sexta-feira, janeiro 30, 2009

AINDA NÃO FOI DESSA VEZ, FERA


A foto é de Rio Claro, mas em Campinas a chuva desce azul escuro; as pessoas estão tumultuadas em preguiça mental novela das oito enquanto trepam mentiras tristes; o vento é meu parceiro, faz explodir de loucura fones de ouvido, minhas caixas acústicas de Marte, o vento nasce silencioso-barão,prepara festa oba-oba pro meu ego, que é anárquico ativado no modo propulsão a jato aos berros insistentes do acaso, via bençãos inacreditáveis.

Algumas mulheres, de cabelos brilhantes, cambaleiam em seus trabalhos compulsórios trilhando uma sina ultrasodomizada, ESCRAVIDÃO. A morte sufoca o paletó financeiro da rapaziada e então brotam discussões na firma, no mictório do escritório, na ONU, no treino preguiçoso da Juventus de Turim. Os cachorros são anjos pulguentos triturando rock and roll pelas gengivas; e no final daqueles umbrais, lá esconde-se promessas de noites invencíveis que cantam bluesy sobre o azul escuro do céu de Campinas que despeja eternos baldes de melancolia sobre a multidão adormecida.

Uma mulher ali me acha lindo. Começa a urinar na minha doce privada. Um zumbido inquietante ergue-se como a calça de veludo da Suellen Maria - estou pelado agora na sala - desligo esse filme francês de merda e caio pesado na cama.

Uma mulher debatendo-se em chapinha na frente do espelho lembra-se da minha voz. Bolachas Maria ganham vermes como companhia no pote de sua cozinha - ou será uma vasilha de plástico verde que os educa? De qualquer modo, meu sol nasce amanhã.

O sol marionesco é um êxtase sambarilóvi, e uma folha de alface respira, lesada, enquanto lasco pitadas de sal a iluminarem seu modesto corpinho crocante. Minha antena radiografa sequelas metafóricas surgidas no convés pulmonar, tenta em vão investigar a baliza a que recorre o furgão do sucesso, e é por aí o vento agora.

Cacos de vidro nos pés da Daiane dos Santos. Uma bexiga vazia alugando todas as dimensões da vagininha xororó da Sandy. Espalhados pelo telhado do vizinho, uma cidade de gatos pula até golpear o sorriso de tártaro blue do céu. Uma velhinha são-paulina recosta-se na cadeira de balanço e lentamente prorrompe em lágrimas, recostada ao sofá, o líquido mágico pendendo-lhe repinta incessantemente paredes acres do passado. Seu espelho ferve de experiências nostálgicas, suas noites mal-dormidas de teto tão lúgubres...eu despedaço minha paciência, saio correndo Oceania afora até o batimento cardíaco vulcanizar; mulheres de alma oscilante - desespero tronituante- durante a maior parte dos dias da primavera empalidecida rasgam seus vestidos e desmaiam de tédio.

Estou numa feira de abacaxis ambulantes - tecnologia eficiente é cutucar o nariz e nunca mais se apaixonar.E meu humor é gigantesco anãozinho pervertidamente tolo- apenas para os meus ossos - e paro com a respiração tensa pra tomar angústia noutra direção.

Havia passos escuros sobre juventudes, havia baseados e miríades punk como o estranho paraíso da saudade, havia vales de camaradagem e lábios da diáfana mulher à procura da morte. Havia parreiras e toneladas de algodão doce.

Mesmo quando o vôo da águia se perde no primeiro obstáculo invisível, há poesia. E vamos todos nós conduzindo nossas paixões para o abismo. A lua vaga através da simples e pura imaginação doentia; percebe náufragos na outra esquina e ouro disfarçado. Ouro? Pff, foda-se. Contemplo a beleza efêmera da vida, afagando a velha caneca do tempo, alcanço curioso a língua do caos, sob o ovni chamado existência.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

DEMENTROPIA



os neurotransmissores punham-se a dançar sombria polca no interior daquele coração de guilhotina a me esperar,me matavam a cada passo incerto torto tonto- o que é irrealidade,afinal? uma parte da consciência distribuiria espamos bizarros que colocava em frações de milésimosloucosriosdepensamentos mil deformações me enlouquecendo a pane no organismo cheio de vulcões cafeínicos do síto - alocara-se ao infinito via láctea hojedia 29 eu morro, já me disseram que alguém será enterrado, minutos de normalidade atrás - o sol queima como ceará para uma espécie de pesadelo pós chuva de Rio Claro - capaz de fazer a corriqueira bad trip virar torção de tornozelo e surto de coriza perto desse navio derrubado na lama ácida . os fluxos que irrompia sem cessar nessa brain damage era indistinguível como uma única realidade - eram 7 dores e encanações, só de formigamentos-calafrios e tensões em ânsia de vômito gore eram 8, o banheiro dela parecia transmitir minha morte como o sono anterior,eu morto a tiros oníricos no pesadelo mais tonto - eu dava voltas bufos pela minha casa, fiz o trajeto como um bom guerreiro lesado como nunca antes - achando que estava dormindo em pé, minha cabeça confirmava rapidamente para sua assessoria de imprensa que todos os lugares resumem-se a um único. eu estava dormindo já, ou tinha que chegar em casa ser normal
? eu sinto que estou enlouquecendo na medida certa, mas hoje passou da temperatura saudável esse hino. e isto me fez revestir, trêmulo e desesperado a náusea chegou no canto e apertou a mão do rivotril na colher, repeti, não parava de acelerar o batímento, taquicardia é tico-tico perto disso, eu estava desidratado fazendo o máximo esforço pra manter-me são e não ser esquizóide de vez - bad trip é "saúde", mas todos devemos morrer loucos e desgraçados, vamos cair fora do mundo, mas o Brasil me diverte, diria Sebastião Casa Grande - e a alma cambaleante parecia-me embaralhada em teias de chicletes amarelo mortíferos em embaralhamento sensorial em toda sua extensão de indivíduo quase cadáver, o torpor queria decepar meu pescoço a cada oração metal, e eu não respirava nada pelo nariz, desidratado a gorda da farmácia parecia aqueles merdas de face lynchianas, nem por coração eu acredita que não ia tombar, as mãos em calafrios cada vez mais perturbadores,eu me confundia, não sabia se era sonho/realidade/delírio/taquicardia/metempsicose estava na pior, porra Deus, deixa eu ler Hammet, Quiroga, pô seu filho da puta, eu não como nada faz quatro dias, mas hoje estou a ponto de entrar em curto circuito e explodir a carne toda em mostarda vermelha na parede da sala, com rivotril me engano, preciso de mais, coringa merda, eu não posso escapar, ora eu penso é melhor
café agora né, sete litros, depois puxa até matar o mundo a cinza de vulcão entre os dedos, (...) ora, voltando pra casa, eu não coordenava bem os passos, a noção espaço-temporal está interrompida, dirigia o olhar a álguem e via rastros, manchas disformes rubras aquela inquietação doentia se alastrava até os piores nós na minha psique arrebentada e dominada por alguma dinamite doentia de alguma ferrovia obscura que me deixava sequelado, deixava a frequência visual belda do meu coração em tempo de Campari kamikaze, tudo me estraga, preciso do excesso, seja ele dormindo ou explodindo, ora eu tinha certeza que dali quatro segundos teria a aguardada estréia do Derrame. Ou talvez nada passaria a ser, como agora bêbado de rivotril me sinto curado, como a vida é bacana, amigão, como uma leve contusão que tirou Chulapa da final do Paulistão em meus banhos oníricos é a base fiel da invencível contemplação.

CRESCEU EM FORMOSURA



Cresci em formosura, em talentos, em vivacidade. Já cedo inspirava cuidados, mimos e carinho a tira colo. - Que loirinha linda! É sua filha? As mulheres que me serviam e me paparicavam ficavam em alfa quando olhavam-me no começo de minhas manhãs. Fui assim criada até os dezenove anos , num paraíso completo. Fiquei noiva depois de um tempinho, de um menino chamado Jorge. Tão rico quanto eu. Amava-o com toda minha delicadeza e compaixão. Fui feliz assim. Mas depois que dei para um cavalo sosseguei de vez. E agora tá suave, preciso fazer outra tattoo.

quarta-feira, janeiro 28, 2009



Abriu a janela. E a parte insone da alma. Meio dia e dez. Alívio. Prensava a fumaça que subia até a altura do nariz. Prensava, nervoso. Alívio. Fechou a janela. Voltou para o colchão. Tentava se afastar das sebosas garras do tédio. Meio dia e doze.

-

A campainha. De leve. BLÓÓIM...O amigo entra. Depois não para de pedir conselhos.

- A Mariana ontem - que Mariana, nada. Os dois discutem.

Uma discussão interminável. Agonia. O amigo, Vítor desfalece:

- A Mariana ontem, teve o braço esquerdo decepado.

Expulsa-o. Vítor arrependido caminha cego a esmo.

Volta então para o colchão. Para a janela. A parte insone da alma reverbera pelo prédio, pela cidade, transmite ofensas para o céu de cimento. Os ossos gangrenados avistam aos poucos, da opacidade ao terror, a tez da mãe morta, Dona Teresinha.

- Você não cresce nunca, João Vítor.

João Vítor. Poderia ser Carlos Francisco. Carlos Francisca. Queria ser apenas João.
João Bad Trip's Band.
A banda de um homem só.

Essa é uma história simples.
Piko's Jeans, fica bem em qualquer tamanho.

João Vítor fechou a janela. Semestre passado aprendeu a tocar guitarra com Creedence, na casa do tio Marquinhos. Cocaína. Acharam a coca na fronha do travesseiro. Pobre tio Marquinhos. Cana. Suicídio em zoom máximo para a cansada retina do carcereiro, Baby Traveco, amontados & cia.

João Vítor prosseguiu com a guitarra, em 2009 tocando Creedence, o mundo dos macacos-burros é deprimente. Mas agora falemos do Vítor, o que trazia a notícia da Mariana, braço esquerdo decepado na firma, na Bosch. Seguro de vida.

Vítor é artista solo. Phil Collins, Sting, Van Halen, A-HA, Alanis. Só som bosta. Música merda. Vítor montou, plagiando o amigo, a Vítor Bad Trip's Band. Lançou single no myspace. Uau. Alguns views depois e já o chamavam no bairro:

- a mais nova revelação depois do Bon Jovi
- não chega a ser o Van Halen, mas é fera
- uma bosta
- não conheço

Vítor era alto (1,91 m), de escorpião, metido em psicologia comportamental, tsc, tsc, tsc. Morreu de over dno quintal, piso frio, lantejoula verde robin hood, over de rivotril, na Gávea, ressuscitou de Corsa Azul na avenida 29, primeiro de abril em Ubatuba - e agora organiza pelo orkut o festival de salsa feminina de Rio Claro, no crachá é Bilu Tiffany, bofe irado.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

A DESTRUIÇÃO ESTÁ PRÓXIMA


A destruição está próxima - e as portas ainda
nos esperam
abertas
radiantes.

A destruição é uma piada
do outro corner o otimismo a imita sem pudores
sem credores
o otimismo é um tipo de imaginação doentia, uma utopia mirim?

não.
eu sou o otimismo. mandem-me emails com pedidos de casamento.

A destruição está próxima
Lembre-se da última padaria
do último banco de praça
a última chuva desetembrochove a última avenidalagada

A destruição não será suspensa
Eu continuo a escrever no chão
Estive gripado
Nunca fui escravo de ninguém.
"A honra é minha cerva" - grita Peter Coceira

Minha fé ressuscita a cada delírio esquisito
estranhos delírios de montanhas de açucar
açucar romântico, sal simbolista pra cardíacos
se matarem ouvindo Tom Waits
minha vida sempre precisou
de novos rumos
viagens densas por escrituras retardadas
viagens lúdicas pelo mar que ontem começou a se levantar
procuro no toalete
da loucura
a viúva do caos dançando surpresa com a minha chegada

Então eu acendo uma bucha
Jesus me passa o café
Como a viúva do caos no negro piano da Morte

A morte me avisa:

- Espírito do deserto?

- É. Espírito do deserto. Agora vai embora, é sempre um prazer conhecer alguém pessoalmente por dois segundos.

Não há opressão
Há lindas ruivas brigando pelo decote da esperança
Hoje é carnaval do silêncio
Essa alma minha não tem piedade de nenhum inseto
Mas eu não sirvo o pior
Nem faço sorteio com a hipocrisia
Mando as palavras para uma nova casa
E lá outras palavras assaltantes
bebem meu sangue
como donzelas canibais bem dispostas
curtindo na pilha
a ceia - o mundo da segunda menstruação.

PADRE CELSO




Acendidas e nomeadas três lampâdas em meu coração: Preguiça James, Desonestidade Júnior e Inveja, todas bem destacadas com cheiro de granito puro - uma irritante cortina de luz negra antecedeu o estouro do trio. Não foi um estouro agradável. Apagada essa infecta chuva de lâmpadas geniosas, estou esperando as arestas do que ainda não ouvi - do que ainda não velejei-visualmente, hipnotizado...movem-se acima de mim banquetes dos remidos do thc, multidões de novas nuvens campestres, virgens invisíveis, só de calcinha preta, bem preparadas, aparecem nutriDas de iogurte celta, a de tez macia é...

Debaixo da mesa, elefantes-formigas roncam no piso frio. Vejo um sexteto sumindo e dormente, o vento sul azul lentamente começa a empolgar minhas orelhas. Apago o infecto vento azul. Estou sem vontade de borrar as calças. Só preciso assumir o controle total da situação. Será que ela me espera, roendo a alma, ansiosa em si menor? Espalhadas pelo quarto, privações e angústias, redesenhadas em promessas de cura. Ela não de nada. Eu afirmo saber aos amigos dela. Amigos de merda. Ela dorme enquanto o sleep da tevê espera sete minutos. Ela esperou o raiar do dia.

Eu acordo puito. "Cadê ela?". O vizinho martelando, pregava os beiços da parede; meu quarto tornou-se estrangeiro. Total estrangeiro aos meus pés e fígado, e quando dei conta meus pés estariam em outra região chamada quarto, embaixo da cama, procurando desculpas, não sei meus pés sofreram torturas, não sei um dia serão enviados para uma triste saudade daquela calcinha preta nos meus lábios, ou, não sei, ela nunca mais me procurou, me chamou de Padre Celso. Minto sobre mim, o Mariones cria histórias pra mim. Mas EU SOU O PADRE CELSO. Amei o sexo com Natascha hoje à tarde. O sexo das duas noites que virão eu sinto pulsar em cada célula esfinge, desligue a televisão, mão querida. Havia algo profético naquele clitóris.

Nunca gostava de geléia crua, a Natascha...

Mas, eu digo, monto minhas imagens acústicas e por instantes de nylon, sou muito feliz e bebedor ingênuo - picareta. A morte apequenou-se no vazio, tanto que migrou para o largo do penico. Penico que tão confuso, vocifera. Quer dobrar o mundo. Um penico, mas poderia ser minha mobilete bege. Óleo, bíblia. Largo do penico ou monta na mobilete bege? Não estou pra adivinhação. Tenho fome. Minha nova padaria atende por telepatia. Seu nome é Suzy. Padaria é um cu quanto não se acessa na hora exata.

Quem falsificou aquela moeda de um real que o Mariones passou no Big Bar? Faz tempo isso. Foda-se, meu vício é a Suzy, mora nervosa nas vilas do adultério protocolar, vilas vizinhas do psicodélicoanárquico mento-espiritual e expansivo trágico destino, sou escravo do humor e escravo de ninguém. Quem é você? O começo, porra.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

SIM, O SER HUMANO ADAPTA-SE À PRIVAÇÃO



o caolho cavalo de Lindorival não desceu, porque ficou preso, com a saudade enganchada num soco paranóico do desassossego, "quando desliga o celular, ela me trai", não se achava em paz algum alguma o condutor desconfiado do caolho cavalo encalhado. não saía e o escuro começa a entupir sua solidão. voando não estava durante muito tempo ali passado encalhado: assim o caolho cavalo dormiu. restou ao condutor desistir; num pulo desconcertante, deu de cara com o poste - abraçaram cara com a lama, as narinas encontravam casca de laranja podre, ácido cítrico ensinando asco & mal-estar em primeira mão.

recomposto, Lindorival saiu de fininho do Horto Florestal de Rio Claro. Manco de corpo e alma. Eta caminhada fadiguenta, sô! Como não trazia mais necessidades contemplativas espaço-hortorais, sua alma não-bíblica procurava antigos rolos , enquanto passeava tranquilóvisky pelo shopping center de Rio Claro. pensava no bacalhau é da Lucimara. estalara aquela buça ouvindo cabo a rabo o primeiro do Led, vinilzera, em paralelo ao modo da dupla judocamente belo de cópula. TrepaVAM dipé na sala da mãe da Luci, também. É, a sala azul, lá não escutavam rock, não. Tomavam cerveja gringa de canudinho. Ele não, a Luci e a namorada dela então. Duas noites depois do canudinho, o verão do romance entre Lucimara e Lindorival findara. uma grande cidade de tesão-pedreiro ficou pra trás. Lindorival reunia cantigas nostálgicas de ex-namoradas quando assaltou-se, AMANHÃS É O DIAS DAS CARNE DE VACA EM FLOR. ligou pra Luci, armou motérzão chinfrim e por fim um momento atolaram again no erro. desabaram dormiram um no outro reapaixonados. reapaixonadas e pirando, sete bolas nunca dantes dispersas pelo ar, passa a bola Lindorivaldo, o relógio do rádio ao seu lado direito, três e quinza da manhã,dígitos vermelhos. ô cabecinha dorminhoca do caolho cavalo...continuava parada no horto, olhos lânguidamente cerrados...caolho cavalo como urso panda roncava - e dois caras analfabetos e rioclarenses em sua mais provinciana essência (na maior parte das vezes funcionando como pleonasmo tal afirmação), dois caras na caçamba de uma Saveiro 2005 branca roubada, mostraram-lhe as lâminas. prolongavam as balas o sono hieróglifo do mutante lírico, caolho cavalo guardador de feridas sonhadoras. no coração do horto, agora ao seu exterior pincelado calmamente, parecia-lhe que tudo flutuava em volta de seu corpo, distante, distante, ao céu elevava-se o cavalo, indo-se, outra vez...

terça-feira, janeiro 20, 2009


vendaram-me os olhos. disposto em cócoras, o celular morto no meu bolso forrado de bala chita - sou refém neste açougue, no centro de Itu. anota aí, ã, alessandra...ele segura o taco de beisebol com a virilidade do bom gaúcho (tão macho, tão macho, que nem parece viado). se o taco é o pincel a tinta é o sangue da moça, nossa, o sangue voa com destreza, tingiu o clórets, que...sukita. ele é o ogro.morrerei hoje? como posso obter a resposta sem sair da casa das nuvens?

o cenário é o açougue no centro de Itu. ele é destrambelhado. o açougue. vou morrer hoje? vou morrer? inventarão uma aspirina que prolonga a vida por mais duas copas do mundo? até agora o ogro só matou a moça. eu parei com a cachaça. é um ajuste de contas com o acaso essa outra briga: ogro versus vândalo. se o taco é o pincel a tinta é o sangue da moça, nossa, a moça morreu, o ogro fala bem alemão. mas o vândalo acaba com eles, porque ele é padre, as mãos repletas de merda. manuel arriscaria: "cagaram no mundo".


o vandâlo acaba com eles,apanha pra caralho: moqueta chute supapo bica tapa bulacha esparadrapo travessão adriano mosquita chulica buceta cabeluda bulacha socão jab cruzado pontapé na nuca. o ogro não se mexe, frank miller, o vândalo não acaba com eles - a moça e o ogro - e o ogro não se mexe.

assiste também ao espetáculo um rapaz denominado pelo cartório de registro como Paulo César. Simples assim. Alto, bastante desembaraçado no convívio social de Itu, de Itu, ele acha aquilo tudo bastante confuso. Eventual leitor de Saramago, Paulo César, hecara, minutos antes no Mac de Jones, a lista dos convocados. Seria escriturário lá pra lá no meio de Minas. a bola viaja, biro-biro entrou de carrinho nela. Ao lado de Paulo César, que está na jukebox do açougue, no canto esquerdo do recinto, está Joaquina. E como fala. "Vamo dar o fora daqui". Anota aí, ã, Alessandra. A moça é atriz, não tem rosto, sangra hipérboles de boi e o ogro não se mexe. o vândalo acaba com eles, morre. o vândalo é ogro. era. Joaquina cai fora. Mandei ontem o conto pro Castro - Castro, ilustre em miríades de bolonhesas árabes as curvas presentes no meio dessa porcaria. é uma porcaria que lhe envio. é um pedido nobre que gentilmente faço. ademais, é o começo de uma interminável e enfumaçada jam session pra faturarmos uma grana e sermos,enfim, reconhecidos mundialmente.

meu pai peidou na sala. tá fedendo pra caralho, Castro. meu pai catou o balde amarelo, cheio de milho. vazou. anota aí, ã, Alessandra: meu pai peida muito, herdei dele este gesto. e escorrego peidos infalíveis em qualquer elevador do estado de SP. Sweet Home Chicago com o Fleetwood Macx é o som. Ela espalhafatosa percorre pela casa, Joaquina,que saudade de você, meu amor. Dos seus passos de pedrinhas de pizza, gostosa. Das cartas que amei escrevendo na chuva pra ti. Qual é a motivação?

Quem precisa de motivação é jogador do Luxemburgo. No fim das contas não há fim, ogro e vândalo estão pra brigar no açougue no centro de Itu. Eu filmei tudo, a gente agora assiste, Joaquina aproveitou e derrubou Kaiser no tapete, no meu ouvido, orelha esquerda, veio assim derrubando por onde escuto um pouquinho da Kaiser, "posso fazer uma piscininha aqui?"

SÃO PAULO NAS SEMIFINAIS DA COPINHA

Foi suado pra dedéu. Foi em Rio Craro. Chouveu poR bosta. E eu vi pela tevê. Foi nos penaltis. O Obama vibrou. Nas cobranças, o goleirão do tricolor segurou a onda - placar final 6x5 - depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

VANESSA


galgando galgando me sinto - sou surdo no espaço - galga Vanessa... ah, Vanessa, cada movimento da consciência é um sopro em fogo cisca brasa, a ilusão não tem pressa. Horizontes fundem-se em mim para a lógica desistir de existir - se é pra se resumir. Vanessa, eu repenso - casulo contraditório - governo visionário ou não - intensivo fragmento. Vanessa, a culpa habitava todos os objetos que, tocados por você, indiretamente passavam a serem meus - e sempre ironizei fugi de você, pra que se declarar se posso liricamente lhe foder? Vivemos o estágio cinza conquistamos um concerto concreto futuro azul escuro também. Vanessa nunca se interessaria por tudo o mais que a alma minha complicar -se-ia em ágil, pulsante paixão. Sou surdo, Vanessa. É como uma alergia tão sonora. Galga gritando ruas de plasma, desejo, desconhecido sigo me sinto marchando para a inconcretude muro cimento medo sozinho lancheira Goiás oitenta dimensões fazem a água matinal do meu novo corpo demente, que me escapa atualidades é o que ele pensa assim ah se qualquer coisa me atrapalha - não! nem quero é sei então pra lá logo. agora passou, acendo o cigarro fogos de artifício na aura valiosa, quanto abstrato teu abajur, que é um elefante simpaticamente cinza. Agora não está amanhecendo, Vanessa, não pare de galgar. O estágio cinza sucedeu a cristalização balzaquiana do nosso ínicio arrebatador. Nós dois flutuantes "eu quero um milk shake, Nélson" Nélson Fun. Nénson Fun, menea a cabeça. Fixo o teu olhar vampírico, Vanessa. Festa à fantasia unesp chuva trovões que não vieram sexta dois anos longe daqui daquele maldito ecstasy - droga de viado - eu falei que alimentação é palavra careta quando o assunto é combustível. Vertigem, me segura, vagina da Vanessa. Que eloquência. Isso, bem devagar, rebola gostoso, Vanessa...você vem por cima, eu transmito, energia circundante quando eu explodir a tua lata, a tua cabeça, eu menino pijama old eight chumbinho nunca espingardinha acertei gato telhado infiltração sem pontaria mira zero demorava pra ligar nascer defecar focar foder entender como é rápido matar - ela era ruiva sardentinha ou uma jovem putinha oriental, sociedade regida pelo medo, sua essência presente é mais permeável tanto mais imbecil. Sociedade de movimento sonsos, louvada em raquítica tessitura, distraído o gatilho disparo. Sete milhões de ovos do décimo andar explodindo na minha cabeça, incorporo o saber dos ovos, sou feliz, o que me salva é a plena poesia do eterno ridículo, o outro lado me espera, quem se angustia mais? Isso Vanessa, chupa. Chupa que é uma beleza, garganta não-superficial feminina. Sou quase inexistente depois da porra decretar a morte da sinfonia incandescente. Nunca falo a sério, mas vá embora Vanessa. Estou esperando a Vanessa. Mulher grávida sonâmbula é que não sou. Vem logo, Vanessa. Vôo cego, teu. Meu pau lhe admira, tomaste nota? As fronteiras perceptíveis de cada labareda em ti imersa, tua lua nua crua vislumbrante - são escravas da coroa do tédio. Até eu esguichar na tua bela face.

- Ai, para de mijar em mim.

Ela adora. A-DO-RA.

Ela curte.

- Aiiiiiiiii

Nélson Fun. Xixi. O xixi acaba. Acaba de entrevistar uma borda da tua pizza, Vanessa. Por favor, me deseje solidão. Eu sou uma paisagem de sondagem rubronegra tão convencional que até me supero pensando e caindo nessa calçada irregular, gengiva sangra dores o inferno não ouve, só manifesta-se. Nunca procure entender, Vanessa.

Não é nada é nada disso




vai ponta, vai sem perceber. assoa teu nariz, isso. não, fala mais alto. ela disse pra mim? quando? não é. ou era cinco vira dez acaba? quando Heloísa Lins colocou os lábios em você, percebi o quanto uma mulher de boas coxas faz uma ponta de um pastel ser um troço elegante. pois é.

e o que dizer dessa água tão macilenta? água CCE. um estrondo em matéria de limpeza-jeca. é o sucesso. vai ponta, faz mais um café pra Lúcifer - e de praxe um sonetinho garboso pro seu pangaré. O pangaré, é, que recita Kafka no açougue, limpa a bunda com um besouro falante, o besouro calmo - de instantes sem malícia - quer o pangaré beber do pote de maionese hoje da Alice. Alice Lins, irmã invisível da Heloísa Lins, que fumou a você, ó ponta. Ponta slow burn, sobe e amanhece, cresce e morre, mas teve seus momentos de porre.

Aopa, é a ponta? Ela parece distraída entre abismos cor de laranja lima e efeitos de céu ninja gaiden de Rio Claro.

prende passa eta baba boquinha que beijo um dois três e ai não não não Chuck Norris de novo não como é que ele pensa que é o Chuck Norris em Rio Claro Santa Gertrudes Araras não existe Chuck Norris uma sombra no chão, cicatriz na minha barriga velha aí está porque prefiro a Heloísa ela é bonita e gostosa não igual o Norris que é escroto e americano sem graça é um caso bem lazarento e eu nenhum algum sei lá Heloísa cuidado, vai encostar demais eu queimo, queimei quando eu vi.

Não é nada é nada disso.


quinta-feira, janeiro 15, 2009

tirou xerox com o clipe depois não conseguiu tirar o clipe da cópia,



***

Em relação à morte de Arrepio, a primeira dúvida que surgiu foi sobre a identidade de sua loucura. Até hoje não inventaram uma convicção unânime de que foi a demência de Riva. Falava sozinho e ria sem motivo por semanas, em algumas ocasiões (geralmente churrascadas) confessava ser a reencarnação de Peter Douglas. Isso soava como piada imbecil de, o revólver era um 38 .Arrepio morreu sem a menor dúvida que na manhã do dia 6 de abril tinha sido visto subindo as escadas de clipes do implausível.

LAMENTÁVEL

ele mandou mal. pior que o Sarney tentando bancar o poeta. porra primo, como é que você me dá uma dessa? é o seguinte, macacada: o Sebastião Casa Grande removeu o blog. Pra sempre. Já elvis o Suco de Cérebro. http://sucodecruzcredo.blogspot.com, aqui vão três tiros de canhão pra ti, e vê se manda o filhadaputa do autor do assassinato criar vergonha na cara e criar outro blog. Cacete.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

PRECE




o dever me chama chover é assim sol irrigando a cortina da alma, como éter lúcido escrevo deitado no colchão apê da irmã lendo o colchão todo-todo escarafunchando a solidão, tédio de pilha nova no colchão. como que lúcido, lúcido ,coma é lúcido. o dever me chama preciso escrever, sou aprendiz. que dostoievski me ilumine. que a força e a disciplina perturbem o caminho. e paz sempre sofrimento sempre; dor e tragédia com duas entradas compradas pra sessão das duas, o cinema está lotado, há uma lésbica linda de cabelo bem curto, tingido de mostarda, toda a avalanche da última primavera perscrutando seus anseios. e saudade da eterna bióloga namorada ... o dever me chama gosto mais da coloração das palavras do que peidar no elevador com os amigos, rir de boca cheia, pão com mortadela, explodir as convenções feitas de pescoço de girafa a todo instante, o dever me chama me engana, o sucesso sambarilóvi me acompanha. o algoz está enlouquecendo no labirinto morno, subo o dedo, um drink batuta pro meu chapa Gogol,a mesa flui ao som animadão do africano Zanzão, Stanislaw Ponte Preta desconversa com a madame de buceta ferida bem ao seu lado, prefere calar-se sobre O Som e a Fúria. Eu não nasci pra contemplar a estupidez humana - e Molière imitando um monomaníaco de Poe surge na varanda do hotel. Voe Blake, onde foram parar os aerofólios do radar sensorial de Proust? Não , na cozinha preta não está. Sim, meu braço direito apoiado no colchão está formigando há anos de horas. Meu braço direito, sincero como essa prece.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

CANTILAR



conforme Sebastião Casa Grande sentenciou - jah concede paciência de jó para o labor artístico. tudo bem, lapidei a frase. gostaria de separar, não numa geladeira de iogurte nem de giz de cera, alguns livros. livros que li e reli com aquela afeição insuspeita. quero fazer três novos projetos literários. posso fazer miojo também. é que vim a este mundo pra escrever. cada frase é grito. há percepções superiores; a morte na quitanda. essa quitanda é a Cantilar.

A Cantilar é o clímax da morte

- e minha morte veio de Rio Claro.

ALTO LÁ, FERA!

PLUBERTO NA MATA



Ele havia escapado. O outro não, embebido do horror ao sentir de modo vip os intermináveis dedos que o asqueroso animal peludo aplicava-lhe junto ao derrotado ânus. Pluberto não era gay - não, de jeito manera, mais uma vez havia questionado o tema, levantado o fardo a fundo, calado e triste na reunião da Eubiose na quarta última - Pluberto estava rendido pelo bruto animal peludo que o encoxou na mata, Pluberto estava coberto de gelo e através do delírio contemplava a morte , lábios trêmulos, caído no meio da pista vip na mata, sem ajuda de ninguém, nem do Padre Celso. Por final em bosta quente finda-se no murmúrio:

- FRACASSO...

terça-feira, janeiro 06, 2009

O MP7 DO DIÁCONO WILSON


Padre Celso também comparecera ao comício na praça da Matriz. Mas de maneira bem discreta, numas de iguarias viu-se preso junto ao amontoado bem cheiroso da plebe, enfim, quase tenso Padre Celso movia-se lentamente, aglutinando-se à massa - e perdoando em seu sensível coração de galinha toda aquela escória ali se humilhando por pouca merda, aquela bonita escória que pagava seus rublos para poder existir. No final do evento, Padre Celso não sorria, nem pestanejava. Viu-se logo em sua bem equipada casa, a banheira bem quentinha, já cheia - alcançou ao lado da toalha rosa o mp7; podia impingir fluidos sobre si mesmo, dedicando as salpicadas aos retratos batidos durante o acampamento do qual regressava o estimado diácono Wilson.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

A ARTE DE ESPERAR

pouca luz atinge o quarto. na verdade, não há luz alguma. tampouco vida. tudo restringe-se nesse tedioso hemisfério ao golpe seco da ingrata solitude. da inutilidade da existência.um corpo vigiado pelo pessimismo morre aos poucos, estirado na cama. não há vontade de seguir adiante. perpetua-se a vertigem do sono, prolonga-se venenosa, calca seus passos largos petrificando a força das veias e do pátio inerte onde oravam e copulavam idéias. força. que força, meu Deus? o abismo não cessa, o ventilador no teto anuncia: está numa velocidade triste e estúpida. pouca luz atinge o quarto. na verdade, não há luz alguma.

domingo, janeiro 04, 2009

UM FUNCIONÁRIO


Agradável Silva analisava todas essas coisas como se as visse pela primeira vez, porque fazia uma cara que o figura não dava as caras na noite de Rio Claro. Dava pena de ver o otário. Um quadro exposto numa vitrine da rua 6 - perto do clube do taco - reteve longamente sua atenção. A atenção respirava lenta. Lenta demais. A respiração voltou-se para uma perna torneada. Beldade. Teria tido ele a revelação? Talvez.

Ele chegou por fim à moradia da morena da perna torneada. Quando colocou os pés deslcaços no banheiro monossílabo da moça, sentiu que estava em excelente estado, com forte dor de barriga. Embosteou todo o banheiro. pollock sucodebostatodynho. Raios em esguichados bacanas, de barro humano, cruzaram o distrito, tudo cheirava à porcaria e mausoléu do BATMAN, ali tudo fedia e se enxergava igual, os raios explodiram o reino de Deus que havia ali dentro daquela valsa arquitetônica, daquele bidê elegante silvio caldas, tudo pago pelo negrão tatuador da morena da perna gostosa, a morena ficou em posição de sentido, de quatro, e fulminada por DEUS obrou a nata - ou pior, obrou-se por completo, e algo ainda resistia fora dela, no triste chão do banheiro. ele falou falou falou falou ela não disse nada./////hey hey sabe com quién está falando????////// ele falou?ela não disse nada?

- Um funcionário, responderam.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

LEIA ESSE TEXTO, LEITOR.

tenho vontade de explodir o blog. destruir todos os posts, deleto toda essa porra, "o artista tem que ser sério", "o artista é divertido." ah, o artista!, diria a xícara da Glória Pires.
dos poucos temas que discorro aqui no vozerio, penso que a maioria encontra-se hoje contundida ou no banco de reservas - e aí o Mário Mariones levanta o indicador esquerdo: qual é sua atual levada rítmica-sensorial-demente-imbecil para alavancar as merdas que você peida escorre em conteúdo viscoso pela ozonosFERA?
qual é a linha do humor, MÁRIO? (ouvir Catholic Girls, do Zappa)
que humor? QUE HUMOR, JUÃO? aopa, aquele expressinho e um Carlton, Juão?
humor preso
na parede
criminosa
azul
abafado quarto
da costureira
quarentona
Jurema
cortinas "um Urubu pousou na minha sorte"
são
bolinhas maria
soluçando
cacofonias
glórias marias
necrofilia,
filosofia
não. não. nocaute. o éter é preenchido de nãos, não é mesmo; não não não não. patê de salomão. não. não. o ponto consiste no foco a ser transcendido no presente-presunto, diria antes do próximo não, o não menos extravagante Euluarte Diamante.
pate de salame. ainda dou risada com as piadas do Chaves, principalmente quando fumo; ainda vejo que aquela camiseta larga anos 90 numa mulher-cineminha dá grunge, e enfim, o que que é agora?
- É macarrão com gorgonzola damasco e noises - ou - montanhas de fígado, psicodélicas - é o velho macarrão vermelho assumindo a vida ao lado do sonoro CHITAKE.
Todo dia ela acordava engolia sete engovs. Tremores anemia pesadelo cansado, churrasco de loucura. Ao falar babava, ao beber, pensava. Não discutia com a ressaca, fantasma magricela - e sorria bulimia ao abrir a janela do revés.Vampira destruidora da noite.Preciso de mais cafeína. Não suporto ficar sem essa porra, sairia pés de sangue para o quintal, seria o Walt Whitman mastigando umas dúzias de folha de coca dentro dum Uno Mille verde, ano 87.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...