terça-feira, junho 30, 2009

PELEJA NO PLANETA MAIONESE


No olho esquerdo tudo que vem é verde piscina. Por isso Pedro toca para Pedrinho, camisa 5 do Palmeiras B. Inclina a cabeça, isso garoto, kichute bem amarrado! espreme bem o 39. Peidei. Que tal um passe? É curto. Vale a pena. PUM! Perdeu. Tonhão com ela.

Que fez o Tonhão? Nada. Alisou as sobrancelhas. Não há torcida, há formigas heróicas flanando pelas velhas arquibancadas do Benitão. Tonhão é gordo-canhoteiro...Não há marcação no Benitão, três jogadores se divertem...Treino do Palmeiras B. E o Tonhão, que odeia Arnaldo Antunes, mas ontem sonhou que este recitava-lhe Lorca, correu pisando pesadão em intermináveis nuvens de algodão doce. ARF ARF descalço eleva em linha reta a bola louca. Correu! 50, cinquenta metros, invadiu a área, como caroço de azeitona preta - escorregou no Pedrinho, ui, o tornozelo,plaf, desmontou feito bosta fresca, caiu igual o Tuta. Fim de jogo Pedro. Zero a Zero no Planeta Maionese.

segunda-feira, junho 29, 2009

BACANA NEWS 2

Roubar a faca alheia é o princípio da falcatrua.
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Ih, mais uma dela? A Catherine Deneuve?
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No Chanceler ( escola pública aqui da roça) a nova onda é não matar aula, matar o professor (de Ciências)

BACANA NEWS


CRIANÇAS ACIMA DO PESO

Elas exageram no churrasco. Devoram macarrão em cima do teclado. Durante uma sessão de perda de autoestima em frente à tevê, ingerem gordura e calorias com muita energia e carinho. São as crianças sedentárias que consomem os melhores resultados da true esbórnia - e aos dois, sete anos, promovendo a pressão alta e o colesterol parrudo mostram, enfim, porque são os maiores nomes da obesidade for fun.
EMPRESÁRIA POR ACASO
Há quem olhe um buraco e veja um retrato do JCVD. Outros vêem um diploma de administração. Foi o que levou Meg Andy a ter filhos e flores. O menorzinho deles, Caçulinha Afonso, copiou 72% do conteúdo de um site para adultos e ajudou a mãe a bancar o próprio negócio. "Foi um baita aprendizado", gentilmente relembra Meg. "O mais importante é ser empresária. Mas antes é preciso ter filhos e flores". A loja Bigode Branco é a maior leiteria de toda Paulínea.

PAULA SABIA PALITAR OS DENTES COM PALITOS PERFEITOS

Paula bateu as botas. Era ruiva, uma boa atriz pornô de vhs à cinquenta centavos. Ok. Aopa. No jornal anunciam veículos.

Ela tinha o corpo dum bolinho de arroz. E mastigada, como que se dissolvia, a preocupação saindo do banquinho da alma pra outra freguesia, de fininho. É claro que devo dizer que se a morte é a última encrenca então não há confusão.

uma cacetada onírica de Antarctica maravilhando
a vida
extasiando a alma
destruindo a hemorróida do banal
o instante constrangendo-se,
o rubor é pura felicidade

sexta-feira, junho 26, 2009

LARANJA MECÂNICA, O MAIS NOVO BUTECO DE RIO CRARO



Pois é. Tamos aí com um novo buteco (meu sogro, Fábião e eu). Em Rio Craro, é claro - (na av 76A, na esquina, rua do SUPERMERCADO FURKIM). No ARCO ÍRIS. É nóis. Como diria o Sebastião Casa Grande "arco íris, que poético". É que a parada fica na quebrada. AOPA: barzão rock and roll. Sinuca, sonzera, cynar. Tá certo, tem vez que a vizinhança pede pra botar lá um som bosta, pega o dvd pirata emprestado da Tia Edilene - mas no fim também dão lucro pra caralho e o rolê fica elas por elas. Mas tamos aí - hoje tem mais rock and roll no Laranja Mecânica.

PS: Em breve som ao vivo na parada, Moacir, Vancile e Antônio e Chuck Berry no rolê from hell.

segunda-feira, junho 22, 2009

CLUBE PAÇOCA

A edição número 12 da revista eletrônica Maria Joaquina traz mais um texto do Mariones. Trata-se do clássico conto "Clube Pacoça".

Pra acessar essa fundamental peça literária, é só clicar:


http://mariajoaquina.org

terça-feira, junho 16, 2009

A DESPEDIDA DA FNAC

Foram seis meses de trampo registrado. Guardarei boas lembranças dos tempos na FNAC Campinas. Das colegas e parceiros de trampo, da simpatia da gerente, dos livros com desconto que comprei, e dos que levei pra casa por empréstimo. Longos seis meses. No fim, tá tudo certo: não aguentava mais pegar o microbusão de varejeiras em frente a prefeitura, maldita linha 244 - apinhada de malucos, ancestrais da diarréia, e joanas-zezés tagarelóides pra depois cafeinadão ficar de pé por árduas oito horas num xópis. Acontece. Mas tudo bem, aopa, foi uma experiência gratificante - trabalhar numa livraria é trampar numa loja de livros.

segunda-feira, junho 15, 2009








três dias sem tomar banho


uma trufa de uísque da Padaria Copacabana


o poderoso fumo de Biff Reynolds



a certeza de que, longe de você, tudo nasce vazio

DARK ESTERCO III

Colocar na cintura - ou numa canela, quem sabe- um cinto na cor prata, gelatinoso - que tal um pijama jeans chefe? Enriquecer vendendo algodão doce no Benitão é dureza. Meu amigo Fábio tem uma frase boa "não vai roubar a loucura dele(a) não". Mas qual a utilidade da frase? É simples, o camarada está numa brisola agradável, apropriada, admirável - e então surge um pescoção, ou um mané e estraga a nice, começa a dar mula. Aopa. E as lantejoulas pretas ao zilhões querendo revestir todo o PALÁCIO DO PLANALTO.







sábado, junho 13, 2009

O DIFÍCIL RITUAL DO SILÊNCIO

Às vezes, manter-se bêbado e calado é um baita desafio.

A DUPLA INCRÍVEL


A dupla incrível. O dueto invencível, pro parceiro andar confiante pelo fim da tarde. Os passos macios também não escondem sua grandiosidade. É claro que falo da dose de VVC mais uma lata pra viagem. Fechou.

OS PATETAS DO SUCESSO

O homem da publicidade é ganancioso. Ele é igual ao jornalista. Desprezam a literatura. A-DO-RAM simulacros. Usam o dicionário como meninas de berço. Precisam treinar a sinuca da vida.

sexta-feira, junho 12, 2009

SEM RUMO

Acordou. Os olhos, lentos, procuram substâncias verossímeis. Vagarosamente esticou os braços para o céu, muito preguiçosa...Hmmm, agora o bocejo, uaaa, outro bocejo; remelas, notou a presença de secas remelas grudadas junto a face e nos bolsos do paletó de madeira verde, invisível. Que moleza...Com essa terrível e eterna languidez, minando todas as energias, se espichou num átimo e saiu correndo no cacete.

terça-feira, junho 09, 2009

segunda-feira, junho 08, 2009

OUTRAS DESCRIÇÕES: POTE DE MAIONESE



De plástico e pra porte médio-ogro é o pote de maionese. Fonte de luz canina, o paladar aguçado o deseja, sem mais, sem centrar o percevejo medo via gengiva. Dúvidas dissolvidas numa potente lama do último tapete de Van Gogh, não use faca sem corte, não limpe a boca, exibirás o credo imortal - porra, pior que maionese ! jJamais, jamais (essa parte er\a pra apagar) esculpiremos colarinhos. Colar, colarinho, em macho é brega. Colarinho de chope tanto faz, tanto faz se jogar a serpentina ainda é moda em Santa Gertrudes. Querido pote manco: o fim se aproxima, você aos trancos pra terminar como estoque bélico embutido no armário, oco potão de maionese sem mais profundidade para mergulhos- depois de abastecido de molho o chão da sala. oss beiço dos louco, o fogo que paparica o pedágio para o reino do colesterol - servirás aos mortos como caixa de palitos. Será lembrada pelos amigos de doze anos do Marcelo como lar de novos cotonetes, porta-confetes, rima a Tininha. E digo aos que a usam como xampu, que nunca conheci seu - mecanismo de rosquear. O feche sóbrio, alaranjada metafísica de unhas em slow motion, abre, fecha,as franjas arisco em fricção, nunca vi grávido um homem fecha-lo para não esfriar o ouro da bisnaguinha, outrora sequelado como gíria pejorativa do burro-brasileiro, é o óleo que cria. Se você cai no chão, tampa, é um privilégio para a alma do sono não-pesado, a tampa tamborila miúdinha bamboleia na little fissura- rebola ruidosamente suportável para o intelectual que vive dentro da sala de aula.

quinta-feira, junho 04, 2009

ESTAÇÃO LITERÁRIA


Tô dando um tempo de ficar fritando só na estação literária. É claro que não deixei de lado os mestres. Não. Mas, de maneira geral, tenho lido menos "romances". Ui. É um negócio muito monótono, você sabe, só respirar literatura séria e linhas enfileiradas com a ajuda da razão sofá. Restringir a maionese a uma só canção é coisa de peso pena. Vou mais pra lá da esquina da Copacabana, sempre. Aopa. E nesse meio tempo arrumei um livro novo. É. Mais um. Livro velho novo. Depois de visitar o correio, hoje a tarde pulei lá no sebo do Edson, na rua 1. Pra variar. E assim resgatei um livro do escritor inglês Will Self. Vou ler a bagaça depois escrevo algo sobre aqui no Vozerio. Ah, e pra quem gosta de entretenimento acessível, a boa pedida é : http://www.liveleak.com/mp.swf?config=http://www.liveleak.com/flash_config.php?token=fc0_1243424473%26embed=1 . Dica do primo.


SOBRE O ANSSIM

Evito pronunciar a palavra "assim". Prefiro "anssim". Bem melhor espiritualmente ou foneticamente.

quarta-feira, junho 03, 2009

VAM



Na padaria Veneza estava uma jovem sentada no chão, de shortinho da bad boy preto, cabeça ferida na lateral; era-me desconhecida a cabeleira rubronegra. Sete pães e meio croaçã! e o nariz adunco e a cor da pele foram vermelhorando inescrupulosamente, onde nada encontrei no semblante dos outros fãs de pães, tomates. Nada de saber a entidade, a identidade da menina sentada no chão, que devia ter uns 10, 12 dentes. Devia ter sido pega de surpresa por outra jovem ciclista que passeava de boina pela rua 5, quatro da tarde. Não há praia em Rio Claro. No entanto, existem surfistas. Quando se é jovem, ao entrar na padaria Veneza, o reumatismo não ataca os ossos fixos das pernas. Em qualquer reunião social, se me permite, pergunte com a voz cheia de drive de dreher: e a ciclista machucada no chão da Veneza? A gente morre para si mesmo, torna-se frio apresuntado diferenciado do mercado, visto como grama em tudo que é salão. A Veneza está em reforma. Quando reabrir, aceitará encomendas, é um novo universo.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...