quinta-feira, maio 29, 2008

madrugada

Toda hora. Entre um café um download, preparo um suco de amora. De envelope. É rápido. É fácil. De boa. Até a primeira dama faz não reclama. Mas não é amora não, ninguém me engana. De boa. É supimpa, preparo de prima. A garganta antes seca agora limpa.

quarta-feira, maio 28, 2008

Na internet ela usa Quel. Nas ruas do Karlovac se ouve lá de longe, olha, a Mel! Porra, das duas uma: declara logo que é Raquel. Ou continua morrendo por engano, de chumbinho no cuzinho sem gel, dona Mel.

sábado, maio 24, 2008

Grupo de escoteiros: um bando de crianças vestidas de idiota e um idiota vestido de criança.

IMAGINAÇÃO

Só mesmo você em estado bruto pra derrubar a falta de $$$, o tédio, a hipocrisia.

sexta-feira, maio 23, 2008

fazendo merda de monte
suando frio com medo do último abismo

torturado pela morbidez prologanda na mente no corpo
na gangorra no limits turbinada,impulsiva, virando a noitada sangrenta

fazendo merda de monte(calma,haha, "poderia ser bem pior")

vivendo ao pôr-do-sol a porradaria junkie da inconsequência



agora chega. pelo menos por um bom tempo.

terça-feira, maio 20, 2008

são explosões dentro de um enorme navio de brinquedo. desfila o navio,roubado na feira do pastel da igreja Boa Morte.

desfila por ruas alagadas de sangue. sangue de pulga, sangue de BOI na minha cuca.

as explosões invadem as orelhas peludas e a alma borolenta do capitão BonSuce$$o. o capitão é cego.


são explosões dentro de um liquidificador CCE. o liquidificador atuante em algum presídio da antiga Somália. opa, 234 informação (????).

não, é um roteiro com influência Augusto de Campos. Isola,porra. NÃO.

O liquidificador é do primo. E por lá uma cenoura é covardemente triturada. o liquidificador é todo azul escurão,CCE, sequer verá mais restos de energia elétrica por lá e as ancas da Flávia Alessandra suíte sadomasô.


são explosões dentro de uma caixa de música - de melodiosas melodias filhas puras do crack de Analândia - no banheiro azul escurão. tudo isso, repito?, é no banheiro azul do enorme navio azul, de brinquedo, de pobre - e o capitão BonSuce$$o, com a almofada em forma de bife presa no meio das pernas, chora.

são as explosões emergentes no cangote maduro da negada frouxa que lê revistas literárias sabidinhas. ou, segundo a hostess master da Companhia das Letras, as explosões indicam a peregrinação intensa de "vozes de uma nova violência pré-datada para o oba oba terrestre de 2029".


o capitão BonSuce$$o borra-se completamente, na maior batedeira avisa alguém pelo google talk, e borra-se mais um pouquinho, tal qual você um dia experimentará novamente.

Eu tô surdo pra caralho. Mas a empregada da vizinha é muito mais surda do que eu. Ela ouve essa merda alta. Muito alta. É música de religião. Desliga isso, piranha.

segunda-feira, maio 19, 2008

Nascida para mandar

Ela provoca a rapaziada com seu justíssimo vestido vermelho. Não estamos numa propaganda do Campari não. Estamos numa festa de rico.

Ela chega com porra no cabelo negro, quase no final da festa, na hora em que o dj Tesoura coloca Oingo Boingo.

Ela rebola classuda no meio dos convidados, e meu pau obedece. Os presentes aos poucos mostram que na verdade não nasceram para uma coisa nem outra. Meu pau obedece rigorosamente, essa aí é a nascida pra mandar mesmo.

E no tribunal?

No tribunal o juiz concede a guarda da criança portadora de síndrome de down para este que vos fala.

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Recente entra na sala.

Doutor Fit, Doutor, DOUTOR...eu tô delirando...ô doutor me ajuda peloamordedeus, você vai ter que me ouvir!!! Ô DOUTOR, PoRRa, doutor, cebola salsa punheta risólis alcatrão penitenciária!!! Doutor, NÃO! Não, não faz isso não...

Não doutor!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!

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Stendhal disse que o aborrecimento tira-nos tudo, até a coragem de meter uma bala na cabeça. Van Gogh disse que a taberna é um reduto bastante propício para se iniciar um ato homicida. Mas o melhor ainda estava por vir:

"
Sou uma pessoa muito solitária." A declaração de Wanessa Camargo no programa Mais Você, de Ana Maria Braga, na segunda-feira, 16 de maio de 2004, pegou muita gente de surpresa.

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Não, não pretendo ser um bêbado decadente.

sexta-feira, maio 16, 2008

Dirijo aquele olhar de quem olha uma simpática jazzista de 11 anos de idade ser brutalmente assassinada.

Talvez como pular dentro de um caminhão de lixo mal estacionado no subsolo do inferno. Ou esculpir um arroto em power chord. Não, prefiro destruir na pancada um escorregador cheio de putinhas loucas pelo David Lynch, a maioria delas na casa dos 20. Ou talvez enganar a mim mesmo e as derrotas do outro sábado municiado com retórica cão. Ou cagar feliz sem nada pra tentar pensar, se for pra pensar que seja na próxima cerveja descansando na geladeira, ou a outra próxima no balcão. É isso, porra.

quarta-feira, maio 14, 2008

Milton Neves

http://blog.miltonneves.ig.com.br/2008/05/13/quem-faz-mais-diferenca-em-campo-riquelme-ou-adriano/#comment-17425270



Sei que meu comentário será gentilmente excluído. Então aqui está:

  1. enviado por: Mário Mariones Seu comentário está aguardando aprovação.

    Milton Fezes. Ou melhor, Milton Jabá Neves, o jornalista de merda que vende seu futebol novela das 8 pro povo cu. O jornalista tão intelectual quanto um chouriço no copo de mijo do Godoy. E nem consegue ir pra Globo, realmente, um frustrado de marca maior. Quem é que monta essas enquetes virtuosas, teu amante? Porra, até o olho do cu do Kajuru sabe que dicotomia sensacionalista já perdeu a graça. Mané.


terça-feira, maio 13, 2008

HEY RAPAZ

Com o céu da boca ela apreciava o par de testículos do rapaz. Linda, Linda Daniela. O rapaz admitia que aquele felácio o enlouquecia completamente. E naquela a Linda Daniela, sempre a indagar no início da entrevista, visando a excitação dele completa:

- Hey rapaz, me diz uma coisa. Você gosta de exibir o seu pênis, é?

- Sim.

Sim. Logo a cena se repetia, céu dela boca dela agora uma mansão de porra, do rapaz. Ela praticava nua, ele nem tirava a roupa. De rosto lambuzado, retornava ela ao lavabo, olhava-se no espelho e não acreditava. Não queria acreditar que o rapaz, zagueiro tão rapaz e viril e egocêntrico, atendesse, ô rapaz, o rapaz atendesse os clientes na calada da noite. Era só vasculhar o quarteirão completo, a rua da pizzaria Hernani. De shortinho bem curtinho, socado no rêgo, lá estava o rapaz, atendendo pela sugestiva graça, Evoluída.









segunda-feira, maio 12, 2008

UM POUCO MAIS DE CACHAÇA


Reunirei os escritos deste blog, mais alguns outros textos inéditos. Sairei por aí então vendendo a bagaça. Talvez por três reais. No melhor estilo "livro ruim e barato". Foda-se. Tô de saco cheio de um monte de merda. Foda-se. E o livro levará o nome de "Um pouco mais de cachaça". O rolê da divulga será "divertido", eu sei.



Fast Fuck no Zóio da Mata Velha --->

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É legal ler os comentários dos posts antigos deste blog. Eu curto.


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Vascaíno tem problema.

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Tem gente por aí que monta banda, combina o primeiro ensaio, e...
Tem gente por aí, né mulata? Haha, sintonia da ressaca, câmbio?

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Eu bebo pra caralho, mas sou tímido ainda.

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O Contrato Social vale a pena ser relido ainda hoje, no frio e com um café pogando mente adentro.

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Que simpática a bebedeira de ontem. Conhaque até o céu explodir lesado. Um brinde, um brinde ao chegado Ramonis, grande parceiro da época da faculdade (porra, PEDRA NA LATA times) que veio visitar a negada aqui de Rio Craro.

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Parabéns. Você aprendeu a copiar o seu nome, é, que bonito né, aprendeu a brincar assim, num pedaço de papel recicrado. Se quiser, já pode até ser poliça.

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Caparam o bilau do Beckham ontem em Paris, e o encontraram na carteira do Fenômeno. Porque essas pessoas existem mesmo?

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Presepada na gramática dos tontos, volume IV, checando índice da estupidez ultradesenvolvida.

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"Um homem que se respeite não tem pátria. Uma pátria é um visco" - Cioran

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sábado, maio 10, 2008


É aquela velha história: três trutas enchendo a cara num buteco da roça. Porradaria grindcore de prima, pedimos uma sequência catastrófica de Vila Velha do Carvalho. E uma atras da outra, em pouco tempo várias doses ali fuziladas. Logo já se via que ia pro buraco a noite na roça.

Devia ser uma sexta-feira. Não. Sábado. Sábado de merda. Denílson e Igor na fita comigo. Dois sócios da cachaça. Dois gargalos, bocas de litro pra lá de idiotas e considerados.

Bom, não tínhamos grana, nem pra onde ir. Por isso estávamos na maratona da Vila Velha do Carvalho, no Bar Gigante.

O Bar Gigante era o único bar que permanecia aberto até mais tarde, no centro da cidade, e aquele refúgio atraía todo um "pessoal". Lá conhecemos um colunista social e sua amiga big shoes gente boa. Lembro que devo ter arrancado um livro do Vinícius do bolso, que bosta, eu devia saber que só leria o livro depois da terceira garrafa morta. Impressiona uma bola de capotão, porra. Então: conversa vai, vem mais daquela conversinha de bosta. Depois de trezentas lorotas, o amigão fofoqueiro nos levou pruma festa cum monte de rampeiras num clube decadente, ali no centro mesmo. Entramos na faixa , na verdade eu acho que nossa caridade foi longe demais. No caminho, dentro do carro, pilotado pelo sapatão cordial, muitas histórias queimafilme do Igor. Ainda bem que sou surdo.


Chegamos na festa, uma rampeiragem pura. O colunista me pagou treze doses de Red Label. Dei uma volta pela festa, chequei o chiqueiro - só vi coisa suja - desisto, pensei.

- Ae cara, tô caindo fora, valeu pelo whisky.

E ele:

- Não, espera. Vamos tomar um último whiskynho em casa.

- Negativo. Tô indo nessa. Falou ae.

Como diria um amigo cartunista, beldo de Kaiser: "nenhum homem chupa meu pau. nem a pau, porra". F I M


quinta-feira, maio 08, 2008

SINTO DESAPONTÁ-LA, SENHORA LITERABURRA

Boa tarde. Este meu primeiro texto, gostaria de apresentá-lo, foi redigido no verão de 86, numa caloi 10 adaptada. Recentemente o texto veio à tona graças a ajuda do meu agente, Peter Coceira. Aí vai:


O valentão meteu a mão na buzina, determinado. "Se teta fosse buzina ninguém dormia à noite". Parado junto ao seu lado esquerdo, semáforo no vermelho, permanecia uma Variant azul, pilotada por um garotão. Uma senhora de índole duvidosa passou por entre eles, exigindo sexo do valentão. Ele topou.

O garotão, preterido no negócio,respirou indignado, ouvia a rádio local. Nada entusiasmado, ainda respirava. E o valentão foi lá, desceu da Kombi, partiu pro maior esfrega. Engravidava a linda donzela, que, na maior fissura, tava lotada de tesão de vaca. Gemia horrores. Perdeu o preto tomara-que-caia.

A cidade era pequenina, e pra sorte da galera, o subxerife Norris estava de licença, comentava-se que arduamente preparava seu novo romance, febrilmente deslizava a lapiseira por capítulos sobre cãezinhos, existencialismo para sofisticados, xícaras, pássaros, tudo isso num vilarejo distante, como manda o figurino. O garotão bateu uma bronha ali mesmo, ouvindo a rádio local, homenageava a donzela e, quiçá, a lapiseira do subxerife Norris.

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O segundo texto foi, entre outras glórias, rejeitado pela revista BRAVO!. É uma linda história, gostaria de colocá-la para o mundo dançar numa frequência altiva.


O apelido do maluco era Doença. Isso. Comandava um esquema de jogatina no bairro Jardim Claret. MArilda, sua eventual e espigada amante, anoréxica, lhe levou toda a bufunfa. O Doença aos poucos começou a desanimar e por fim morreu de AIDS.

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o retorno do parça

Aopa. De vez em quando acontece o inverso do habitual comigo : a sorte aparece. Ele retornou.

O caderno tava descansando embaixo do balcão do bar, tava guardado lá, desde o domingão de merda que eu tomei um pileque federal. Rondando os bares ontem, antes de mais uma vitória do meu tricolor, do nada resolvi arriscar, e chamando um goró, topei com o parça, embaixo da registradora do Bar do Papai Mussum, sorrindo, meio cambaleante. Que nada, a verdade é que o parça tá tinindo: 2 palito e eu já coloco aqui no Vozerio um conto novo extraído dele.

quarta-feira, maio 07, 2008

beber é beber
sonhar é sorrir
foder você é ser feliz




que bonito. vamos pedir pro Seu Jorge musicar pra gente. vamos pedir pro Abujamra Júnior colocar uns samplers na bagaça, quem sabe não rola uma nova propaganda do Nescau.

terça-feira, maio 06, 2008

RIO CLARO, CIDADE DE BOSTA


Essa cidade tá uma bosta. Rio Claro não tem rock. Rio Claro não viu John Fante. Essa cidade é um lixo, um povoado caduco falido, um conveniente asilo semi deserto (aliás nem vou entrar no mérito das picaretas instituições mantenedoras das promissoras e lucrativas faculdades da vigésima idade).

Rio Claro e seu povinho cu. Povinho que adora uma PVT. Povinho que tem cheiro de salame com Cid Moreira. Povo chulé de primeiro mundo mesmo, que tem a manha de deixar no poder um goiaba pilantra com ficha criminal pra botar banca até em Bogotá. Povo que lê um jornal feito por seletos analfabetos e lança uma autopromocional revista pior que a Caras versão garganta profunda lado B - e que pra variar, como tudo aqui, faliu.

E no meio de toda essa misantropia caipira e de tipinhos medíocres, o mais loser, a única criatura realmente loser na bagaça sou eu. Nove e meia da noite. "Preciso de um caderno, qualquer um vai, desses de caligrafia celta com folhas de papel higiênico reciclado". No bolso, os últimos e heróicos 2,60. Quero sonhar alto e nervoso, vai lá garotão, vai que é tua. Opa. Chego naquele Gimenes e nem um envelope dá pra comprar, nem um quarto de folha de alface. Vou economizar sete meses a Vila Velha, daí eu compro um caderno brochura legal, com o Luciano Huck fazendo aquele jóinha bacana na capa. Tá certo, eu esqueci, é depois das dez da noite é que rola solta a correria das papelarias, horário normal de funcionamento: aí é clipes, régua, borracha colorida e xerox pra todo lado. Sabe o que é? É que tentei ser precavido, sai de casa NOVE DA NOITE pra comprar um caderno em Rio Claro, e me ferrei melhor que o Bozo. Eu tenho pena é do Velo Clube, grande Velão, pega o Benitão e leve seus torcedores truta till death,(eu me incluo nessa saudosa lista) e cai pra qualquer lugar longe de Rio Craro, pra qualquer Iraceconhápolis do Sul.

Pois é: agora vou escrever só no horário comercial da roça "a partir" de amanhã. Talvez antes da novelinha, que tal?, ou quem sabe durante um animado assalto numa boca do Cervezão, não sei, ou durante um expressinho, é, no Auto Posto Confiante. Perfeito.

segunda-feira, maio 05, 2008

caderno perdido

É. Outra vez. Sou burro pra caralho mesmo. Beber mais que o inferno e agir feito imbecil não tem mais a mínima graça, sempre, é sempre a mesma ogro-coisa com final manjado - e eu continuo, é, que legal - e o pior é que depois de rios de Dreher o meu velho caderno de notas(aliás, um dos) foi pro saco. Perdi um caderno essencial pra mim, um cadernão desses mais baratos, parça, com trechos, excertos fodas de grandes livros que um dia devorei, e sempre os reli andando besta por aí, no circular podreira rio claro-piracicaba, ou num banco de praça. Vários garranchos meus agora perdidos, textos curtos com finais idiotas, uma ou outra anotação non sense, um desenho mal feito lá no final.

Mas o pior é que eu precisava muito desse parça. E o preju de ter perdido oito contos novos é indesculpável - vou dinamitar essa minha cabeça de pastel de baunilha. Porra. E preciso antes de tudo também queimar essa minha mochila velha, já toda rasgada e detonada, o caderno escapou por uma fresta dela, fugiu beldo por lá, tenho certeza. Se eu tentar ser utópico e feliz amanhã vou procurar reavê-lo, quem sabe não ficou jogado lá pelo meio do boteco do papai Mussum. Puta que pariu. Que domingo de merda. Mas amarrei bem a chuteira da alma agora, essa é a semana da vingança, OPA, e eu não deixar vou barato não - vou trampar duro, escrever algo bem mais foda que os 8 contos assassinados. E beber um pouco menos de Dreher. Ou não. Eno, Epocler, tanto faz, (meu fígado, estômago, tá tudo uma porcaria, nunca apelei pra essas frescuras, mas acho que a coisa tá preta por aqui), tanto faz; morte, alergia, espetinho's MIMI, o espirro engraçado da Malu Mader no sofá manco em dia de luto, o inovador catarro enciclopédico da titia lírica da unicamp, ou aquele vinil de guerra riscado, voando triste pela rua da amnésia. Bom, daquele jeitão então né - té mais, parça, vai na fé, e um brinde.

pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...