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Mostrando postagens de Novembro, 2012
Você briga pelo telefone. Um só momento de mórbidas acusações. Ela escuta, claro, e você pode até ter razão, mas aí pelo telefone a briga não é muda: como se  remasse a própria fúria, eis a queda de todos copos americanos do sossego, perfilados numa boa em cima daquele silencioso balcão, cinco minutos antes. Merda. Num golpe, a razão no chão. O balcão acusa você, é o ciúme? Desolado,  também o dono do estabelecimento acena lentamente com a careca suada, diz que tudo isso é desnecessário e juvenil. Mas suas mãos não pensam pra falar. O novo impulso envolve a nova porrada, o freio está desligado, e novamente os copos vão pro chão. Puto pra caralho, agora o telefone é uma merda maior - assim não dá pra sentir, não dá pra sentir, será que sinto anestesia de raiva ou raiva anestésica? Sei lá. 
E amanhã você nasce arrependido, terrivelmente apaixonado, perdido ou chapado de interrogações, de ciúme prolongado, doente da alma, doente do coração: maldito telefonema suicida aquele, ansioso ainda…

É preciso renovar?

Você não precisa ser muito esperto pra perceber que dúzias e dúzias de 'bandas' nascem todos os dias para infestar as redes sociais com lixo e lixo mal reciclado. 
É só pescar um nome de merda no gúgol e pronto: arrumamos um motivo pra existir. Forjamos um padrão sonoro batido, nada manjado, e pronto: temos uma banda novinha em folha. 
Agora é correr sem senso nenhum de timbre e intuição, tascar uma gravação digitalóide sem alma e bingo: conseguimos! Vamos tocar por aí e divulgar nosso som. Somos "alternativos', somos "underground", o meio independente é nosso berço, blá blá blá. É só vender qualquer merda e boa, o ouvinte é burro mesmo...
Mas será que é preciso generalizar assim, Bliss James?
É sim. Nos tempos de teenager nanicolina espiritual e cerebral brazilóides indieotas circus, com raras e boas exceções, o que temos é uma ampla diversidade de nada e falsos porques elevados ao óbvio, causando enorme desprazer ao sagrado coração da música  e sua vizinhança …
"Tonto", escuto isso direto da minha namorada. Escrevi "oi..." na sola do meu pé - gosto de me sentir alegre quando a chuva desaba na cidade.
Em silêncio, ela escutou Your Love, do The Outfield. Em bebaças letras de néon verde piscina a alma deslizante. Estávamos nos anos oitenta, e cabelos mágicos davam o tom nas garotas. Ela levou para o tapete do quintal a música. Ela levou todo aquele reverb mágico e seu topete casquinha de chocolate com laquê, enquanto Jerry era acariciado na barriga. Ele era o buldogue mais valente de toda Crazy Alley.  O restinho do encontro com Bliss James ecoaria durante a tranquila sessão de afagos, como se Jerry risse de barriga pra cima com seus óculos escuros 50’s rock and roll - e quando ela apertou pela última vez as bochechas do dog , nada de relevante aconteceu. Apenas acionara a antiga despedida, mas era como se reacendesse por dentro o restinho de loucas vogais, consoantes dançantes daquela memorável noite de sexta.
Nua, entrou no banheiro e saiu rosa, ela estava num pijama. Deitada de bruço, apagou a luz mas não as bebaças letras de néon verde piscina e a alma deslizante. O velho Jerry e…
É bem melhor não pensar e criticar por criticar, é bem melhor copiar o festival da tagarelice dos mortos. É bem melhor repetir opiniões sem sal, fazer média com a maioria. É bem melhor ser um brasileiro passivo, pronto pruma vidinha sem inflexão alguma e de consumo meia boca. São vinte e quatro horas por dia pra rebolar com a muleta da frase feita e do juízo pronto, e com o picles emprestado do vizinho. 

Até a diagramação mental mirim foi pro brejo, percebam.

É bem melhor ser ninguém no país do oportunismo de penico, do instantâneo calculado. É bem melhor não saber ler nem escrever de VERDADE, trilhar o comum, relinchar a esperteza da mais pura mediocridade, é bem melhor ser um merda e sorrir vazando bosta.
É uma das minhas tradições.  Ela vai para o trabalho e vou embora para casa, logo cedo. Mas antes tenho que passar no Parada Obrigatória. É lá que peço uma dupla de salgados posteriormente enriquecidos com pimenta e uma garrafinha gelada de Sprite. Grande Alvinho! Saudosa rua 1!
Pela manhã, a estufa está lotada. Ricos salgados encorpados dividirão o banquete com a iluminada soda, trezentos ml de gás, refrescância e sucesso na medida certa. Com apenas oito pratas, estou no paraíso.
Lá vem a baleia inconveniente, ele disse. É um extrato de carência com polpa de banha fedida, você sabe, e ele apagou outro cigarro nas ocultas bochechas do asco.

O FOCO É MONOLÍTICO

Sou um sujeito muito desastrado. E pra piorar, também sou desligado pra cacete. Essa conjunção de defeitos tem me irritado, e hoje constatei que preciso mudar esse quadro, urgentemente. Por mais estranho que possa parecer, devo pensar menos. Devo focar em um só acontecimento por vez. Uma só proposta, por mais que minha mente percorra outros vagões. Devo afunilar a percepção durante tarefas que exijam especial atenção. O foco é monolítico, e o estado de REAL concentração é uma dádiva quando o assunto é evitar cagadas.

"DESTRUIÇÃO TOTAL 2" !!!

É com grande satisfação que compartilho com vocês a coletânea mais explosiva de 2012!


Eis a fabulosa Destruição Total 2 !!
Apresentando::

Delito Anti-Social
Condenados
Herdeiros do Ódio Devotos do Kaaos Protesto e Fúria Garrafa Vazia(com quatro temas gravados especialmente pra coleta, chefia)
LÉTIS RÓQUE!!!


DOWNLOAD!
Eu me pergunto porque as pessoas que gostam de rock and roll encanam tanto com o "Camaro Amarelo". Atacar a música não resolve nada, pelo contrário: só a reafirma, complementando a mediocridade do triste quadro dos nossos dias.


O problema não é e nem será qual a música que mais toca, a música da moda, e o quão irrisória ela é. A boa relação entre música e humanidade morreu há tempos. A relação das pessoas com a música em geral é cada vez mais detestável. Entre o milagre e a batalha do banal que nos legou a tecnologia , ressoa um longo e deprimente acorde dentro da interminável estrada do vazio.

COMO NOSSOS PAIS

Existe coisa mais chinfrim e pobreta que atravessar Abbey Road com cara de criança estuprada?

Sábadão na loja de instrumentos.

Gosto de soul e funk de verdade. Dos baixistas que atacam seus baixos com fúria, punch e feeling. E abomino essa merda de slap genérico, slap de teta. Principalmente vendo esses branquelos bunda-mole se masturbarem com uma técnica idiota, que gera um som igualmente patético. Os robôzinhos mimados e seu groove tonto de churrascaria disputam em pé de igualdade com um cajón qual sonoridade é mais irritante e imbecil.

GARRAFA VAZIA - DOWNLOAD!

Baixe agora os novos sons do Garrafa Vazia- the fuckin' garage band from Rivers!
http://tramavirtual.uol.com.br/garrafa_vazia




ROCK II, A REVANCHE

Um drama realmente sensível - Rock II, A Revanche. O canal TCM é aquela velha tia fictícia que lhe oferece café com humildes bolachas bem na hora certa, ressurgindo rasante nos momentos sagrados da existência.

Sim, e sua prontidão é alucinante. No fundo, talvez ela seja também tão exigente e durona como o incrível e incansável vovô-garoto Mickey, apenas aquele velho treinador do boxeador que acaba de ser papai.

QUINTA-FEIRA NOS TRINQUES

Uma passada no velho e crássico Sebo Outras Histórias e a quinta-feira está nos trinques, chefia.