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Mostrando postagens de Setembro, 2012

A ERA DA INTERNET

E todo mundo finge que leu. E todo mundo finge que viveu. Sua senha foi alterada há cinco meses. Sua capacidade de reflexão está restrita ao inefável daquele velho e conhecido bafo da preguiça, bocejo contagiante da estúpida inércia. É uma questão de ver as coisas com olhos de wikipedia, com dedos de google, com coração de merda. A superfície é tão abundante, que muitos vão perder Black Sabbath e ovo cozido DIY, sem ao menos contar em modo errático rasas moedinhas dentre as movediças ruas da lua.

cândido cerrar de eyes

Entre o irreal e o real vive um pastel de mediocridade. Funciona essa porra! Ele é o divisor de todo o rolê. Ele que narra em vozes do óleo o que levará etiquetas adesivas simples ou motivos de esculhambações para o bobo gozo das elites. Entre o irreal e o real, há a valsa eterna do eufemismo e uns laquês bizarros, feitos para o ânus dos antenados quarentões. Antenados com o que, porra? Com o bombril pra incrementar o wifi. Antenas ou "lances", tanto faz, como aquele peixinho laranja todo tampico, que tomando um baita susto duma dedada tonta em seu aquário, chora sangue, chora sangue, instalado dentro das Lojas Americanas - bem ali na parte de Biscoitos e Calças Jeans, sempre a preços módicos e serenos, esse peixe tampico não resplende. De qualquer maneira, que tal agora então, meus amigos, seis da matina e os little birds perto da minha janela como se arriscassem galgos anárquicos em bends mezzo cantantes, crué crué crué, que som é esse, Derico?
***
A majestade do DEZEMBRO qu…

DECENTEMENTE

Quinta Stones. Vou passar aquele little coffee agora, chefia. De Lightnin' Hopkins ao frio, do frio vem aquela  vontade de capturar as velhas canções, you know. Quinta Stones. A gata é branca e seu nome é Olguinha, ela é pequenininha e pula aqui no meu colo, no teclado também, quer carinho na barriga, a Olguinha. Gatinha  zica que sometimes brilha com seus olhos de little omelete. Não sabe miar ao certo. São pequenos ensaios, como eu, que não sei assobiar. Mas arrotar eu sei. E peidar como um velho vovô também. Aopa.

#1

Mó tempão sem escrever por aqui. Não escrevo por aqui mas escrevo no meu livrão de borso, capa preta, indústria nacional, caneta desvario, chão quente derretido de loucura em quartzolit tube - enquanto a insônia amadurece, as linhas fervem, derretem o solo todo vermelho, e entre curtas notas e contos rápidos, eu permaneço. Lobisomens de Rivers, garfo e facas vivos em São Francisco de Berma, alamedas de Salubre Dreams, a roça está com um calorzão dos infernos explodindo cento e oitenta mil almas.



Época de eleição, mesma história. Todo mundo pidão pra caralho. Todo mundo peidando promessa, soltando fagulhas de companheirismo bacanóide. Massa. Foda-se. Vou pro estúdio com a banda. Gravo "Pedrerage Sessions". Esse é o volume 1. São oito pauladas. Estamos entrosados. Na chapação do take do domingão maluco, erros e improvisos - tudo menos pedidos de desculpas e soluços.


Voltando de Pira, Feira Alternativa na Estação. Som do Anguere. Boa banda. Rapaziada firmeza, som fodido, crunchão…

GARRAFA VAZIA - GERAÇÃO IOGURTE

É com great satisfação que convoco todos amigos leitores e leitoras do Vozerio para a audição desta que é a mais nova música do Garrafa Vazia, chamada "Geração Iogurte". Aoopa!



Quinta-feira malandra, ajeitando com sugar a oportunidade pra sexta reluzir num golaço de trivela. Centrão, aí vamos nós! Eu e my soul, que o negócio é alma, suor e rock and roll.

GARRAFA VAZIA + DZK!

VOCÊ CONHECE O BRUNO LÓQUE?

Você conhece o Bruno Lóque? Eu conheço. Negrão gente fina. Vinte e alguns wild years cravados na certidão de nascimento. Brunão é sangue bão bagarai. É o irmão que agora mora pros lados de Birdland. Trampo e sutileza, copos americanos e destreza na visual programação na linguagem do dinheiro ou não. É o cara que não enche o saco de ninguém com babaquices anímicas. É o malucão que daquele jeito ainda defeca uns power chords malditos na mais velha tradição do mestre GG Allin. E inclusive consome in your soul crássica e clandestina literature porn devil no vinil mermu, enquanto estufa o envenenado coração através dos secretos subterrâneos - lá onde aquela safada poesia libertina do mais fino esgoto peida e ainda reverbera pra valer, meus amigos. Esse o Bruno, Lóque.