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Mostrando postagens de Abril, 2012

SÁBADO NO BIG BAR

E a negada tá proporcionando o rolê no Big Bar, sábado a noite o jaco é de couro para Ibrahim e o Infinito Moto Clube. Velhas putas bebericam suas cervejas nas mesas ao lado do espelho, enquanto um casal de gays mantém a fala arrastada em olhos de conjuntivite.

Canetinha fotografa atenta, meu celular guerreiro é a câmera estailizinha de dois magros megapixels cantantes. Lanches vem e vão, um taxista com ares de serial killer olha para o relógio pendurado na parede verde: onze e quinze.
Meu amor é megadalin. A essa hora o amigo Jeff Sono experimenta diferenciados estados de consciência na cidade de Araras. Enquanto isso Rivers anunciou chuva para as dez e quinze e momentos antes eu e meu amor trombávamos com Zanzibar que parou o carro em plena rua nove para nos cumprimentar. Mestre Barquinhos estava presente na bagunça também. 
Alain Prost garante seu lugar ao balcão: a bebida tem que ser curta, o sonho é comprar um terreno em Sorocaba. Colegão is in the house: e a tarde conferiu a mágica…

AVENIDA ONZE

A mesma situação: na avenida onze, SORVETES PAGOS. Entre esta e a rua dez, Água Mineral Jorabel. Cabeças de cães lado a lado vão dominar pelo alto a fachada: abre-se a gigante Contato Pet Center, para desespero daqueles cuja empatia com animais é zero. Com a sensação de sonho, subo mais um pouco a avenida onze.


Explode a próxima promessa pela noite de Rivers: é o Nick Cave Lanches. Ao fundo, as paredes da borracharia do Boldrão, que supervisionam esta que é uma intensa lanchonete a céu aberto. A esquina do hambúrguer fervilha e o pedido forma-se distinto – trata-se do Bauru de Calabresa. Nem preciso dizer que tudo isso acontece dentro do pão francês.


Há insuspeitado romantismo na arte de manter uma tevê ligada ao lado duma chapa quente: o cinema dublado, como se um simples enredo desanuviasse o esgotamento dos humildes, que vem e arrasta o medo da morte para além do beleléu, para tal dispensando até mesmo os afazeres do controle remoto. Quantos oníricos telespectadores não pereceram fel…

MESTRE ZANZIBAR

Que mais senão a alegria de reencontrar meu antigo espaço? Era isso o que uma das moedas deve ter pensado quando encontrou o velho balcão do Big Bar. E quem levava consigo a tropa (ela e mais três) era o Zanzibar, grande amigo e parceiro. Com Zanzibar, tudo continuava empolgante conforme os antigos churrascos anuais dos velhos amigos do Bayeux. Mr. Rainbow alugara a chácara mais uma vez, e o pessoal apareceu perto do meio dia. Toda a macacada pirando numa nice, memórias bacanas com muito metal, cerva gelada e a tradicional piscina, inimiga dos sábados chuvosos.
Quando o encontrei, na noite de sábado, Zanzibar estava, digamos, já alto de pileque, o churrasco encerrado e o amigo bastante à vontade: trajava camisa regata sem manga, shortinho de pedreiro futebol anos setenta e os pés descalços. Havia parado pruma prosa e tal ali perto do Mc Donalds. Os participantes do churrasco estavam ali agrupados, quando apareceu Grelinho, um gigante de dois metros que não pode dar um passo pra fora de…

DOMINGO NO SUJOS

Ele era o barandão no samba róque do Sujinhos. Camisa de botão cem reais, meio aberta, pelinhos plumados o cabelo castanho cuidado, com xampú, cabelo longo preso num cóque nas panturilhas new school tatú - risadinhas entre traguinhos menininhas caio f. abreu os passinhos bem decorados nu sapatinho, ceva, raxixi, jorgi ben, répi, refrão, quero mais, amanhã tem aula, carona, vamo? assalto, barandão perdeu tudo, chorou como mulherzinha.

DOIS TERRÍCOLAS DE BICICLETA

A situação: dois terrícolas andam de bicicleta, há o encontro. Um maluco tem 17, é magro e desdentado, de regata azul guardando duas varetas braçais, os cabelos do sovaco desgrenhados brilham como manga recém chupada. O outro tem 15, é ingênuo compulsivo, influenciável, menino fluente em educação católica careta, o verbo medroso. Diria até que a ingenuidade ali o levaria a desconfiar de que o avô do Pelé esteve na Santa Ceia como escravo-garçom. Enfim, houve a abordagem do mais velho, que principiou meio sem jeito: você bateu no meu irmãozinho naquela mão lá, tô ligado, que fita foi aquela, isso não vai ficar assim não tio,o sovaco líquido respingando, "que irmão? não fui eu não! você tá me confundindo! foi sim! o rosto vermelho - de raiva ou de embaraço? você fez meu irmão chorar, não, não sou quem você tá pensando não! então me dá uma grana, pra me  ajudar a resolver uma...grana? tô sem carteira, eu só tenho um tazo no bolso...

SEMANA SENSATA

Que semana chique hein: Barça X Milan, Flu x Boca, Santos X Inter, só pra começo de conversa. A semana que na sexta abraça um milagroso feriado, preparando o já glorioso final de semana: tudo isso é pouco para o mês de abril, mês do meu aniversário. Aoopa. Tudo indica, portanto, respiração descansada, leituras revigorantes, fôlego monstro, estresse longe de dar as caras: SEMANA SENSATA. Porque há tempo de curtir e há tempo de curtir. Porra, tô felizão.