sexta-feira, maio 29, 2009

UMA VIDA CHEIA DE LIMÃO

Jacinto viu muito claramente, o limão podia salvar vidas. Mas observou que havia muita mutreta nessa história, imprecisão: era muita falação e pouca ação. O limão precisava curar mais bronquites crônicas, evitar desastres capilares. Jacinto tomou nota da última: tratou de esfregar por sobre a cabeleira uma fatia bem cortada de limão-galego. Pronto. Com precisão fazia pequeninos semicírculos por sobre a frágil penugem, sua minicabeleira castanha. Estando sentado, ouvia uma ópera bacana pelos fones do mp3. Já não enxergava muita coisa, só uma cidadezinha cítrica e ácida abordando sua visão, comprometida. Respirou de novo. Escorbuto, não. O limão evita. Gota. Diabete Melito. Yeah. Estomatite. Pois é. Pronto. Fez um boné incrementado, lima-limão, frisson do verão.

As pessoas na rua o abordavam. Espera aí! Aonde pensa que vai? Me conta a novidade...É, hehe, um boné que criei pra mim, hihi. (Ria com força, Jacinto). O limão é porreta, dizia ele soluçando. Evita nefrite. Nevralgia. Ah é? duvidava a gorda e de testa suada Candilara. Ah é, perguntou o Anésio, jornaleiro. Ah é? Puts. É sim. Quero o boné todo pra mim. Colocou o boné pra trás, atravessou a rua com elegância. Era careca, mas nunca mais foi a mocinha do resfriado.

quinta-feira, maio 28, 2009

P O S T A G E M 5 0 1

Ele falava tão claro, tão lúcido. Que menino. Ele abria a boca tão suavemente, e tão!- Rio Claro assistia à abertura bocal completa pelo You Tube, entusiasmada, careta ou chapada, urras graças ao céu da boca dele. Ele falava e as meninas giravam as turbinas do coração, as meninas puderam parir novos filhos. Não conheço nenhuma mulher que grávida pariu duas vezes o mesmo bebê - mal fechava a boca e o pessoal protestava. Ahhhhh...Tornava a conceder outros sons, pronto. EEEEEE!!!!! E não havia problema, palavras erguiam-se invioláveis, seguras, não aceitando na pior hipótese qualquer alteração de terceiros. E a saliva! Ah, a saliva dele, tão clara também, e úmida, úmida! bondosa, o preço da saliva daquele jovem vencia o medo do câncer. Porque o acaso quis responder e dizer que aquele rapaz diria sim!, quimioterapia urgente. Ele entrou na kombi improvisada de ambulância quase feliz, acenando para a vizinhança atônita inundando a rua, e ele deitado de bruços, com os lábios secos... mas ao tentar falar, não sabia respirar; falar e respirar, como o perturbava. Não! Ele queria gritar e dizer que esperassem pra enfiar aquela vara no rabo dele, não era justo! Que não o largassem dormindo sozinho sobre o rio passa 5; mas ele continuava, espetaram um espeto de churras, duas notas de dois reais lhe serviriam como lenço. O coração batendo esguio, imprimindo mal como uma pobre EPSON, o médico assegurava: não enfiei nada não. Num corpo subitamente vazio um espeto de churros encheu de sangue o lençol, o coração do rapaz da fala tão clara caindo ruidosamente do décimo andar, as enfermeiras correndo em círculos, tromba daqui, ele tentou entreabrir os lábios, aleijado, ousou soprar uma palavra pálida seja como fosse. Alguma coisa intensa e lívida operou a garganta, ele pode falar, e disse, firme, disse, e até a oxigenação do cérebro sucumbir vitoriosa.

quarta-feira, maio 27, 2009

DOIS PROJETOS



Trabalhando no manuscrito de FÉLIX.

Terminando de organizar os textos que vão compor o Promessas Horríveis.

domingo, maio 24, 2009

ADOLFO


O pinguim vela pelo sono dos futuros filhos. São penosos, são quatro meses, a concentração que envelhece - até que eles vem a vida. Indefesos, bom, vamos voltar pro nascimento, ninguém é presa nesse universo. O primeiro gesto do pinguim é equilibrar com pés os filhos. Ontem, Susana se matou. Adolfo bicudara o ovo.

sábado, maio 23, 2009

O CÚMULO DA HUMILDADE

O cúmulo da humildade, meu prato no restaurante vegetariano da rua quatro: arroz com bolinho de arroz. Meu pai falou que só faltou ir chamar o arrosponsável.

sexta-feira, maio 22, 2009

BEBÊ SEM ROUPA

Na infância, ele escapou da mordida de uma jumenta. Na juventude, pegava a ceroula emprestada de um líder estudantil para ir com ela amarrada no pescoço até o baile da nona série. Todos estavam nus na festa, que durou dois anos. Foi salvo de permanecer mais tempo graças ao ex-cunhado.


Bebê sem roupa vai até o baile; com massagem ou sem massagem, intima a recepcionista, simpática. Meu Deus, como ele é bonito. Bebê sem roupa ganha gominhas de mascar. Ganha autoconfiança. Esse ministério não funciona porque ninguém quer se confessar com o sacristão, disse o padre. Querem resolver direto comigo. No outro da sala: o que importa num dicionário, além da qualidade gráfica, é a preocupação com a atualização, diz o professor, gramático e dicionarista, um dos mais conceituados do país. Bebê sem roupa vai até o quintal. Atrás dele, um arquétipo de dona-de-casa de cortiço demonstra suas proezas sexuais sendo triturada em pé, por trás, por um rapaz albino, todo tatuado, todo verde limão. No balanço, uma criança ilustrada, apalpando o seio esquerdo com leveza, nua – Bebê sem roupa a derruba do balanço. No chão, a criança ilustrada come grama. Calça para que? O Bebê sem roupa sai às ruas sem camisa e pernas de fora.


Na infância, ele não liberou nenhum hormônio associado ao stress. Quanto mais as pessoas morrerem, maior será a energia economizada.


quinta-feira, maio 21, 2009

SAUDADE DO HORTO


Saudade do Horto. Saudade da entrada da clareira, pela avenida oito. Saudade de por lá entornar com garra um garrafão de trezentos litros de vinho barato, é claro. Saudade daquelas tardes movidas a pernilongos, cachaça - um violão tosco reinando em canções punks versando temas da roça, saudade das cortinas de fumaça sambarilóvi e as risadas entre camaradas, intermináveis, pra sempre perdidas.

terça-feira, maio 19, 2009

Assistia tevê sozinho, fumando um fininho. Batia, devagar, o desenho animado, na mente elétrica. Se se pode por os cinco dedos no rabo dum pintcher? Besteira. Fechou os olhos. Nada de dor. A tevê soltava duas vozes. Havia a voz do desenho animado: legal, bacana, interessante. Não tinha tanta certeza se a segunda voz era real. DEVAGAR. DEVAGAR. Era o Cid - numa textura anasalada, nada sexy. DEVAGAR. É melhor experimentar - disse a Baleia, no desenho animado. Dona Baleia e Vaca Gorda tiraram a tarde pra comprar umas botas. Festa. Festa. Adoro. Odeio festa, essa porra cheia de insetos pedantes segurando copos, preocupados com melogios, elogios, mugidos. Com medo das reações alheias. Com as roupas que escolheram com carinho e olhos. Para John Ruskin a escolha de uma cor representava uma posição moral. Acho que ele precisava de pequenos flashes. Proust mantinha na cabeceira o Ruskin. Precisava ler o Ruskin, repete, bolando outro fino, agora na BALI HAI. A Vaca Gorda escolhe um colar apertadinho, de bolinhas de mendorato. Nexo lógico, congratulations. Sem a presença das vírgulas no vasto branco da minha desreal sinceridade não há maionese, a organização musical nos contos de Faulkner, outra digressão inoportuna. É o último fino, prensar até a morte.

domingo, maio 17, 2009

UM POST DE MERDA

Indolência. A motivação abriu o esguicho: pronto, saiu coco. Falta de movitação. Paralisia mental. A arte é uma caixa de ovos esmagada pelo flácido bumbum da tia Jurema. Uns falam zica. Eu falo perturbação pró sedentarismo, depressão rolemâ na zona do adeus.

sexta-feira, maio 15, 2009

O NOVO BAR DE RIVERS

E hoje é a estréia do novo bar do meu sogro. Eu esqueci o endereço - mas tô indo pra lá logo mais. A noite promete.

quinta-feira, maio 14, 2009

Creme Dental Prevent Anti-Placa 90g



Há palavras que soam heróicas; insulina, a mais púrpura. Os dentes da frente, esses passam longe de heroísmo semântico. Inchados em flúor comovem o espelho do banheiro. Estamos no elevador branco. Cuspo a pasta puto - que porra é essa, isso não é um ingrediente antibacteriano aceitável, não é um creme dental promissor, nunca compre PREVENT, no FROLINI, na PAGOS, esconda sua alma do creme dental PREVENT,com flúor. PREVENT. Imponho a mim essa severidade interior porque por hora, restam-me os dentes.

ÁUREOS ERAM OS TEMPOS DE SANTA JAMES


típico momento almoço-descontração na saudosa Vila, minha eterna residência em Santa James em 2007 (ou, para os "idiotas da objetividade", São Carlos)

quarta-feira, maio 13, 2009

PRAZERES DA ROÇA

Ao chegar em Rio Claro, logo na entrada, a visão é de que tudo torna-se mais fácil, como a foto comprova.

sexta-feira, maio 08, 2009

EM RIO CLARO


Ganhei de presente uma caixa de BIS branco. Obra do ator Nick Noucas. A caixa de BIS fede. Fica exalando carniça, de pernas abertas. Tem o rosto cansado -
como o do rioclarense que cresceu lendo o Jornal Cidade. A fala caipira. O olhar de vou comprar
aquele Gol na Ápia em 40 vezes. O sobrenome pra exibir no raso da piscina do Clube de Campo.
O eleitor prestigiado, do onipresente na câmara, doutor Aldo Demarchi e seu braço

esquerdo, a poliglota e promotora de eventos sociais em quadras de basquete, a doutora Candinha.


Não acontece nada em Rio Claro.
Ninguém quer saber de Rio Claro. Eu não quero saber de Rio Claro, nem mais
da minha caixa de BIS branco. Desculpe, Nick Noucas. Em
menos de dois anos, perderei o cérebro e
passarei por reformas espirituais tais quais
a saudosa Veneza passa nesse exato instante.

VAMOS FALAR SOBRE SENTIMENTOS? (mantenham a alegoria das cócegas)

Vamos falar sobre sentimentos? Não. Seria mais apropriado falar de cócegas, creio - uma das melhores maneiras de engatar um romance em Cordeirópolis é por meio dessa arte.

O sujeito chega de fininho e estica os dedos - toca de leve
a barriga da fera - e vai solando com os dez, sem dó. Ela pede "para peloamordeDeus Paulo Isidoro." O sofá sem memória abriga os dois a contragosto; ela autocoça o grelinho, os dedos estão sujinhos os dele, Paulinho é de dixavar fumo noites a fio com Stan Getz. A garota insinua uma minirepulsa enquanto testa o grelo: a cócega é
o impacto imediato, próprio contágio do despreparo carnal. "Estamos
despreparados em termos de cócegas", sentencia,a mão no pênis, depois a boca sem escovar. Paulo Isidoro pensa
que joga squash e impávido rebate, num soberbo voleio sênior apimenta o debate:
"pra mim cócegas nada mais é que a síntese orgânica do esculacho que naturalmente provoca o riso nervoso".
De fininho eles vão se acasalando, culpa do jogo de cóceguinhas de entrada, ele foi na anca, no lombo, perscrutava a borracharia dela, tocava os pneus como o trompete mágico assobiando as notas que a cocaína proporcionou nos ágeis dedos. Ela não gosta, detesta a chuva de cócegas, foi a última sessão, pode apostar. Afinal, é uma mulher que não pode proporcionar cócegas ao parceiro.
"Em 1981 tive câimbras". E assim a cega Acácia só recebe
o elemento erótico, não o impulsiona. Vamos falar sobre sentimentos? Não. Seria mais apropriado
falar de cócegas, creio - umas das melhores maneiras de engatar um romance em Cordeirópolis
é por meio dessa arte.

TIREM DA SALA TODOS OS SANDROS

Sutiãs do despreparo psicológico para homens acima dos 26 e

seis meses? Tirem da sala agora todos os Sandros, Eduardos,

Lúcios, Fernandas, Fabianas. O louco abecedário sensorial,

lesmas do acaso. O agora não parece pra vocês um eterno

pote de maionese: meu primeiro delírio matinal. Cheguei, a

seguir vou visitar a praça da Boa Morte. Que tal visitar o

semblante das mulheres no caixa do Papagaio, avisa Peter

Coceira. Papagaio, mercado que cresceu de uns anos pra cá.

Tem mais caixas registradoras que sabonetes. Enquanto isso

elas vestem laranja, não são gravatas, são camisetas

laranja mecânica turbo. Winona Rider despeja pela janela o

corpo do cigarro em Night on earth – esses dias Padre Celso

abriu a lista telefônica de Cordeirópolis e topou uma

ratazana ou seu falso cadáver.

Dez atrizes pornôs da Mãe Preta trituradas no tostex do primo. A sanduicheira responsável,

Zanzibar, Marcinho e Tininha derramando Summertime Blues na versão do Blue

Cheer – vindo ou ouvindo e Cheers Zanzibar, Marcinho,

Summertime Blues na versión earth. Peter Coceira:
uma privada mirim, de sete centímetros de altura. São

médio-agudos da guitarra ao contrário, todas as linhas.

Cenouras iugoslavas sorriem cercadas de água potável. Clonaram as sobrancelhas da

Gretchen no ensaio do Specials. Um passo em falso no tapete que é o piano da

dúvida geral os ombros são inúteis, um vaso de intrigas arrotando no escuro idem,

e o Vidas Secas devorado pelo sobrinho da Eliana, um disparo no

coração da fé.

quinta-feira, maio 07, 2009

ANIVERSÁRIO DO DANILÃO

Hoje é aniversário do meu grande parça, o Danilão. Vinte e oito anos hein lazarento? Pfff, é a velhice pintando e bordando no planeta maionese. Logo mais estaremos lá na residência do aniversariante, para a devida comemoração. A nota lamentável é que faltará a presença do ilustre primão, o titio Sebastião Casa Grande.

segunda-feira, maio 04, 2009

Experimente encostar na barriga uma lata de energético, geladíssima. Minto. Não encoste, apenas deixe estar bem próxima a lata da barriga. Isso. Sobrevém uma sensação de frio distante. Frio nas células da pança, numa época que remonta ao nadador sem memória que é você, atravessando, quase se afogando, uma piscina de poucos litros. Uma gelatina fria nos dentes, comprida, de cereja é o seu corpo, visto da janelinha do décimo andar. E você sente falta do Chet Baker de Moonlight Becomes You.

UM TEXTO CONFUSO SOBRE A PLACA DE PARE

Isso é legal. Isso é uma atmosfera legal. Isso, adjetivar, resumir em passional o medíocre é a atual tarefa da humanidade. Nisso eu e Nick Noucas estamos de acordo.

A face humana, aqui representada e acompanhada de uma enorme coriza, tem a textura da acerola ressentida – a face humana desonra o lixo. Dito isso, vejo Nick Noucas cantar a baianinha do caixa via Proust. Pede no Gordão o prato mineiro, buscando o exotismo do esteriótipo via estômago. Digo a ele que nunca estive em Paris, mas que provavelmente visitei o museu do Horto Florestal Navarro de Andrade. Falando em Horto, preciso postar no Vozerio fotografias digitais da maravilha rioclarense. Sem falta.

Mas de que merda eu falava?

Ah, sim. Que uma placa vermelha redonda tem a inscrição em branco: PARE. Assim, em garrafais, bem no centro. Fixada num magro postinho de três metros de altura, a placa me agride. Aos animais conectada, ela exibe e produz a requintada indústria cultural, os roteiros de games, e a falta de incêndios nas relações amorosas.Ninguém mais se mata por bigamia; é raro algum recorrente “entretenimento” superar o instigante Bomberman (não me acusem de nostalgia). É deprimente viver aqui, porque nos números inexiste imagens não óbvias, o número 15, por exemplo. Vejamos, esse número desajeitado, o quinze, acaba de se retirar, inútil, caindo fútil, desnecessário. O vizinho do dezesseis não é preço nem de livro, revista, nem pra troco vive ou estuda, nem assunto de manicure progride, nem poesia de cabaré peruano defuma. Não produz nem leite derramado para a indústria cultural enrabar a vida. Por sua vez, o underground é a mentira decadente, empresa júnior. Editoras, produtoras, selos, mídias, piscinas, acessórios, pet shops, incubadoras. Todos macacas de auditório. Fama, fama, morte, morte. O legado daqui pra frente é ortográfico e só nos resta a digressão.

Assim, o magro poste detém toda a porra da criatividade. A placa de pare, que garfa a bonança estética, deixa a apatia se instalar nos mamilos dos animais – vejo Augustinho Renoir vomitando as tripas, procurando a saída num baile brega do GG ou, pra quem não conhece, esqueça.

sexta-feira, maio 01, 2009






Vai ter punk rócken, avisou o sujeito. Sua pele era morena e sentado no gramado anunciava a umas vinte pessoas a programação musical para o projeto quatro e meia, em Rio Claro, no Lago Azul. A Angolinha, no dia do nosso casamento, me deixaria plantado na igreja, sob o terno composto em lágrimas. Havia fugido para o Lago azul, se acabando em crack.

Acabo de acordar e constatar, com a cara muito inchada e o corpo perfeitamente cansado, que o sujeito disse “vai ter punk rócken”. Ele tinha o cabelo espetado feito Reginaldo Holyfield, e era forte como este também, os braços musculosos dentro da regata vermelha. As meninas de all star preto cano alto ironizaram, o rebaixavam. Em seguida, girei a torneira presa na parede no sentido horário: abriram-se novos sonhos.

Nesse primeiro outro sonho, era a vez de discutir a ironia, enquanto caminhava nu pela rua 4, dando voltas no quarteirão que pertence à esquina da padaria Copacabana. Certifiquei-me de lembrar: a ironia é uma arma, a arma irônica é algo que irradia euforia. Porque essa euforia vive não é de chumbo, nem de fogo. Essa ironia que me conforta é o bumerangue que anuncia o rir de si próprio, o falso sublime desmascarado. Senti frio nas pernas depois de um tempinho. Voltei pra casa, a poucas quadras dali. Munido de uma berma confortável, vai ter punk rócken - voltei à esquina. A padaria não estava mais lá.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...