha infância. Bon Fire, Gin e Véi Barrêro.

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Não me diga que outra vez Odete escolheu o medo. Outra vez.

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Desce mais uma dose daquele chumbo derretido, ô mané. Tá mal hein? Aopa

quinta-feira, junho 28, 2007

Casamento no JAPÃO cancelado

Eu ainda não sei porque quando cheguei a rádio, enquanto esperava o elevador, aquele cheiro de desinfetante do térreo levou-me aos tempos de ginásio. Minhas memórias da época de Marcelo Schimidt, segunda série, eu então com oito anos, tornaram-se presentes instantaneamente.
No recreio daquela época a urubuzada pisava no chicré ping pong ao acaso, a sola experimentava preju, e as brigas eram permeadas com o clássico "mijôôÔ", que transformava-se em hino à medida que um dos candidatos utilizava conduta covarde. Mas voltemos ao ambiente pudico dos computadores da redação. O cafézinho sambarilove me espera, bebo satisfeito. Abro bruscamente a porta da sala cinza, tenho o vaso para atirar generosa quantia de catarro - ainda bem que ingeri apenas pão com frango e queijo antes de deitar-me na madruga zureta.
Tomarei outra dose. Depois do serviço caio pra residência do Bruce, preciso buscar minha Caloi 10 branca que esqueci na casa do moreno. Solão do meio dia bolando brainstorms, sudorese acidental. É, é fueda mas é fueda sucesso. Gastação de ordenado micho é brincadeira; simbora agarrar de vez o cinquentão de marola pra animar a próxima semana. Mais um corpo de dias sambarilove, dias que virão laricados em jabs supimpa-cinemão mais livretos crasse.

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Vovó Lucinda botou o long play na vitrola cor de rosa. Começou a balançar a padaria, toda lúcida. Vovó Lucinda pede Lucille. É atendida. Aderval adentra ao recinto. Entre uma bebericada e outra num suquinho de pêssego arranca o estilete do surrado jeans. Não admite que Little Richard seja reproduzido sem o talento correto da dança. O toca discos é de Cauby.

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quarta-feira, junho 27, 2007

MANIA DE FAZER O PRATO SORRINDO



a etiqueta do preço

do jeans

está com

diarréia



o berço do bebê burro

dorme bêbado



o garçom terminou

agora no toalete

o último pino

daquele rolê

de solteiro



o ânus da mulher do prefeito

é limpo agora



- onde está o velho

churros por R$1,50?
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oferecimento: BÉQUI SABOR DE PEIDO QUINTA DO JUBAIR

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...