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Mostrando postagens de Abril, 2011

DEZ MESES SEM CACHAÇA

E começou a andar com a Srta. Cachaça de Big Bar a Pikadão, escolhendo garrafas, exibindo chamas de isqueiros. DEPOIS, depois, depois, dizia consigo, como se não existesse mais o agora, só pudim de pinga e merda quente saindo dum cu descrente. Um tiro de revólver nos tímpanos da ação. DEPOIS, depois. Baixasse a loucura gostando de ser mais burro e reclamão. Cocaína ruim era sua outra diversão. Mas uma hora providenciaram-lhe o espelho. Teve que comer merda pra aprender. Teve que extinguir a senhorita, puramente se prevenir da alameda da piada do mesmo, da Nice Mesmice pathos e alçar o próprio rastro noutra freguesia.
Srta Cachaça correu à janela de outro, pediu desculpas pelo gesto, sentou-se ao sofá. Deixou o morador de olhos fortemente vendados, a caninha triunfava. Exigiu companhia até o Big Bar: amava a boemia mas não sabia o que era isso. E foram: e o casal se despediu, rumo avenida sete, reluzindo a lâmina do caos pelo american bar, balcão, copos americanos e conversas cover. Qua…

O RETORNO DOS GARRAFA

O velho espírito punk está de volta. 
Quarta-feira, vinte de abril de 2011. Saímos de Rio Claro por volta das dez e cacetada da náite. Por cima, o  imenso tapetão preto elevado, cintilante a retina boêmia; no chão, a caranga, o verbo, a luta. Estávamos em quatro cabras: no volante Felipe Harris, eu, Hebert e Angelo.
Chegamos ao bar, o Kingston, em Limeira. O V.O.S (Araras) terminava de tocar.Entraríamos na sequência. Eu tava no climão de "Dicks can't swim", do discão Kill From The Heart. Pois bem: montamos os equipos, a casa àquela altura contava com bom público - nas palavras do meu irmão Saulão: "tá muito bonito hoje, todo mundo junto, tá muito bonita a noite". E estava mesmo - Araras, Cordeiro, Rio Claro, Piracicaba, Limeira e o pessoal de outras cidades, todos curtindo numa boa - crossoverzão da fauna, todos reunidos numa nice.
O SHOW
Abrimos com nosso novo som: CMD. Numa pegada peso + gás Motorhead, comecei a sentir que os próximos minutos seriam bastante agra…

WANDER WILDNER APOSENTADO E O ÓBVIO SEM GRAÇA

Andei lendo BEM POR CIMA a entrevista do Wander Wildner para o sítio Scream Yell. Não preciso perder muito tempo pra concluir: Wander está xaropão da cabeça faz uma cota. Porque?
Aopa, o trampo do Wander sempre me pareceu divertido, pra se cantar beldo, proporcionando ao ouvinte escadarias de melancolia cafonóide com acento podre-róque. Ao longo de alguns discos, Wander produziu crássicos. Presenciei vários shows (um deles histórico no Kenoma! que o Dezakato tocou no formato acústico e se bobear ainda tenho gravado em K7!)
No entanto, no último, em Piracicaba (em 2007?), a decadência já era aspirável  - em ré menor. Uma banda desanimada, com a Cassia Eller decrépita no baixo e uma brucutu na bateria, lá estava eu, vendo o pior show do gaúcho dentição mil grau. 


O Wander naquela noite, tentava soar 'meio experimental' ao passo que ia trovadoreando seus crássicos. Ainda vejo soar num acorde menor  em ecos guitarreiros paragúlaicos amendoins de sua quase dor em 'Paraquedas do Co…
Alguma coisa anda errada quando você digita "Men at work" no campo de busca do Soulseek e nada acontece.

GARRAFA VAZIA - O QUE RESTOU DA RUA 1

Perdi o show do Jerry Único (colonizador do Misfits, Virada Cultural SP, 16/04) por uma grande virose (com diarréia e gorfo não-sociais no cardápio). Enfim: perdi.
Mas você não pode perder o download de "O que restou da rua 1", a quarta granada do GARRAFA VAZIA.
Veja o que o sítio Zona Punk escreveu sobre a bolacha:

Garrafa Vazia - O Que Restou Da Rua 1 (2011) - Independente
por: Wladimyr Cruz
Vindos de Rio Claro, interior de SP, terra do grande Dezakato, o Garrafa Vazia mantém a tradição punk rock da cidade com esta nova demo (a quarta da carreira) de cinco músicas.


São faixas curtas, diretas, algumas mais ramônicas, outras mais punk rock 77 - e até um momento mais hardcore em "Hamburgueiro De Atitude", todas com curtas letras desencanadas em português.


CD-R em boa capinha de papelão e encarte estilo fanzine. É a produção DIY marcando presença e resistência. Confira.
download

"o bagulho não me desceu adequado"

Acabei de comer frango assado e, como dira o JAPA SKATE PUNK: "o bagulho não me desceu adequado". Por essas e outras que digo: sou um cara de sorte. 


Fiquei o final de semana todo doente. Nem precisei faltar ao trabalho.




Vertigem. Tomei pastilha de nanicolina. Veja onde estou agora.


Relógio de parede: vinte e dois centímetros de diâmetro. Estou de barriga pra baixo, deitadão, apoiado no ponteiro dos segundos. Quando você não tem pés pra caminhar o relógio não é oferta: que pechincha, imperdível. 
Mas lembro que ele funciona à pilhas: esse é o problema - uma hora eu morrerei de tédio. O ponteiro para e meu mundo acaba.
Enquanto isso sou vivo. Em sentido horário. Vou gorfando frango: são oito e quinze.
Queria ser relógio de bolso. O relógio - não passageiro de ponteiro. 
Nunca caí daqui de cima. Sonhando penso que já caí: 16:16. Sol hendrixiano. Tarde quente e eu na sétima série. Colégio Puríssimo Coração de Maria. A irmã Rosinete era o terror da molecada. Conhecida pelo seu venenoso…
É, lá se vão DEZ MESES. Quase um ano sem cachaça. E quer saber? Não me faz falta. Em nada. Mió assim: tô vivão e feliz. E com trintão nas costas, agora.
Treze dia de abril: trinta anos completos. Que merda. Merda nada. Reclamar virou clichê no meu rádio, colegão. Tamos aí: trinta nas costas, na paz e na luta. Aopa.

A BANDA PARADA OBRIGATÓRIA

O CAMINHO DO SUCESSO
Bandas preocupadas com o "mapa de palco". 
Vi essas dias uma foto de banda daqui da região, que ensaiando - pela disposição dos "músicos" dentro da sala, mais as vergonha alheia poses - dá pra ver nitidamente: somos o Supertramp do punk.
MAIS PUBLICIDADE
Os slogans dos concertos vão de mal a ridículo. O curto circuito do leitor recebe "hey, vamos nessa". "o bicho vai pegar, o Tihuana chegou". " é agora!". Eu não estou no presente.
VEÍCULOS
Leia: Rio Claro verá em breve a nova proposta do Garrafa Vazia. Aopa.



A BIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA DE TONY RAMOS

Aguarde: em breve no Vozerio
Jairzinho se amava pra dedéu. 


Na moringa dele, era o mais experiente da turma. Sabichão, levava no papo o papa, o deputado, a putaiada . Queria mesmo era produzir fatos. Fatos feras que conspiracem em seu favor - porque toda hora que topasse com o espelho diria: "esse é o cara". 


Reconhecimento social por toda a cidade de Limeira, meu chapa. Queria uma fonte generosa de adjetivos borbulhantes. Até que foi currado a força pelo segurança Geraldão. Foi no escurinho, depois dum show do Dead Fish. Atrás duma igreja. Detalhe: odeio Dead Fish.

o Freddie Mercury frequentaria a Veneza?

um bom refrão: pulso infernal, energia na alma, explosão neural, a autoconfiança expandida. ninguém me segura, chefia. e como disse para ao meu amigo Alain Melendez - "não fale mal do Queen na minha frente".
Porque digo isso?
Porque esse som tem o refrão mais Mercury dos últimos tempos. E tenho dito, chefia.

Novo pedófilo em Rio Claro

Atenção pessoal, ele chegou! Ele é borracheiro e astro na hora de manter sexuais relações com crianças de 6, 16 anos. Ele é suspeito de filmar tudo e depois ficar batendo uma bronha, revendo setenta e duas vezes o rolêzinho. Ele é borracheiro e no caso Orpinelli já tinha sido suspeito. Ele é o novo Jack de Rio Crack.

Palas encontradas no quartinho do sujeito: minigames, tripé, 1 PENSE BEM, calcicha de crochê gozada e um apontador bem afiadinho.

AS SEREIAS RECAUCHUTADAS

Num mundo cada vez mais imbecilizado e órfão de heróis e mitos, o lance é reprocessar. Empacotar e revender, é só isso que resta, chefia. 
E o que pensam os defuntos a respeito disso? 
Que se foda. Empacotar e revender, só isso que resta, chefia. Empacotar e revender. Pra antas de 12 a 18 anos, de preferência. Assim a garantia de lucro rápido não leva susto. O mais idiota "da turma" sempre leva todo o resto. 
E as reprocessadas? 


Fizeram isso com Johnny Cash no cineminha. Ian Curtis tumém. Kurt Tubaína. Vinny. Tiririca. Logo virá o Queen. E quem fará o Elton John? E a versão brazuca do Éltão Jão? 


Algum colunista social garante que veremos o Miguel Falabella pilotando um tecladão CASIO. Na cabeça da fera, um Oakley irado. Ah, e claro: logo depois da contagiante música de abertura, teremos Miguelzinho cheirando pó no pinto do Tony Ramos, também usando uma lupa chiquérrima.

DAQUELES DE POTÃO

Hmm. Sorvete gostoso. Geladinho na boca. Daqueles de potão. Que descansam no freezer. Você vem e BLÚM! Enche a colher. Que delícia. Geladinho na boca. E enche a bocarra! Fica bochechudão! E é Napolitano, o bonde.
Refresca né? Se você não come direto do pote, repetir é uma tentação. 
Estou fazendo isso agora e escutando algo inusitado: Songs of Russian Proletariat. Trata-se de algo incompreensível pra mim, até certo ponto. Mas tem a ambiência fodida pros orvidos se alongarem. Olha só!! É, sem dúvida, o vigor de toda uma nação presente nesse bonito coro, todo imponente. É a primeira canção. 


E o disco corre sem pressa. Sem surpresas desagradáveis. Pelo contrário: são hinos agradáveis. É uma pena que o sorvete acabou.


A GIGANTE PATA DUM GATO PRETO

Eu abro a boca. Ahhhhhh!! É claro que não arrotei. Ahhhh. A boca aberta. Silêncio construtivo. Estou de pé. Não vejo o tempo comum. Ponteiros, relógios digitais. Dispenso. Silêncio. Espere. Olha só quem chega! E fazendo estardalhaço. Derrubando todos os copos, espancando porcelanas, quebra tudo que é delicado e bobo.
Você não nota? Ixi. Saca só! Veja como é desastroso. Decerto não possui coordenação motora fina. Que desastre. Haha! E isso agora? A gigante pata dum gato preto invade o campo – céu azul, campo verde, árvores cortando o cenário.
A gigante pata pisa em cima da pequenina árvore. Você só consegue olhar a gigante pata engolindo o espaço. Embaixo dela a árvore, amacetada. Coitada. O sossego sumiu. O gato preto é a pata gigante – sua cabeça, ouvidos, faniquitos, inspirações. Que pata estúpida. Não faz boliche, faz bolinho pastoso com as pequenas árvores. Logo aparece a outra pata. Plá! -  e lá vai, ela leva você – pra longe. Você horizontalmente voa. Está voando muito rápido – p…