quarta-feira, agosto 22, 2007

HOJE É DIA DE PLANETA MAIONESE


- Depressa! - disse Tônia Carreiro. - Passe um pouco de maionese em cima! Depressa!

É uma coisa que todos devemos ter, um pouco de maionese. Sônia Lima não tinha. Pediu emprestado a uma menina.

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Fiquei retido depois da aula para limpar o que havia sujado. Eu estava arrependido, com um baita remorso e não pedi desculpas a ela. Você é um garoto porco, ela repetia, com uma cara de Ronnie James Dio. Não limpei mais porra nenhuma.

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O Heraldo tava lá também. E a negada cafungando em ritmo de festa. Até o Galileu apareceu por lá, deu uma zapeada na coisa e deu linha. Era um público apaixonado.

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Cale-se Teresa! Cale-se, Adolfo... Já pra lanchonete, Maurício. E então eu soltei uma risada.

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Todos nos levantamos e agradecemos ao senhor. Ele opera maravilhas. Mike, o gente boa, decidiu pegar a travessa de sorvete. Sem querer bateu com o nariz na fechadura. O Gonzaga o comia há séculos.


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quarta-feira, agosto 15, 2007

Voltei ao meu quarto às cinco e sete da manhã. O perfume de lulu dela e aquele seu bumbum esburacado ainda estavam impregnados, e aquele não era mais o meu velho quarto porra nenhuma. Cada minuto campeão vivido nele parecia ter ido pro esgoto. Abri bem a janela e observei um travesti acionando o bilau de um tiozinho careca na esquina. Quando ficou pala demais a cena os tiras chegaram. Fechei a janela e, embora o quarto estivesse fedendo pra caralho encarei meus papéis e dei mais um tirinho. Um tirão na verdade. E o perfume ainda estava lá, lulu pra que te quero. Eu tinha o melhor pó, desde a saudosa tarde daquele sete de fevereiro.

sábado, agosto 11, 2007

VOVÓ ONDINA


Havia um velho baú no quarto da minha vovó Ondina. O baú mais estaile que se possa imaginar. Um tipo assim de bagulho com uma tampa arredondada parecendo a barriga duma porpeta extra large. Bem no fundo do baú, embaixo dos lençóis e toalhas de banho, que nunca foram usados, e de uma camiseta do Velo Clube e de uma porção de fritas, embaixo de tudo ficava uma caixa com uns cromos do campeonato paulista de 1987.

Na primavera maluca daquele ano( e eu falo de 2003, eu acho) eu chegava da aula de italiano, à tarde, e encontrava sempre minha vovó trabalhando num fino. Bolava com leveza, os braços como Chuck Norris em transe, quase flácidos e brancos, êta véinha guerreira e perspicaz, minha gente. O cabelo com uns dread, levando o tranco sem bucetice, fazendo sempre a cabeça no final da tarde com fumo gringo. Afundada na cachaça e barbitúricos também, vovó faleceu naquele dia mesmo e os cromos ficaram pra mim, todos.

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Como capturar uma lolita

Estou cantando, neste momento,minha vizinha Patícia, porque o instante existe. Espaguete, vinho, salames. Passarei o corpo para meu pai, que não fode o rabo de mamãe há anos. Existem coisas que apenas Cristo respira.

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Oscar ficou lívido, mas não disse uma palavrinha. Olhou severamente para Jake, mordeu o lábio inferior e escarrou na direção do Golf insufilmado. Soou o apito, termina mais um grande jogo da Copa Aspacer*

* agora reconhecida pela Fifa, a COPA ASPACER reúne a nata dos ceramistas de Santa Gertrudes, abrangendo também alguns ilustres convidados; é o caso do enrustido japonês filho do prefeito,Caio Larica, que através do esporte tenta ocultar seu homossexualismo latente.

sexta-feira, agosto 03, 2007

FALTOU PEGADA...

Ontem fui com a patroa num clubinho de bacanas aqui da roça. "Instrumental Solidário". Filhinhos de papai se exibindo pra terceira idade, nerds bobocas candidatos a "músicos" e manés ignorantes em geral. Uma BOSTA. O título mais adequado para o evento deveria ser "estrumental ordinário". Sabe aquele jazz de restaurante/churrascaria/bingo sem ressalvas? Aquela música brega pseudovirtuosa com gosto de lego-playmobil burguês? Matemática pura, original brazilian fake notes ensinado por norte-americanos patifaria.com, som formatado para otários. E os olhinhos dos caipiras losers brilhando, vidrados. Ambiente careta é apelido, meu chapa. Coitados dos amiguinhos, acho que nunca ouviram nada de VERDADE, sincero, com pegada. Atitude? haha. Não perdemos muito tempo lá. Enquanto cada "músico" tocava o seu "inimitável número solo" saímos com a ironia em combustão na alma. Aqui não, amigão. Bora pescar uma boa garrafa de vinho pra depois acender aquele. A sexta-feira promete mais.

quinta-feira, agosto 02, 2007

CONFIRA:

Amanhã a sua noite não será firmeza caso você perca este belo espetáculo. "BANDA DOS FUNILEIROS DE RIO CRARO INTERPRETA GRANDES HITS DAS TELENOVELAS BRASILEÑAS". Isso mesmo. A distinta banda dos vovôs-garotos e bebês-homenzarrões fará da sua noite um deleite sonoro da mais alta estirpe. No repertório famosas canções que marcaram as donas de casa.
Melodias agradáveis, quase eternas, que enfeitaram a trilha de novelas da telinha brazuca e latinóide-portenhachicana como: Cambalacho, Sassaricando, VAMP,Carrossel Vovô e eu, A Usurpadora, Irmãos Coragem, Fera Ferida, Zóio no Zóio, Amor a mil por hora, De Quatro por Quatro,Éramos Gays, Zé Caraio e Ana Bucetão, Roleta Maluca, Top Model e Rampeiras de Areia. Ah sim, a entrada é apenas um litro de leite de cabra ou uma calculadora científica - lembrando que o concerto conta com exibição de slides e será realizado nas dependências do Centro Canavial RIOCRARENSE.


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Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...