domingo, junho 29, 2008

Apostas

Apostas para a tarde de domingo: São Paulo e Alemanha. O tricolor vai atropelar o Cruzeiro em pleno Mineirão. Já a Alemanha vai jogar "aquilo muito parecido com futebol" de modo eficaz, como tem sido até aqui, e levará pra casa o caneco. Tá com pinta de campeã, faz tempo, e o Ballack vai deixar o dele. E não sei porque - mesmo com o bom segundo tempo diante dos russos - mas tô achando que a Espanha vai é amarelar.

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quinta-feira, junho 26, 2008

RENATA



E a ressaca tá reinando por aqui. Alguma coisa dentro da minha barriga tá podre. O esquema tá russo, pra variar. A coisa tá preta. Tá pior que o Renato Gaúcho. Repararam como esse merda gosta dum clichê? Quando abre a boca em entrevista coletiva, Renata apoia-se invariavelmente em suas muletas e ultraclichês, parece contar oito anos de idade, a figura. Explicar porque tomou vareio não consta? Espertão. Não tem cérebro nem pra folhear Stephen King. COMÉDIA. Bom, espero que futuramente Renata possa ganhar algum jogo treinando uma boa equipe do Qatar.

o filho da puta se tranca num quarto branco. bebe Pedra 90 até cair.

o som dessa noite é meio rock and roll meio cachaça. escreve uma peça de teatro com culhões de aço.

não há talento, inteligência. há pegada e mau gosto.

não há incompetência. há espontaneidade, sexo e discórdia.

o filho da puta explode no compasso blues, range autodestruição, glorioso arrota nu, obcecado por virtuosismo nóia. morre na merda.

terça-feira, junho 24, 2008


Hoje é aniversário de Rio Claro. Esta uma cidade aura bicho-de-pé, ventre aposentado caipiraferroviário CU sobrenome morgado, barro atrasado morto, nem raiva nem alma, sacoleja perfeita ao marasmo, Rio Claro subsiste na banguela do atraso.

191 anos. Mas não gostaria de tratar disso aqui, agora. Pra isso existe o Jornal Sovaco. Pra isso existe o Guia da Roça. Comigo o baque é diferente.


Acontece que nesta tarde fria preguiçosa e levemente chuviscada no meio da roça, fui presenteado. Boi Zé. Resolvi pegar o telefone. Disquei o número da Central de Relacionamentos de um certo provedor de internet. Atendido por uma puta, lá pelo meio da amigável prosa extraí então a seguinte máxima, que tornou-se instantâneamente clássica:

- ...Obrigado por estar esperando, senhor, só mais um minutinho, estou reconfirmando os dados do cadastro.

- ...

- Obrigado por esperar, senhor. Dentro de instantes tudo estará resolvido.

- ...

- Senhor? Obrigado pela espera.

- ...

- Os dados foram atualizados com sucesso no cadastro. Deseja mais alguma coisa, senhor?

- Não.

- Agradecemos a sua ligação senhor, tenha uma boa noite.

Desliguei. Eram cinco e meia da tarde, Rio Claro também esperava, de chapéu de bosta humilhada agonizava, e a leprosa chuva de urina crescia enorme o tombo do céu.

Porra, que essa chuva pare logo. Peraí, deve ter parado mesmo. É. Parou. Então simbora. Deixo calçar o entusiasmo ogro novamente. Pronto. AOPA, bora nessa, simbora agora é hora, a vez de arrepiar na última session, saidera da quermesse do padroeiro, lá na praça.



domingo, junho 22, 2008




lanchonete Beco Fino. estamos em Araras. madrugada de sábado, rolê em off. em OFF, que porra é essa??? em off porra: daqueles rolês onde o fim da noite descobrirá dúzias de pauladas ao som de Miles Davis.

bemm acomodados inspecionamos o cardápio mágico. no início opto pelo conhacão. um e cinquenta, meio gelado, desce figura. tô rápido no gatilho. se bem que antes eu havia bebido algum whisky em casa. mas já foi.

a cerveja é brahma, desce parceira a conversa irônica, uma porção de salaminho descansa na mesa. volto a olhar lesadamente pro fundo do copo e derrubo sagatiba na sequência.


e então o beco é outro e surgem as pauladas. várias. esse crack é agradável, estamos realmente com sorte.

pra terminar fumaça verde e ypioca ouro. estamos em casa. eu e ela, é claro.

depois, sonharia no resgate com fúria duma frase foda. ergo a voz para duas velhinhas deleitarem-se. impressionadas, me oferecem mais um pouco de cachaça e um pão com mortadela.


e agora vou pro sujos. boa noite a todos.


quinta-feira, junho 19, 2008

um post colorido



Tô durango. Tô chamando dez centavos de dez paus. Com mais noventa desse aí completo 1 mango. E pior que isso é abrir a caixa de email e a única mensagem nova ser esta em questão:


" Lançamentos de junho de 2008

O LIVRO DAS CITAÇÕES
Eduardo Giannetti

Fruto de uma pesquisa de mais de três décadas, este livro traça, valendo-se exclusivamente de frases dos próprios pensadores, filósofos e escritores, um vivo panorama intelectual dos últimos 2500 anos [...] Não se trata, porém, de uma simples coletânea de provérbios, aforismos ou ditos espirituosos. Servindo-se com habilidade (ohhhhhh) de milhares de fragmentos e fazendo da disposição ordenada dessa multiplicidade( palavrinha de bicha acadêmica) de trechos a matéria-prima de uma obra original, Eduardo Giannetti oferece ao leitor nada menos que um cosmos vivo de citações. Basta abrir O livro das citações ao acaso e desfrutar do prazer estético e cognitivo que emana do singular arranjo de peças deste luminoso mosaico."

Parabéns, Cia das Letras.

quarta-feira, junho 18, 2008

trechos não relevantes do café da quarta-feira.



boogie boogie baby. o rascunho é do Jacenir. e quem o entrega pra Alice é o Jarbas. no ponto de ônibus. ela apruma as madeixas castanhas retira o ipod da cachola. ele não tem grana pra um desses. e a Alice lê não gosta, ali a folha berra, VACA, VACA, VACA, o que descortina a mais simpática verdade.

Alice parte pra cima do Jarbas, não, porra nenhuma Alice, quem escreveu esse rascunho foi o Jacenir ontem, é, a gente mamadão de Jurubeba ele sentenciou puto vou dizer o que essa vaca velha merece, tá achando o que, me dá UMA DUAS vezes e na terceira vez embala um cu doce? o caralho.

Alice acerta o terceiro SOCÃO e o Jarbas já cuspindo sangue, foi o Jacenir porra, Jarbas zorzo o ponto de ônibus zonzão beija Jarbas a calçada a calçada um dente da frente se esvai. que triste. alice ri, as duas mãos na cinturinha, impávida, ali a vaca Alice.


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valéria vira e mexe muda de assunto, vira de bruço. o colchão tem o tema do he-man. então ela abre a porta blém blém, a chave engordurada de risólis. ela está figuraça de tênis nos pés e vai ouvir o barulho do rojão do lucas. píon. lucas levanta atende e volta a roncar. valéria faz o que? encosta o lóbulo da orelha esquerda bem perto do reto da fera. blum. blum! blunts. fuuuu. os gasosos rasteiros são os melhores! ela delira e cita o lester bangs de soslaio. bluuum. os arrastados são tristonhos melhores que orelha caída de cachorro brocha no verão de Fracassóvisky. bruuuum. blumm. isso aí tem poeta bom mocista que diz onomatopóidealiteraCÍonnn.

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chiquinho no telhado. pegaço. "puta encanação véio". pulou o muro da própria casa invadiu a madrugada caiu no quintal do vizinho. encanado deu um pulão voltou e voltou pra casa outro, só que não deu certo nada - aí engoliu mais trinta páper de crack e torceu o pé. ficou barato fera, ele fala paga diz, o pé morto e a cerva esquenta no Zero's Time, a cerva choca pro esquilo seu pai.

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domingo, junho 15, 2008

Arte pela Arte é o caralho. O negócio se chama ARTE PELA BUCETA.

Com a minha pilantragem gratuita já me dei bem, com arte.

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Vivendo merda e fazendo bosta, criando o inútil e semeando o delírio.

Cara de vodka. Mão sem pânico. Dia sem morte. FIM

quarta-feira, junho 11, 2008

para o amigo Jaime Coelho Leitão



Jaime Leitão pedala sua bicicretinha. Legal Jaime. A bicicretinha não sai do lugar. Não é ergométrica, nem os pneus tem. Pra que o Jaime precisa de rodas? Ué. Jaime é careca feiúdo. Ué. Pra que o Jaime precisa de rodas ? Pra que, se escreve tão bem? Pra que, se escreve até no Jornal Cidade? Tem leitor do primário, leitor de Rio Craro, leitor otário também. Tem sim senhor. Todo dia. Ihhh!! Não não, Jaime, gradecido mesmo! De coração. Não leio não. Leva ali pra quem não questiona não se posiciona. Leva Jaime. Aquece seu aquário. Se meu filho fosse nascido Jaime, ele denunciava: Ô Jaime Jaiminho Coelho Leitão, nananinanão- meu rabo assim não limpo não!

sábado, junho 07, 2008

isso aqui não é a porra do jornal cidade



cheguei. peço um conhaque. matei. aqui já paguei dose com poesia. grande merda.


saio andando por aí. a dose me custou caro: dô merréis. mudo meu trajeto. não quero trocar palavra com nenhum conhecido. nenhum otário.

próxima parada: ponto chic. fechado. há novas putinhas sujas na praça. do centrão. uma tem o short minúsculo. branco. socado bem no rego. sigo. placas: Miro Calçados Armênia Fratine Blue City Papelaria.

dois a zero pra venezuela. é o fim. quem diz é o porteiro. do estacionamento Alvorada. o fim é ter o Dunga como treinador.arraiá de preços baixos Cantilar. rua 1. antiga estação ferroviária.

mudo o trajeto. devo 3,50 no parada obrigatória. se foda.

aos amantes da arte proibida cuidado com a bala perdida. pichado no muro. faz uma cara. na rua 1. e apagaram. sigo. parece que há um bar aberto no fim do túnel.

bar amarelo. de esquina. logo vermelho, CERVEJA CRISTAL. tombo a segunda. falta pouco pra chegar. no sujos.

ultrapasso um cego de triste bengala ocupando a mão direita. loja nossa senhora do rosário. "deus seja louvado". cães se desesperam dentro das pequenas casas da vizinhança. idiotas recém saídos de uma rep disputam corrida. de moletom.

sujos. que decepção. nada. ninguém. o chapeiro negão, boné vermelho embrulhando o x-tudão.

procuro uma mesa isolada. no canto. começo a ler. ginsberg. mando brasa. o copo é de plástico. claro, conhaque. há pessoas bebendo cerva. no balcão. o bar logo fechará.

ela diz que sonhou comigo. pergunto se foi pesadelo. ela confirma. ela vai embora. uma ex.

encontro o binho. truta do cursinho. em 2005. e também encontro mais um parceiro aí. esqueci seu nome. discutimos alguma idéia louca, não lembro. derrubo um montão de conhaque.

engradado amarelo de cerva entra no sujos. com ele duas pessoas. o binho pergunta: onde é a festa?

agora fico em pé na sala. na festa. lendo alto isso. permaneço na embriaguez.

quinta-feira, junho 05, 2008

Giórgia cara de cavalo
queixo duro
feio pá caralho.

Não pego nem
bêbado na seca
no pior embalo.

Giorgião é altona
cara de égua cu de bosta

cai fora
homenzarrão mal disfarçado,
não encosta.

ROCK NA ROÇA

O que me empolga numa cidade ananias são as pessoas. A trutagem é o céu da roça, que resiste ao peso dos dias. Caminhar, caminhar n...