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Mostrando postagens de Setembro, 2010
Caros leitores, leitoras, sigo ouvindo As Mercenárias. Discão de 86, Cadê As Armas. Caminho mais tranquilo, leitores, pra compor. Os sons me vêm mais facilmente à cabeça. Não sei se é a fase, época, ou tijolos do amadurecimento dando um salve. Vai saber. O lance é que tem que se ouvir muita música ruim e ruim e BOA. Merda, gol do Grêmio.

me perco nesse tempo

a quarta-feira mal começou e quero que a sexta chegue já. a sexta, invasão. sem grilo. é isso aí, cortesia. isso aí, chefia. sexta. tamos todos nessa. hoje é sexta - e eu, chapadão de sono, escutei esse som a noite toda:


ramones. ramones. rock and roll. johnny thunders. chinese rocks. gene vincent. refrões explodindo, grudentos. alma furiosa. baixo estralante. bateria presença. timbre da batera foda. backing vocal nervoso. ramones. sex pistols. clash. stones. chuck berry. eddie cochran. ramones. ramones. rock and roll. punk sujo. cramps. carol caraia. punk cachaça. punk do mato.

PERAMBULATION ATTACK

COMÉRCIO DE ALMAS NO PLANETA MAIONESE

Puta som fodão Nobody's hero, do Stiff Little Fingers. Crassiquera, meu chapa. Aopa. Bão demais. Fodóvisky sonzeration, fera.
Imagine só você, chefia. O sujeito chega ao escritório Bacana Choice. "E aí, qual é?" pergunta o funcionário, bela abordagem. Todo grisalho, cansado de se fuder sozinho, trabalha sentado relaxadão, com semblante de espantalho cozido, todo fudido, cera no ouvido pride.
O sujeito nem pestaneja, encara o atendente: "vim transferir minha alma. tô passando o refrão pro Aurípio". O tiozinho franze a testa calejada: "e você vai ficar com a alma de quem, rapá?" O que o sujeito responderia, você sabe, leitor(a)?
Eu sei. "Vou ficar com a alma do Jotinha!". Que alma esquisitinha. Alma do Jotinha! Que peninha...Alma que parece um saquinho de fritas, uma galinha - junky food farofinha. Pequenina alminha merda de minhoca.
Pra começo de conversa, essa alma trabalha na base do elogio. Só consegue engordar e mostrar serviço se a elogiare…

GARRAFA NO SNOOKER

e ontem o Garrafa meteu o louco e foi dar as caras lá em Araras. "PUNK WARS" foi o nome da brincadeira. Garrafa Vazia X Processo Criminal, de Cordeirópolis. Executamos nosso set list com adição de "Periguetes On Fire". Queria agradecer a Karen e ao Jimmy - o Sid Vicious de Araras. Valeu pessoal.
Estamos com dificuldade em achar horário pra ensaios, mas assim que essa merda for resolvida entraremos em estúdio. Temos uma grande quantidade de garrafa-canções no bolso. São duas demos pra gravar. E fora os sons que não param de nascer, risonhos e desgracentos.
É isso aí. Aopa. Amanhã tocaremos em Santa Gertrudes, evento beneficente, no Reppertório. Fica o convite a todos. Grande abraço.

ADORNO

"Desde que o mundo emudeceu o homem, tem razão o incapaz de argumentar. Não necessita mais do que ser pertinaz no seu interesse e na sua condição para prevalecer. Basta que o outro, num vão esforço para estabelecer contato, adote um tom argumentativo ou panfletário para se transformar na parte mais débil."

PASSARELA DOS POBRES

passarela. luzes, ação. garrafa vazia no palco, tocando "maçonaria dos pobres". na passarelas mulheres-cachaça e porcos-zumbis. belo desfile. rato enfurecido cospe sangue em sua guitarra. gnomo vira 300 ml de conhaque com CRUSH. oh yeah. o apresentador do evento? ele, Agradável Silva: calça branca, camisa pólo rosa, requintadíssima. "maçonaria dos pobres", o volume ensurdecedor, passarela dos pobres.
Por que os Anarquistas não votamElisee ReclusTudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase:Votar significa abrir mão do próprio poder.Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade.Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos “acima” de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas.Votar é uma idiotice.É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve…

CLARICE LISPECTOR

eu tenho que saber do que preciso. eu tenho que saber se meu saber é adolescente ou não. não devo julgar adolescente, velho, ateu ou sandy & júnior. nada de abstração mediada - pra mim esse tergiversar de Clarice Lispector, que mais me parece uma vinheta da MTV. É...abstração mediada pra parecer algo "jam session bacana". No caso da MTV é pra parecer rústico, lo-fi, cool. E a escritora encenada lembra porque devemos ler Artaud.
Suas linhas "como se fora outra translúcida realidade ,que agora, me foge, agora, ui!, peidei e já não estou peidando mais, eu queria ser algo" algo (des)preparado para parecer esotérico mezzo ana maria braga, hermético risólis duma figa, é duma-duma-duma metafísica bosta, infantilóide. clarice é tão clarice, caetano é tão caetano, o brasil é tão brasil, tão assim, tão tão, tão tão. (leia e repita duas vezes, tão tão)

O MUNDO DE MODO IMEDIATO

De fato, a maldição da civilização da técnica, da troca quantificada e do conhecimento científico é não ter criado nada que encoraje e liberte diretamente a criatividade espontânea. Na verdade, eles nem sequer permitem que as pessoas compreendam o mundo de modo imediato.

TUNGUEI ALGO POR AÍ SOBRE O AMOR

Tungado também: "Oscar Wilde notou: as pessoas passaram a olhar languidamente para o pôr-do-sol só depois que esse fenômeno natural se tornara objeto das aquarelas de Turner. Era um jeito de dizer que a realidade não nos sugere o que pintar, ao contrário: é a pintura que nos ensina a olhar. No caso do amor, acontece algo parecido. Sempre houve sentimentos amorosos, mas nossa experiência do amor não tem nada (ou quase) de natural: é uma retórica de sentimentos que aprendemos, assim como uma língua.

Excertos da entrevista de Hans Ulrich Obrist a Raoul Vaneigem

Excertos da entrevista de Hans Ulrich Obrist a Raoul Vaneigem para a revista e-flux. Roubei dum blogue aí.Hans Ulrich Obrist: Acabei de visitar Edouard Glissant [escritor, poeta, romancista, teatrólogo e ensaísta francês] e Patrick Chamoiseau [escritor francês], que escreveram um apelo a Barack Obama. Qual seria o teu apelo ou conselho a Obama?Raoul Vaneigem: Recuso-me a cultivar qualquer tipo de relação com pessoas de poder. Concordo com os Zapatistas de Chiapas que não querem ter nada a ver nem com o Estado nem com os seus chefes, as máfias multinacionais. Eu proponho a desobediência civil de forma que as comunidades locais possam formar, coordenar e começar a auto-produzir poder natural, uma forma de cultivo mais natural e serviços públicos finalmente libertos dos esquemas do governo quer seja de direita ou de esquerda. Por outro lado, dou as boas-vindas ao apelo de Chamoiseau, Glissant e os seus amigos para a criação de uma existência em que a poesia de uma vida redescoberta colo…

QUAL ROLÊ VOCÊ PREFERE?

Carlos Gustavo Jung ou Gil Jung? Qual é a pegada, a priori?