sexta-feira, maio 25, 2012

O MUNDO DOS MORTOS



Naquele tempo, nem um fio de desânimo cobria os olhos do velho Lucky. Naquele tempo, onde dias e noites eram cobertos de sonhos de uma adolescência tardia, a diversão eram as errantes andanças com os amigos pelas ruas de Rivers.

Amparados pela viva preguiça da irresponsabilidade, decerto nossas mentes permaneciam cultivando os prazeres proibidos da arte inconseqüente: éramos correligionários daqueles momentos dementes. Cruzávamos várias ruas do centro, aparentemente sem destino, juntando moedas pra torrar em algum humilde supermercado, tudo isso sem um claro intuito. Mas eram tardes de boa. E as noites não ficavam atrás, apenas os quatro amigos, conversando sobre eternas bobagens, assuntos tolos, rumos incertos de precários destinos, cenários perecíveis da tumultuosa estrada que resguarda a vida interior.

Assim como bebíamos, o velho Lucky resfolegando curtia muito aqueles saudosos passeios. Barulhento e boxer, babava pelas calçadas, amigão, sincero e sorridente, com latidos uou entre o médio o agudo e um grave robusto; seu sorriso andante em quatro patas surgia assim meio como uma dinamite da alegria, como o romântico relâmpago da simpatia perdido na noite de Rivers, lembro que antes de Brasil X Inglaterra nas quartas da Copa de 2002, lá estava eu capotado depois de um ensaio e umas biritas na casa do Danilão, antes da hora do jogo, na madrugada, o Lucky roncava ao meu lado, velho parceirão cansado, o parceiro que ouvia Ramones, que corria invencível pelo Horto, que abanava o rabinho com ares de pilantrinha monstro, que pulava em cima dos amigos pra saudar brincar e sonhar, dentro da antiga garagem da rua cinco ainda vejo o rouco rugido do cão fiel do inigualável Lucky, que várias vezes o vídeo Instrument do Fugazi assistiu.

Recentemente perdemos nosso amigo. Ele já não passava seus dias em Rivers: Lucão mudara-se com o dono, meu irmão Danilão, para o litoral. Não preciso dizer que deixará saudades e mais saudades. Grande Lucão, descanse em paz companheiro, você merece...

Com essa triste notícia, a semana foi um desastre. A depressão parece que resolveu mesmo dar as caras. Os dias parecem correr em função da rentável burocracia. A arte, a literatura, a música e a poesia: o tempo não mais diz respeito a vocês. Vivemos num mundo previsivelmente egoísta e babaca, onde o reconhecimento rendoso-material é o visto de entrada para o mundo dos mortos. Não há novas vozes para o sincero e o verdadeiro, tudo que reluz é mais do mesmo, anúncios hipócritas, pensamentos frouxos, sem espaço para a  discreta elegância.

“Ótimas” formações intelectuais e culturais renderão caixões esquecidos pelo tempo. O frio Bódegas, vento que nasce no coração do Lago Azul, anuncia que Rivers acompanhará a decadência brasileira e suas musiquinhas rebolativas.

Nós, os incompreendidos. Eu, o incompreendido. Eu, o renitente. Ilusões, o vagar desolado pelas planas ruas do centro. As mãos dentro do bolso, pedrinhas rolando inocentes, o sono eterno. Porque não cultivo o desejo de chegar a essas alturas mundanas ou idealizadas, idiotas. Nem a glória midiática, o reconhecimento imbecil, tapinhas nas costas com apito de senha. Entretanto parece que todo o esforço de comunicação é em vão, o mundo morreu, o mundo dos mortos venceu. Ninguém mais ousará perseguir a canção. As digressões da imaginação, por serem ligeiras e sutis, não estão gozando tranquilamente da comunicação antigamente tão deleitosa e bacana. O desagrado na alma avança, e os vôos ligeiros estão cancelados. Abundantes e freqüentes no passado, os ímpetos da inquietude chegaram ao seu final. Memória, entendimento e vontade estão soterrados. As ocasiões de gozo e alegria, derrubadas. A poesia acidental será o suicídio. Sorrisos emanados, apagados, verbos calorosos, decapitados. O substancial eufórico morto no ventre. Avenidas do ordinário, ruas do robótico, em frente. Maravilhas humildes no domingão ensolarado, penosa harmonia do adeus: sou incapaz de ver felicidade neste mundo dos mortos.









segunda-feira, maio 21, 2012

A MINHA PRIMEIRA NOVELA



Estou preparando a minha primeira novela. Tem haver com Rivers, terra onde nasci. Tem haver com rock. Espero terminar logo, meus amigos. Tô ansioso pra caralho.





O lemão escreve no lendário Big Bar

sábado, maio 19, 2012

RAMONES




Que som é esse tão verdadeiro, tão podre e tão parceiro, que logo de prima vêm de boa e empolga meus ouvidos?  Que ataque é esse que tão nostálgico avança, que das ruínas rebelde anuncia que nada é comparável ao one two three four life’s a gas?

São apenas indivíduos retardados em suas jaquetas de couro, névi iórqui almas errantes, os cabelos imbecis, com o detalhe de que alguns não dispensam os óculos escuros. Pelos três acordes dos dias, lá vão eles, dementes e ressacados, desafetos entre si numa van loco live -estamos com vocês anos e anos após o adios amigos, a época de ouro da música suja desenhando, e assim reverberadas as melhores páginas do sujo som na terra.

Sim, estamos presos, deslizando dentro daquele antigo vinil, onde a velha esculhambação tão logo nos trará  novamente passos de foguete, como uma infernal partida com a goleada dos instintos. Os ouvidos humanos, acolchoando esta doente combinação, ensurdecem na preza. Eis a razão porque o ouvido é o sentido mais débil, não é Ritchie?

Em uma noite escura da minha adolescência, em vivas ânsias inflamadas pela busca de novos sentidos, outras venturas, deparei-me com aquela sincera crueza, honesta-revigorante, a frescura zero. Doidão ressurgia ali um Mário mais imbecil, bastante felizão – e recuperado-atônito perante aquele cenário, descobri o que queria ouvir pra sempre: RAMONES!


O Ramones do início, o Ramones dos anos setenta: a salvação do rock and roll, definitivamente. Retomaram os primos a velha simplicidade dos anos cinquenta, resgatando em plena viagem suicida todo o ministério da euforia universal. Visitei praças, bares e bazares, reecontrei minha falecida avó, conheci o amor da minha vida - que amava Ramones tanto quanto eu - e para além da mera intelecção vislumbrei relatos de esperança e mudança, o incansável quarteto sempre ao meu redor, memórias e sonhos, na alma embriaguez constante, distorção e microfonias por duas mil duzentas e sessenta e três vezes na história: chimbal fechado estralando, perfeitos refrões, o gênio de Dee Dee, Debbie Harry e Joey brincando no pedalinho do Lago Azul, ouié. O ouvinte, alucinado, fervilhava os ânimos em festa permanente consigo mesmo, convencido de que era sim o eleito entre o sublime mistério cativante daquela eterna aurora tão primitiva, autêntica. Judy acreditava em milagres, Marky abriu uma nova borracharia no Cervezão e o Joãozinho Ramone convicto sonhou com o bastão: Psycho Therapy, that's what they wanna give me!

Então todos começaram a compor: surgia o Blends Gasolina, o Píctor And The Rói Flames, The Queers, o Toije Massa,  e o Pantos Wales decidiu comprar a briga também. Pô chefia, Ramones evoca boa vontade- fraternidade de rancho, bala chita amarela e a incrível estrada i wanna live, traquinagem bêbada no céu  via ultramizade, rios fartos em noites de inenarráveis iluminações além dos corações garageiros. Escutar só Ramones a vida inteira pode ser um problema, mas desprezar Ramones é perder uma vida inteira.

Foi após beber Ramones que Celinha encantou-se pelas camisetas de Rodolfo. Após banhar-se em noites ramônicas, Pedro reviu a coragem necessária para despistar a longa timidez e poder cortejar no sossego Amanda, aquela que pelo farto busto encanta. Edilan aprendeu a pogar às custas de Ramones. Um grupo intitulado Camones conquistou a credulidade do prefeito lisboeta, graças a coesão do álbum Brain Drain executado na íntegra, e na platéia o pequeno João Lucas, ah, o pequeno João Lucas vertia lágrimas da mais pura redenção.

Ouvindo Ramones, o sujeito não fica nessa draga de autobajulação daninha, no barato amor-próprio do pavão. Não: a simplicidade, a humildade, a camaradagem e a eterna descontração, esse é que é o rolê, chefia! Só que o Ramones de fato, não é tudo. Pra mim, existe apenas a pessoa que mais amo no mundo. O sentido da vida, até o fim dos meus dias é único: Anita Sandroni. Porque na verdade, tudo começou quando eu a conheci no Burger King, we fell in love by the soda machine...

segunda-feira, maio 14, 2012

A VELHA RUA SETE




Ela é velha e bacana: como é agradável roletar pela rua sete! Em noturnos ou diurnos passos, são caminhadas serenas, simpáticas, porque rebento desta eterna estrada, aqui a amizade pela vida desperta. Camaradagem, azul e convicta, elege avenidas pares ou ímpares: restitui a rota dos meus vastos sonhos! Nesse país, estoura o riso celeste chefia, porque as pombas no pátio do Joaquim Salles ainda ouvirão muito Ramones. Enquanto as simpáticas freiras do Puríssimo um dia fizeram do pátio e vitrola Chuck Berry, lendária, a livraria Eureka consagrou em suas estantes o prazer pela leitura, embora hoje prefira o Boulevard dos Jardins.

E o que dizer sobre o clássico colégio Joaquim Ribeiro? Quantas memórias, quantos rostos agora distantes, apagados pela cachaça,  apagados pela lata de fumaça! Sigo a lembrança desta entre as radiantes histórias da velha rua sete: a colisão de Ranir. Em algum momento de seu demente passado, o jovem Ranir preparou sua rotineira responsa: caronas e mais caronas. Trazia naquela manhã em fortes remelas na fuça sua obrigação, pegar a caranga e levar seus irmãos ao colégio. Ao cruzar a rua sete, entre as avenidas quinze e treze, teve que desviar de um veículo que varou o pare, e enfiou o carro em cima da calçada, quase matando uns sete estudantes. Quase! O freio funcionou em cima, ainda bem, que alegria! Eu não sei porque me lembro disto: o cara que fez Ranir perder a direção estava era loucão de Cynar, não possuía doc do carro, não possuía nem habilitação, o Ranir estava certo, acendeu um cigarro, Joey cantava I don’t care.

Tudo bem, claro que seria mais fácil lembrar de outros episódios, talvez algum dos anos oitenta, a presença de Rogerinho Minibits e suas ideias anarquistas que causaram tumulto pelo coração de Rivers. Barraram o Rogerinho sim, incrível, tiraram tudo de você meu amigo , menos a rua sete. Talvez eu pudesse narrar também fragmentos existencialistas acerca do Reverendo Hércules e seu comércio ilegal, a notável papelaria Palacius, a old school bicicletaria Azubas, ou sábias injeções na incansável Gertrudes pela Farmácia Fatos.

Voltemos ao Rogerinho. Caminhava à noite o rebelde pela sétima sinfonia, inventando as piores blasfêmias, solilóquios do caos, persistia na vingança, sempre com o célebre suprimento de frases viscerais. Pensava antes na frase do que numa única consoante, aquele frasista monstro: defecava sem pestanejar na boca dos imaginários conservadores seus períodos alucinantes, pelo simples prazer do desagrado constante; errática rapsódia da roça. Não era arbitrário não. Não era bebum dadaísta em monólogo vazio. Apenas amava a rua sete.


E o Rogerinho tinha uma maneira extremamente simpática de abordar as pessoas invisíveis. Tinha no repertório o sorriso largo, mais ou menos como a antiga turma do bilhar do Power descobriria anos depois, em fanfarronice garagepunk pela rua um. O Rogerinho tinha os olhos em constante flamejamento. Era simpático e cruel. Se vivo anos depois, ele escolheria seguir o  caminho das guitarras do Rasta Knast pela noite do Kenoma, aos rostos farsantes da gente iletrada no Devito. Porque você age dessa maneira idiota, Rogerinho perguntava – e então boys miami e lagartixas sodomizadas pelo sistema abaixavam a cabeça, em pânico, mais uma vez sem resposta.

Sim, Rogerinho era sensato, guardava o guspe apenas para os momentos de cólera, ira. E com os braços jogados para cima, em sua mente o pequeno Rogério estava escrevendo mais um peripatético poema, estendido pela rua sete. O vulcão infinito, a insubmissão plena. Lendo o futuro nas doentias cartas da alma, fatiava um queijo pela madrugada, pra servir de recheio complementar ao pequeno caõzinho Lemos, que pobre manquitola, adorava pão e salsicha.


Era assim que perdoava o próximo. Alimentando o pequeno cão, pão e salsicha pela velha rua sete. Rogerinho Minibits, o vagabundo que apenas triturava o próprio coração, longe da mãe, longe do mundo, longe do pesadelo factual, uma rajada rouca e ferina que terminou seus dias no Bezerra. Suicídio.

E pela manhã seu irmão nasceu. Em 1981. Mário. Vive a rua sete até hoje você, Mário. Dois mil e cacetada e lá estávamos descendo a rua sete, eu, Danilão e o Lucky no Espaço Livre: lemão, baterista e boxeur, punk rock e loucos latidos na tarde de Rivers. Grandes cachorros são felizes. O sol erguia-se puro sobre a roça, todo mundo tranqüilo, rodando lentamente dentro da rua sete, a velocidade constante era menos setenta por hora até que a ansiedade desistiu. O Espaço Livre era uma realidade.


sexta-feira, maio 04, 2012

MAIS UM MOMENTO DESELEGANTE


Mestre Barquinhos andava por um matagal complicado. E bem complicado, quase esbarrou no sapo pink que estralava um Poison. Mestre Barquinhos azulejou o passo, sem demonstrar medo ou excessiva inquietude. Salatiel foi o pai de Zorobabel, explicou-lhe alguma voz a milímetros do cangote, em mais um momento deselegante.

Mas Mestre Barquinhos ignorava tais irrelevâncias terrícolas. Continuou desbravando o rolê. Condomínio Green Rivers em cena, lá pros lados da avenida vinte e nove. Passara a tarde por lá, num desanimado churras dum pessoal formado em Biblioteconomia. Havia resolvido tirar umas fotos “lá pra baixo”, pedindo licença pra geral. Talvez aturdido pela forte caipirinha do Paulo Ranho rapidamente Mestre Barquinhos se perdeu do resto da turma. Ainda assim estava numas de arriscar uns passos bacanas, heróicos, independentes, quando emergiu de trás duma gigantesca moita a tenebrosa Digleide. Sim, a decrépita mulher de maltratados fios negros até a altura dos joelhos, o rosto derrubado de baranga mor em mares de irrecuperável ressaca. Num primeiro momento a velha bruxa assobiou-lhe, enamorada – depois emborcou num longo gole todo o Chapinha. Até esqueceu que o fitão estava por lá, visto que abaixou a carçola sem pedir licença e pagou a necê moita monstro adentro. Mais um momento deselegante. Mestre Barquinhos regulou novamente o passo, desviando o olhar sem muita pressa. No cardápio da mente, a questão: que fim levou a tia Edna? As panturrilhas começariam a arriar e uma visitinha noturna ao estabelecimento não seria má idéia.

Foi então que o desbaratinado fotógrafo avistou uns cinqüenta metros acima uma árvore incrível. Parecia até zoeira: o vegetal lenhoso abrigava pencas de chocolate BIS! E o detalhe: nenhuma pele azul envolta no processo, apenas Mestre Barquinhos agora ali trepado, devorando oitenta barrinhas por minuto.  A presença repentina de Mr. Rainbow não lhe causou comoção: meu, que lance é esse? Explicou sem muita paciência Barcote aquele acontecimento cabuloso, recomendando ao amigo fazer o mesmo. Mr. Rainbow negou – arregalou os olhos: vixi, chuuuva!!! O mundo em água desabou.

A chuva era mesmo zoada e trazia além do granizo um agourento programa aos perdidos no extenso condomínio. Mr. Rainbow ergueu os olhos para as nuvens mais uma vez, admitindo o insucesso. Barquinhos estava marrom. Mr. Rainbow e sua mente demasiado prudente sugeriram então o caminhar estóico através do verde espaço. Apenas ele e Mestre Barquinhos, sem viadagem - até que a chuva transformasse aquela proposta no conforto da Tia Edna ou quem sabe no Bar do Bola. Ultrapassando o silêncio alheio, Mr. Rainbow lançou-se contra o amigo que devorava as barrinhas copiosamente; num pulo pra lá de ágil puxou-lhe pelas pernas, arrancando-o da árvore de bis, e os dois rolaram graças a um desavisado barranco.

Estavam agora na Supergame, lendária locadora de games que fez a cabeça da negada de Rivers nos anos 90. Isso sim é que é belle époque, bradou Barquinhos, agora livre do caramelo. Puts, não é possível – quem estava ali megatranquilo passando um pano na prateleira dos lançamentos? Mestre Zanzibar! A atendente, posicionada no subterrâneo balcão amarrou um bico notável. Não queria zumzumzum na loja. Aumentou o volume daquele que era o primeiro play do Gabriel Pensador. Pronunciaria meses depois “Fifa Sósser” se algum pirralho perguntasse por futebol pra Mega Drive.

O aperto de mão de Mestre Zanzi parecia de aço perto, pertinho da patreleira do Super Nes. De responsa. Dali o pessoal zarpou pra Sorveteria Nevada. Pride aquele trio. O céu escureceu e em algum lugar de Niterói o craque Zico vivia do passado.

O centrado Mestre Barquinhos, que soube ser ponderado ao longo de quase três décadas, sendo bem quisto em vários círculos terrícolas, pariu boas relações ao longo do América. Sincero Barco. Com o pote dolorido pelo impacto do barranco, meio atordoado, percebeu que em seu espírito insinuava-se intrigante roteiro cinematográfico: o drama da mexerica gigante, armada de perna e braços humanos. Mexerica que prometia fanfarronice pelos arredores da Grande Cordeirópolis.

Mr. Rainbow no entanto descartou a ideia, por mais que no final da película um vibrante Mário Gomes lutasse ao lado dos desvalidos gomos da já arrebentada bergamota. Os dois amigos passaram a procurar a saída do condomínio, bastante estafados. Quando pensaram em desistir e passar a noite por ali mesmo, Digleides apareceu, soltou uma bufa treme terra, o puro gostão do ovo, em mais um momento deselegante, meu povo.

quarta-feira, maio 02, 2012

A RESPLANDECENTE MADRUGADA DOS MORTOS

Agora com mais três invencíveis lâmpadas de 25 W meu quarto passa a comportar a resplandecente madrugada dos mortos. Se pelas tardes a máquina cerebral flui a melhor literatura, eu não sei. Sei que o reluzente arsenal fará frente, o caos dispara, a trilha é Doom, Sick Joke.


pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...