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Mostrando postagens de Julho, 2012

GARRAFA VAZIA NO TABA FESTIVAL

Valeu pessoal! Grande abraço a todos que compareceram ontem ao Pepper Music Bar. Foi o primeiro Taba Festival, que contou com  o Anguere e o Garrafa Vazia, duas bandas de Rio Claro que estão aí no corre e porra, demorou, tamo junto! É nóis.
















Garrafa Vazia!

ANIMAL BOY

Existem poucas músicas na terra tão poderosas e devastadoras como ANIMAL BOY.

ESCRIBAR NESSA MERDA

Nada de mapinha racional. Longe de gps clichêzento, muito engenhoso o mero copista júnior. Escrever é morrer. Queimem no inferno, lazarentos, eu sou contra o desperdício, tempo burro, pau no cu do discurso decorado sem sal e sem doença, queremos ataques individualistas realmente agressivos - elevando a ficção não masturbando a peruca do umbigo.

POTES DE IOGURTE

Que estranho: potes de iogurte! Alguns sonham com café, eu sonho com iogurte. Todas as noites vou a uma espécie de loja de conveniência. Não estou de pijama. Tampouco nu. Entro extremamente avante. Errante confundo-me, porque é difícil descobrir o lado correto de abrir a geladeira. Toda vez que erro, tenho de esperar. E lá vai o pote de iogurte: amolecido, com as mãos o aprecio. Há luzes amarelas acima da minha cabeça. Eu não quero ser assim, tão noiado em iogurte. E o pior é que não descobri se é sorvete, tudo isso, como sempre. Terça-feira o Velho Marinheiro dissera que sonhara com os Jogos Olímpicos de Barcelona. Em 1992 eu tinha onze anos. Época da quinta-série. Agora vivo a época dos potes de iogurte. A palavra pote é mesmo engraçada: para alguns é o lugar da face, ocupa o reino das idéias, centro absurdo de vontades. Quantos iogurtes estourados, eu sonho com potes de iogurte todas as noites.
Chegará o dia das pipas? O firmamento agradece: aos domingos pipas rasgam o celeste Santa…

THE LITTLE FERAS

Você conhece o The Little Feras? Trata-se de uma banda de rock fulêra. Marky Thompson (comandando a bateria, sempre com seus óculos inconfundíveis), Peter Fuckway (estonteante guitarra)e Ricardo Caramelo (voz e baixo) são responsáveis por agradáveis canções num ritmo jovem e maluco.
No mês passado, estouraram. Plúm. A Austrália toda curtiu uma turnê muito massa dos rapazes. Gincanas, estádios, praças, escritórios de advocacia: o incendiário garagepunk tomou conta do ânus de Deus!
O empresário que, para os mais chegados apresenta-se como "Guardião da Cova" já avisara: "é, o som desses puto é bom, meu...". E isso rolou sussa, numa animada locução sob a noturna égide de Serra Malte. Ele e eu conversávamos sem grilo sobre vários assuntos legais, como se fossemos dois velhos tios aposentados. Aí eu pensei: "ele quase não elogia banda nenhuma...". Ou seja: para uma pessoa que é taxada de cínica e arrogante pelos imbecis e os "que não entendem nada" (ple…

GRANADAS E PALAVRAS

e nós dividimos o mesmo rock and roll maroto quando o assunto é nostalgia vocabular: são tardes teenagers pertencentes ao passado  ali renascidas, quando no futebol "o carinha cavalava", "dava puta bicuda" e o fominha do time "se achava o maior pressão". um cara durão e independente desde os quatro meses de idade, carismático desde garoto, o Velho Marinheiro é antes de tudo o campeão em provocar animação fodida em qualquer rolê. Curte muito o agito e o seu arsenal  pra conversas cospe fogo, deixando a galera doidaça, eu vejo o riso da turma espalhado pelo céu estrelado.


SEXTA-FEIRA NOS ESQUEMAS

Sexta-feira! Sexta-feira nos esquemas...saudades e saudades da amada, saudades da minha DEUSA. Sexta-feira também que transporta-me ao rancho da calma. E de pernas esticadas, a alma curte uma longa e merecida espreguiçada. É que a semana correra afundada em função de tarefas e compromissos. O triste monopólio da atenção responsável. Mas durante os interstícios, houve o blues. O blues caminhando, ora solene, ora taciturno, como de costume. Sexta-feira! Sexta-feira nos esquemas...a formosa noite de sexta...loucos presságios que inconscientes vão revelar o sábado sagrado. Só um leve delírio do sábado já justifica a existência. Então, meus amigos, que ressoe gloriosa nossa sexta-feira, eterna parceira, no coração o sábado armazenado.

E O PEREIRA FOI EXPULSO...

Muita frescura. Atraso. Parecia um espetáculo para rivalizar com os áureos tempos de Xou da Xuxa. Esse é o Coritiba e sua distinta entrada em campo, de fazer inveja ao Lakers.
Uma falta com dois segundos. Assim começou o jogo: era um palmeirense atropelando o coritibano, ainda antes que secasse a saliva no apito do árbitro. A bola, mera coadjuvante, doara sua posição de destaque para papéis prateados adornarem todo o campo. Aliás, o gramado tinha suas modernidades: profundas poças d'água incrementavam as laterais.








No banco do Coritiba, meus amigos, está o Júnior Urso. Seria ele mais uma opção a ser desarmada pela água? Enquanto isso, Daniel Carvalho constrói passes bobos. "É um juiz ou um operador de telemarketing?" pergunta meu pai, impassível.
E os gols saíram em cobranças de falta. Airton fez um a zero para o Coritiba, aos quinze do segundo tempo. Pouco tempo depois, porém, foi a vez do veterano e homem-referência no sistema tático palmeirense brilhar. Pra mim, o gol foi…

ZZZZZZZ

Amigos, que terça-feira sonolenta...
Parece que ao acordar eu não abandonara por completo o soneca's world. Por cada mágica dobrada de cotovelo, por cada esquina de tarefas cumpridas, era o bocejo meu ilustre cartão de visita. Eu era munido da certeza que em algum lugar perto da ilha da preguiça coletiva travesseiros da marca Flonside registravam em seus alto-falantes "Miles Away", o clássico do Winger. Então roncos de pequenos tratores seriam a trilha sonora da terra. Todos dormiriam em paz. Ninguém precisaria mais trabalhar ou se aventurar numa patética fila de lotérica. A humanidade toda estaria imersa numa ótima e eterna sesta. Comunidades inteiras puxariam aquele cochilão família, longe de pernilongos, inclusive. Tão renovadora, tão abençoada, a roncada dos mortos. Dormir, dormir, dormir. Uma terça-feira tão sonolenta, meus amigos, que eis novamente o sono a me conduzir pelo teclado. E evocado pelo dead brother, garanto minha viagem para lençóis.

SÃO PAULO ESTRAÇALHA CORITIBA

Amigos, o tricolor do Morumbi estraçalhou o Coritiba. Nesta sonolenta tarde de domingo, nosso esquadrão encarou na capital a equipe reserva do Coritiba. Tudo bem, eu sei: ganhar de equipe reserva é como disputar corrida sozinho atrás das Três Fazendas. Nem tanto, nem tanto. O Coritiba estava bem organizadinho, talvez igual o trivial enredo das historinhas do Papa Capim, mas o importante é que plantado consciente lá estava.
E num primoroso passe do correto lateral-direto Douglas, Jadson fuzilou da entrada da área: a bola incendiou o ângulo esquerda da meta coritibana. Uma obra prima que faria o Absinto de Van Gogh descer ainda mais glorioso. 
O jogo era nosso. Comandados ainda por Milton Cruz, podíamos ver no camarote Nei Franco e Rogério Ceni trocando figurinhas sobre classic rock e cervejas importadas, felizes e satisfeitos. E o nosso ataque, sem Luís Fabiano suspenso (pra variar) viu Osvaldo todo marto descer pela esquerda, entrada na área todo arisco e tranquilo: o passe rasteiro sai…

PALMEIRAS 2 x 0 CORITIBA

Amigos, a Copa do Brasil é como o New Metal: é impossível levá-la a sério. Mas o que vimos ontem na Arena Barueri foi uma peleja vibrante. 
Estavam em campo Palmeiras e Coritiba, para a disputa do primeiro jogo da final. O Palmeiras passara na semi pelo Grêmio com instinto de matador: atropelara o tricolor gaúcho no primeiro jogo por dois a zero, em pleno estádio Olímpico em Porto Alegre.Na volta, também na Arena Barueri, o empate por um a um, em uma frenética batalha que teve sopapos, navalhadas e também a distribuição de algumas moquetas em ré menor.
Mas vamos ao jogo: dizem que é mais fácil roubar a mulher do Valdívia do que a bola dele. E é verdade: quando está afim de jogo, o chileno evoca poderes especiais dignos do lendário Golden Axe do Mega Drive. Era e é o mais técnico jogador palestrino. Porque o Coritiba dominou o primeiro tempo. Com mais volume de jogo, ajeitadinho, parecia a prosa do Hemingway: concisa e bem organizada, sem ajuda de meros adjetivos. Mas o Palmeiras tinha o…

Boca x Time do povo

Amigos, na noite de ontem aconteceu a finalíssima da Copa Libertadores 2012. Disputando a segunda partida da decisão, estavam em campo o time do povo e o Boca Juniors. Como o primeiro jogo terminara empatado, quem ganhasse levava o caneco. Em caso de empate, teríamos  prorrogação e, se o empate persistisse, disputa de pênaltis.


A partida teve como palco o glorioso Pacaembu, um estádio que em termos de relevância para o futebol é como o Bon Jovi para o rock and roll.
Bastante ridicularizados por nunca terem ganho uma mísera Libertadores, dentro de campo o time dos populares se esforçava muito para reverter este importante tabu. Penaram, correram pra chuchu. Foram acima de tudo guerreiros, diante do temido rival argentino. 
E a torcida também fazia sua parte: os fanáticos bonecos de arquibancada até o final deixaram seu lado emocional vir à tona, distribuindo originais gritos de guerra  e brincando muito com sinalizadores e enfeites artesanais. Quando a televisão focalizava de perto alguns…