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Mostrando postagens de Outubro, 2011

dois anos de garrafa

Dois anos de Garrafa Vazia. Aoopa. Os últimos dias então, foram ultrapunksambarilóvis. Muito som, camaradagem, diversão e folia punk. 
Antes de tudo, somos três parceiros. Nada de molecagem. Nada de tempo ruim. Três malucos que estralam o som que é o puro punk da roça: cru, dançante e tosco.
Mudanças na formação. Problemas. "Os Garrafa" com mixagem sertaneja. Superação. "Back to bacana", o próximo play. As gigs. Os desafios. O calcanhar nervoso marcando o compasso e o som explodindo o bar. Ralfão, Hebão e Lemão. Responsabilidade é o nosso esquema, chefia. Ensaio, ensaio. Trabalho e trabalho - pra execução rugir. E sempre com a postura foda-se expressão divertida, "o cinismo já foi ultrapassado pelos fatos". Amém.


LAZÃO É O NOVO CONCEITO DE BAIXO, O NOVO CONCEITO DE MÚSICA, DE ROCK, DE TUDO.

Na noite de sábado (22/10) fui conferir de perto meu amigo Lazaro Lopes e sua banda, o Powerhead, em um festival de rock que prometia agitar a cidade de São Pedro.
Vou me concentrar aqui apenas na atuação do amigo durante o tempo em que esteve em cima do palco. No resto da noite - antes de depois - posso dizer que ele foi, acima de tudo, um anfitrião nato, alguém que elevou o alta astral humano a nível incríveis - Lazaro Lopes é um grande camarada que proporcionaria uma vibe espetacular a todos seus amigos e presentes, com seu inegável carisma e cativante personalidade.



Mas, sem sombra de dúvida, a noite também foi especial por conta da celebração do aniversário do meu amigo e irmão Hebert Nascimento. Hebão comemorava ao lado de seus melhores amigos - como ele mesmo diria, após receber inúmeros presentes - vinte três anos de insuperável esbórnia, profundas leituras e uma peculiar e fundamental anarquia gg allinesca. Um brinde fodão para o Hebão! Vida longa ao Bruno Lóque! Vida longa ao …
Música...invencível cocaína moral, o ápice do legado romântico na terra. Sagrado componente inseparável dos dias, capaz de alçar tudo aos céus, para o sonho, para a morte, para o fim, com força e luta, rumo ao impossível, sem restrições, a loucura acendendo incessantemente qualquer coração - eu e minha Nízinha pirando, abraçados sobrevoando todas as cidades sem rumo.
Muito bacana esse cripe. Fica aqui a dica. E pra quem quiser conhecer mais o trabalho do cartunista Leandro Franco, é só acessar: http://www.leandrofranco.blogspot.com/

UM MOTORA MUITO FERA

É claro que você acharia engraçado se você tivesse um amigo motorista, de cabelos grisalhos e voz rouca, que andasse pra lá e pra cá através de seu belo blazer cinza. E que ainda por cima contasse divertidas histórias de seu passado esplêndido e glorioso.
Refiro-me a época em que, em suas horas de folga do serviço, ele comia uma portuguesa (a criada dum rico patrão polonês radicado no Brasil) pra depois os dois pularem dentro do Morumbi e, eufóricos, torcer pelo tricolor.
Sim, os anos 80 rugiam com todo seu vigor, e  os presentes no Morumba vibravam alucinadamente, arquibancadas em chamas - e assim Careca, Muller e Silas outra vez voariam em campo, construindo incríveis goleadas, pra desespero de muitos.
E é claro que você acharia engraçado quando tomasse nota que este honrado cidadão é amigo pessoal do Ary Toledo. Alguém poderia se levantar dizendo que isso é notável: o motora do blazer cinza nutre o dom de disparar piadas cruciais nas piores horas, alegrando o povo sofrido. Talvez. De…

ÚLTIMAS HORAS

Essa quinta-feira até que tá legal. Digo isso porque na quinta passada postei aqui no blógue algumas linhas sobre preguiça e invalidez.
Realmente, naquele quinta eu tava sofrendo dehebertismo agudo. Inválido, lento na ação, eu era incapaz de punhetar algum pensamento feliz e prático. Parado em minhas leituras, aquela quinta se arrastava catatônica e purulenta. 
Cansei dessa imobilidade patusca. Tô com trintão, não com trezentos. Reclamar é um vício de merda: eu não procuro reclamar muito de nada nem de ninguém.Reclamar envelhece o sujeito.
Mas o que eu queria dizer é que o feriadão foi muito bom. Eu e minha patroa fomos almoçar juntinhos. Tá certo que demorei pra pular da cama, afinal fiquei sem sono na noite de terça, e só fui fechar o zóio às seis da matina. Acontece. Ainda assim, tudo se resolve (pelo menos em parte) com algum diálogo e a famigerada compreensão que só o amor conduz. Logo a gente já estava tranquilinho, pra passar o dia todo juntos, rindo together e como sempre apaixon…

XAROPE GROOVE

Tenho orgulho em dizer: nunca escutei uma música do Justin Bieber. Acho que o mais próximo disso ocorreu uma única vez, quando eu e minha namorada estávamos na RiHappy e avistei um boneco do Justin Bieber: você apertava o cu da fera e saía faísca. Depois da terceira faísca, o consumidor era convidado a ouvir alguns segundos de puro chiado,  reprodução fidedigna de uma de suas músicas. Tá certo. Pra mim, esse menino é tão talentoso quanto o rico Marcelo Camelo, ou quem sabe alguma emergente estrela do Fora do Eixo (renomado grupo universitário que inventou o underground no Brasil).


Também considero a morte do Steve Jobbs irrevelante, sem graça. Se tivesse morrido algum Jonas Bróders seria a mesma merda: não faria a menor falta. Posso até dedicar uma meia dúzia de words pra morte dum cãozinho sofrido e enfermo, dum ex-craque do futebol mineiro dos 40 desandado em xarope, mas essa purpurina toda aí eu dispenso, tanto faz - agora diga amém três vezes e feche esta janela.

UMA QUINTA-FEIRA PRA LÁ DE CANSADONA

Tá todo mundo quebradão. Todos estão se queixando. Teresa, do alto de seus cinquentão, exclama: "ai, eu não tô legal hoje". Uns reclamam de dor nos nervo, "esse calor que tá demais", pontada no peito, repuxo nas costas, cotovelo em crise, braço zuado. É a própria sinfonia da dor, iluminando a tarde de quinta-feira.
Maldito dia seis, de bonézinho atado à preguiça profissional. Complicado. Tá todo mundo vivendo o papel de inválido Hebert. É dor de cabeça, tráfico de dorflex na esquina, bala chita sabor insônia, bosta cansada desmotivando a latrina - mas muitos agora estão com calafrios e boca seca num campo de concentração qualquer.
Num tempo em que ninguém mais tem que rebobinar o vhs, todos usam comprimidos e receitinhas mágicas pra alivar a zica. Estamos de namorico velho com esse torpor gripante, num mar de marcha lenta e moleza maioral. As minhocas vão dominar todos os músculos da noite de quinta-feira. Daí que proponho cochilos, descansadas, hábeis pescadas, pern…

LAMBRUSCO BARRIGA MONSTRO

Não é novidade nenhuma que Jeff aprecia a porção de cebola frita do Rock República. Se tem algum no bolso, nem esquenta a cabeça: já vai até o balcão no passo maroto e chama a porção. Pede logo umas três. Come, ou melhor engole com total voracidade. Pique Somália. As cebolas caem como multidões, se esparramam em câmera lenta aos olhos de todos, anárquicas, ele parece que vai morder as mãos enquanto come, e as crocantes cebolas vão é pra dentro dos ouvidos, dentro das meias, dos bolsos, ou desaparecem sem pala nem vestígio.



Jeff só não é mais troglodita em sua ogrice laricóide que seu rival, Lambrusco (Lambrusco Harris para os iniciados).


Pra quem ainda não conhece, Lambrusco é o rei glutão, o maior comilão da pequena Rivers. Lambrusco é o sujeito que arrebenta com qualquer festinha credenciada com comes e bebes. É o terror dos buffets: apavora, simplesmente. Trucida os lanche. Come numa gana bateria Morbid Angel, come sem respirar. Ele encara uma tonelada de guloseimas como um simples …

JEFF SONO

Depois de um certo tempo de atividade dentro da chapação, Jeff abre um livro e se fecha dentro dele. Com a cabeça pendendo pra baixo, quase babando ou não, ele só focaliza o livro. Nem precisa virar as páginas ou acompanhar o ritmo de qualquer frase. Não, não há possibilidade de empreender respostas à estímulos externos. Sua fala torna-se arrastada, monossilábica. O esquema é poupar o máximo de esforço possível. Jeff está numa areia movediça rumo ao coma profundo - numa letargia ensaiada num jacão de couro do catatonismo molenga. Abrir a boca já é uma sacríficio a essa altura do campeonato: sua frase se esparrama pastosa, numa cadeirinha de roda enguiçada, sua fala é nula tanto quanto preguiçosa, quase como um pequeno ronco moribundo escorrendo na bacia do inútil.
O olhar é borocochô, olhar de um pobre vira-lata cansadão, fazendo hora extra num mundo hiperativo e conturbado. Jeff boceja, tudo que ele precisa é de um espaço para se esticar, para quem sabe dar uma deitada. Apenas uma re…
Pois é. A terça-feira chegou e alguém tem que trabalhar nessa espelunca. Acho que chegando no café eu vou pegar um trabalho pra cantar de acordo minhas melodias. Tá certo. Pra você que está aí, todo inválido, pense que isso é uma merda pro seu impulso criador. Que ideia hein Alaor? Dar o nome pro lanchão mais reforçado de Alexandre. Pfff. Alaor exagera na marola.

LÉO GONZALES, O ESPORTISTA DA PALAVRA

E o Léo Gonzáles apareceu em casa. Na tarde de hoje. É. Conheço-o desde 1994. Está no nono ano em psicologia e anda meio maluco da cabeça. Está acelerado demais. Vira e mexe é possível vê-lo pelas ruas de Rivers, fazendo embaixadinhas com uma bola de vôlei. Leva consigo um mochilão contendo bola de basquete, inúmeros isotônicos, bomba para encher bola e camisas poliesportivas, incluindo até uma camisa de goleiro autografada pelo filho do Pelé.


Tudo bem, tudo bem: Léo Gonzáles sempre foi hiperativo, EXTROVERTIDO com letras de gorila com gigantismo. Tudo bem. Mas está bem mais aceleradão desta vez: mega-ansiosão, acende duzentos cigarros prum lero incompleto de dez segundos. Ainda assim gosto dele. E com relação ao seu verbo, diria que sua fala é rápida e objetiva, e que não levando muito em conta sua mania por lorota, é possível dizer que sua fala é empreendedora - enfim, Léo Gonzáles tem a minha idade e é uma figuraça.


Trajado de modo alvinegro, peita preta com listas brancas verticais,…

MEU NOVO AMIGO HILTÃO

Todo mundo sabe que sou um cronista nato. Bom de bola, vou com meu palavrório simprão em direção ao gol, com uma boa dose de maionese displicência no cardápio. Tá certo. Mas qual o intuito de tal afirmação? Nenhum. Estamos conversando.
O certo é que acabo de voltar de Horace Green. Sim, o renomado colégio da 77. Estudei por lá no intenso final dos 90. Tá certo. Fiz vários amigos. Altos rolês. Tardes incansáveis de tênis de mesa, trilhas de bike pelo horto e rodízio de pizza com as moedas contadas no bolso do moletom (sem direito a refresco ou guaraná, diga-se de passagem). Lembro das tardes de Educação Física. Ficava lá tomando sol, com o fone de ouvido em cima. Todo mundo se ligava em Ramones, Maiden, Metallica, Slayer, etc.

O que eu quero dizer é que conheci agora pouco, em Horace Green, o amigo Hilton. Esse sabe das coisas. Bonézinho preto na cabeça, braços magrelos, olhos azuis e um ar pegueira existencialista. Já quarentão (quarenta e cinco), Hiltão tem é muita história pra conta…