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Mostrando postagens de 2010

ABRIGO AGRESTE

Como diria mestre Zanzi: "olha a garagem do TarzÃ!"

sebo do Édson + Zoega = sucesso, chefia (apenas una tarde de quarta-feira, sem trabajo!)

/ você percebe que é una mercadoria legal pra dedéu quando abre o messenger e aparece "dado dollabela casa-se com george lafond na suíte Palace". que me importa, amigón? porra, e eu que só queria entrar pra falar com mi vida. ACONTECE.

acabo de vir do sebo do Édson. rua 1 estralando, quatrão da tarde! e efetuei agradáveis troca de libros. dispensei o livro de contos do Paulo Henriques Britto, "Paraísos Artificiais". ótimo tradutor, péssimo prosador, o Pauleta. São contos detestáveis, desparidos em imaginação e toque de senso-maionese. Bom que troquei esse y mais outros, entre eles "semiótica" do Peirce, época em que fritava nos signos e symbols com o Dema, professor da Unimep - bloco oito, quantas recordações! Mas, como diz o Fúrio Lonza, "semiótica: velha caolha". Tô fora. Resumindo: as trocas foram extra-agradáveis. Dos títulos in español, mais a prosa do Braga e do Cyro dos Anjos! E ainda Lêdo Ivo - porra, aí é sacanagem, verdadeira aula do que…

retornando, dia desses...

limpeza da corrente?

Das leituras em trânsito, Llosa y Graciliano são as que me tem feito repetir a exaustiva expressão "vou de Buenas Pizza Contentamento séries again, meu chapa."

Cheiro de graxa. Prazenteiro Bicicletaria, rua Nova Iguaçu. Tarde tranquila de céu alaranjado. Seu Inácio regulando os freios. "Tá ótima essa Barra Forte!". Vermelhona. "Tá rugindo!"Ele franze a testa "Não. O freio traseiro ainda não está bom". A calça social, nascera cinza e agora não poupava aos visitantes sua felicidade de contornos em língua(s) preta(s), combatente de Cecis e Velotróis sanguinários. Rasgos são rasgos. "Quanto tempo tem essa calça? Ahhh", No joelho esquerdo, o rasgo monstro: "agora sim. veja". O freio pronto. Macia a mão ataca o freio, grúm! preserva os dentes: não-escoriações galantes membrais pelas perigosas ladeiras, trombadas-zica em kata-entulhos.
O cheiro de graxa intensifica-se. "óléo ou graxa?". Seu Inácio ri, a palma direita alivia …

rápidas considerações sobre o rock español (punk77 trippin')

há algo no rock español que me encanta. encanta tanto que me viciou comprétamente. escuto em qualquer planeta, espaço-lugar, nú no telhado, no celular, a navegar na net bolando idéia com os trutas, com Goethe - e com mi vida.
me deixa inspirado. me faz mais vivo y fuerte. tá foda, tá bão bagarái. e fuçando em sítios e no soulseek vou descobrindo muchas canciones, coisa fina, chefia.
miro la data da gravação dos álbuns. sentimientos fodas que as pessoas acredita(vam) paridas em anos que agora parecem distantes. nostalgia bruta.
o mais legal de ter una banda é provocar aquele refrão que arrepie as pessoas, faça bradarem las tazas, compartilharzión plena, sorrisos apertando-se, estralados, e los cuerpos fornecem dança, almas perturbadas dirigem-se ao tranquilo passo, sí. viva lo caminho estrellado, vívido, punkficador!



Ontem, véspera de natal, estavam "todos" camaradas na área: Danilão, Casão, Frankin, Ivão...
Só que eu estava com sono e acabei ficando em casa.
Só sairia de casa pra ver uma única pessoa. E permaneço pensando,incontinenti, nela. Boa tarde. Uma hora em ponto, agora.
Eis que estou caído da cama. Recém caído: oito e seis da matina, véspera de natal de 2010 e estou bebericando o café, pronto pra trampar até meio dia. Tá tranquilo.

estreitos da avenida 9

meia-égua. meia-água. muito bom dia, meio dia. o sol fura friiii, a dúpra PUPILA. fecha a luz caralho!
gregório Boa Morte passou por outra microcirurgia de redução do furor - esteve contemplando asperezas da noite riocrarense. essa foto é da ordem do afeto central, estreitos da avenida 9.
Como é bom ouvir o bom punk rock cantado em espanhol. Crássicão, naipe 77. Três notas, bateria aguerrida, refrão grudentão - baixo nervo, e a batera cada vez mais desbravando tudo que um dia foi monotonia - pulsa forte pra explodir o céu em vitalidade, brôômm, e das letras surge o ideal da amizade, camaradagem e pra não falar DELA, que desperta o amor de verdade. Vida longa ao punk róque em espanhol!!

me empresta esse refrão, chefia

Agora pouco o amigo Barquinhos me passou link de vídeo do Youtube, à título de nostalgia. The End Is The Beginning Is The End. Gosto desse refrão. Das linhas do japa permeando as bordas da canción, tétrico-saídinhas. Boa pedida.

RIO CLARO DECORAÇÃO NATALINA: "SHOW!"

Já é tradição. Nem preciso tirar do bolso os adjetivos. A decoração natalina de Rio Craro, especialmente no centro da cidade, fala por si só. Aopa. Groriosa, exala GRoriosa toda sua essência. Aqui, podemos conferir adornos pelos postes da rua 3, centro da cidade. Que tal?
Tarde agradável, vi com a rapeize Alien - O oitavo punheteir, haha. Agora, à noite, Casão, que chegou na terrinha com a esposa e tudo mais, vai conhecer a patroa. Boa tarde!
atiro-me horizontalmente. de mãos unidas, como numa perfeita reza, estou dentro da nuvem. embarco, não paro, o corpo segue, prossigo, flutuando em jato, surf-kamikaze-maionese. respiro azul, procurando as avenidas sem número do céu. o tempo, límpido.a saudade, infinita.

Sentindo Na Pele / Kan Door Huid Heen (2009) Drama/suspense de estréia da diretora Esther Rots

(sinopse no maior estilão ctrl c , ctrl v.- tô baixando essa birosca.)
Uma agressão brutal muda a vida de Marieke. Ela deixa o familiar ritmo da cidade em troca da solidão de uma casa dilapidada em um campo vazio. Seus medos irracionais na fazenda gelada são um esforço constante. Com o começo da primavera, sua curiosidade pelas coisas novas que cobrem a podridão fria do inverno a puxa para fora do interior sufocante de sua mente. Lentamente ela aceita a ajuda de John, seu vizinho, assim como as estações, ela também muda.

LOS BASTARDOS

Dois momentos marcantes. Duas almas: Fausto e Jesus. Peregrinação grindcore, pão de cada dia. Gringos X Tchicanos?Sarcasmo em trocação de idéia proletária. Nebulosa luz da piscina, toda azul. Drugs, falta de perspectiva, banalização do junkie way of life. Mundo sem lei, porra. Assista. Oitenta e seis minutos bem gastos.

MURILO RUBIÃO NA MINHA GOMA

A campainha tocou e ninguém quis atender. "Encrenca", meu tio considerou. "É o Onofre" disse eu, tentando ser o engraçadão. Fui até a cozinha, bizôiar o monitor da câmera. Nada. Ninguém. "Interessante". Retorno ao meu gibi. Ah, não é gibi. Trata-se do pequeno caderno azul. Caderno de conferências.
A campainha tocou e era Murilo Rubião. "Prazer, mestre". "Pode entrar!" Ele assentiu, todo terno, com a cabeça. "Senta aí, chefia". Eu, ansioso-falante-maionese vendo o grande escritor todo aprumado em traje socialzóvisky dos anos quarenta, arrematei: "Quer uns bolinhos, um refri, águinha gelada?" Numa rara candura, murmurou "Não, obrigado...". "E cachaça?". "Obrigado, não estou com sede."
Fiquei ali, sentadão de berma, tomando água geladona no bico. Eu de buenas, no meu sofá de acrílico. O Rubião na poltrona. Comigo aquela sensação de "espera só até os filhos da puta dos meus amigos sabere…

ELEVADOR BRANCO EM NOVA FASE

Aopa. A nova coqueluche? Acompanhar o Elevador Branco. Que porra é essa? Parido por mim, Zanzibar (ou Harris, Velho Marinheiro ou Felipera), Barquinhos (ou Marcinho) e o Zé (ou Cabelo, Hellhammer) tivemos essa idéia pra estender os diálogos que se formavam em torno do Elevador Branco Real. E, pra ser bem claro: mantemos esse blógue para fins "edeotas". E faz uma cara já que a parada tá por lá. Aopa: sim, o EB teve períodos de glória, e a maioria de ostracismo. Mas tá de pé. Aí chamo a todos pra animar a birosca. É, numas de ressuscitar a bodega, tô aqui passando a letra aos poucos leitores do Vozerio (se é que os tenho) pra passarem 1 pano no EB. E pra inaugurar a nova fase, uma linda história:
Clica aqui: http://elevadorbranco.blogspot.com/

just for today, módafóquer

É...conceitos não inertes pra gostos e afinidades. Isso é constante por aqui, chefia. Mas...
Mas...
Fosse-me dado hoje, a escolha por três escritores brazucas...
No "quesito" prosa, claro. Nelson Rodrigues,indubitavelmente, seria o primeirão da lista. Mestre Graça em segundo. Graciliano Ramos, aplausos. Sabia escrever com a ponta do galho da árvore carcomida dos dias. Que concisão. São Bernardo, crássicão. Que visão de mundo maturada, páginas abertas sob o peso dum punch árduo, urgente. E o terceiro lugar? O terceiro lugar é que tá osso. Aluísio Azevedo, Mário de Andrade, Machado, Plinião, Rubião, Lucio Cardoso, Cyro dos Anjos, Guimarães, mestre Lima...
Vou de Rubem Braga. Só por hoje.


MUITA FOLIA NO NATAL DE CÁSSIA JONES

E atenção para as excrusivas confissões!
Dia 9 de Dezembro – Quinta-feiraNossa Senhora AparecidaDia 10 de Dezembro – Sexta-feiraNossa Senhora do RolêzinhoDia 13 de Dezembro – Segunda-feiraCristo ReconfiguradoDia 14 de Dezembro – Terça-feiraNossa Senhora de FitinhaDia 15 de Dezembro – Quarta-feiraJesus, Maria e Mário JoséDia 16 de Dezembro – Quinta-feiraSão Miguel Arcanjo e Ricardo Valério HairstylistDia 17 de Dezembro – Sexta-feiraDivino Salgado





AQUI TEM! XAMEGO...

Este é o produto que ando consumindo. O bom leitor(a) que acompanha o Vozerio, sabe que tem mais de cinco meses que não DESÇO uma gota de cachaça. O coro das opiniões então se divide. Uns procuram ver os benefícios: "pô Mário, você emagreceu, ficou com o rosto menos bolachudo" - há ainda a questão da saúde, enaltecida com a típica: "que bom Márião, você não tinha limite pra beber mesmo". Já outros são os fanfarrões, zombeteiros, "um homem que não fuma nem bebe?". Pra esses eu tenho que negar doses de tequila, convites pra cervejadas e afins.
Aviso então à todos: Xamego de 3 litros é a nova coqueluche do Lemão. Não se preocupem. Aqui tem Xamego. 3 litros de pura alegria e líquida descontração.
E agora assistirei "Los Bastardos". Ver qualé que é dessa película. Boa noite.
E o sábadão hein? O esquemão será sair com o pessoal e ver qualé que é a boa da náite. Sigo aqui ouvindo canciones esbeltas, ainda um pouco aturdido com a Panic Nóia de sexta. Mas faz parte. Vamo-que-vamo!
Duas e poucos da tarde. Sexta "quentíssima". Sou tomado por aquela moleza quase mórbida. Dá trabalho falar com as pessoas. Parece que há esforço enorme ao empreender o "boa tarde, tranquilo?". É.
Meus resquícios de AgoraPhobia, Panic Attack, Panic Disorder voltam. Há extensa ânsia de vômito, infindável. Dentro do peito, o agente estressor é maior que os mecanismo de defesa. Amigos ao meu lado tentam me animar. Em vão. Estou numas de deprê gigantona. Morto-vivo. O pior são as lembranças terríveis dos dias de perpétuo sofrimento.
Tomo providências.
E lá se vai, a tarde de sexta. O sol se expande numas de fritar todas as mentes e corações, e estou de pé. Três e pouco da tarde. Consigo respirar. Volto a ter "petíte" - a ânsia camba da biqueira. Consigo sorrir.
Fim de noite e tô meio zorzo. Comecei o dia empolgadaço. Aí no meio da tarde, o sono. Calafrios falsetas? Talvez. Cabeça heavona, pesadona pra dedéu. É como se o olho direito quisesse forçar mais a barra que o esquerdo. Acho que, no meu esforço de não dormir, meu sono tem sido chinfrim - e dar conta de zilhões de coisas ao mesmo tempo, sometimes faz com que tudo exprôda, decididamente. Percebeste?

RIO CLARO: AVENIDA 5, ESQUINA COM A RUA 7

Avenida Cinco. Aquele bar de esquina, com a rua sete. Cara de lanchonete-malhação piorada. Uns rostos gordos, pessoas sem critério pra vestir-se. Ficam vendo "o movimento". A cada meia hora passam dois carros. Alguém estaciona o Audi,bem parceladinho. Há poses, barrigas encolhidas, "o seu copo está cheio?". Camaradagem total. O exagero do bom gosto, indiscutivelmente, chefia.
Advogados versados em Aristóteles em posição. No cardápio da fauna ainda: gordos farinheiros enrustidos, falidos-mind in camisa pólo limpinha, e as eventuais e promissoras porpetas, aplaudindo fofocas, por dentro e por fora.
E agora, "coméRcio até mái taRde", tudo ao redor deste pequeno e distinto antro veste enfeites natalinos. Luzes amarelinhas. Requinte. Produção.Haha, retratos formidáveis da vida rioclarense.

AINDA HÁ TEMPO PARA AS QUIMERAS-MAIONESE?

Ou, como escreveria Hugo: "cada qual devaneia o incógnito e o impossível, conforme sua natureza".
Formam-se palavras na cabeça. Da cuca ocorrem "descansos de tela", sometimes tão toscos quanto aquele simprão do windows, fundo preto e uma frase perambulando como bambolê beldo em noite de Sukita com Véi Barrêro. Frases esquizo, conceitões, "gravuras", socos, GUSPES, vaidades, rolêzinhos mão no bolso avenida da saudade. Eu pedia muita cerveja ali perto da avenida da saudade, falando nisso. No mercadinho verde.Pedia a mim mesmo: pagava e tentava compor algo que me soasse agradável, sopro eufórico parindo sem dó a justa melodia.

LA GRANDE BOUFFE

Vou ter que novamente assistir esse clássico. Como gosto dos diretores italianos. Zurlini, Pasolini, Fellini, Tornatore, Argento, Visconti, Leone, Rosselini, meu xará que pulou para o além mar, De Sicca, Scola, Márião Bava, Moretti,Antonioni! AE, VÁ TOMAR NO CÚ!!! AOOOOPA!
Ao pingar, a gota escava a pedra. Grande Lucrécio. Sabia tudo de bola. Certamente frequentava o Alvinho. Grande Parada Obrigatória, a rua 1 estende o vermelho, reluzente tapetão. O deguste antigo: o copo violentamente estraçalhado goela abaixo. O baque dionísiaco. Estilhaço do EU - me despeço do tempo, solto-me here now maionese, parte do todo let's go bolacha, avalanche de sensações fodóviskys, sucessivas e novas.
Agora, não. Demoro-me. Toda alma, teu olhar. Me perco, naufrago livre, poesia cosquin além crepúsculo. Minha vida, mero detalhe. Meu coração Ní sangra eterno.

RATO CACHAÇA, GARRAFA NO BARRETOS - ESCAPAR ILESO É IMPOSSÍVEL

Rasgar. Ratazana do pântano. Arrastar. Poder Podrão. 1-2-3-4. Destruição Dançante. Peso, em Mizão. Brutal - coisa de farofeiro. Fuck off and die, faixa 1 do Feijoada Acidente, quantas vezes eu e o Danilão escutávamos antes de fazer um som. Fodera Geral, essa era crássica, composição do Beck Ronalds. Escapar ileso é impossível.
Matéria-massa humana ramones enquanto despertador, sonzera som vivão, sonoplastia demente legalzóvisky pra dedéu em monocarne. Num quarto escuroalguém compõe, prantos em fúria, sol maior e confiança, dedos em carne viva, mão direita chamando esperança. Crackeiro não simpatiza com Camões. Vagamente ando pela avenida da Saudade! Sempre ela, abrigada em onipresente neblina!
Ontem sonhei que caía do penhasco de concreto. Vi muitos amigos saltarem. O primeiro que se jogou para a morte, estarreceu-me. Olhei pro lado e falei, "ele não está se matando". Mas ele estava voando. Dedilhando o vento com o peito aberto. Lentamente alcançou o solo. Tentou cair de pé …

Jello Biafra and the guantanamo medicine of school dia 5 de novembro

Mal comentei aqui no Vozerio sobre o show do titio Jello Biafra. Noite de cinco de novembro de 2010. Aopa, eu lá: RxDxPx + Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine. Local: Hangar 110. Nota: 8,25. Faltou energia ao final do show, no meio de Holiday in Cambodja. Acabou a porra da luz. Final à capéliS. Fora isso, sem comentários, fodóvisky o rolê, titio Jello até jogou água pra batizar de escárnio meu cd do Olho Seco. Aopa!
Valeu primão Sebastião Casagrande, Gabi e Segunderas, pela companhia, risadas e hospedagem! É nóis!

BURN MY EYES, MARIDO DA CLOTILDE

A queimar os olhos. Tão forte a dor, gritava a plenos pulmões, o ódio, GRINDCORE, perto do meio fio. A brasa - a brasa lhe consumiu tão rápido, a mulher, o filho aleijado. A queimar os olhos, o corpo esmorecendo, tombava de lado, como cocô. A voz não: o pulmão de gelo, o grito espelha-outono-trevas, ardia a tarde. A queimar os olhos: queimava junto, túmulo, os ouvidos do céu desbotados; desaparecidas as almas austríacas de 1920, o vento não se acalma, o grito, a angústia acelera, o mundo retoma a dor, arrefecimento não basta. O grito brota, carrega a órbita, a queimar os olhos.
O corpo descia, queda perpétua. Não pára. Queda livre. Ele não pára de cair. Ainda ouve a voz que tinge a calçada. Percebe a redoma das almas, dissolvendo-se em pranto: numa mesa ricamente servida, o velho homem sem pressa engole os olhos queimados, desperdiça o arroto.

SÁBADÃO ESTRALANTE NO DALLAS

é, e ontem o sábadão foi estralante mesmo. aopa. lascamos o foda-se, "sapecamos" o foda-se e fomos rumo ao Dallas. ouu iéé. pra quem não tá ligado(a), lá é o recanto do submundo riocrarense, situado na rua 1 - ouu iéé. "é o bar que fica até mais tarde". aopa. e tava bem divertido. depois conto mais. falou.
é, o sábado. grande sabadeira. sábadão róquenrôull. vem aí novidades do Garrafa Vazia, chefia. a chapa vai esquentar de acordo. tá certo. aopa. mas é a imagem dionísiaca mariônica é do que trata este post. como se vê não configura-se como post colorido. não, não.

ultrapunksambarilóvi existencialismo new responsa

Publicar postagem!Daqui a pouco, aqui-agora, right now - vamos morrer (exploda os miolos, Tommy) e ninguém que é meu amigo vai poder reclamar "ah-ui-wow-uff", cala a porra dessa boca - chama a responsa no peito e tinge de viver - go refrãocachaça fly bosta, puerra! É o ultrapunksambarilóvi existencialismo new responsa.

MACHINE GUN BLUES

Acabei de ouvir o novo single do Social Distortion, "Machine Gun Blues" e confesso que achei bem fraquinho. Tomara que o pRaY, que não tardará a sair, seja bão como o maturidade rolê do Mike-responsa no Sexo Amor e Rock and Roll. Aoopa.

velha neurose novamente

vira e mexe e o medo reaparece. a raia da loucura toma-me a visão. os sentidos. fraco nos braços mentais, sinto tudo ao redor despencar. perda da lógica, pra que existe maçã se a transfusão corre em dor e depressão? desrealização. perco o respeito por mim mesmo (?!?!). não que saia por aí de cueca atolada de bosta. não. só piro, em velocidade inimaginável. e o tremor... vira e mexe, o medo apunhala minha sorte. porque? abuso de drogas? insanos rios de café? tretas e bad trips do passado retornando para o festim? não sei. sei que nessa tenebrosa estrada sem fim, eu suo frio. ou respiro o vazio do descontrole. extingo o sorriso. tudo me é sem vida, mais ilógico e cabuloso, torturante, fronteira sem voz. sinais mistos no cérebro: morbidez e estranhamento suicida. tô fora. agora tô melhorzão.

geralmente não carrego o pânico em si, mas algo louco, indescritível capítulo de velhas neuroses. começa com alteração da frequência visual. depois a tal da história sem sal: o mecanismo de defesa é m…
Num dia, o velho pai soube que a filha era biscatíssima. Apareceu, lá, de repentão e viu a filha de cócoras, lustrando as bolas dum rapaz. Perguntou: "Onde está o corno do teu namorado? E, como uma fera, sumiu, empinando a CG, com o ânus em chamas.
três da matina. tô felizão. e demais da conta, chefia.
Parceiro pra usar drogas qualquer um tem. Basta dinheiro, cu, ocasião, nóia.
Amizade de verdade é na lama que se consolida. Isso é óbvio, sim. Mas a cada dia que passa isso tem mais importância, indiretamente, pra mim.

ROCK HORROR

E OS GARRAFA entraram no rolê sábadão, pra arranhar um punk rock no Kingston, lá em Limeira. Fazia uma cara que a gente não tocava. Muito menos ensaiava. Gnominho tá morando em Analândia, então fica osso. Mas isso é de praxe: tacamos o foda-se, driblamos os imprevistos e previstos. O que se viu e ouviu, foi muita microfonia, notas beldas, a Aracy, velhas canções de horrores e desamores, e tudo o mais que a roça tem de pior. Foi bão. Valeu macacada!
Tirando as brigas (que merda) e mais um ou outro que perde a comanda (haha), tá tudo certo. E que beleza-ride. Valeu ao pessoal que chamou OS GARRAFA. Saímos daqui com 17 pessoas na van e mais o pessoal do Anguere, que foi de caranga pro bang. Na noite ainda, OS PATETAS, de Pira, rolando crássicos do punk.
Aooopa. E que o Gnominho volte logo pra Rio Craro, que temos que ensaiar o novo shitlist e gravar mais sons. É nóis.

ROCK HORROR

E sábadão tem Garrafa na área. Estamos preparando um shitlist recheado de crássicos, chefia! Mais uma noite foda, sem dúvida! Aquele abraço aos amigos leitores!
Estava eu no meu leito de morte, e não sei roncava, se babava, ou apenas dormia; profundamente eu reinava, suando sonhos desgraçados. Nesses lindos sonhos, degolaram minha galinha Jurema. Eu era menino. Meu pai não vira a carnificina. Meu irmão nunca nasceria. E cortaram minha outra galinha, a Ondina - em 7 pedaços de ódio e rancor. Então um grande olho DE ALHO, com cicatrizes negras DE FISSURA, colocou-se entre o sol e minha pobre retina suada. Desgraça: para meus pés beijarem líquido, despencando o falso asfalto, desabo, coreto de Cordeiro, maio de 1989.

FAÇA VOCÊ MESMO!

Se pra Sócrates há o intelectualismo da moral, na famosa brincadeira => VIRTUDE = RAZÃO = FELICIDADE, pra mim há o punk rock.
Que coisa tranquila e agradável... pegar o violão numa tarde chuvosa de sábado. Arranha aqui, arruma um power chord e logo se começa a compor. Riffs, pesadelos. Afetos, revoltas. Planos. Luzes e trevas. A voz vem do fundo da alma. Sem saber pra onde ir, virar, regurgitar, pirar, aplainar, subir, descer, veloz, em ska, em alPHA, fodendo tudo no refrão, ímpeto hardcore ou não, estamos juntos, o punk e eu, esquartejando LO TÉDIO! Não negues! Não se esconda! Faça você mesmo !

MEU SEGUNDO LIVRO DE CONTOS

Aooopa. E aí cortesia, tudo em riba? Pois então, a proposta é a seguinte: você recebe os emails do grupo Arte Cultura de Rio Claro? Sim? Não? Você quer desligar-se do grupo?Acha que o pessoal é conscientizado pacas? Acha muito massa os convites pra eventos e exposições dos artistas da roça? Curte uma vibe engajada? Haha. O que acha de COMOVENTE naquela joça? O que respira ali de realmente salutar – espontâneo – mérito real? Essa e outras questões coloco aqui no embate, chefia. Tá certo.Pra mim, a grande maioria daquilo ali é lixo reprocessado. Perda de tempo. São fábulas diárias de conclusões-azeitona. Discursos vazios de seres com propósitos mentirosos. Bundinhas lindas, que exprimem ignorantes sua cólera MTV, tomando ilustres túnicas verbais do ridículo. Para ganhar a VIDA E SEUS SABORES – estudantes universitários da existência, atuantes no onanismo alheio, com muita classe e ousadia. Há também, claro, os novos heróis politizados. De estilo demasiado fulgurante, enclichezados e art…

se a madruga corre comigo,

As mãos de mendorato definham o rap do eunuco
vingando a lua nervosa da Noruégua
Os dentes do portão de chumbo de fechadura tão nostálgicos
esperam impacientes pela velha viatura dos anãezinhos cósmicos de Iracemápolis!

Donde andará Carlinhos?
- seu pijama em forma de melancia
- sua puta, louca de alface descabelado- seu baixo Eagle envenenado em LÁ bucetão

Se a madruga corre comigo, eu sou fera-nenêm Estou disposto a negociar Amanhã desprezo o sol, as queimaduras são de tinta risólis as queimaduras não estão mais no meu sonho
sexta-feira na área, chefia. ritmo de brasilfolia, meu chapa. bora sair? bora ler quinhentas páginas de Dostoiévski? bora construir joelhos de ar, pernas de ilusão pra Tininha conferir de sorrisinho lolitesco? talvez. vou pra gandaia grindcore, reunir os velhos amigos e partir destrambelhado rumo ao andar sem destino! uma boa sexta aos amigos leitores!


VOLTAIRE AQUI NO VOZERIO DO INFERNO

Gosto de zapear algumas frases do Voltaire. Meu hábito "Montaigne". Haha. Boi Zé.
Voltaire: esse truta investiu barbaridade na massa cinzenta contra as forças ocultas embaixo da cama, leia-se Ser Humano Baby Júnior Little. Século do Isqueirinho, chefia. Trans-históricA essa pegada de pensamento sem preguicite bosta.
Que tal exemprificar o bang? É. Vamos comentar algumas frases do ferinha:
"O repouso é bom mas o tédio é seu irmão".
Bem, Cazuza disse que preferia Nescau à morosidade, então prefiro Roy Orbison adolescente do que o Cazuzinha. Na verdade, essa frase de churrascaria é pra ser servida com codorninhas vivas espirrando tédio.
"A originalidade nada mais é do que uma imitação criteriosa".
Issae, macacada. Curtiu, Tininha? Ela aprova. "Tudo se copia", solta, peidando alface. Tá certo. É bão pensar naquela do Dostoiévski também: "o que sabe a razão senão o que já conhece?". O lance é que todo mundo se imita tanto na pista de dança do …

sexta braba, chefia

sexta-feira braba chefia. imagine você, eu no meio duma porção de gorilas branquelos. local: captain jack, piracicaba. "festa de 30 anos de jornalismo unimep". professores oclúdos tiram fotos com aluninhas besuntadas de glitter. foto flash fato show. uhul. é.
e o os gorilas branquelos de camisa pólo vermelha, maromba bofes dançam feito moçoiolas. com topetes mais ridículos que o meu, inclusive. dancinhas constrangedoras na pista, todo mundo é super feliz ali. alguma dupla, com bom suporte técnico (um gordo altão de chapéu é o produtor deles) toca "Mila", do Netinho. todas as músicas são iguais. o discurso dos dois gordos em cima do palco é machista: "quanta mulher bonita, será que os hómi dá conta?". ah tá. desculpe, esqueci: estou numa "balada de sertanejo universitário". sim. até os nobres filhos de Milhonário e Zé Rico dão ar da graça. Wagner teria uma ereção metafísica.
minha namorada, jornalista, cobre o evento. precisa cobrir. eu puxo uma c…

O "FDS" DO LEMÃO

Contarei como transcorreu meu "fim de semana". Sexta-feira: festinha social. Uau. Soçáite. Imprensa local. Trajes chiquérrimos. Poses. Caras & Bocas. Bebida cara. Banda contratada: todos os estilos musicais do mundo. Flashes. Gays, olhadelas e alfinetadas magistrais. Políticos, barrigas. FIM.
Sábado: Festinha. Amigos. No meio do bloco dos descontentes, alguém tentando me ironizar. POXA, quem precisa ter inveja de mim? A falta de autoestima do ser humano me comove.
E O GARRAFA TOCOU ESSE SOM LÁ, AMIGOS LEITORES, AMIGAS LEITORAS:

E o domingo? Ora, o domingo...o domingo foi marcado por trabalho, voto nulo e a redenção. Sim, estou apaixonado, perdidamente apaixonado, macacada.
E a maioria dormirá sem nem ao menos um porre metafísico-sarcástico frente ao banal enquanto pressuposto básico do século XXI.

IRREGULARIDADE & DESEMPENHO MERDA DO TRICOLOR CONTRA GÓIAS E GRÊMIO

E o São Paulo levou uma piaba do Grêmio (4X2). É, há um BOM tempo que não dá gosto de ver o tricolor jogar. Será que o baque da perda da Libertadores ainda é o que pega pros lados do morumba? Nem é. O rolê é outro, chefia.
Aliás, essa palhaçada em torno de técnico-resultado incomoda qualquer um. Quando a equipe vence, o Baresi é o cara, será efetivado e tudo mais, aumento salarial previsto na fita. Na derrota, o discurso é outro: "ele permanece como interino, Sérgio Baresi é técnico interino do São Paulo Futebol Clube". Que merda.
Na verdade, não estou acompanhando porra nenhuma também. Que se foda. Embora, confesso, Tininha, que gostaria de ver pelo menos meio tempo inteiro do meu time. Queria acompnhar o Lucas (ex-Marcelinho) em campo e avaliar esse rapá, que espero, ESPERO vingar e tornar-se uma luz num setor que há muito tempo tá uma bosta.
E esse filme aí, SOBERANO, que estreiou hoje nos cinemas? Sei lá. Depois comento essa parada aí. Abraço a todos.
Caros leitores, leitoras, sigo ouvindo As Mercenárias. Discão de 86, Cadê As Armas. Caminho mais tranquilo, leitores, pra compor. Os sons me vêm mais facilmente à cabeça. Não sei se é a fase, época, ou tijolos do amadurecimento dando um salve. Vai saber. O lance é que tem que se ouvir muita música ruim e ruim e BOA. Merda, gol do Grêmio.

me perco nesse tempo

a quarta-feira mal começou e quero que a sexta chegue já. a sexta, invasão. sem grilo. é isso aí, cortesia. isso aí, chefia. sexta. tamos todos nessa. hoje é sexta - e eu, chapadão de sono, escutei esse som a noite toda:


ramones. ramones. rock and roll. johnny thunders. chinese rocks. gene vincent. refrões explodindo, grudentos. alma furiosa. baixo estralante. bateria presença. timbre da batera foda. backing vocal nervoso. ramones. sex pistols. clash. stones. chuck berry. eddie cochran. ramones. ramones. rock and roll. punk sujo. cramps. carol caraia. punk cachaça. punk do mato.

PERAMBULATION ATTACK

COMÉRCIO DE ALMAS NO PLANETA MAIONESE

Puta som fodão Nobody's hero, do Stiff Little Fingers. Crassiquera, meu chapa. Aopa. Bão demais. Fodóvisky sonzeration, fera.
Imagine só você, chefia. O sujeito chega ao escritório Bacana Choice. "E aí, qual é?" pergunta o funcionário, bela abordagem. Todo grisalho, cansado de se fuder sozinho, trabalha sentado relaxadão, com semblante de espantalho cozido, todo fudido, cera no ouvido pride.
O sujeito nem pestaneja, encara o atendente: "vim transferir minha alma. tô passando o refrão pro Aurípio". O tiozinho franze a testa calejada: "e você vai ficar com a alma de quem, rapá?" O que o sujeito responderia, você sabe, leitor(a)?
Eu sei. "Vou ficar com a alma do Jotinha!". Que alma esquisitinha. Alma do Jotinha! Que peninha...Alma que parece um saquinho de fritas, uma galinha - junky food farofinha. Pequenina alminha merda de minhoca.
Pra começo de conversa, essa alma trabalha na base do elogio. Só consegue engordar e mostrar serviço se a elogiare…

GARRAFA NO SNOOKER

e ontem o Garrafa meteu o louco e foi dar as caras lá em Araras. "PUNK WARS" foi o nome da brincadeira. Garrafa Vazia X Processo Criminal, de Cordeirópolis. Executamos nosso set list com adição de "Periguetes On Fire". Queria agradecer a Karen e ao Jimmy - o Sid Vicious de Araras. Valeu pessoal.
Estamos com dificuldade em achar horário pra ensaios, mas assim que essa merda for resolvida entraremos em estúdio. Temos uma grande quantidade de garrafa-canções no bolso. São duas demos pra gravar. E fora os sons que não param de nascer, risonhos e desgracentos.
É isso aí. Aopa. Amanhã tocaremos em Santa Gertrudes, evento beneficente, no Reppertório. Fica o convite a todos. Grande abraço.

ADORNO

"Desde que o mundo emudeceu o homem, tem razão o incapaz de argumentar. Não necessita mais do que ser pertinaz no seu interesse e na sua condição para prevalecer. Basta que o outro, num vão esforço para estabelecer contato, adote um tom argumentativo ou panfletário para se transformar na parte mais débil."

PASSARELA DOS POBRES

passarela. luzes, ação. garrafa vazia no palco, tocando "maçonaria dos pobres". na passarelas mulheres-cachaça e porcos-zumbis. belo desfile. rato enfurecido cospe sangue em sua guitarra. gnomo vira 300 ml de conhaque com CRUSH. oh yeah. o apresentador do evento? ele, Agradável Silva: calça branca, camisa pólo rosa, requintadíssima. "maçonaria dos pobres", o volume ensurdecedor, passarela dos pobres.
Por que os Anarquistas não votamElisee ReclusTudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase:Votar significa abrir mão do próprio poder.Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade.Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos “acima” de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas.Votar é uma idiotice.É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve…