quinta-feira, maio 31, 2007

PALETÓ GRINGO DE CACHAÇA

Vi Julinho abotoar seu paletó gringo de cachaça. Irresoluto se era amarelo ou branco o botão, impávido semblante seu fígado trazia. Sempre o faro fino do Bar Sem Porta, aportava com o velho bafo e solicitava o famoso "me vê uma cachacha"; restava apenas ao Seu Virgulino retirar os peludos dedos das gônadas e prontamente servir o companheiro.

Julinho conquistou um derrame nas dependências do banco do brasil, tarde de ontem, fim de expediente - uma senhora de varizes sérias retirou sorrateiramente sua carteira, Julinho viajou até a morte. Sua graça foi proferida nos falantes cansados do Clube Veteranos no horário nobre, mesmo dia. Mister Cachaça 2007 acabou ficando com o vice, Émerson Carlos.

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A garotada se masturbava a valer, coletivamente, ouvindo Dreher, sentados perdidos pelo chão, bem em frente à Praça da Matriz, fazendo menção ao fugidio Padre Jamil.

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Esvaziamos um litro de Domus, parece que o Bad Bad Trip tem um novo hit. Foda depois do "ensaio", eu não achava meu casaco, esbarrei na bateria na tentativa de reavê-lo e acabei dando preju. Desastre desnecessário, o casaco cochilava bêbado dentro da mochila azul.

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quarta-feira, maio 30, 2007

ETERNAL TOUR

Nós tinhamos ainda aquela onça, e a Brahma e a sinuca foram a salvação. Ali, com o copo cheio, pensei que o grande artista da fedida mesa verde dominava todos comandos & movimentos das pernas daquelas bolas coloridas. Nossa Eternal tour. Eu e a patroa pela noite afora com nosso ébrio embate. Sinuca com espuma, cachaça de entrada, ronco de saída.

terça-feira, maio 29, 2007

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA - ossos de segunda-feira

Taí, abrimos um novo comércio. Andávamos chapados e contentes após um rolêzinho pela clareira do Horto* e sugeri um crossover de sapataria e bar: vendedores velhacos e garrafas de Vila Velha paquerando sapatilhas. Calçados semi novos e doses variadas a preços populares. Minha patroa fica responsável pela gerência da sapataria, eu piloto o balcão. Vamos ver, eu aceito fiado e troco All Star por Chapinha.

sexta-feira, maio 25, 2007

OPA

Ontem caí lá pra Pira, no saudoso Roda Viva, butecão responsa bem do lado da rodô. Fazia tempo até que não tomava umas e outras por lá. E o dono da espelunca continua o mesmo; mulatão meio bolachudo, exalando aquela maturidade de quem presenciou no mínimo sete homicídios e orgias de culposos e orgias de garrafas voadoras ali atrás do balcão. Na verdade assemelhava-se ao grande Lee Thompson, figuraça que perambulou de lencinho na cabeça no cortiço onde Tyson arriscou os primeiros jabs na infância – no então auge da prolífica carreira de Mike como trombadinha.


Chamei aquela gelada, pedido assinalado e a cerva vêm trincando, muitos butecos de Rio Claro tem muito a aprender com essa rapaziada. Brahma dois merréu, lembro incrusive de uma fortuita situation onde fui de Serra Malte aqui por amigáveis dois e cinquenta.


Na mesa de sinuca rolando animada disputa entre o mudinho quase songo-mongo tagarela non sense de gorro no calor e um vagabundo imundo dono de bigode amarelo. "TEMOS CALDO DE MOCOTÓ". Com um realzera na mão você leva aquela dose de conhaque calibrada, tive que conferir. O mudinho babava louco através de grunhidos, toda tacada e ele com sua performance de arara excitada, irritando qualquer mantra, eu tentava ler umas linhas estranhas e até aturava com alguma facilidade seus chiliques – mas, agora, indiscutivelmente tenho que admitir: o bar apresentava uma suave fragrância fecal por toda sua extensão, você insistia em ocultar o detalhe para melhorar sensivelmente o rendimento da tarde, mas o cherão de bosta tava na área, não tinha acordo.


Entrevista?


Eu tinha que fazer uma entrevista na câmara municipal de Piracicaba e não tinha a mínima idéia de como fazer essa merda, bolar perguntas imbecis. Dali a pouco chegou o funça que ia fazer a movimentação junto comigo e sugeriu “segurança pública”.


Bom, enxuguei mais algumas e caímos lá pra câmara – planejamento zero pra fontes, perguntas e o catsaralho. Mas aí o insight começou a correr de lápis pela folha do meu caderno esperto, ali no banco da recepção, e rajadas simpáticas deram as caras em cinco perguntas bem articuladas – quando me dei conta estava tomando capuccino na sala do vereador, seu secretário me confidenciando os detalhes que cercam a carreira de seu filho boleiro – que já fez as vezes de aplicado lateral direito do Velo Clube em 2005. Patronagem on fire. Entrevista encerrada com o vereador a náite abriu espaço pra partilha fumacê, fatias de Heineken e algo meio obscuro em conversas aleatórias com algo de pseudoarrogância - ah sim, ainda teve a velha professora de cachecol azul comendo bolinho no Pão de Queijo, que no começo achou que eu tinha a mente de alguém que faz Educação Física, mas aí depois de três frases passou a crer que eu tinha dois livros editados. Ainda conferi o final da discussão sobre Rádio Livre no centro acadêmico de comunicação – professores, alunos e correrias não se ouvindo– e terminei na casa da patroa matando à machadadas grã finas o peso da saudade - e, porque não, pra filar aquela sopa experimental e dormir abraçado junto a ela colecionando eternidade, nessa noite mais fria do ano até agora na roça.

terça-feira, maio 22, 2007

NÓIA DESAGRADÁVEL


Tava todo mundo trincado no baile do Belinho. Sonzinho adequado, bolinhos frios na mesa neobarroca, próxima do pôster do Santos. Quando fui atrás da minha oitava Kaiser lata aconteceu esse lance bad trip. A Soninha olhou curiosa, achei que era hora de cair matando sem tiruliruli naquela cabeleira castanha- ela com o shortinho da bad boy socado no rego, aquela carinha de analfabeta carente que chupa com elegância caralhos mil. Pedi uma bitoca sem rodeio algum, falei em inglês, parecia um mano tentando convencer o Sérgio Caravan a emprestar dez reais. Ela negou, é claro que negou. Mas eu saí com a minha cerva de graça, nem precisei dar a fichinha amarela pra Soninha.


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E saiu treta no casamento do afamado político local. Do nada, no meio do glamour um padrinho começou a gorfar - sujou a calça de um vereador rechonchudo, lambuzou o bolo de bile, essa coisa toda. Os parentes da noiva se ofenderam de imediato e partiram pra tirar devida satisfação. O sujeito continuou a colocar pra fora. Insistiram. O sujeito enfim se pronuncia, eu diria que bastante enfático: "Queeem é voocê pra falarr? Casamento de intereesse e ainda vem dá mula? Manda sua filha trabalhá, seu chupeta". O rebuliço estava armado. Sogra engalfinhando-se com freira Santa Jones sem brincos pelo banheiro babado, Alberto desferindo sopapo nas gônadas de Jair, prefeito jogando cadeira com maionese em Aldair, Beth mordendo o caralho suado de Bilu. Anulação de casamento negada em primeira instância.


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Duplo homicídio. Matou Marquinhos pela navalha, no intervalo do jogo do Grêmio na dominguera. Quando o vídeo não carregou no You Tube depois do chá foi a hora e a vez de Célia, 37 anos de estagiária. Talarico ingeriu cavalares doses de varex com sucrilhos pela manhã adoecida de cetim.


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Cadavérico de bochechas eu fico depois de sete garrafas de Góes. Acordo com a cueca dando risada. Prazer, Amâncio Gomes. E aí o Tylenol passa a bola para sinusite, controla com dificuldade, que avança e retrocede ao mesmo tempo. O terreno está arredio, o cigarro é solto. Programação dilacerada, privada surda com descarga voadora, merda preta. Banho quente entra no lugar de nóia desagradável.

segunda-feira, maio 21, 2007

Essa segunda começa trash porque minha patroa tem que retornar mais cedo pra Sun Carlos. Foda. Não sei se mais tarde rola ensaio com o Bad Bad Trip, a banda de tiozinhos que um dia executou o punk rock mais cachaceiro de sua geração bad trip, pode apostar. Falando em som, ultimamente muito Nine Inch Nails, "I got my propaganda, I got revisionism/I got my violence in high def ultra-realism/All a part of this great nation/I got my fist I got my plan I got survivalism". Maio, você sabe qual é a próxima talagada.

sábado, maio 19, 2007

TEMPERATURA ALTERA PREÇOS DE LEGUMES







Bateu uma punhetinha e se encantou com o cheiro do Mercado Livre. Ainda com a porra lavando os pentelhos, comandou o mouse em busca de produtos viáveis. Temperatura altera preços de legumes no município. Josimar não sabia se era automóvel, potência ou mp4. Acabou indo checar a temperatura, uma espiadela no vizinho Valmir praticando polichinelo na sacada, outra punhetinha.


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U UmbiguinhU da alma cocaça, U, coçava. Copiosamente. Vistosamente. Na cabeleira, a vasta cabeleira prateada, os seios de consumidora, as mãos de vidro de Vitória introduziram porções de chiclete ping-pong fios adentro. N.w B.l.gger s.vs y.our d.rafts a.utomatically! Temepratura altera preços de chiuclete no município.




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Eu tive tesão em joanete. A secretária aqui do lado, bochecha de gororoba, veio de botina de Barretos, veio trampar na manhã de hoje. Meu filho nunca nascerá, minha merda se alegra entre dois estados de composição distintos, temperatura altera preços de cemitérios no município. O velório contou com a emérita presença de Jerry Adriani, destilando versos ocultos da Divina Comédia, e outra funcionária do céu veio compor uma bela nova canção para alavancar o pequeno Jerry.



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Ele colocava sulfite chapado, A4 rasgado, comia apenas o tempero do miojo azul cretino - tudo era novidade na Gráfica Padaria.



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Temperatura altera preços de legumes no município.











quinta-feira, maio 17, 2007

FRANGALHOS


A alma de Devair em frangalhos, judiada como seu Sega CD envelhecido no canto do armário, controle dois detonado pela sobrinha. Devair diz que é brasileiro. Corra pelado, alivie, insista, mire, cuidado com nada. Outra vez. Pra fora de novo não, nem mais o espirro urinário alcança o lago sanitário.

É, não sei como ajudar você, caro amigo, definitivamente. Enquanto cago meio verde, meio preto - vinho barato - não sei se devo concluir que a opção mais cabível mesmo é o coquetel de comprimidos vencidos. Não garanto que Cora Coralina estará naquele altar. Você dizia que iria morrer destruíndo a cabeça de bicicleta de freio traíra, eu concordei, você no máximo quebrou a bacia e perdeu o estágio na Cantilar. Toda namorada gorda que você arruma na lanchonete do Du e é essa desgracera mesmo: chega, não aguento maluco, que se fueda, amizade é sinceridade - quer o fim então vai logo, mas me arruma o Sega CD, o leitor processa lento, mas o briga tá bom bagarai.

9 e 15 no planeta maionese










Minha tia é monitora de uma creche, aqui no Cervezão. Dona de um bumbum indizível, ontem ela saiu do trampo rapidão tentando achar vitamina no mercado mais próximo. Deu no que deu. A maior farra na creche São Bóvio, crianças brincando de lutinha ao som de Twisted Sister. Luquinhas, de apenas um ano e oito meses, mordeu a coleguinha, Aninha Lins, de apenas um ano e cinco meses. Minha tia acabou despedida, a menininha perdeu parte da orelha esquerda, a creche fechou as portas. Minha tia saiu na madrugada, desesperada, inconsolável. Encontrou um pedreiro velho & torto com o peru ouriçado. Testemunhas no local dizem que ela ofereceu pograma . Dirigiram-se os dois então pra baixo de um modesto viaduto, o valor acertado: dez merréis. Ela exigiu o dinheiro antes do coito, ele ergueu os zóio assustado, mal tinha acabado de vomitar no matinho. Minha tia teria sacado seu canivete e saído com 200 conto da jogada. O pedreiro é vítima, minha tia não se prostitui e a polícia segue a investigação. Papai bebe e esquece tudo.
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Zalita é plena sudorese, transpira feito uma filha da puta. É âncora (usa cabelo de dona de lanchonete) dum telejornal local aqui da roça, duma modesta emissorazinha que mal pega no Rancho do Tony. Zalita é Ana Paula Padrão. É miguxa de Escócia, aquela menina que eu dei um fora, só porque o pai era um coroa decadente que se achava o Chopin travestido de Richard Clayderman

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Ficou todo mundo perdido em São Tomé. Bacana.


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quarta-feira, maio 16, 2007

10 lindos motivos



  1. Fátima deliberadamente vestiu as calças. Logo se despiu novamente. O doutor Euclides se arremessa, suga com graça o caralho dela - ela de coturno nórdico, ele de saltinho. A consulta inteiramente paga pelo prefeito de Santa Gertrudes.

  2. Como você prefere o lanche pastor Édson? Na bacia com salame? Com aspecto fecal é maravilhoso, o senhor está autorizado a provar. Ana Maria Braga agasalhada com campanha no rádio e tudo no friozão né, o que diria Osmar Santos como funcionário fantasma da CESP?

  3. O Dream Theater é o que nerd ouve e goza, depois sai pelas ruas todo de preto, reproduzindo saltitante solos de bateria em rodinhas de rpg e refri.

  4. Bandas cut-up ensaiando na laje, tomando baque dos anos 80 Piracicaba, ouvindo mel, ensaiaram ontem, acaba a dose, acaba o ensaio.

  5. Macarrão usado dura cerca de três sessões prolongadas. Cultivou magrinho parasitismo gritante, pestanejou para o toalete; toalete, jamais.

  6. Odete abriu firma, é sorriso, é firme o lance.

  7. Cercado por policiais africanos, foi obrigado a imitar o cachorro híbrido de James Joyce quando este perdera o sexto dente de leite em pó.

  8. Sentiu uma pontada no terceiro coração, correu até o comitê do partido invisível, retirou sua ficha dos arquivos, colocou fogo em uma moeda azul e saiu correndo pro vestiário dos bodes, praça Campos.

  9. Entusiasmado com a crise. Ficou ministrando curso de gargarejo com areia no terraço sem neblina. A vovó de 87 anos bola pior que o garoto maneta.

terça-feira, maio 15, 2007

O Vozerio do Inferno funciona algumas vezes como laboratório, contém aquele freezer permanente vertical, iluminação multiforme, garagem barulhenta e algumas cadeiras especias pros convidados de última hora. Outras tantas vezes o blog aparece como mero passatempo domiciliar; lembro do final de 2005, eu não calculava nada, nem queria me preocupar em escrever bem - na concepção mais "beletrista" da afirmação. De lá pra cá cai em vários erros, como tentativa de formalismo, dívidas em pequenos butecos, pretensão, preguiça - o tempo construiu várias nóias, é verdade, mas nunca deixarei de postar umas merdas nesse espaço, esse posto de gasolina esquisito de template sofrível.
Espontâneo, simples, divertido - porque não? Puta enrolação desnecessária. Hoje começa o rolê fragmentário meio autobiográfico, meio neosambarilove; fiquem agora com Rivers.
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Dezessete, dezoito anos. Maioria dos amigos losers. Beber pra criar coragem. E no meio sempre a fala do imbecil que aprendeu com os "mais velhacos" a tática do embriagar coletivo. "Mexicano, macho pra caralho". O camarada fica de joelhos, abre a bocarra e outro mané despeja o litro de 51. Isso aqui tá parecendo aquelas reportagens de comportamento do Fantástico.

segunda-feira, maio 14, 2007

Celsinho Analfa, fumante passivo, louco por tirosela.


Jocasta abriu sorrateiramente a carteira da mamãe; de lá retirou um punhado de cédulas cheirosas, fez a intera do esmalte, domingo de búzios, alto astral no planeta maionese.

Roberta piscou e não limpou tudo, assadinha rezou.

Joselias é um bêbado.

Alice usa tesouras.


"Sabe cara, você é dono de uma testa fácil" "Por isso minha vida é mais azul que de qualquer pessoa"

Nós fizemos uns pães e rolou um abraço entre a Cecília e o Sérgio.


Juquinha sabe de farofa, atende até telefone.

Estou inspirado, claro, obrigado, quero ajustar a braguilha sem interromper a Silvana.

quarta-feira, maio 09, 2007

Roteiro exclusivo da visita do apóstolo moderno


17:00 Conferência de exclusivas mini pizzas na lanchonete da Jô, presidida no Alto Cervezão.
18:00 Visita ao Clube dos Maçons Silvestres, distribuição de autógrafos e camisetas temáticas
19:00 Papo Franco com Machado de Assis
20:00 Pré Produção para take a ser veiculado em horário da Hebe Camargo
21:00 Balada gay acompanhado dos cantores que o Luxemburgo usa pra motivar seus atletas, falo dos virtuosos Chitãozinho e Xororó
21:25 Uso exclusivo de anfetaminas chilenas no toalete da boite
22:00 e três segundos - barbitúricos importados para breve cochilo.
22:00 cesta com o mosquito da dengue
01:45 Animada suruba com groupies da Renovação "Carismática"
04:56 "Aspectos idiossincráticos da genitália masculina " - palestra ministrada em francês para o povinho da USP
06:18 Visita ao túmulo do ex-ser humano Enéas, com mantras pelo porrão cremado.

Já de antemão fica aqui o aviso: no dia seguinte à essa programação concorrida o papa foi flagrado divindo modesta cama de motel com o cantor Latino. Devido ao jeito extrovertido do músico, o papa decidiu chupar seu ânus. Pelo ato o cantor parece ter reagido de forma colérica. Prontamente acionou a segurança do motel, e, pra evitar o manjado quebra quebra, colocou o papa com éter no seu automóvel rebaixado - e após temperá-lo meticulosamente com afrodisíacos portenhos, distribuiu-o integralmente para a comilança de animados cãezinhos selvagens, em sua chácara em Colinos, animaizinhos esses que o cantor diz terem sido presente do apresentador Gugu Liberato. Hoje o papa não concede mais entrevistas.

segunda-feira, maio 07, 2007

COMENTEM

Puxou generosa dose do catarro, preferiu engolir. Verde piscina, praticamente. Tudo bem, depois, ao invés de frango, tem porrinha, sorte. Olha. A irmã sem trepar há nove semanas "Porra, dá descarga direito caralho!!". Sinusite é complicado. Ser flagrado numa punhetinha sussa pela mamãe enquanto esta prepara um delicioso lombinho, puxa a bermuda no maior gás. O pai compra dezenas de long plays no mercado livre, se acaba no Freecell, isso é velho né, ser espertinho no site legal, teve até o famigerado keyboard que deu crépi no meio do IRPF.

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Normalmente a conta da padoca fica em 90 reais, 100 conto no máximo. Dessa vez alcançou os 230 reais. Época de Crystal, Itaipava. Coxinha, Baconzitos, muitas latas amassadas. Quando Juliano já está na décima lata a cerveja custa muito pouco. Marmanjo tomar surra de pica mole é rotina, a madrasta serve-se de água benta.

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Influenciado pelo rolê do braço tatuado do Madruga. Puta trampo massa, açougueiro assistente do Frolini, depois embalador crasse no Supermercado Papagaio, logo ali adiante entregador de panfreto das tinta Aerolix, pizzaiolo na goma da Tininha e ainda nesse sábado das mães chuva de meteoritos, depois das 4, olho nu, purgatório recebe Enéas alterado de ponche curtindo uma touquinha.

quarta-feira, maio 02, 2007

perfil falso de Nélson Fun no orkut

O sujeito vai, encapa o que sente, depois solta o verbo, a frase sem cor. Típico de pessoas que não conseguem ficar à vontade por nada, tudo parece ter de ser calculado, maquinado, estudado. Acessórios-adaptados-modernosos para o cultivo do convívio socialóico. Não há a naturalidade cortante nos gestos, o improviso-sopapo-certeiro da intuição calabresa, não habita neste ser as olimpíadas inenarráveis do impossível amor, o amor corajoso pelo fluxo de consciência contínuo barulhento, que despeja frases cheias de força e sutileza experimental. Veja bem, eu não tenho um caralho considerado grandioso. Apenas sou dotado de um pênis próprio. Nem quero dizer se compareço à média....talvez eu não devesse me expor assim. Bem, sou filhote da classe média, escracho o populacho e sei que rebentarei a fibra com uns berlôs a mais no pulmão e umas tantas latas gemendo tortas pelo fígado. É. Ganho comissão por pum, tá certo, aprumo meus rojões, distribuo aos montes o que sinto. Como é gostoso peidar, o disparo aparece assim de repente, todo quentinho, você sabe programar os canais da SKY, e o que dizer daquela quarta-feira nublada? Bar do Genivaldo, dezenove graus, portas já fechadas, quase mudas, paredes inibidas, eu consumia uma boa quantia de doses de manguaça, corpanzil tolerante, lá pela quinta xavasca eu ainda não falava mole, eu escrevia uns pequenos versos e largava lá, aleatoriamente, no balcão sonolento. Todos procuram amar o que fazem? É o robô que fabrica seus meios úteis de queimar tempo; faz até o bigode; tem figura que curte confidenciar pra negada que furou trezentas vulvas em Estocolmo, o cu é pertinente a lugar e então outro reclama que é assexuado, me sinto leve pelas rodadas de A4 ultrapassadas, é escrever o que eu conheço como sangue, os meus lustres de Minas Gerais fazendo fiado pelo éden perpendicular ao avião Mamonas Assassinas, é o Proust acetinado com maionese tuchada de Kaiser Bock, mas aí, tem estudante que diz, falta matéria bruta pra tarefa, pois é né, colega.

Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...