quarta-feira, dezembro 28, 2011

1993 life was such a drag just live to work put on your name tag


já colou na banca bem brisado, duas mãos no bolso, na arrogância dilatada. nenhuma ideia interessava ali. só cérebro de frango, animosidade juvenil em pauta. vazou no passo da fumaça. encontrou a chuva não conseguindo esmagar seu ódio, a chuva de verão que veio atrapalhar aquela claridade pertinente do sol das quatro da tarde, bolotão tão amarelo que você viu de relance um Uno Mille 95 vermelho explodir de frente com um Kata Entulho, pertinho do Supermercado Pantoja, o da Ulisses. O malucão morreu na hora - perdeu todos os dentes, sua caveira era legal e eu podia ouvir a magra buzina enlouquecendo aqueles pais bebuns e podia mesmo ser vista de longe, e o Kata Entulho retornaria para Santa Gertrudes.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

quarta-feira, dezembro 21, 2011

arrotava, arrotava. agora eu parei -  parou nada, arrotava sem perceber, começaria a enroscar o pensamento no arroto, sufocara inconscientemente aqueles próximos arrotos com medo de parada respiratória, aí o arroto solucionava rapidamente, o arroto tranquilizou aquele rapaz, que arrota feito boi manso - lento e grave o suficiente para arrotar de pouquinho também feito sapo boi, arrotava e ia enxergando tudo torto, não era enjôo, o arroto dominava sua cabeça de mosquito evacuador, ele arrotava sem fim, arrotou tanto, parou de arrotar. vinte minutos depois ele foi procurar as estrelas.

sábado, dezembro 17, 2011

apenas esboços, rápidas anotações. perguntas sem interrogação vermelha na parede interna da testa, tortas indicações do caos berdo o câncer na avenida fezes. jair caçapa dá um tiro na cabeça.

quinta-feira, dezembro 15, 2011


discussões pesadas no semblante de Leonor. ivo gabarito ganhava força na discussão com consoantes desconcertantes. pedro félix engoliu o abajur, conhaque e cocaína derrubaram sua saúde nos anos 70. agora é fezes. viva o grito da Mongólia, torta nova no buffet Silvio Caldas. acertaram o atirador, bem feito, dos times do país só o Vasco e o Santos empolgaram esse ano, Neymar é craque e Robinho é gay.

tenistas croatas da geração "voleio ogro" ostentam croaçãs em suas etiques de camisas de treinos, tão empolgante quanto poesia concretista o trecho. a adidas não se prenunciou a respeito. PrePúNcio, livro novo de Ivan Lins aka Ivan Pires, agita a Siliciano: no livro de Elinóia, encontramos mais uma barraquinha de bronha (Nóia que é também fã de Clarice Lispector) escreveu meses atrás a biografia comportada de Nicoly Doll. pessoas ser humano palavras bestas. a vida de Eunice Trago, rainha da sinuca na pequena Rio Claro. o espaço de uma lanchonete de médio porte (duas mil e setecentas pessoas sentadas), e as galinhas tiveram filhos, escreveram crônicas esportivas e ousaram jogar can-can cuspindo alguma mentira preguiçosa.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Cleber Machado acordado, Mariones roncando.

"Amanhã tem jogo do Santos pelo Mundial, preciso acordar cedo". Coloco o despertador para oito e meia da manhã. Vou dormir umas duas e pouco da madruga.Tudo certo. O celular faz sua parte, com seu toque antiquado e pouco comovente. Eu "acordo", coloco na Globo (é a única merda de canal que pega no meu quarto).

Na tela, vejo por cima as escalações das equipes. O Kashiwa Reysol e o Santos já estão em campo, o jogo tem início, e eu estou numa espécie de semicoma do sono. 

Com muito esforço, tentando driblar a preguiça, vejo o replay de um lance em que o Neymar acerta a trave do timinho nipônico. Um lance tosco, meio de várzea, onde a inépcia do zagueiro ficou evidente: Neymar recebe um presente, meio que de surpresa, e falha na conclusão.

Depois, adormeço nervosamente. Quando acordo está dois a zero pro Santos. Viro pro lado, o ventilador na parede do quarto, faz seu trampo, rugindo, em fúria. Então acordo novamente: estamos no intervalo da peleja.

Vou dormindo, dormindo, abro o olho e o placar foi alterado: 3 a 1 pro Peixe. Vou dormir novamente. A preguiça, monstruosa. Mas domingão não posso perder a final.


ps: Revendo os lances, posteriormente, no Youtube, vejo os dois tirombaços, dois petardos, os primeiros gols do jogo. Que felicidade no arremate hein. Dá nostalgia da época de ouro do tricolor paulista. Quando desbancamos o melhor Barcelona de todos os tempos. 


Mas, voltando ao jogo: um cochilo na marcação e o "homem de confiança na bola área" dos japoneses descontou. Tudo bem que a bola veio numa precisa cobrança de escanteio do ex-tricolor Jorge Wagner, o que explica em parte a qualidade do lance. 1X2. Danilo faz o terceiro do Santos, numa categórica porém não-empolgante cobrança de falta de uma distância respeitável. Pois é. Mas não sei não. Vamos esperar domingão. É evidente que ainda falta alguma coisa pro time da Vila.


quinta-feira, dezembro 08, 2011

pressão do Coritiba. aos sete do segundo tempo, azeda o zero a zero. mais uma cobrança de escanteio, lado canhoto do ataque do Coxa. a cobrança é venenosa, por conta do argentino Raul Barrios. O chute é lento e louco, um arco de fogo que avança no primeiro pau e a cabeçada vem como um soco no humor do adversário: um a zero. mulheres e homens morrendo de orgulho nas arquibancadas do Couto Pereira. O chute é lento no replay também. Renato Buceta entra por trás numas de desbaratino, finta ali e testa com precisão: um a zero, replay maroto.

no final do jogo todos querem diversão. Barrios arrisca um portunhol em entrevista a rádio locais. O chute lento ainda gruda na cabeça do ponta esquerda argentino. Com apenas três jogos como titular, conquistou a confiança da torcida. É visto consumindo cocaína de modo agradável em algumas badaladas casas noturnas da capital do Paraná.

ouve bastante MC5 quando está completamente louco e lembra que ainda não deu seu último chute: mucho veneno, perna.

terça-feira, dezembro 06, 2011

quinta-feira, dezembro 01, 2011

.231

Quando você está enxergando tudo estranho. Seus olhos não estão normais. O sangue escorre louco e lazarento. A vida é uma questão de batidas esquisitas em um coração doente. Dias depois você dorme e não acorda nunca.

pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...