domingo, outubro 28, 2007


















Faz estrago, lesado, tenta tirar o gelo da cartela premiada, gelo filha da puta, voa, dá trabalho com a faca, gelo que alcança o chão. Então resolve , vai atrás de novo, após o fim do jogo das 4 mais um,só de impulso; a patroa ajeita o almoço, linguiça de frango com o velho arroz de guerra. A cartela lê alheia Histórias Ecológicas, de Defunto Jones, o relógio está empapado, a vida é um bidê.
O pedaço lunar, a fatia avulsa em que tudo é melhor que piscina de um litro,é aqui. Aqui é que a vida careca desmonta um Master System. Olá, estamos num filme do Marquês Salsicha.
No dia da estréia, cinema vermelho, assassinaram o puto do cobrador de ingresso, minha Kaiser ainda pela metade.



Numa estréia em Ibitiga, é preciso dizeer, balearam o vereador Juninho da Padaria. Depois disso em Leme traficante e usuário ficam jogando dominó, aparando haxixe de esquilo. E o Renato Aragão será violentado pelo pai de alguém que já trabalhou na Record, ainda que em fase de estágio e mais alguma porra.



Ste indicações, Marquês Salsicha hoje vive roto, zumbi de alguel, abaixa e vai de zulu na garganta, merda, que aula legal de Estudos Sociais... E anotaram o time do coração a placa que refletia a idade do retardado.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Calminho era o nome dele. Vestiu o paletó invisível, plugou a Eagle no velho Ciclotron.Não saiu porra nenhuma. Não quis um pedaço de chocolate, tentou tirar uma do Led, era muito rápido o tal do João Page, então perdeu a palheta, esqueceu daquilo que precisava lembrar, fez força e estourou a corda. Cablum. E não tinha uma reserva. Que bosta. Vendeu a guitarra, ou melhor fez rolo. Um sofá. Sofázão. Cabia ele, ele e o cachorrinho cegueta, Bilu. E na primeira noite Bilu molhou o sofá, de xixi. O sofá batizado foi de Teodoro. Já veio com 38 anos. O cara que ficou com a guitarra era travesti. Vestia meias, dormia e acendia cigarros.

Calminho gostava de jogos, joguinhos. Sua mãe era mulatona, daquelas que gringo adora beliscar. Mentirinha. Calminho sempre tomou porrada na escola, apanhou até da Daianinha, perdeu uma mochila pro Valter. Ganhou a guitarrona no bingo, pra alegria do vovô Cássio. Ah sim, quando vovô soube que o neto trocou a guitarra por uma porra de sofá o vovô resolveu deixar quieto, comprou uma gaiola. Ou um bambolê.

quinta-feira, outubro 18, 2007

- Me paga uma SKOL?
- SKOL queima o filme.
- Sou a mulher do Bill Evans, a unha encravada do Joãozinho Trinta.
- SKOL queima o filme. E eu tô com Hipocondria, deprê de mulherzinha, tá foda.
- Vai porra, paga logo.
- Tô submerso no Pessimismo com, terrorzão imortal fritando a pele. Cada dois segundos são eternos, você morre por antecipação sete vidas de mierda.
- Paga uma, não tenho dinheiro nem buceta, você não tem vida. Paga ?
- Vou vomitar na gravata da sua alma.

Foram embora do bar, cigarros estavam de licença naquele momentinho emo. O calor era dócil e fecal, de moer a moringa, office boys pareciam o braço do Seu Madruga boxeando na juventude, e as labirintites das crocheteiras apareciam caindo dos postes. Uma coleção perfeita de ventiladores portátéios usados em promoção fez o auê que constrangeu uma judia. E o joão-bobo dos 80 saiu com nova cirrose da Alan house, fazendo micagem às avessas.

Foi aí que entrou em ação a nota de cinco reais, escondida na meia furada de Aldair. Fez uma cerveja, dedo em riste pra rapaziada, que o chamava de príncipe - a cerva era sem álcool e de tão dopadão mal leu o caderno de Turismo da Folha, tardezinha de quinta-feira.
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sábado, outubro 13, 2007



Meninão embalou no pó ontem e hoje é só dor no peito.

Taxista punheteiro faz corre na faixa pra mamis delirar na Boite Bilica.

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Dialogava com frutas e verduras, o semáforo cintilando verde. Uma abobrinha esperta já saiu cantando pneu, toda ardida no seu Uninho Mille chapado. E Bolachão parado lá, só no lero com frutas e verduras. Na bike podíamos ver um híbrido de Guilherme Arantes e Ivan Lins com um caralho tuchado na boca, no avião a delegação da Ponte Preta seguia anfetaminada para o planeta Relóginho. Eram duas as frutas: Rodriguinho e Malu, as verduras não consigo dizer. E rezaram uma missa ao som de Kreator, na avenida lotada de esterco, para o mestre Chuck Berry, que ergueu seu troféu, que na verdade era o semáforo, com cheiro de Chevete. Na bike a corrente desapareceu,o Bill Halley ficou morno, e as verduras arrefeceram, Bolachão é ruim pra caralho de xaveco. E a Glória Pires assassinada com uma xícara. A esposa do semáforo.

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terça-feira, outubro 09, 2007

MAIS MULA NO PLANETA MAIONESE


As doenças que aparecem na hora certa. A incrível arte de adquirir enfermidades em momentos substanciais. Pela manhã pêssego e pêlos de câncer, pela noite bacanal na tv paga. A tarde traz taquicardia ao passo que a madruga adora parir vícios imbecis com clicks em links. E de tanto se entupir de tarja black com requeijão minha mulata se transformou numa geléia...

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A loja ficava no centro, era uma segunda-feira daquelas em que o sol desfila com o bumbum pelando. A loja ou melhor, a confecção, pertencia a minha sogra. Lá estávamos, eu e minha esposa; o movimento do comércio corria pequeno lá pelas quatro da tarde. Sentados, tranquilos, calor. Aí ela resolveu descascar pra mim. Tocou aquela nervosa, e o garotão esparramou leite quentinho no coração do piso frio.

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Pafúncio. Encrenca. Catuaba sem a tampa. Luta livre de anões ilegais na TV GAZETA ao meio dia. Pafúncio cagando milho no Parque Ecológico. Telefone, encrenca. A magrela quer o livro de volta. Não devolvo nem fudendo. Pafúncio e a Catuaba torraram toda a grana. Terminaram sodomizados pelo taxista mal-educado. Encrenca,página oito,a da foto.

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A modelo que se enrabichou com o rústico urso polar levou a bandeira da Romênia para o acústico do Prince. Nos camarotes confeccionados de psicodélicas toranjas, ela rebolou como uma publicitária. Algo bem especial.Digamos que não passou de uma situação lúdica light.

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Av Oito, nº125, ruas 10 e 11. Subir pianinho e solicitar pela Rebecuda. A senha é "resta um". Cuidado: ainda não podemos confirmar se o detetive Lemos ronda o local. Ele veste Ellus e monta altivo no compasso de sua motoneta hardcore.

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sexta-feira, outubro 05, 2007

Madame Bilau inseriu uma vela no rabo de Artur, que sofria de enxaqueca.

Narizinho escorregou e foi dar de cara com as coisas de Leopoldo, que precisava de atenção.

Jaque emprestou a mangueira e o vizinho pedalou. Sua bicicleta tinha os pedais feitos de bosta. Jaque tomou a mangueira de volta.


Lúcifer almoça enquanto Deus soca aquela.

É, não tava legal. Realmente o dente precisava dar adeus. Durante a extração, Alfredo Bom de Bola confidenciou tudo ao doutor Egito. Não precisava mais da Teresuda, achava que ela precisava era ter um pênis e sentir a sensação de ser rapaz, homem. Que delícia, pensou, não tenho mais esse dente em mim.

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Ninguém quer prejudicar ninguém né? Bacana.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...