quarta-feira, março 30, 2011

Alguns adolescentes da cidade de Rio Claro afirmam:  pó é melhor, porque maconha dá sono e fome.

terça-feira, março 29, 2011

ainda farei a música do leitor ingênuo

Cadê minha Courier New? Sacanagem.

Sabe, escrever orvindo música é o que me faltava.

Porque será que esqueço disso? Que merda.

Hoje, falando com minha amada, relembrei a questão do universo de contos-maionese deixada pra trás. Isso não ficará assim.

E não falo da boca pra fora: no próximo post, vocês terão pequenica ideia do vem por aí. 

Até eu tô duvidando, mas é verdade.

Té mais, seus cu sujo. E pra quem fica, abraço de longe. Só quero abraçar a Anita Sandroni. Pra sempre.

sábado, março 26, 2011

Aquele sono desgraçado. E não vou dormir quase nada, alguns poucos minutos só. Os ouvidos fritos. De tanto punk rock durante a sexta.E amanhã tem mais. Abração pessoár.

terça-feira, março 22, 2011

JORACY FRANDANGOS


Eu digo amigos, e afirmo com classe: Joracy Frandangos é bão de lascar. Bão o quê? Bão escritor, porra.




Saca só gentileza: a escrita do caboclo chamou minha atenção de prima. Ao lê-lo, surge a pintura ogra  duma figura alta, enfiada desajeitadamente num terno fuleiro, cinza. De punhos nus, e o fígado todo 147, cinzão, Joracy Frandangos odeia professores recém formados de Educação Física.


De olhar desorientadão, olhando  torto prum relógio de ponteiro pendurado na cozinha, refaz sua vida. Talvez como quem come cebolas fritas pra cagar bem gostoso. 


Descontínuo e erráticao (como eu gosto) sua escrita anormalesca é como um pinto na buceta da depressão nervosa.


Paro estas linhas. Sei que o leitor está zangado. Que porra é essa? - o Mariones fala, fala, fala - adjetiva no obssesso-compulsivo A3  e não diz bosta nenhuma. Tá certo.

Continuo. Continuo. E olhando torto: prum ponteiro de relógio. Estou plenamento satisfeito. Chego a roncar. Em pé. Na cozinha. Sabe quando você está no chuveiro, abaixa a cabeça e começa a ver serpentinas invisíveis ao seu redor?É isso mesmo. E frito ovos, frito visões - vejo listras de cores azul,amarelo e vermelho caindo do céu branco e molhado.


São fitinhas finas, reluzindo, FRITINHAS lusco-fusco times, em cabines simpres: uma amarela, outra azul, a vermelha também dá tchau. O campo que as cobre inicialmente parece amarelo ovo, erro de visão. Não afinaram o mizão da minha visão.


As linhas, que eram feixes, são retangulares agora - elas parecem ziguezaguear; erguendo as mãozinhas pra cima, são adeptas de brincadeira dançantes, dedinhos pro alto. São aquelas fitinhas idiotas de natal que na infância Pedro Raposo e você curtia demais - e você olha pra elas e elas tornam-se ainda mais invisíveis. O correto é pegá-las distraídas. Aí sim: zóio meio de esguela. Reparo bem nelas, estaco o sabonete. Aí consigo retê-las na retina: as serpentinas elétricas estão comigo e com o chuveiro ligado em temperatura moderada. Lusco-fusco, agora água quente nos ombros, as visões invisíveis - invadem minha chuveirada simples, brilham mais que uma formiga pakalolo fumando Belmont pelo cu. 


Sim, mas a vibração da laringe textual de Joracy Frandangos é fera (Felipera flashback). Esse texto é dele, do Joracy Frandangos:


"Escrevo a história dum homem que abriu um frasco de shampoo. 


Abriu, sorriu. 


Demorava-se, olhando de cima pra baixo: a tampa do produto. Era todo seu, o shampoo. Sorria orgulhoso: o shampoo é meu. Ajeitou-o com carinho. Apertou a barriga, que era de camomila. A palma da mão sorria também. Depositou porção vigorosa, amarela, dentro dela. A palma da mão estava brilhante, estacionamento da calmaria sênior. Eu curto olhar pra palma da minha mão. Eu curto muito. Experimente você também. 


Coloquei o shampoo em cima dela, nela, nela, nela e logo enfiei nela toda aquela pasta amarela pra dentro do meu suvaco. Desperdicei porção pequena.  


Estou gravando essa conversa. Desligo o gravador. Não há nada que preste. Preste atenção agora: escreverei algo muito importante! Eu beijei a  palma da minha mão. Guspi shampoo de camomila. Experimente você também. Eu coloquei o sabonete na palma da mão e o atirei longe pra fora dos meus contornos. Pra longe. Muito rápido ele se despediu! Ele atravessou a parede, deslizou heróico em cima da bancada de mármore do toalete de alguém."

domingo, março 20, 2011

BONIFÁCIO EM CHAMAS: RESENHA NO BOLA DE FOGO DISTRO.

e o camarada Pira fez uma resenha fodida pro rolê "Bonifácio em Chamas". Aconteceu nesse sábadão que foi. No blog, do qual faço parte (e preciso postar linhas sobre o rolê do 3º PUNK DESTROYER), você pode acompanhar, com fotos e plá e plá, tudo o que pegou na quarta edição do festival.

De quebra, entrar por dentro do conceita da Bola de Fogo Distro. Aoopa!

É só cricar e conferir: http://bdfdistro.blogspot.com/

sábado, março 19, 2011

SPAZZ, CHUVINHA DESASTROSA E AMOR








Previsões para o final de semana: o amigo Alain Melendez coloca açúcar no café. Em seguida, mexe a colherzinha. Simpres assim, chefia. E comenta: igual o meu amigo (esqueci o nome do sujeito) diz:  “uma boa sexta-feira, com muito nervoso!" Pois é. Chuvinha brochante, cinema iraniano vem aí.

Noto que homem de boné é mané. E de bermuda brololó, bocó? De manhã estava frio, disse alguém ao meu lado. Engraçado que ouço vozes paulatinamente (que palavra Portuguesa de Desportos essa última!). E as vozes numas de trocação de idéia contínua. É engraçado. Noto que ninguém mais existe, só os papéis.

E o porteiro e amigo Tonhão é gente boa, deve ser um papel A3 de alma ultrapunksambarilóvi. Humilde, brincalhão. Sempre promove enquetes “Caetano Veloso ou Chico Buarque?”. Caso eu deixe de cumprimentá-lo por alguma distração, ele “abaixa minha nota”. Só que atualmente ando ligado Tonhão. Minha nota tá nos trinks. Aooopa.

E o Gregório de Matos? Estava na esquina do veneno? Boca maldita? Prefiro o Gregório Samsa, chefia. A lua acaba de surgir. Foi embora novamente. É brincadeira né? Essa chuva vem logo visitar meus poros em plena sexta-feira. Justo hoje que o primo Sebastião Casagrande chega da capital pra tirarmos aquele rolezão 100% simpatia. 14:14. É. Acontece.

Estou com vontade de ler Hemingway. Reler Paris é um festa. Que nome imbecil colocaram né? Tradução farofa de título. Mas esse papinho tá com um quê maiúsculo de lastimável e deprimido. Tô fora. Tô numas de reclamar da chuva que brocha a sexta-feira, mas nem tanto. Nem tanto amigos, nem tanto.

Sábadão tem Girlschool no Rock Feminino. Tá certo. Vou pintar por lá. E ontem fiquei ouvindo a demo de 77 do Discharge. Ontem ou hoje? Não lembro. Seis da matina e eu cantava “i Love dead babies”. Tá certo, chefia. Vamos que vamos que o assunto não trata de arrogância. Mais café. Quero mais café, porra.

Joguei todas as pedras na janela do marasmo. Arrebentei a bagaça. Plá. Tchauzão, marasmo. E o Andreas Kisser, que vai substituir o Scott Ian em alguns shows do Anthrax. O carequinha Scott, dono da mão direita mais poderosa do thrash, terá um filhote logo mais. Aoopa. Scott papai. O filhão vai torcer pros Yankees, certeza.

Tem alguma imbecil cantando “chove chuva”. Clichê mortadela # 78. Jorge Benjor é um compositor de merda. Tererê e tá, violões metidos à “vamos inovar” e alguma coisa metida a psicotranscendente. Pfff. No Brasil, tudo é impossível em termos de banalidades elevadas à status de arte. Passou do Paraguai ninguém conhece o hoje jogador de golfe aí. A preta chamada Teresa devia ouvir é Spazz.

Será que às vinte e três horas estaremos todos ociosos disponíveis? Ou estaremos vendo idiotas manobrarem o carro pra entrar naquela birosca que abriu perto do Chop & Cia? É o Francisco Café da roça? Rio Claro quer virar Goiânia? Sei lá. Novas atividades, uma viagem legalzóvisky, prefiro isso. Mas não adianta: Anita Sandroni, eu amo você.

Spazz, chuvinha desastrosa e folia: quero rever logo minha namorada. Que as horas voem depressa. Vai tempo, não venha bancar o desandado. Corra justo. E que hoje dê pra terminar o livro do Sartre. Será? O primão Casagrande vem aí. Conversa boa, sarcasmo com risólis adverbial no cardápio. American Burguer? Talvez. Casão vai de Serra Malte e Carlton. Eu vou de água gelada e expressinho. Aoopa. Tá de boa. Tô tranquilão. Aooopa. Preciso chegar em casa, depois do trampo, e ouvir Spazz. Tomar uma ducha firmeza. Ouvindo Spazz. E a chuvinha desastrosa tem que ir embora! Aí sim entra a folia. Mas o amor é maior: Anita Sandroni, eu amo você.

quinta-feira, março 17, 2011

Faz tempinho já. Que não escrevo por aqui. Que não digo o que ando lendo. Se vou não no Sebo do Edson, comprar livros aqui e ali. O que ando pensando sobre o mundo. Enfim, é isso aí, preciso escrever mais por aqui.  Mas antes de tudo, eu sou aquilo que me move: Anita Sandroni, eu amo você.

PUNK DESTROYER 3 !!!



Correção: Cirrose Cerebral de SP no III Punk Destroyer. Esse rolê promete! Tocaremos novos sons! Aliás chefia, tocaremos com a nova formação!

terça-feira, março 15, 2011

MUDANÇAS

Mudanças. Taí: mudanças. Saída de Gnomo do Garrafa Vazia. Tá certo: o cara já estava ausente fazia uma cota. Afinal, de quatro pedradas que gravamos (quatro demos) ele esteve presente em apenas uma. 


Gnomo gravou a segunda: "Aracy com Y é bem mais legal". Por uma série de motivos lazarentos, Gnomo está fora. O próximo batera ainda não está definido. Mas, em breve, estará. Talvez nesse fim de semana eu tenha agradáveis novidades. Ouu iééé. Porque o punk da roça nunca morrerá!


E dia 27 acontece o III PUNK DESTROYER!

segunda-feira, março 14, 2011

GARRAFA VAZIA - BONEQUINHOS DA OBEDIÊNCIA

VAMOS FORMAR FAMÍLIAS
VAMOS CONSTRUIR CIDADES
VAMOS MONTAR TABELAS
VAMOS CRIAR VERDADES

VAMOS VIVER PAPÉIS
VAMOS BRINCAR DE CIÊNCIA
VAMOS CONSUMIR MAIS REGRAS
BONEQUINHOS DA OBEDIÊNCIA



sexta-feira, março 11, 2011

Muito boa noite, amigos e amigas. Ando meio sumidão. Taí: não é porque quero. É craro que rola um velotrol de preguiça na caminhada sometimes, mas é que tá faltando mesmo aquela oportunidade fantástica de sentar e descer a lenha mêrmú.



domingo, março 06, 2011

CARNAPUNK EM CERQUILHO COM O SUBVIVENTES!

Vixi, tava bão demais o Carnapunk ontem em Cerquilho. Restos de Aborto, de Tatuí, rolando crássicos do punk/hardcore nacional, abriu a noite. Estávamos eu, a parça Suja e o amigo Tubarão! Todo mundo quebrando tudo, gente finisse pra tudo que é lado, união, humildade e nostalgia das boas bandas punks.

Mas o melhor estava por vir, e registrarei aqui nos vídeos que fiz. Que show foda do Subviventes!! Puta que o pariu! Sem comentários.


Eu, Vítor, Alex (Subviventes), Vermeio (Subviventes) e o amigo Tubarão. 

quarta-feira, março 02, 2011

Porra, gripe é uma merda. Corpo pesadão pra tudo. Pescoço em crise. Humor pro buraco. Sorte que de quarta saio mais cedo do trampo. Aoopa.

solta a voz, Henriqueta!

Henriqueta Lisboa


Do supérfluo


Também as cousas participam
de nossa vida. Um livro. Uma rosa.
Um trecho musical que nos devolve
a horas inaugurais. O crepúsculo
acaso visto num país
que não sendo da terra
evoca apenas a lembrança
de outra lembrança mais longínqua.
O esboço tão-somente de um gesto
de ferina intenção. A graça
de um retalho de lua
a pervagar num reposteiro
A mesa sobre a qual me debruço
cada dia mais temerosa
de meus próprios dizeres.
Tais cousas de íntimo domínio
talvez sejam supérfluas.
No entanto
que tenho a ver contigo
se não leste o livro que li
não viste a rosa que plantei
nem contemplaste o pôr-do-sol
à hora em que o amor se foi?
Que tens a ver comigo
se dentro em ti não prevalecem
as cousas — todavia supérfluas —
do meu intransferível patrimônio?


Publicado: Pousada do Ser (1982)
 

pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...