sexta-feira, junho 29, 2007

VAI VOTAR NO MAIS NERVOSO?

Apalpou o traseiro de Gioconda, a palma da mão esquerda como uma faca em forma de pá passando naquele rabão outrora espinafrado. O caralho cantou. Ao entrar naquele universo de buça totosa alavancou-o contente e carinhosamente escolheu a faixa sete, "Meu coração é sertanejo". Arrebentaria o ânus da velha cortesã palmeirense.

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Uma animada disputa de volêi de bolinha de papel está acontecendo no estúdio de gravação. Quem quiser chegar e entrar pra disputa é só providenciar bandana e traje adequado e de quebra leva pra casa o adesivo oficial do evento.

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Tininha é menininha boa de cama. Na tarde de ontem saciou Augusto, os lençois lentos aplaudiram. Lembrando que Augusto vive dos trocados que seu sax proporciona.

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Assaltaram a mochila de Glébson. Subtraíram um saca rolha mais um tiquinho de nicotina.

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Serginho cessou em definitivo com as atividades do crack. A tinta da lata estava lhe fazendo mal.

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Marcelo Paraná with dildo sacou o canhão. Pronto. Cesira queria porque queria ter pênis de chocolate havia vários carnavais, serões mil.

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E o escroto do Lelo terminou barrado, que bucetão. Terno amarelo e cerrando cigarro do Jura. Que nominho boiola. Inacinho brindou, ponche all night long.

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Temática pessimista e crise no país. Tour do loser que vive a acampar na bad trip coletiva.

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Descobriu que podia tocar cítara desfrutando de mandioca frita. Locava filmes e jamais pagava. Descobriu débitos, podia sonhar fá fá fá fá. O correto é mandioca com sal, Itaipava no lugar de Crystal. E viva Stendhal.

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Bicicleta, velha bicicleta que marcou minha infância. Bon Fire, Gin e Véi Barrêro.

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Não me diga que outra vez Odete escolheu o medo. Outra vez.

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Desce mais uma dose daquele chumbo derretido, ô mané. Tá mal hein? Aopa

quinta-feira, junho 28, 2007

Casamento no JAPÃO cancelado

Eu ainda não sei porque quando cheguei a rádio, enquanto esperava o elevador, aquele cheiro de desinfetante do térreo levou-me aos tempos de ginásio. Minhas memórias da época de Marcelo Schimidt, segunda série, eu então com oito anos, tornaram-se presentes instantaneamente.
No recreio daquela época a urubuzada pisava no chicré ping pong ao acaso, a sola experimentava preju, e as brigas eram permeadas com o clássico "mijôôÔ", que transformava-se em hino à medida que um dos candidatos utilizava conduta covarde. Mas voltemos ao ambiente pudico dos computadores da redação. O cafézinho sambarilove me espera, bebo satisfeito. Abro bruscamente a porta da sala cinza, tenho o vaso para atirar generosa quantia de catarro - ainda bem que ingeri apenas pão com frango e queijo antes de deitar-me na madruga zureta.
Tomarei outra dose. Depois do serviço caio pra residência do Bruce, preciso buscar minha Caloi 10 branca que esqueci na casa do moreno. Solão do meio dia bolando brainstorms, sudorese acidental. É, é fueda mas é fueda sucesso. Gastação de ordenado micho é brincadeira; simbora agarrar de vez o cinquentão de marola pra animar a próxima semana. Mais um corpo de dias sambarilove, dias que virão laricados em jabs supimpa-cinemão mais livretos crasse.

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Vovó Lucinda botou o long play na vitrola cor de rosa. Começou a balançar a padaria, toda lúcida. Vovó Lucinda pede Lucille. É atendida. Aderval adentra ao recinto. Entre uma bebericada e outra num suquinho de pêssego arranca o estilete do surrado jeans. Não admite que Little Richard seja reproduzido sem o talento correto da dança. O toca discos é de Cauby.

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quarta-feira, junho 27, 2007

MANIA DE FAZER O PRATO SORRINDO



a etiqueta do preço

do jeans

está com

diarréia



o berço do bebê burro

dorme bêbado



o garçom terminou

agora no toalete

o último pino

daquele rolê

de solteiro



o ânus da mulher do prefeito

é limpo agora



- onde está o velho

churros por R$1,50?
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oferecimento: BÉQUI SABOR DE PEIDO QUINTA DO JUBAIR

domingo, junho 24, 2007

TIO ERNESTO NO PLANETA MAIONESE


Esses brogueiros aí largam as "dicas" do escriba rapagão que Tio Ernesto concebeu e acham que são grande merda. Aí vai então a versão com sucrilhos sem agrotóxicos das leis do lápis.


1.Use short sentences.
1.Seja ágil, dinâmico, um herói cômico magistrado em trapalhadas infantis.

2.Use short first paragraphs.
2.Seja um bom virador de copos e lance parágrafos férteis com a astúcia de uma surpreendente bicuda numa "reba".

3.Use vigorous English.
3.Urbano da roça com sotaque desengonçado é o melhor remédio para estrangular o tédio e a coceira no saco.

4. Be positive, not negative.
4.Seja estranho, talvez lesado. Alimente o humor com tempero retardado e bobão.

5.Never have only 4 rules.
5.Leve o rolê com calcanhar apaixonado, seja caboclo feliz com a sua mulata; lembre-se de casar-se com ela o dia inteiro. Sirva-se de Kaiser e vinhos vulgares, preços populares alçam ao céu de pontas.

sexta-feira, junho 22, 2007

CHEGA LOGO, OMBRO DE SÁBADO PUTO

Ontem fomos tomar uma caninha lá na goma do Moacir. Tudo mundo sabe que depois de entornar oito shots o malandro já lança bad trip geral na negada. Tudo bem. E nem preciso falar que o Moacir destruiu na última terça o autorama do Arthurzinho, o caboclo ficou magoado pra dedéu, se bem que isso já foi resolvido.
O Moacir pra cima e pra baixo catarra fundo e é dono duma pequena jaca lustrosa, cabeleira de fita K7; traja com notória elegância a inseparável calça azul, de veludão. Toma banho de três em três dias. Entre seus hábitos agradáveis o que lhe mais seduz é relembrar minuciosamente na poltrona a transa mais quente da época da facul. Sexta de sutiã amarelado e ele violentou tremenda porpeta no seu Palio cinza ,que, reza a lenda, fedia a gozo de animal no cio. Moacir, seu cara de cavalo, pijama essas horas? Veste logo essa berma suja que tá ali do lado da velha Placar e vamos lá pegar um fumo bão no Dir.
Só preciso dar um pulo na padoca da Janice, trocar o cinquentão, que torrar tudo em pino de crack again é trucidar definitivamente meu livreto de contos por hoje. Tá certo, eu aceito esse tirinho, vai logo, seu porrão.

quarta-feira, junho 20, 2007

18 DE JUNHO

18 de junho

de um ano dando

olé na risada

bêbada da morte



5 centavos

reencontrados

no fundo

da mochila

azul



e a patroa

buscando com

menos de dois reais

mortadela

filãozinho

na padoca da

esquina de alma

mais simpática tranquila desta

tarde que a roça

bem conheceu.

terça-feira, junho 19, 2007


TRAFICA DE CUSCUZ
No último sábadão o cardápio noturno apresentou embalão junino na chácara duma comadre das antigas . E quem se mostrou o artista da náite foi o dadá Ranir - trajado a caráter, com direito a dente sujo,Ranir comandou da trilha sonora ao treinamento da folia em peso. (pra variar tirando do bolso piadas kids ligeiras - e a náite agradecida espantou sua palidez inicial)
A fera chefiou voluntariamente o setor de comes e bebes - na gentileza apareceu do nada com uma bandeja lotada de quitutes; "só alegria na festança", como ele diria. No plantel das guloseimas um bocado de cuscuz, artigo raro no meio daquela maioria de doces. Conclusão: eu ca patroa fizemos a rapa facinho na parada, deu nem pro cheiro o bagulho. Sorrateiramente o Ranir ainda largou a saideira, aquele pedaço já mordido em cima da bandeja. "Esse é o último pedaço", arriscou Ranir, dissimulando a fita para o grupinho que falava de internet na rodinha feliz.
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NOTA PARA CONCLUSÃO DE CURSO

A sala da professora de francês aqui ao lado emana esterco.

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sábado, junho 16, 2007

AEROPORTO SENSACIONAL DA VARSA ELÉTRICA




Hoje aporta na terrinha um bróder das antigas, é o Gilzera. Pra quem não sabe o Gilzera é maluco de copo, parceria de idéia sambarilove, candidato do partido brodagem maior no fumacê de fim de tarde - é maluco piano & goró, gente fina company, o lazarento.


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E a minha patroa disse que meu ciúme já foi power kid - tá certo, é zuera master, mAs porRa, ainda bem que me lembrei desse episódio ontem andando pela rua 1, bebendo vinho e de mão dada com a minha pretinha. Certa vez achamos um dog perdido nas ruas silenciosas da madruga de Sanca, perambulante e portador de sorriso manga larga. Aí o au au seguiu-nos, andou pra dedéu na nossa cola e até puxou um ronco na nossa garagem. No dia seguinte compramos carne de segunda no mercado old school e a minha mulata começou a preparar o grude - e puta cheirinho bom da parada! - e como irmãozinho eu sou, dividi toda a bóia com o amiguinho. Feito.



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Aqui na roça o pessoar tá chapando de viajêra farsa com 50 anos de atraso.


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No Xis Bar a nova sensação é o sargado de ovo, mais aquela caracu pra molhar o cavanha. É a galinha dos ovos de ouro da Rua 1 pós midnight tropeçante.
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Sarve! Sarve a Rua 1 da lesada Rivers, Aeroporto Sensacional da Varsa Elétrica. Rua 1 ouvindo o céu de cara cheia, penteando lata véia despachada na sinceridade campeã na caminhada truta. A rua 1 não vai embora dando bad trip, e eu ca minha preta seguimos em frente, a 1 tá ligada na funça, faz uma cara.






sexta-feira, junho 15, 2007

Lua de Beldo

Hoje tá rolando uma porção de calabresa genuína com preguiça federal, deve ser a tal de QUERMESSE DA IGREJA DE SÃO JÃO BATISTA tonáite aqui na roça, tamos aí guardando todas as forças e peidos pro bailão. Tem também a amadora SINUCA misturada aos obesos urros internos de "mamãe olha só quem ganhou o bingo nesse coração de homenzarrão tonto..."
Então aí vai um texto aleatório macacada, reacendam a velha ponta:
"Quais são os escritores que nos enriquecem? Penso que isso é diferente para todos. Penso que lemos muito subjectivamente. Lemos aquilo de que precisamos. Há quase uma força obscura que nos guia para determinado livro numa determinada altura; depois criamos problemas quando tentamos racionalizar isso e dizemos que este escritor é bom e aquele escritor é mau. Nunca fui capaz de dizer isso. Compreende, não posso dizer que Simone de Beauvoir seja má escritora, mas posso dizer que não me enriquece. O que é uma afirmação totalmente diferente. E penso que isso varia muito. Elaborei uma lista de escritoras e dos seus livros que me enriqueceram. Mas não é uma selecção literária. É uma selecção puramente subjectiva e a sua podia ser totalmente diferente.
Perguntam-me muitas vezes o que penso acerca de Simone de Beauvoir, o que penso acerca de The Golden Notebook, e é-me sempre difícil responder. Não os considero livros enriquecedores, porque me repetem incessantemente como as coisas estão, mas nunca me mostram como posso mudá-las. Logo, quando Simone de Beauvoir escreve um livro acerca do envelhecimento, ela está a curvar-se à idade cronológica e a dizer que em determinada altura ficamos velhos. Mas nós às vezes ficamos velhos aos vinte anos. A idade é outra coisa que temos de transcender e de encarar com outra atitude. Não é cronológica. E penso o mesmo em relação à descrição de coisas tal como elas são, sem uma abertura que nos diga para onde podemos ir a partir dali ou como podemos transcendê-las, que encontro naqueles que chamo os escritores enriquecedores. É por isso que, quando não estou apaixonada por escritores, digo sempre que posso respeitar as suas ideias, mas que não me dão o sentimento que me empurra para a vida."
Anais Nin

quinta-feira, junho 14, 2007





Perdeu o que penou pra ganhar, torrou tudo em merda, municiado pelo latão cheio de burrice.


Acordou puto, autodepreciação como dinamite sob eterna atmosfera de decadência no tapete catarrado corroído do quarto sujo.


Assaltou um babaca no intervalo da peleja da Libertadores. Conseguiu 7 reais.

Tarja Preta, televisão strike, estrangulado pela água urinada do arrependimento.



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quarta-feira, junho 13, 2007

O DIA EM QUE BILU CARLOS EMOCIONOU A PLEBE



O Grupo Geléia promoveu na noite de ontem, na cidade de Rivers, a entrega do título de cidadão emérito a Bilu Carlos. Carlos, de setenta e oito anos, pra quem não sabe, é conceituado pianista de jazz, atuante na periferia leste da megalópole Névi Órqui.


o início


Dono dum passado bastante difícil, a adolescência do músico foi marcada por notas baixas e pelo árduo ofício de atender telefonemas para um falso amigo, que em troca lhe concedia pequenos favores sexuais. Nesse interim, porém, Bilu Carlos descobria sabichona paixão pelas teclas. Inicialmente copiava de orvido temas calminhos no piano da igreja do bairro. Logo seu ego tomou cavalares porções de mega mass - Biluzinho devagarzinho tornou-se virtuoso e vaidoso em sua arte ; no dia de Ação de Graças de ano desconhecido, dizem que certo cafetão abonado o descobriu numa chopperia gls e imediatamente o contratou para dar canja no glamouroso Selton Café. Bilu Carlos permanece por lá até os dias de hoje, quarenta anos de execução de temas sofisticados.


a cerimônia


A sobrinha de Bilu Carlos é a conhecida Vaca Jones, quem não se lembra dela hein? É, ela levou o caneco em conhecido programa da rede globo que caça novos talentos no meio musical. Pois é, Jones cantarolou à capela eficiente tema gospel, que levou à incontidas lágrimas o homenageado.
Luzes amarelas bombando sorrisos de ladys balzaquianas e rapagões em transe nas mesinhas de madeira carcomida no salão. O organizador do evento, o mecenas Bob Bolinos, passou pra mão gorda de Bilu o troféuzinho, confeccionado caprichado na Casa dos Esportes. Bilu Carlos arranhou seu discursinho de araque, agradeceu hiperbólico aos presentes e dirigiu-se ao piano para dar início ao espetáculo prometido.



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o concerto


A maioria dos vereadores presentes no Grupo Geléia mal conhece Bill Evans, no entanto todos esforçaram-se para a adoção daquele ar inteligente na face. A presidente do Fundo Social de Solidariedade, Vandinha Pinto, esqueceu por hora do axé e sertanejo para animada tentar acompanhar com o saltinho a bateria polirítmica de Jack Hernia. A abertura teve até sorriso de marmanjo anarcopunk dos oitenta.
Os atletas da música mostraram-se experientes, dignos,formidáveis no palco - totalmente adaptados e vacinados ao clima da roça - e, é preciso salientar, durante a execução de seu distinto repertório o conjunto jamais foi incomodado ou aborrecido pelo ruído de alguma conversa paralela ou quebra de copos no local. A produção merece apupos também. O camarim estava por demais belo: frutas,origamis, sanduíches frios e algumas garrafas de Natu Nobilis. Tudo muito bem arranjado e decididamente aristocrático, sem dúvida.
a saideira
Com a peleja ganha e a satisfação estampada nos olhares das cinquenta testemunhas, Bilu Carlos ganhou sudorese completa e eliminou sete gramas.
Após o final do pagode, todos músicos e amigos do condecorado foram bater uma shepa na casa dos Canizares. No quintalzinho (esporadicamente servindo como Lava Rápido) o papo correu bacana, todavia durou pouco: no meio do coração da madruga Bilu Carlos despediu-se, visivelmente honesto e derretido, prometendo voltar, antes que o HIV encerre deliberadamente seus derradeiros sonhos musicais.


terça-feira, junho 12, 2007

DICAS DO PLANETA MAIONESE



Sou a colunista Jóia. Tôu estreando nesse portal, a convite do amigo do Luciano.

Vamos falar de novidades na área sonora?

Pois é, o novo disco de Pepe Four saiu ontem. Já na primeira audição, a surpresa: o disco começa na quarta faixa. Poxa! A primeira canção é puro hit,já posso sentir os djs ficarem animadinhos, é só soltar na pista! Um luxo. A segunda vem com um riff bem Maiden, depois sobe uma cabeleira Gretchen no baixo afiado de Lucas; o refrão é puro pós-Maiakóvski com Rita Lee acetinada: " hoje sonhei/assim pra mim/ o carinho a punhetinha melei/ sou sua dose/ garotinha tatuadinha soul". No terceiro petardo você nem liga mais pro picolé que seu primo trouxe, você fica é ligadinho na levada Fugazi da estonteante "Colosso". As guitarras Falcon afinadas em ré, o vocalista encanta com sua lábia espanholita. Pena que é um single, na verdade. O que é bom acaba rapidinho. Maaaas - to nem aí - lasquei o repeat, sonhei e transei com Amarildo, gozei toda na virada de batera de "Onde está o rival francês do colégio Koelle?"

segunda-feira, junho 11, 2007

caboclo que olha pro buraco

O sujeito conta sessenta e sete anos. Picota uma página de uma revista pornô italiana. Chega tinindo perto do portão do seu vizinho palmeirense, pai duma garotinha esbeltinha, florescendo nove aninhos de idade. O sujeito alisa a garota e mostra a página arrancada da publicação. Ele se masturba furiosamente. A pirralhinha abre o maior berreiro, dá fuga e chocada busca abrigo embaixo da saia da mamãe. O incidente, tido "atentado violento ao pudor" foi registrado aqui na roça no feriadão. Quando questionado pelo xerife local, o aposentado sexagenário confirmou o gesto.
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A mulher leva uma sova, Fefeu encheu o caco na beira do rio. Seu complexo capilar, mix de paraíba miojo mulato com caspa salutar, forma parzinho doente com a esporrreada blusa verde - uniforme imundiça do fanfarrão transbordando manguaça com água. Entre uma cacetada e outra ele decide dar uma bica na mulé, que vai barranco abaixo. Caída ela termina por lá,nariz adunco quebrado, Jacinto pega a vara de pescar e toca pra zoninha mais próxima, a ensaboada "Alegria".
Sua princesa atual,Sueli,também não dispõe de arcada dentária completa, ainda que quase terminou o primeiro semestre de Administração. Agora ela trepa em pé com o bigodudo Genésio,que vibra com seu Campari - e justo com o formidável Genésio, rival de copo e ex-amante secreto do púbis de Fefeu.

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sábado, junho 09, 2007

SEM MAIS BILU TETÉIA



Ficar com o pirulito duro ali era encrenca. Tentei no migué mudar de marcha, nada feito. Meu pirulito na fissura , ansiava anfetaminado pelos suculentos mamilos dela. Ô potranca tesuda, jogou de quatro ali no sofá é brincadeira. "Vem cá, toma uma Original comigo". Menosprezado, voltei pra minha mesa e tentei distraído compor uma letra nova pro Bad Bad Trip. Isso passou praticamente batido, aquele verão de noventa e alguma coisa, é, bem distante. Eu gostava mesmo era das páginas do inverno e da Kaiser Bock feliz na geladeira. Época azeda de bronha e má sorte com o mulherio,adeus aleijado calendário lazarento from the past.
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Naquele acampamento em Analândia o Zé fez até trampo improvisado de bombeiro sem capa de chuva, sem contar o quase traumático pisar em ovos em perguntas sem censura(na verdade a pergunta quem fez fui eu louco de Vodka) com toda macacada na barraca da Katiaça,lembra Zé?
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Aopa, hoje bora abrir aquele Country Wine, vinhão tosco pro recreio da sabadera. Firmão.

sexta-feira, junho 08, 2007

AZAR DE PORPETA É AZAR DE PORPETA



Jaime tá devagar no goró. Disse que depois de vinte dias o árco saiu completamente do seu organismo, agora fica só dando uma bolinha com os camaradas das antigas. Bonézinho pra trás,ginga de malandro rioclarense, tá indo no corre de bike preta, com o quadro estilo golfinho velha guarda, o rolê até que tá massa. Sábadão ele vai caí pra Americana, vai num show boqueta, mas prometeu dar regaço. Vão 25 elementos numa Kombosa, todo mundo fumando muito mescladinho e derrubando Paisano na mente. Eu tô fora.


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E a bebedeira se estendeu até umas hora ontem lá no Big Bar. Enquanto Léo Gonzales comia com considerável mostarda seu tradicional lanche de Coração de Frango no Pão Francês eu fui buscar um troco em casa e não encontrei nada. Larguei 15 merréu de dívida na padoca (a acolhedora Padaria Quatro Anães), botei umas Caracu na sacola, põe na conta, Sergião. Voltei pro Big Bar não enxergando muita coisa, tem hora que cachaça é velório né? E o Sebastião tava numas de noise hilariante nos verbos do bate papo, e ganhou até minigibi da Xuxa, preza do Gonzales, um psicólogo corinthiano da lábia, professor de escolinha infantil, maluco gente fina.


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Já, já troquei idéia com a torneira resmungona do banheiro azul. Era trip de Rivotril com fumo e conhaque, dormi em pé depois na cozinha, perto da pia que só de zóio flagrava toda movimentação. E dormi segurando a leiteIra numa mão - na outra mão uma caneca. É, ronquei alto bagarai nessa noite maldita.



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Aopa, tem hora que você fica travadão e nunca acha dinheiro no chão da praça da Matriz. Na banca do Anésio você flerta com um livrinho de borso, dez pila, escuta o azul das vozes melancólicas de Rivers pelas paredes do Bradesco, depois encontra uma baita duma sardade como refrão do peito. Ê diacho, Sun Carlos que me aguarde.


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terça-feira, junho 05, 2007

VALE PRESIDENTE

bar do Picadão

antes de tudo,

tradição


domingo, sábado

libertino


bar do Picadão

mais que amigos,

apenas o balcão

como destino.

nove da manhã no planeta maionese

Vixi, amarramo um fogo fia da puta ontem. E todo mundo saiu mendigando cachaça no fim da noite, só pra continuar naquele pega massa de chapação. Eu engoli um remédio pra cabeça antes de cair no ronco, minha patroa fez uma providencial limonada - e to cagando preto até agora, o dia nem bem começou e eu não quero mais saber de manguaça- pelo menos até os próximos minutos.

O barrão foi nervoso, jogaram Bom Ar pra não contaminar por completo o "sagrado ambiente de trabalho", sabe como é, educação francesa pede passagem. Mais tarde eu venho com os garranchos da madruga de ontem, cortesia do meu caderninho porco de quarta série.

sexta-feira, junho 01, 2007


O proprietário, já vovô sabe-tudo, falou tranqüilo que conhaque de alcatrão tira a tosse, você toma antes de deitar e dá aquele suadouro campeão. Abriu o peito você já começa um dia com o outro, o Presidente. Depois você pega sua caloi 10 branca com o guidão (é, guidão) adaptado para tiozinho estaile e passa pela Avenida da Saudade. Antes você vê o comércio fluindo perto do cemitério: tem a exclusiva liquidação de caixão na Funerária Patrão e o oferecimento de cloro, venda tranqüila nos fundos da casa, que vive eterna ao som de SBT. É o role grã fino de bicicreta depois que você vai na Vila Bisteca catá uma paranga de 10 conto de fumo. Dois maluco que dizem fazer 24/48 na operação do esquema e um deles magrelo com a filhinha na bicicretinha de prástico. Depois de lá é tomar um veneno no buteco e continuar na pequena estrada, o coração bateando breaco com sardade da muié.

curtas do piso sem caminho

Encontrou com os pés um suntuoso tolete fecal na Avenida VISCONDE. Pisou e repisou, usava Melissinha. Colocou nos cílios um pouco do enfeite. Fora premiado.

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Giba está humilhando os coleguinhas do trabalho logo cedo. "Tenho que cair na real, não posso usar mais o banheiro assim". Ziriguidum teleguiado. Colocou farofa no café do chefe, este ficou elétrico e lhe deu dois reais e vinte cents de aumento provisório. Giba finalmente premiado.

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Aldair só pensa na nota falsa de vinte cruzeiros. Com calor adora curtir um voleibol. Aldair voltou olhares para os estrangeiros assumidos. Premiado, claro. Premiado com a brilhante atuação do meio de rede estrábico da Telesp, Olavo, atleta fã de Rodrigão.

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O cáuboi confessa perplexo na mesa da quitinite voadora, enfim, sua predileção por uma série de desleixados hermafrobitas. Leu nu o anúncio no Jornal Papel ontem, se emocionou, recortou a velha samba canção em ré menor.

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Bruninho ama Aninhazinha. Acabaram se batendo.

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Uma senhora cotovelada. Jairzinho está de volta ao chão.

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Apostas abertas, mais um saque no Banco Itaú, na mão esquerda coxinha. Soltou o gás e o delegado o arroto.

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Hoje é dia de ressaca violenta, quase noise. O teclado da minha residência nesta tarde será acionado.

pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...