domingo, fevereiro 28, 2010

#56

enlouquecidas poças d'água barbarizam a noite de Rio Claro. A rua foda-se flutua na mente mais apavorada que a sua. vozes eloquentes se derretem, agora, se apagam no tapete do clube da lady, porque? porque morre o falso presidente mais uma vez, morre entorpecido, do outro lado do vazio. o mesmo, cansativo ou imbecil. não tenho postura reflexiva? vai comprar auto-ajuda, filho da puta.

MONÓTONO-CARCAÇA

A vida do cara é o lado só de um disquinho.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010


Casa do delírio. Vire duas à esquerda. Agora, pronto. Aopa; pode entrar. A placa já garante; respeito. Respeito. Celso Jam começa no baixo, mizão desafinado. Letras rugem INSPIRADAS. Mande se foder quem não lhe respeita. Lucinha tá chapada de Domus. Todo mundo aplaude, ri e peida.

terça-feira, fevereiro 23, 2010


Semana tensa. Cheia de compromissos prum vagal. Tá tudo certo. Lado bão tem. Porque? Porque nada de monotonia: agitação, caos estilhaçando vidros num prédio de 345 andares, agonia suprimida. Uma semana agradável, eu diria. Semana PERIGOSA, PORRA. Fevereiro, eta mês do diabo velho.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

apenas estados de franca fúria?


Não há nada de novo no front.
Lugares cheios de GENTE BUNITA.
Cicatrizes, pra encurtar esse lixo de história.
Algo de bom pelo mundo? PAZ.
Todo mundo deve.
Portugal.
Dona Florinda.
Quem trouxe o oxigênio pro professor Chicago?
Amanhã todo mundo dá bomdia pô patrão.
Não chame isso de amor.
Você está espremido.
Tédio, playground de merdas.
Não.
Não.
A cada seis anos renasce uma alma santa num porão de bar.
Explodiram tudo.
Os sofás.
O conforto é pílula.
O conforto é razoável.
O conforto é confortável - porque a linguagem enche o saco.
Sede.
Não abra a porta.
rir - polícia - escuridão - tiros
Da série "Converso em belga com meu cachorro nervoso VI"
Torrentes
Nietzsche rezando
Não há mais nada
Eu fui traído e não fiz por merecer
Ótimo.
Quem canta isso, não sou eu.
Telhado triste, Palmeiras ridículo vence São Paulo idiota.
Bílis.
Intimando qualquer bandido zé ruela.
Incêndio no sábado.
Mais covardia em Rivers.
O buraco no rosto da humanidade, o nojo.
Alguma problema? Não.
Nenhum.
Não, tá tudo certo.
Suei frio, não você.
Passei aperto. Gritei morte forte no peito.
Você era oxigênio.
Eu reclamei.
Pedi ajuda.
Sou o chefe da dor.
Odeio veterinários com piadas de terça-feira.
Abram os olhos.
"Escolha alguém muito especial".
Mora em Londres. Foda-se.
Paredes? Pra que?
Cozinha é sinal de freezer aberto, disse você.
Peço desculpas pelas cagadas à um velho conhecido. Sou desculpado.
Continuo vendo bicicletas tristes lutando, sem cinco reais pra poucas horas de noite feliz, respirando apenas vida.
Convincente Van Gogh life estaile proto ska sambarilóvi crust.
Ficamos por aqui.
Meu pé não formiga igual o natal de 2004.
Revi velhos bróders.
Perco a esperança na assistência social da alma.
"Está se sentindo bem?"
"Se cuida"
"Se mata, se mate, morre, cala a boca".
E a mulher caída no chão, abandonada, todos mudos em convulsão brutal.

domingo, fevereiro 21, 2010


Ainda resistindo no inferno. Ainda sendo chamado pra gravar o "Curtindo a vida pra caralho 2". Ainda assistindo os mesmos episódios da comédia cotidiana. Ainda vendo pessoas gente fina. Ainda cuspindo no chão. Ainda resistindo no inferno.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010


Por motivos de força maior, ficarei em off por uns tempos. Mas acredito que tudo se ajeitará. Um grande abraços aos amigos leitores e leitoras desse blog.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

PIADAS FLORESCEM EM TODOS FUNERAIS


Quando tudo parece dar errado. Quando o otimismo toma um drible da vaca. Quando os melhores amigos se vão. Quando um banho de ferrugem a alma leva. Atenção: tudo vai piorar ainda mais. Fagulhas do desespero vão se desprender por todos os cantos. Num quartinho imundo de hotel, um homem-barata coleciona mais uma gonorréia.

Quando o sangue jorra torto, cambaleante. Quando você sabe que já está louco (estranhando o corrimão do pensamento, sua armadura, sua fala imbecil, a visão que lhe trai) faz tempo. Quando o trem atropela a fenda dos seus sonhos mais fodões,os de eterna juventude. Eram só bons tempos aqueles. Eram só bons tempos com muita sede de vida. Não é questão de apreciar agora os aspectos dolorosos. É apenas continuar a invenção, chafurdado e alimentado pela merda. Há trabalho sujo. Há como ser diferente - arriscando palavras sinceras, destampando o poder primitivo - pra irromper afora cada vez mais, passos gigantes distantes do rebanho.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

QUINTA-FEIRA: ENSAIO DO GARRAFA

Manhã de ensaio. Shitlist aumentando. Gnoméd destruindo. 2010 é o ano do Garrafa.

CARNAROCK

data:

13/02/10

hora:

16:00

onde:

Estrada Municipal Corumbataí-Rio Claro em Ajapi

detalhes:

CARNAROCK com Acid Glory, Garrafa Vazia, O Cheiro do Ralo, Maiden Hunter e outras bandas.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010


Não avise ninguém do perigo não, amigão.

TODOS OS CANECOS

São Paulo, que porra foi essa?

Tricolor TriMundial, é hora de mudar.

No último jogo, por exemplo: erros medíocres de marcação. Ataque oscilante. Uma bosta.

Reação, brio. Reação. Luta. Vingança. Porrada nesses timecos, nesses timinhos de Copa do Brasil.

E que venham os títulos :

Paulista. Libertadores. Brasileiro. Mundial.


sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Antônio Querido Fracasso vem aí. No gingado. Adora uma escola de samba. Curte faturar a mulherada. No meio da muvuca, ensaio da Escola Tijolos de Isabel, leva um baita sopapo no olho. "Ah, vai deixar quieto, Querido?" - todo mundo zicou o malandro.

- Ae,vou nada.

Antônio Querido Fracasso voltou. Levou um tabefe na orelha. "Ihhh, deu milho". E ele não recuava - mas só levava cola brinco, tava foda. Uns gostam de fita forte, Antônio Querido Fracasso.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

SERÁ O INTRÉPIDO CICLISTA HIDRATADO ?


Estou voltando pra casa. Vou pela rua cinco, centro. São duas da manhã. Será que escuto algum ruído? Sim. Trata-se dum ciclista profissional - radiante, chapeuzinho, óclinhos, acessórios mil, conguinha, todo uniformizado. E claro: não vive sem o shortinho socado no cu. Pedalando a bicicletinha, quer quebrar incríveis recordes. Preparado, vai de lancheira e tudo pra chegar campeão no primeiro dia de aula. Realmente, são infinitas as modalidades da imbecilidade humana.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

HOJE, NA TEVÊ MANCHETE: INSPETOR ZÓIUDO LEVA UMA NO QUEIXO DA AUTONOMIA

A queda. Trilha: Depression. Black Flag. Tô puto aqui.


Imaginando uma cena bem babaca, como é o seleto grupo "in happy hour" - sabe como é vislumbro da a maioria da classe média meio volt bananeira cheia de tititi. Vejo uma imagem qualquer, meio torta.É uma festa? Um super jantar? Sei lá. Há brincos, jóias, velhos pançudos brochas, poodles “tão bonitinhos”, aquele mau gosto de ascenção“novos ricos anarfas” que não querem fazer feio se alguém dar uma ironizadinha em algo em matéria de história da arte.

E a brincadeirinha continua. Explodem risadas de plástico por todos os lados, no banheiro m advogado anabolizado cheira uma coca “que ele pagou cara e vale a pena”. Na cozinha há um pacotão alegre de covardes risadas. Hihi. Hohoo. Haaa! WOw. É, são os estúpidos uniformizadas de idiota, que se abraçam - acho que brincam de quem mente mais depressa. Divertido. É edificante, realmente. Ó lá: os bacanas reunidos testando o repertório alheio (hahah). "Aí NY não dá mais!" Ah sim, não vamos nos esquecer.Cuidado.Temos artistas. Os intocáveis.

Assim, o império da covardia chiquérrima contempla mais uma grande noitada. Claro que numa grande sala bem iluminada acontece o rolê vip– com bolinhos de merda de gorila, green label em copinhos de café e o caralho a quatro servido por garçons patetas e espertinhos ao mesmo tempo, dá pra entender ou não, porra? Aí você também vê as rodinhas faiscando, as panelinhas “espertas", quanto glamour. E os indispensáveis tapinhas nas costas em massa, aquele espirituoso coleguinha de óculos roubando a cena: fala alto, todo histriônico - arrumando os elogios mais in -que sempre terminam com piadinha – aquela“sacada genial, arrasou!”. E a manada toda ri, hienas comportadas. Alguns não entendem, tudo bem.


E ae, zé ruelas: suas mentes nasceram pra comportar isopor ou lantejoula verde? "E calma viu gente: tem dois policiais amigos nossos aqui!"

Depois é hora de ir embora - um tal de “se cuida, volte sempre, beijo me liga”. Ao invés de “dá linha, vaza, cai fora, sai daqui caralho”, não. São as famosa despedidas acompanhadas dos mais clichês apupos fofos com melzinho escorrendo. É a linguagem nula, ZERO - numas da safra debilóides unidos venceremos, até logo gente”. Quer saber? Foda-se. Toda idéia de controle será currada pelo boicote. Autoridade é o caralho.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...