segunda-feira, abril 29, 2013

GARAGE ROCK!






Um evento realizado com competência, acima de tudo.

A excelência, o bom gosto, a clareza do cartaz. 

A divulgação decente, decisiva. 

Taí o resultado final: mais de cem pessoas no domingão rock and roll na velha Rivers, estralando a noite belda do dia 28.

Agradecimentos especiais ao PepperBar Rio Claro.

Pela confiança, pela parceria, pela amizade. Pelo espaço, amplamente agradável, favorecendo os rios da camaradagem.


Parabéns às bandas. 

Parabéns ao chapa Big Jorge e cia, rolando aquele rock and roll doidera. Chapado rock and roll: de voz grave e presença, com atitude e sem mocice. De sons próprios e Raulzitos da vida, fazendo o público chapar o globo de acordo.

Parabéns ao Boneca sem Braço, que iniciando sua caminhada segue firme e forte, desceu a lenha sem crise. E que além disso fez a negada cantar e dançar numa nice, tocando crássicos etílicos universais, mas sem deixar de mandar brasa em suas próprias composições. Tudo no esquemão rock and roll sacana, sacumé.

E um brinde aos irmãos do Garrafa Vazia, família fabulosa, malacaiada do coração.


Mas espere: não posso esquecer de agradecer a presença dos parceiros de outros 
municípios também. Simpatias que fizeram o corre pra marcar presença. 

E claro, um salve ao pessoal das bandas da cidade, como do Anguere, Carniceiro e Interceptor. Tamo junto rapaziada, sempre.

É nóis, porra - na humildade e jogando aquele futebolzinho maroto, 100% DIY, 
daquele jeitão.

Grande abraço a todos, vida longa ao rock fulêro, ao rock garagero! 

Em breve, a sequência: logo mais estourando por aí a segunda dose de GARAGE ROCK!

quinta-feira, abril 25, 2013

JÓBLIS E SUA CARBONO BAND


Jóblis também tem sua CARBONO BAND. Jóblis é como um cachorrinho obediente, emite suas cópias sonoras por supressões aos borbotões. 

Inseguro, toca membros alheios. Imita os sucessos dos astros esperando por alguns aplausos.   

Sua contribuição artística para a humanidade será uma grande bronha. Uma grande bronha, eterna, só que comandada pelo próprio ânus.


REPETIR, REPETIR, REPETIR

Jóblis gosta de ensaiar covers.



terça-feira, abril 23, 2013

O VERDADEIRO RELEASE


 O Garrafa Vazia é uma banda de rock mulambo formada na cidade de Rio Claro em 2009.

No início a banda era composta por Mário Mariones (baixo e vocal), Rato (guitarra) e Danilo Lebre (bateria). Danilo foi o grande idealizador do projeto. Ao lado de Mário Mariones montaram inicialmente o primeiro grupo em 1998, o Beck Ronalds.

Mas Danilo foi morar em Santos. Em seu lugar entrou o Gnomo.

Com essa formação, a banda denominava-se como “punk da roça” ou simplesmente como “punk do mato”.

No ano de 2010, foram selecionados entre mais de cem bandas para integrarem o line up do Araraquara Rock,então um dos maiores festivais do país, com excelente estrutura. Acabaram sendo a única banda punk do festival, dividindo o palco com o Cólera (RIP Rédson) e o Biohazard (EUA).

Porém, uma grande reformulação estava anunciada. Sem perder o ideal “faça você mesmo”, o Garrafa mudou de formação.

Na guitarra e também nos vocais, surgiu Hebert Nascimento. Na batera entrou em cena Ralph Faust, o Vadio.

Totalmente reformulado, o som do trio mudou consideravelmente.

As influências de James Brown, Rolling Stones, MC5, Stooges, New York Dolls,  Johnny Thunders & The Heartbreakers,  Excomungados e GG Allin trouxeram um som mais garage rock aos chefias. Chefias que alcançaram  seu ápice muscular no álbum “Greatest Shits” (2013).

Assim, foda-se o punk panfletário,que nunca foi a inspiração da banda. O punk rock sempre foi um meio, bem como a ironia (quase nunca captada pela maioria). O prazer da música sincera no futebol entre a irmandade é maior que tudo isso.

Desse modo, o Garrafa Vazia é uma banda de rock malaco, de alma negra.

Garrafa. Garrafa Vazia: três amigos mandando brasa sem piedade. É rock mulambo pra dançar e amar, pra cair e delirar. Obrigado.

terça-feira, abril 16, 2013

DEAD KENNEDYS SE APRESENTAM EM AMERICANA



Ícones do punk mundial  invadem o interior com  apresentação inédita


A lendária banda californiana se apresenta em Americana nesta sexta-feira, dezenove de abril, numa noite repleta de clássicos. A abertura do espetáculo fica por conta dos também californianos Fang e do Prole, renomada banda do hardcore nacional, convidada especialmente para o evento.

Formada em 1978 na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, os Dead Kennedys estrearam dois anos mais tarde com “Fresh Fruit for Rotting Vegetables”, incendiário álbum que revolucionou o punk rock/hardcore mundial. 

Com letras inteligentes, que satirizavam com cinismo a sociedade da época, o disco até hoje é lembrado como um verdadeiro clássico dentro do estilo.

Com um som poderoso, e agressivo na medida certa, os Dead Kennedys formaram uma obra altamente inventiva que dialogou com vários elementos musicais, inclusive com o jazz.

Nos palcos, tornou-se conhecida acima de tudo pela atitude e pela dose extra de energia que carregava em cada apresentação.

O quarteto lançou mais três discos de inéditas e desde 2011, excursiona com sua formação original, com a exceção de Jello Biafra, agora substituído pelo vocalista Skip.

Apesar da reformulação, a energia continua a mesma. O novo vocalista entrosou-se perfeitamente com os integrantes originais, trazendo de volta toda energia que caracterizou os Kennedys, conquistando assim novas gerações pelos diferentes países por onde passa.

Voltando de uma bem sucedida turnê europeia, a banda aterriza pelo Brasil para concorridas quatro apresentações. Os outros compromissos serão em Curitiba, São Paulo e Recife.

FANG

Formada no início dos anos 80, o Fang é uma das precursoras do aclamado punk rock californiano. 

Com base na cidade de Berkeley, a banda estreou com o álbum “Landshark”, em 1982. A primeira faixa do disco, “The Money Will Roll Right In”, ficaria famosa anos mais tarde interpretada por Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, ávido colecionador da produção independente do período.

Com uma postura anárquica em suas letras, a banda  apresenta um som coeso, com harmonias sujas e marcantes. Suas levadas, ora cadenciadas, ora mais rápidas, fizeram escola para muitas bandas alternativas, inclusive tornando-se influência direta para o Sonic Youth.

PROLE

 Com quinze anos de estrada o Prole é o representante nacional da noite. Com letras ácidas sobre injustiças sociais e notícias cotidianas, a banda, que já atuou com nomes como Marky Ramone & The Intruders, Fugazi e Ratos de Porão, é um legítimo expoente do hardcore-punk brasileiro.


segunda-feira, abril 15, 2013

RESENHA: TATTOO ROCK FEST (PIRACICABA 14/04)



Na tradicional correria do domingão família, chegamos um pouco atrasados no rolê, e não vimos as bandas do início, como a Dirty Shot, de Piracicaba.

Acompanhamos então a apresentação do Fake Toys. Proveniente de Campinas,  a rapaziada exibiu seu hardcore melódico com levadas victory style, trazendo uma pitada de ska no final.

Aí veio o Garrafa Vazia. De Rio Claro, com muito fuzz na churrasqueira. Tocamos as músicas mais recentes, como Malaco Cigarettes e Pedalinho’s Party. Tudo numa pegada bem garage mulambo, encerrando a apresentação com a famigerada I Wanna Be Your Dog, seguida de Cirrose.

De camisa xadrez, notebook e alguns pedais de efeito importados, a banda Sexo de Americana veio na sequência. Tocou seu rock com pitadas de electro clash num clima universitário, promovendo a mistura de bateria convencional e eletrônica de forma correta.

Depois foi a vez do Ow Shit, também de Americana. O trio manda suas punk rock songs numa pegada redonda, muito bem entrosada. Destaque para o combo Thats Alright Mama/I Got a Woman, com um punch altamente agradável. Encerraram o evento com a crássica You’re Gonna Kill That Girl.

Saldo final: espaço perfeito (Chácara Beira-Rio), ótima aparelhagem (valeu Wando!). Parabéns ao Wendell e Joe, e todo pessoal da organização pelo ótimo trabalho.

Ponto negativo: a não-participação efetiva do público, que, como sempre, prefere falar a comparecer. Prefere brincar de facebook e youtube no conforto do lar.

segunda-feira, abril 08, 2013

domingo, abril 07, 2013

FEIRA DO VINIL E AFINS EM RIO CLARO




Hoje fui até a Feira do Vinil e Afins, aqui em Rio Claro.


Organizada pelo Rogério Jazz (luthier, guitarrista do Dezakato, na ativa enquanto músico desde os 80') , Jhonny (do sebo Outras Histórias) e Júlio Marcondes (Rádio Shock Box), a feira no Centro Cultural está cada vez  melhor!

(Caso tenha me esquecido de alguém da organização, peço desculpas. E dou meus parabéns também!)

Muito bom rever os amigos, comprar discos clássicos, trocar altas ideias sobre música, rock and roll, sempre naquele clima de terna camaradagem, no sossego total.


Deixo aqui um grande abraço ao Pedrão lá de São Carlos. Grande Pedrão! Artenaativa Ateliê Coletivo há tempos prestando inestimável serviço ao rock and roll! 



Grande abraço ao Neves também, atencioso, de responsa, atuando bravamente com sua "Neves Records"!



É, o sabadão representou.

Saí de lá com alguns discos muito fodas. Que irão render audições igualmente fodas. Sim, a MÚSICA de verdade ainda existe, meus amigos, por incrível que pareça.

Enfim, que esta valorosa iniciativa não tenha fim! Parabéns novamente aos organizadores e também ao Jornal Cidade pela divulgação!

Vida longa ao evento, vida longa ao vinil! 



quinta-feira, abril 04, 2013

CARLINHOS E CHEFINHO , AS FERAS DO RÓQUE

Carlinhos tira os fones de ouvido. Pergunta ao amigo:

- Xôu do Dead Fish de novo?
Diminuindo o som de seu fone chinfrim, Chefinho responde:
- É. Os caras forram o bolso no interior de SP. Sabe como é, Paulo Ricardo de skate pra menores de 12 anos.

Carlinhos arregala os olhos:

- E o Cardiac?
Chefinho sorri:

- Não conheço.

- Nem eu.

terça-feira, abril 02, 2013


Vítimas sociais em passeatas para salvar o mundo: somos mais "sensíveis"!  Marketing de quinta categoria.

ESCRITÓRIO-RUA

Minhas idas ao lendário Gabinete de Leitura. Sagrado espaço da velha Rivers. Por lá meu escritório-rua. Porque tanto prometi que a "porra do meu livro de estréia", "meu segundo livro de contos" que o silêncio agora é ponto de ebulição. Trabalho, trabalho. Gabinete de Leitura, Gabinete de Leitura.

segunda-feira, abril 01, 2013

NA LAJE





- O mundo da internet é previsível. É repetitivo. É cheio de imagens imbecis, como o próprio Facebook. É uma bosta respirar pela internet - disse Astolfo Children, sem camisa e de ceroula, acendendo uma bituca de Lexus.

- É um penico emburrecedor, concluiu Maurício Estômago, fazendo cocô em cima de um notebook zerinho.

CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL AQUARIUS

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OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...