quinta-feira, abril 30, 2009

A IRRELEVANTE BOTINA DO OBSCURO






Tratamento impessoal é algo indigno. Não respeitar a individualidade alheia é calçar a botina do obscuro.

ACESO E APAGADO

Ele não tinha nada pra fazer. Acendia cigarros, apenas. Tive a honra de vê-lo fumando depois do café da manhã. Parecia um rinoceronte segurando um caralhinho de neve. Os pós-refeições, dizia ele, são quase delirantes, me assumo boneca tóxica.

quarta-feira, abril 29, 2009

FOTOGRAFIAS QUE VOCÊ GOSTARIA DE VER NO VOZERIO

A TRADICIONAL SORVETERIA PAGOS, DE TANTAS COLHERES E SABORES

RUBEM E DALTON

Rubem Fonseca é chato. Dalton Trevisan também. Ainda não li A Grande Arte, não quero perder tempo com o Vampiro de Curitiba. Prefiro escrever o Vampiro de Cordero.

terça-feira, abril 28, 2009

SOFRIMERDA

A menininha demora muito para responder. Ele já estava na impaciência de crackeiro, pura tensão. Onde meter as mãos suadas? Rangia os dentes, peidava aflito. Foi a primeira morte de mIRC de Rio Craro.

AS FÓRMULAS DA TIA MAROFA

Muitas músicas do Pearl Jam tem início com ruídos, microfonias e aquele clima de jam, de fragmentos de ensaios. Interessante.

quinta-feira, abril 23, 2009

CORDERO PRA QUE TE QUERO

Acabou que o Padre Celso reside agora em Cordero ( a informação de novo vem da Marli). O pároco adotou o silêncio como colegão-guia; não concede entrevista, não dá sinal de fumaça, recusa-se até a rever os antigos rolos na cidade - está isolado -e se bem conheço o peça quando fica magoado, aposto que não divulgará seu endereço, nem o novo email. Não sei não, isso não me parece boa coisa.
Enquanto isso, Peter Coceira ouve Cole Porter e pensa em entregar o apartamento - o camarada tem horror à contrair dívidas descabidas. Por isso, ele tem até o final do mês, ou melhor, comecinho de maio (o aluguel é pago todo dia 5)pra arrumar algum mancebo disposto a dividir o trem.

quarta-feira, abril 22, 2009

CAGUETARAM O PADRE!

Meus amigos, outro fato triste: Padre Celso teve seu contrato com a Igreja do Bom Jesus rescindido. Sim, meus amigos, sim. As concorridas e fervorosas missas aos domingos conhecerem seu fim, na triste manhã de hoje.


Difamaram o Padre Celso: pederasta, mau exemplo, enganador, anjo da blasfêmia - do bairro ao pessoal da renovação carismática ninguém poupou o filho de Deus de vaias, fofocas e da mais completa difamação - e agora está excomungado, mal quisto pelo bispo, pela galera da congregação, etc.

A Marli me lançou pelo msn que o Peter Coceira, há dois meses atrás, pegou na surdina o pc da fera e grampeou uns arquivos íntimos, decerto comprometedores. Coisa feia, Peter! E pensar que tudo isso just because o Padre Celso não quis mais dividir o apartamento com o Peter Coceira. Lamentável. Covardia hardcore pra cima do pároco. Pesado.


segunda-feira, abril 20, 2009

O DRAMA DE PETER COCEIRA

O leitor bem informado deve saber que Peter Coceira é um sujeito arrogante. Espírito nobre, ele só conhece a boa arte, as maneiras distintas; a aristocracia cultural é sua motivo,quanto mais elitista e preconceituosa, mais viva e elegante.
Quando quis morar com Padre Celso, avisou a todos que o faria pelo fato do padre ser bom da nota - e realmente, não tardou para começarem as encrencas.
Naa discreto, Padre Celso levava rapazes a torto e direito para o luxuoso apartamento. Peter Coceira tinha nojo daquilo, mas resignava-se pela fortuna de que o pároco dispunha no Banco Itaú. O padre não se importava com o esnobismo deste; celebrava as missas no Bom Jesus, paquerava os meninos de Cordeiro - e se amarrava em Hendrix, Guns e Skid Row; Peter Coceira então isolava-se no espaçoso quarto do qual dispunha - mal frequentava a sala, se muito uma aparição relâmpago na cozinha. Peter fazia sua boquinha pelos restaurantes de Rivers, os de requinte, os da mais alta estirpe em matéria de rango gringo, é claro.
Pois bem: depois do último episódio aqui no Vozerio narrado, o Padre não voltou atrás: abandonou o barco de vez. E agora, meus amigos, e agora? Como Peter Coceira vai segurar o rojão? Sugiro que o Fascista Sustentável aceite rachar a conta da birosca e volte em grande estilo a Rio Claro; torço para que algum internauta amigável lance algum consolo ou pedido de revisão do caso ao padre: padrecelso@hotmail.com. É urgente, o caso. Tão urgente quando o baseadão que o Agradável Silva me disponibilizou a poucos instantes. Caso sério, meus amigos, conto com a nobre ajuda de vocês, o tempo é como um balaço do Nélinho na última peleja da seleção na Copa de 78 - não perdoa.

MAURÍLIO

Maurílio era um cara que se destacava pelas tatuagens. Não precisava ter opiniões, tinha tatuagens. Idéias? Pra que, se raios, desenhos originais, chamas ardentes e estrelas o completavam?
Voltava do estúdio distraído quando uma motoca partiu-lhe o crânio. Não pode retocar mais nada, nem o sombreado nas costas.

domingo, abril 19, 2009

ORA VAMOS, PADRE CELSO


Padre Celso e Peter Coceira dividiram, ao longo de catorze meses, o aluguel. Era um brilhante apartamento, na rua 8, instalado perto da sorveteria Pagos. Isso tudo em Rio Claro, é claro.
Pois bem: ontem Padre Celso insistiu em ouvir Guns - tarde da noite - e numa altura escandalosa, vil, que faria o jovem Ronald Golias perder as estribeiras e a voz em inúteis reclamações. E admoestações do Peter não faltaram: "abaixa esse treco aí, padre viado"; "vai ler os salmos, desliga esse ganso de vitrola"; "gagá, põe fora, porra"; No entanto, nada feito: o padreco é que curtia, cantava ainda mais, cantava junto os solinhos, empolgava-se infinitamente com o cd-r, em eterno transe soltava para a janela do décimo andar it's so easy e o bafo sagrado. Peter Coceira foi ficando raivoso, raivoso, atingindo no rosto uma coloração absurda, transida agora em cólera máxima. E Padre Celso nem tchuns, emulava na surdina o fez que não viu, inclusive botava no repeat algumas canções, na caruda aumentou dois pauzinhos do volume, fazia-se de surdo até para Deus, com o crucifixo no pescoço e tudo. Até Peter não esperar o fim da introdução de Paradise City e urinar no aparelho. Não disse palavra alguma o padre; segundo a Marli, teria dado linha na hora e pernoitado no hotel da Estação, aquela lixeira das mulheres barbadas em silica da rua 1. Foi o que me disseram, aliás, foi a Marli que deu a bola ontem, na Pagos. E no dia seguinte, trouxe a notícia, de fato: Padre Celso não mora mais com Peter Coceira.

A NOVA ONDA DO NICK NOUCAS

Estréia em Sorocaba, amanhã, às noite da noite, a nova peça estrelada pelo Nick Noucas. A comédia "Minas emo não topam barbudos" apresenta um quarentão decadente que segura as pontas dando duro numa livraria. Toda vez que um rabo de saia jovial, uma buça teenager pinta no pedaço, Nick já se adianta para abrir o cortejo, porém sem sucesso - ele não vende a série Crepúsculo, só oferece os volumes do Proust.
Vi os ensaios com o Agradável Silva e asseguro: vale a pena conferir - Nick Noucas ainda é o sucesso.

QUER VER A NOVA ONDA DO NICK NOUCAS? O VOZERIO DO INFERNO OFERECE A VOCÊ O MAIS COMPLETO SERVIÇO:

ONDE? SESC SOROCABA
QUANTO MORRE? NADA. É DE GRAÇA.
QUAL É O HORÁRIO? A PEÇA COMEÇA ÀS NOVE DA NOITE - MAS É RECOMENDÁVEL APARECER LÁ NO SESC JÁ PELO MEIO DIA, QUE PEÇA DO NICK NOUCAS É SEMPRE CONCORRIDA.

sexta-feira, abril 17, 2009

HEAVY TRASH EM ARARAQUARA

E ontem caímos pra Araraquara, conferir o Heavy Trash (projeto sujão do Jon Spencer com o guitarrista Mart Verta-Ray), no quase vazio SESC. Uma noite de rock and roll "raiz" de graça - na verdade um simpático pseudo rockabilly - bastante apropriada, que nos fez acreditar quem nem só de Belo, Ary Toledo, Léo Jaime Leitão,Fresno, Almir Sater, Lenine, Otto,Claudio Assis, Ivete Sangalo e avançadas e pirulitosas raves vive a "programação cultural" da roça. Depois retornamos pra Santa James, satisfeitos e não sem antes de regressar à Rivers pedir um X-TUDÃO na padoca perto da Ufscar, a Divina Gula. Aopa.









Mariones e o crepúsculo da saudosa Santa James, também conhecida como São Carlos




Heavy Trash: noite de punch e nescau-energia sob o comando do Zé Bunitinho gringo do rock

Joãozinho Spencer botou pra dançar a macacada em Araraquara

quinta-feira, abril 16, 2009

A ENTREVISTA - Mário Mariones no Linhas Tortas

Na época da Unimep, ele era a fera que, sentado junto ao bloco 8, fazia as anotações verbais e profecias etílicas daqueles saudosos dias. Lembro da época em que lançou seu primeiro livro de poemas, e que não pude comparecer a noite de lançamento, não lembro o porque. Foi o meu grande amigo e parceirão naqueles dias de faculdade, nos formamos em Rádio e Tv (Comunicação Social), lá pelos idos de 2004, 2005. Corriam então os tempos de "Show de Horrores" (hino da falecida banda Bad Bad Trip) e o projeto de montar com ele o "Memórias". Pois é: o tempo correu, o blues prosseguiu, e cá estamos em 2009, ele, o Rodolfo, mais conhecido como Balo, o Baleira, vive em Capivari, interior de São Paulo, onde tem seu estúdio de gravação. Radialista respeitado em Capivas, também é um baita boxeador, beberrão e poeta maldito das madrugadas de Eulália. Balo que pra quem não conhece é dos sujeitos mais amigáveis e sinceros que conheci, coração de Hércules(ao que passo que também é pugilistas dos bons, arrumar encrenca com ele é pedir pra sentar na bisnaga de Judas)e o maior conhecedor de Mojica do planeta (e pra quem duvida, basta dizer que já teve curta co-assinado com o Zé, além de ter ganho o memorável "Feio na foto" , concurso de fotografias bizarras realizado anos atrás pela rádio Transamérica em São Paulo), enfim, tenho saudade desse pilantra, desse praça, fã de Raul-Morrison e palmeirense extra-fanático e sofredor.
Dou toda essa volta para apresentar meu amigo e dizer que este me convidou para participar de sua coluna no jornal de Capivari, onde tem uma sessão conhecida por Linhas Tortas. Trata-se de um espaço agradável, de periodicidade semanal, onde o Balo traz sempre uma fera da escrita parido no interior paulista, para apresentação de um texto seguido de breve perfil. Pois bem: eis que optei por publicar meu texto "A entrevista". Tá certo. E o link? O link para conferir a coluna é esse aqui, meu chapa: http://www.jcrnet.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4510&Itemid=139
Divirtam-se , macacada. Ah, e pra quem quiser saber mais sobre o Balo, o blog do truta é o http://palavraspostumas.blogspot.com/
Boa leitura meus amigos, boa leitura.

ETERNAL TOUR PELA ROÇA

Quarta passada estive no Guarujá, e até o sábado fiquei. Então caí pra Campinas. Agora não estou mais, estou na roça, estou sonhando acordado em Rio Claro. E hoje? Hoje vou pra São Carlos, e de São Carlos o destino será Araraquara. E vos digo: amo a tal da roça,cujo sol de força ininterrupta alimenta-me, sol caipira que interrompe qualquer preguiça ou indolência - sou amigo do Zeno- se isto faz sentido ou não, tanto faz; hoje vivo na roça, respirando literatura, baby churros e tranquilidade, e por falar nisso tenho gana de ir logo pra Minas, Minas Gerais.

terça-feira, abril 14, 2009

JACÃO

O professor cinquentão Jacão, certa vez, passou uma cantada literária numa aluna da quinta série, durante uma excursão. Tudo dentro do busão - o beijo de língua, os afagos dele na xana dela, e ela molhadíssima a acariciar a barba mal feita do mestre. Jacão lecionava no colégio Koelle (a tradição nazista em matéria de educação na rua 5 daria ao mundo Marina Person, inclusive) e gozava de uma reputação notável na roça - pergunte ao Léo Jaime Leitão (quem?). Bom, mas e aí? E aí terminou que delataram o esquema via fone para a esposa, a obesa Tibúrcia, que, evidente, caiu em depressão. Hoje Jacão paga análise e assinatura da Bons Fluídos pra fera, além de dar uma passadinha em sua casinha aos domingos, no capricho deixa uma caixinha de BIS branco mais uma oncinha em cima da mesa da cozinha. É um baita sujeito, o Jacão.

DIA DESSES, NA FNAC

- Onde fica a sessão de humor?

Estando perto de mim, avisto a sessão com rapidez: tá um verdadeiro bagaço, definitivamente o humor está destruído. São volumes dispostos em diagonal, de barriga pro abismo, grávidos de aliens, sobrepostos, trêbados, pernas enganando o céu - uma completa folia de livros, eternamente esparramados entre si.

Decido arriscar:

- Ainda não tive tempo de arrumar a sessão e...

- Ah, não tem problema – ela sorri - como eu gosto desse arroubo de simpatia do consumidor! Sendo assim, distribuo outra gentileza:

- Na verdade a sessão tá assim que é pro cliente já chegar dando risada.

SCREEN SAVERS AGRADÁVEIS

O camarada encontra um disquete jogado pela casa do amigo cansado. Na etiqueta, a inscrição: “tela de descanso.” Ele pensa rápido: puxa, nunca vi alguém relaxar assim.

terça-feira, abril 07, 2009

A MUSA SORVETEIRA

Ventava um pouco, ela anunciava sorvetes nos meus pensamentos. Vá trabalhar na Pagos, pensei. Saia desse negócio de carrinho, você merece uma sorveteria completa, negócio grande. Ela, no entanto, só se fazia emudecer. Quis fugir - hesitei, não arredaria o pé dali. Meus pensamentos não se esvaziavam dela - sua cálida palidez epitelial, o onírico esboço das pupilas castanhas, tão ingenuamente sedutoras e raras. Resolvi arriscar: pedi um de groselha. Admirando seu longo cabelo (castanho, raiava na altura da cintura, ora trançado ora eternamente solto) pus-me a discorrer das nobres preferências minhas. Listei o baby churros, a mortadela, um saquinho de pipocas acompanhado dum sorriso bem apertado, o latão de Flying Horse à espera na geladeira, uma enxurrada de café iniciando a promissora manhã, salmão cru shoyu limão e o São Paulo do Telê. Ela fez um jóinha, séria; nunca desvendaria seus anseios, desgostos ou remédios. E o ventou levou-me embora para casa, tão vivo como uma nobre caixa de isopor.

segunda-feira, abril 06, 2009

O TCHAU DO BILU


Amigos, andei sumido do Vozerio; teria sido o retiro em função do Igor Bilu? Não. No entanto, comentarei sobre seu velório, o funeral mais punk rock da semana.

Chego ao velório, de manhãzinha, Rivers amanhece numa cálida punhetinha teenager.

- Quer cigarro?

- Não Agradável, dispenso.

Cigarro mentolado, espécie de diarréia mental avançada, Agradável Silva aderira ao mentolado única e exclusivamente por causa da caixinha verde que os reúne.

- Quer cigarro?

- Não.

- Quer?

- Quero, filho da puta.

Enfiei o cigarro naquela orelhinha peluda. Agradável chiou. Chiou muito. Enfiei a caixinha naquela orelhinha. O velório todo voltou-se para nós. O microondas da Tininha parou. A bióloga Perla lançou-me seus piores olhos de amendôas podres, dispensou-me aquele ar exclusivo de marinho enfie dardos anus adentro, eu ironizei com o canto da boca, logo Agradável acendia outro mentolado, encarava o presunto pela última vez. Tchau tchau Bilu, sonhou Agradável bem no íntimo, e perto de algumas damas que Bilu currara antes da última copa espirrou.

- SHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! - disparou Lucinda, num vestidinho preto curtíssimo, de deixar o Maradona afoitão all night long, numas de viagra portenho com neve pós-escobar.

No mais, seguiu-se o funeral, enfadonho em todos os sentidos. Padre Celso fez um discurso no coração do cemitério Jones (lotado de besouros) - sobre "as qualidades inatas de certos lutadores do espírito". O dono do passat 87 cinza foi levado às lágrimas. Marli não veio. Luciano idem. Eu e Agradável fomos almoçar depois no vegetariano da rua 4. Sérvio Carniça dedicou dois minutos no rádio ao Bilu. Lucinda manteve a saia preta, a noite toda, a noite toda, Lucinda e o belo traseiro juntos em stereo, new hi-fi, que delícia, que delícia, repetia Agradável envolto em brócolis.

Pra quem quiser tomar nota, Igor Bilu descansa na rua 7 do cemitério Jones, campa 12, jaz feliz, um minigame do Megaman a tiracolo, uma coroa de orquídeas do Peter Coceira a bordo (sempre as orquídeas!!!). Nada muda na roça, meus amigos.

Esse o funeral do Igor Bilu. Agora com licença, preciso ir trabalhar. Chove em Campinas, hoje. Espero que não chova mais durante a semana, depois explico o porque.

quinta-feira, abril 02, 2009


CONVERSANDO COM LÚCIFER

Só ontem fiquei sabendo da tragédia. A alma grandalhona de Barra-Forte voltava da academia Apolo e BLUM! conheceu a fúria do Passat 87 cinza, cinza como a indiferença dos deuses. Igor Bilu tinha todo o rosto ralado, eram as barbas de sangue e asfalto vencendo sua estupenda força. Estava derrotado. O autor do atropelamento aproximou-se, pálido:
- Amigo...quer ajuda? Desculpe, te levo no hospital...Não tive culpa, você que não viu o pare.
Curiosos se amontoavam pela esquina da avenida 29 com a rua 4. Luciano do Valle disse-me ter visto o zumzumzum, ambulância, helicópteros, curiosos amontoados pela esquina. No entanto, nem sequer reduziu a marcha da S-10, seguiu para o Bar da Montanha, em Limeira. Desaprovo isso, Luciano. Na hora que precisastes do pobre lutador para montar a série de televisão na Gazeta, a já extinta "Combates Seminais", encheu-o de elogios, incentivos, mimos confessos, potes de creatina. Cretino (não tive como conter essa, leitor). Igor Bilu nem deve ter completado vinte e cinco anos. Era o maior espancador aqui da roça. O leitor pergunta: mas o cabra era forte mesmo? Sim: teve vezes até que o vi botando pra correr gerações inteiras de skins, duas girafas assassinas em série e inclusive um piano elétrico da CASIO. É difícil de explicar porque eu e o Luciano tornamo-nos amigo da fera. Vai saber. Certamente não poderia prever pior final de história, amargo destino: Igor Bilu visita a cama mais arrebentada da Santa Casa de Rio Claro, agora. Respira com a ajuda de aparelhos (pelo menos a Marli me disse que a sopa é na faixa). Tua violenta ignorância foi desrespeitar aquele pare, Bilu. Compreende? O Padre Celso concederá a extrema-unção hoje, depois do jogo do Velo. Vá em paz, amigo - tua vida passou à toa, à toa...

quarta-feira, abril 01, 2009

DUNGA E OS BURRINHOS SEM RABO

Jogo do Dunga na televisão: desperdício. Esse bando de pagodeiros, ronaldinhos, robinhos e burrinhos sem rabo não vale o pigarro do Gérson. E esse técnico devia é aplicar exercícios de ginástica laboral lá pros lados de Delfos.

Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...