sexta-feira, outubro 31, 2008

"É DIFÍCIL DERRUBAR UM PROFISSIONAL"

E ontem o esquema foi bem de leve: 9 latas, 1 chope e uma garrafa de Red Label. Puta whisky de menina, parece iogurte com guaraná Dolly essa buceta. Mas era presente do Amauri, então foda-se.

Hoje teremos a visita da Ciranda Cirrose e Maria Úlcera. Estação Inferno será o palco do encontro? Sei lá. Tanto faz,porra.

quinta-feira, outubro 30, 2008

PUTEIRO?


Era um puteiro normal. Crianças de 7 a 5 anos divertiam-se sugando as bolas do Aqua Man, do Juventino(Pantanal), da Preta Gil e do Quércia.

O nome do puteiro? SORRISO. Sente o drama do cardápio:

- porção de pepino com mostarda gringa
- cebolinha pura
- Bavaria Quente (chope)
- caixa de fórfi Barney Clothes
- Pedra 90 no bico

Na noite em que Gerald Thomas deu as caras por lá, foi currado em off pelo New Sargento de Milícias. Faustão pediu uma pizza com azeitona viva. Acesso negado. Daiane dos Santos bolou uma idéia sobre Fidel com a Edinanci. O FBI esteve ausente, Hoppi Hari. Eu não fui, mas sei que ela pesava mais que um hamburguer. Tudo nos trinks, primo.

SEM PILEQUE

nauseado
liquidado
ansioso
são paulino
seco por um trago seguido
duma boa e óbvia piada atravessando
a lua do caos, os bolsos do avesso.

quarta-feira, outubro 29, 2008

O SABIÁ AZUL


Eu descia a rua Irmã Serafina. Avistei dois muleques, de uns 10, 12 anos, sentados em um pequeno muro de concreto. Um deles segurava um sabiá azul na mão direita. O muleque menor dizia que estavam ali com o sabiá já havia um tempo. Haviam-no resgatado nos escombros de alguma velha construção. O sabiá não podia mais flutuar.

Então lhes contei sobre o canário branco que vive (ou melhor, passa as noites) no meu antigo quarto na casa dos meus pais em Rio Craro. Certa vez, a Olguinha, o atacara. Suas patas brancas quiseram devastar o Jorginho, em um dia que nos esquecemos de o deixar longe de seu alcance. Jorginho fora atingido, parecendo morto, totalmente sem luz. Suas asas tingidas de um lúgubre vermelho combinavam-se à sua pálida e constante imobilidade dentro da gaiola. Gata filha da puta.

Minha mãe e eu decidimos passar merthiolate nas asinhas da ferinha. Retornamos Jorginho à gaiola. Instantes depois ele parecia animado. Ensaiou uns passinhos de bom ska. Estava vivo.

- Esse sabiá é forte rapaziadinha, vocês vão ver. Té mais...

Desci a rua e logo na primeira esquina entrei para a primeira cerveja da manhã.

terça-feira, outubro 28, 2008

SAMBARILOVI TIMES


Filmes que Fátima Pistola conferiu no último outono:

- O triste olhar de uma bicha psicodélica ressentida
- Na fissura e sem malícia
- Cerveja Quente e Curtição II
- Uma demolidora buça para Fezes Shirley
- Papai não deixa, Jesus não quer, Zacarias ainda não gozou
- Sussegado sem vesícola

***

- Me vê um sanduíche de bife. Só bife e pão.
- Só de bife?
- É.
- Jagunça, faz um sanduíche só com um bife no meio do pão.
- E pra beber?
- Não sei ainda.

Três minutos depois.

- Me vê uma cachaça.
- Da branquinha ou...
- Qualquer uma.
- ...
- É...pode ser 51
- Opa.
- Mais cachaça.
- Mais uma, bem servida.
- Outra.
- Me vê uma CAXAXA...ah, cancela o sanduíche de bife.
- Mas já tá pronto.
- Ah, então vê mais uma...
- Cachaça.
- É.

***




E pra beber?

sexta-feira, outubro 24, 2008

odiar alguém é tarefa de perdedores. tão perdedores quanto esses fanfarrões sem alma, com seus ray bans descansando sob bonés idiotas - que suspiram merda, acordam filhotinhos do pior óbvio. o blues dos outros perdedores é muito mais intenso. paredes de guitarras erguendo desespero, insônia e rajadas de agonia. essa foi uma boa lamentação de merda, my friend, apenas um terno velho arrastando tédio.

segunda-feira, outubro 20, 2008

quinta-feira, outubro 16, 2008


Novamente em Campinas, tô aqui caminhando nesse calor imbecil - puta solzão na moringa, meu chapa. Viajando pelo Taquaral.Opa, peraí,tenho que cair fora.


terça-feira, outubro 14, 2008

estranhos lugares do escorraçado coração


Não sei como começar essa merda toda. Foram tantas coisas loucas e improváveis que aconteceram nesses últimos dias que , pra variar,tô numas de agora ficar sozinho e repensar muita coisa.Repensar meu fígado também. Passar dois dias completamente perdido, estragadão e paranóico é uma bosta. E meus dois últimos dias foram bem piores que isso.

Mas foda-se.

Quase sempre será assim. Então digo "há mais de uma chance seu idiota?". E apenas sigo adiante.

quinta-feira, outubro 09, 2008

MAIS UM GOLÃO


Sabe quando você sente aquele peso no estômago que lhe faz querer vomitar cadillacs e desapegos? É, aquela ânsia de bezerrão depois duma noite heróica e loser de biritas e lorotas? Boi Zé.

Saí do apê da minha irmã, que fica no centro de Campinas, e caminhando a esmo descobri essa pastelaria. O dono da espelunca é O CHINA, ele tem um cabeleira toda espetada, e provavelmente nunca ouviu Varukers. O que interessa é que a Crystal tá morrendo em R$ 2,20. Isso que vale. Isso que é vida. Deixo assim meu tempo correr melhor que um Atari bem instalado numa tevê CCE de 14 polega - pelo tio Júlio Caldas.

Mais um golão. Peguei uma mesa espaçosa, grã fina. Parece até que a Cecília Meireles pariu meio soneto nessa bodega. É uma mesa retangular, brancona - e perto dela descansam duas mesas de sinuca. As pessoas tem aquele ar de caixa de hamburguer vazia. Não há nada de papa-figos e mulheres francesas dos anos 60. Há baldes de merda e chineses, um pirralho no colo do pai branquelo careca com um bigodinho sem vergonha. Tomo mais um golão.

Minutos antes me ofereceram um dvd pirata do Hitchcock por 5 pila. Recusei. Entrei num sebo de bosta e encontrei um Saul Bellow detonado por 12 merréu. Pfff. Que bosta. Mais um golão. Há uma bexiga púrpura roncando embaixo da primeira mesa de sinuca. Deus, vai uma partida comigo? Sua bicha, sabia que ia bundar. 12:38. Mais um golão. O tal do bigodinho sem vergonha descansa o queixo na palma da mão direita. Ameaça dormir. Dormiu.

O pirralhinho de 83 cm está lendo Fausto no original e sua mãe, a Chun Li da perifa, come alguma lavagem segurando dois palitinhos. Provavelmente pensa calmamente no bilau do Liu Kang. Enquanto isso dois idiotas em pé tagarelam, os dois de tênis branco. Quem usa tênis branco é imbecil.

Chega no bar então o cover do Anderson do Manchester United. Assobiando. Acho que quer pegar na bexiga roxa do garotinho. Que nada, foi bater um talco lá pros fundos da pastelaria. O bigodinho dorme, sonha com Jurassic Park II, o japa varukers abre uma garrafinha de coca. Encho meu copo. Essa merda é pura água. Aopa, chegou um par de tetas. Pena que ela namora o sobrinho do Alexandre Pires.


Como alguém se atrave a beber coca de canudinho e ainda por cima bancando pose de macho no balcão? Só porque falei, chega um baita carregamento de coca. Vários engradados numa parada de rodinha e tudo. Quanta mediocridade.

Agora entendi. O japa varuker é macumbeiro. Vejo umas oferendas (maças, três isqueiros e uma reader's digest) fazendo figuinha pruma imagem do seu jorge(ele mesmo),todos pendurados numa vermelha redoma na parede que dá pros fundos do bar. Pra melhorar, música sertaneja e um potão violento de mijo sendo veiculado pra clientela como suco de laranja. Mais um golão. Agora o fera do bigodinho sem vergonha abre o zóio, pensa no Del Rey da Daicy. Pega o filhote coreano no colo e começa a batucar Territory na mesa. O japa varuker para na frente, tenta esboçar uma careta meio Pedro de Lara. Encho meu copo.

Mais um golão. Aopa. Nada muda. Tá todo mundo se aquecendo errado pra hora do magic funeral. Eu queria ser a tomada do microondas do balcão e explodir esse moquifo. Haha, vê lá. O japa varuker me traz outra girafa d'agua. MAIS UM GOLÃO.


Ressaca sunrise. Conhece? A garganta já era. Mas hoje o dia tá crasse,urina fera. Vem crazy train na parada logo mais.

Aliás, tô indo ali no buteco da esquina escrever e tomar a cachaça da manhã.

té mais.

quarta-feira, outubro 08, 2008

CAMPINAS

Tá um vento féla da puta aqui em Campinas. Atravessei a Moraes Sales e vi uma Nair Belo nanica sendo tragada pelo vento. O jeitão é embalar no conhaque. O Tony 3/8 e eu vamos cair lá pro Inkrível. Nem vamos beber. Vamos destruir aquela porra.
E depois tem Satanás e Sedinha, Loacir e Lúcifer. Tá difícil manter-se sóbrio. Assim que é bão.
Simbora pra Campinas, arrumar trabalho de limpador vip de chaminés aromatizadas. E domingão é Mudhoney em Santa James.
Era do tipo radical. Achava música brazuca um cocô. Durante minhas prévias etílicas visando o bom agouro bucetal, figurava no stereo “Power”, “I Can” do Helloween. Várias do Stratovarius também. Maiden. E por aí vai. E, o garoto antes tímido e camiseta black faturou várias minas gatas – e olha que eu não sei se bebia tanto na época.

Hoje, com quase trintão, lembro com nostalgia chapolinesca dessa época. Formei bandas falidas, fiz vários bróders. No fim, vendi todos esses cds, ou pra bróders, ou lá no sebão da História, na rua 6. Adotei o punk e a 51. Música é como pó, dá no saco o mesmo pega bobo de sempre.

terça-feira, outubro 07, 2008

A NAMORADINHA

A namoradinha ajuda o anjinho da mamãe. A namoradinha diz pra ele só cheirar de setenta gramas pra cima em meia hora. A namoradinha só dá o cu e o céu da boca para o prazer Game Boy do anjinho. A namoradinha faz hexa penetration anal e é leitora de Nietzsche.

Depois do fim de semana casca grossa e com blackout, o esquema é dar reset na máquina e mandar a geral pra cucuia. Como eu mesmo digo: "essa semana promete".

domingo, outubro 05, 2008


E ontem rolou aquele churrascão na goma do Zanzibar. Foi as galera lá. As galera, o Troy James, seu cão alado, todo mundo no esquema. Panceta, birita e prosa mil grau. Coisa fina.

sábado, outubro 04, 2008


o camarada empacotou.
o prédio da janice ontem virou sucrilhos.
a amizade de blotinha e fílfer terminou por um lp do Xânxis.
o segredo da erikinha permanece clássico na piscininha de plástico.
as unhas de henrique agora o desafiam.
libélula certa lidera as costureiras em mais um panelaço da alegria.
meu copo virou seriado na teve filipina.
os micróbios da paulinha estão transando uma camiseta pra lá de esperta.
a febre tá foda por aqui, rapaziada.

sexta-feira, outubro 03, 2008


É, sexta-feira na área, chefia. Os bróders confederados tão aterrisando por aí, vamos ver quem é parceiro de copo tonáite. Seja como for, hoje é dia de fazer merda.

ENFIA O MACHADO NO REGO

Não aguento mais esse oba oba em cima do duzentésimo oitavo niver do Machado de Assis. Primeiro aquela feira da fantasia, a flip, a parada gay dos golfinhos literários. Depois o departamento marketeiro da Ilustrada, a banca do Anésio, o telejornal da Gazeta, a imprensa nanica de Bangladesh do Sul. Não quero aqui entrar no mérito do valor da obra do Machado de Assis. Pra isso existem muitos “profissionais” que dedicam uma vida inteira a gozar com o pinto alheio. Pra mim pouco importa. Literatura não é essa empulhação de merda na minha cabeça. Os bons escritores são os desprezados pelo público em geral, os humilhados pela grande engrenagem e os esquecidos. Principalmente os esquecidos.

quinta-feira, outubro 02, 2008

ENCIUMADO, EU ?


Ferinha está saindo com uma menina. Ele e ela tem um único comparsa em comum: Jaboti. Resultado: ela dá pro Jaboti no mesmo dia em que deu um fora em Ferinha.


No dia seguinte ela liga chorando, afirmando que tinha feito merda, mas não queria deixar de vê-lo.


Ferinha fica dois dias sem falar com ela, então resolve lhe ligar, convidando-a a vir em sua casa. Ferinha tava com um humor meio estranho; na verdade, ele não ligava à mínima pelo fato dela ter dado pro cara, não era bem ciúme o que sentia, mas desrespeito de uma certa maneira.


Zuleica apareceu no apartamento de Ferinha às nove da náite; começaram a conversar. Gentilmente Ferinha avisou que ela era uma vagabunda, etc. Agoniada, Zuleica falou que estava se sentindo suja por ter feito aquilo. Ferinha limitou-se a completar sua sentença, dizendo que Jaboti era um merda.


- Enciumado, eu?


Entre um gole de Chapinha e uma bola, Ferinha encarava Zuleica com mordacidade, ao mesmo tempo que reiniciava uma fase mal sucedida no seu GTA Vice City. Ferinha odiava aquela merda nerd, só que não havia nada melhor a se fazer naquele momento. De súbito, desligou seu monitor de LCD 15.


- Vou te pedir uma coisa e não tem como você recusar.


Zuleica permanece quieta, apreensiva, o semblante convulso vazando lágrimas de merda, as mãos procurando mediocridade pelo loiro cabelo cacheado.


- Tira a roupa.


- Tá louco?


Ela não queria, nem fodendo. Ferinha tornou-se mais incisivo, agora trovejava convicção. Então a bichinha cedeu. Foi até o toalete e voltou peladaça, uma delícia. O chapinha canabiarnárquico operava equações estrambólicas no peito de Ferinha, que agora mais enlouquecido explicava à Zuleica que sua nudez anterior, com o motoboy Jaboti, precisava ter sua redenção nesse momento, que seria o melhor coito que ela experimentaria em toda sua vida de putinha relaxada.


Enquanto ela ficava parada feito uma pamonha lambuzada de desgraça, Ferinha se divertia copiosamente. Um fliperama metafísico de sadismo rock and roll dava o ar da graça na sala, inundava a praça. E ela lá, paradona. Ferinha mirava e mirava aquela lambisgóia cretina, sentindo-se poderoso.Ficou com tesão de boi velho, louco pra furar o cu da égua.


- Você me ama?


- Amo, você sabe que eu gosto de você, Ferinha.


Ela se aproximou e levou a mão esquerda de Ferinha até sua buceta. Estava molhadíssima. Ferinha deu uma rasteira na vaca, e violentamente a jogou na cama. Estava inspirado. Zuleica gemia mais alto que o céu, “você é o homem que eu amo”, repetia, atônita, babava. Foi muito bem comida. Ferinha se arrependeria depois de não ter enchido de bolacha a bunda da piranha. E a meteção foi longe. Então ele a xingou mais um pouco. Mais um pouco. Ele gozou na boca dela. Ela engoliu. E foi meio isso.

quarta-feira, outubro 01, 2008



A ordem do dia foi suspensa. Faz tempo. Minha única preocupação agora é saber quando vou acender o próximo. Só isso.

BAR DO CARLÃO



Um conglomerado de bróders. O antro oficial da gente finisse. O palco da sinceridade. O recanto da gargalhada. A máfia da tranqüilidade. É sério? É. É o bar do Carlão, porra.


pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...