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Mostrando postagens de Junho, 2013

RIVERS, NOITE DE SÁBADO

Flanando pelas noturnas ruas de Rivers. 
Os carros passam com som alto estralando, é funk do bão, e dentro de uns dos veículos, cinco ou seis marmanjos, em suas melhores roupas, sem dar uma foda há 240 meses, observam tudo que se mexe. O visual é padronizado. Visual-balada. Camisa pólo bosta, topete retilíneo, panos bem passadinhos, cores amenas, tecido sem manchas, sem vergonha. 
Esse é o recheio da noite: uma cidade fantasma parada no tempo, com um monte de babacas brincando de carrinho vendendo pamonha. Fora isso, não há nada. Há mais carros desiludidos, casas tristes, casas derrubadas, casas fechadas e postes desolados, linchados pelo tédio. Também vejo bares defuntos. Ruas de sono profundo. Rivers está morta faz uma cota.
Com exceção de uns poucos bares, e que fecham cedo, ou um ou outro firmeza, que permanece aberto, não há ninguém na rua, nem mesmo no Pronto Socorro. Que novidade. 
Enquanto isso, perto dum posto de gasolina, um gordinho ajeita o canudo dentro do carro, num gesto ha…

O LARÁPIO ARGENTINO

Simplona, aquela loja de R$1,99.  

Algumas modestas bexigas, saboneteiras, enfeites de natal, uma grande soma de lápis de frágil grafite, jogos como "Resta 1" (crássico!), enfim, uma loja bem humilde, localizada no bairro de Argeys.
Quatro da tarde, e o movimento é mediano. Pessoas mal-educadas entrando e saindo, enquanto a gorda do caixa está de bigode. O segurança saiu pra dar um dois, mas já volta. Os oito, nove clientes disponíveis no recinto não percebem o que acontece por baixo dos panos. É ele: Héctor. O larápio argentino.
É um homem magro, de cabelo negro liso, desgrenhado, com um palito judiado dançando entre os dentes. Héctor desfila tranquilo entre as prateleiras. Observa com cuidado um garfo de madeira.  A cabeça ele mantém baixa, discretíssima. E o seu casaco de moletom, azul e cheiroso?
Bem, o casaco de moletom possui novos amigos. Um apito de cordão logo é adicionado, seguido de uma carteira infantil.  E um carrinho plástico, vejam só, de fricção, ganha nova morad…
São muitos passos, paranoicos. Perturbados. Erráticas jornadas através da ansiedade.
São passos fora da terra. 

Passos atormentados, dentro da enorme sala cinza.

Incessante ele, o pesar, sem motivo, em torturantes caminhadas desprovidas de sentido. Até a exaustação. Paranoia acesa, como se disparasse para o alto milhares de sacolas de plástico do receio, que, flutuando no inferno, cegam para a morbidez.

No entanto, a seleção recupera a posse de bola.
E assim, a paranoia torna-se sensata. O tanque da loucura, seu táxi, sai de cena.  
O bem estar começa a dar as caras. E tem mais: água!
Quem disse que beber água é mau negócio?

NA FESTA DO PEÃO DE SALTINHO

O Luquinha tava pegando geral na Festa do Peão de Saltinho. 
Bole-que-bole, abordava askenga e partia pro laço, na marra. Laçava  na força bruta, e dava umas pá de mordida, babada, fazia banheiro público na beiçola das moçoiola.
Até que a Catarina se irritou.
"Que escroto! Quem ele pensa que é?".
E o Luquinha lá no agito, pegando geral, deixando sérias marcas no pescoço das vaqueiras-piriguetes. Uísque rédi bull e energético supervisionando a moringa, e ele todo valentão, de calça branca e perna aberta, bota chique levantando poeira.
- Seu ridículo!
Quando Luquinha virou pra se divertir com a ofensa, sentiu um jorro de cerveja gelada estampar-lhe a cara. Sua cara ficou empapada. A nuca geladinha. Era cerveja ou mijo?
Ficou fudido.
Não encontrou a menina. Mas pôde vê-la fugindo, entre as barracas de espetinhos Leonard.
Não deu outra.
Duas horas depois, ele cruzou com ela no estacionamento. Pronto: o socão de direita que ela levou na fuça era uma tijolada. Catarina sem sentidos perdeu o…
Glamorizar a bebida. Fumar cigarro pelo sovaco. Flutar em cima dum pequeno mendoratto. Ouvir A Little Respect e lembrar-se das novas gerações, tão esbeltas.
A regra é repetir o que a maioria faz, por isso o mundo é bocó, e tão divertido como o canal da moda no YouTube.
E o Miami alcançou o paraíso pelas ondas, pelas praias do LeBron.

Provinciano-pilantrinhos, fofoqueiros credenciados, aproveitadores de quermesse, bafos de bode, caipirões em lanchas naufragando na mediocridade. Cenário típico.
O apresentador João Canalha leu minha piada da "ola" no Bate-Bola da Espn Brasil agora.Só faltou o crédito (acabei de enviá-la), mas tá certo. hahah

VITÓRIA FÁCIL?

Esse México que o Brasil venceu é uma merda. 
Ganhou um só jogo durante o ano. Empatou muitos outros - e contra adversários mais fracos que a voz da Mallu Merdalhães. 
Esse México é um primo mais velho do Palmeiras na série B. 
Enfim, ganhamos. Mas ganhamos de um time feliz e relaxado, após uma sessão intensiva na casa de massagem, aparentemente desinteressado.
É muito pouco.
Mas o ufanismo já começa invadir alguns podres corações.
Guardado está feliz

MONTANHAS DE PÍLULAS

Joel estrangulou Serena no escuro. O velho povoado acabaria por linchá-lo. Alisando o cabelo, no chão de cimento, sua filha esperou. Babando algas, os remédios da tia Valda produziram uma nova vida.

para sempre

Risildo, um sujeito grosso que ia direto ao assunto. Arrombara a faxineira por trás, arrumando-lhe um olho roxo. Três meses passados, e o olho roxo. E depois a córnea, petrificada.
É o pavoroso enche-linguiça chafurdando, desviando o foco crítico do espectador. 

"Magia". "Estereótipo de merda".

Para a Copa das Enganações 2013 no Brasil, o canal Sportv preparou, além de belíssimas imagens, um quadro totalmente novo. 

Com a intenção de apresentar "a cultura" dos países participantes, a emissora contratou uma equipe da pesada para reproduzir seus hinos, danças típicas, tradições. 

São representações caricatas exclusivas pra você.

Fifa proíbe " ola" nos estádios durante a Copa das Enganações 2013

Segundo a instituição, a camisinha não é a patrocinadora oficial do evento.



COPA DAS ENGANAÇÕES 2013

David Luiz cai em campo. Precisa de atendimento. É contusão? Não se sabe. Mas o David Luiz é retirado em campo dentro de uma bacia laranja. Seis pessoas salvam-no, correndo apalermadas, atravessando a linha lateral aos trancos e barrancos.

Mas e o "carrinho elétrico"?
Não tem carrinho elétrico. Não tem carrinho elétrico porque a Fifa não tem patrocinador pro carrinho.

FELIZ ANIVERSÁRIO, RONALDÃO!

Que Ronaldo o que, rapá. Aliás: esqueça Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Cristiano Ronaldo.

Hoje é aniversário do Ronaldão!

TUDO MISTURADO

Paulo Nunes estava curtindo no Bar do Vinícius. Ali sentadão, displicente, de costas pro balcão. Cana subindo depressa, o Paulo precisa de xana. Precisa de romance de atrito.

Chega perto de Solange. A recepção é ok. Ela o reconhece. 
Vai um drinque, vai outro, a artificialidade é apagada como uma bituca preguiçosa. Vai outro drinque, outro coquetel - uma cantada boleira mais ousada bem ali ao pé do ouvido - e então logo a brincadeira mudou de endereço.
Sim, logo os dois estariam na hidromassagem. Com direto à muita espuma. E espuma da Disney, o Paulo curte. Diz essas bobagens bêbado. Soluça, ic. Como se a folia transbordasse de seu ser - de sua pele esculpida em acne profundo, de seu belo cabelo oxigenado semi molhado em espuma, visual loiro-prata. Aliás, a espuma se espalha pelo cabelo dos dois. Que dupla. Ao fundo, há o som. É a fase áurea do Raça Negra.
Paulo Nunes quer Solange.
Paulo promete passeio de helicóptero.
Ela quer luxúria como nos dez segredos daquela matéria da revista Cláudi…

O ANTÔNIMO DA VIRILIDADE

Antônimo de virilidade: Rodrigo Faro.

Domingão de manhã, e você ouve Five Long Years.
Eric Clapton empunha a strat, e você vai parar em outro planeta, fácil.
A banda é demolidora. Bends vão engolindo a platéia, que está tomada. Tá todo mundo louco. Dentro, fora do palco. O fraseado reverbera em punch. O fraseado é hipnótico. Clapton consegue.
E a strat lunar, prossegue, estrelada. Five long years. Quero ouvir essa música até o fim dos dias. Que jornada, meu chapa. É uma influência quente, assim como vestir calça jeans e solicitar o café na padaria mais próxima. E os bends ainda ecoando, são as velhas esquinas da cabeça.

Buddy Guy que me perdoe.

TONY SACOU O REVÓLVER

Tony sacou o revólver. Lucileide ficou apavorada.

- Não atira nele Tony, não... - PLÁ!


Pronto. O Alcides caiu letalmente borocochô.


E o Tony saiu correndo pela madrugada no mute, de calça jeans cinza. Pulou três muros, duas muretas. Pisou num pacote de Baconzitos, vazio.
Nós conversamos. 
O tráfego de ideias prossegue. Não percebemos os passos do relógio, a noite tranquilona tocar seu sax-tenor beldão. 

O tráfego de ideias muito além da alameda mera constância. 


Os assuntos aqui e ali, se desprendem pelas digressões. Digressões, taí um negócio que eu curto também.  

Nós estamos nos entendendo. Nós conversamos.

Almas como nuvens ciclistas, no quarto temos simpatia.

Daqui a pouco poderemos morrer longe do trenó, e sem a necessidade de tomar chimarrão. Daqui a pouco poderemos chutar a morte, e a morte poderá proceder longe da aldeia Toledo Alvos. 
Nossa conversa é inspirada. Leve, piano transparente, prosa fecunda, prosa vibrante.
Bate-me no peito alegre a satisfação.  O tráfego de ideias, vivo. Perpetuados no mais puro sossego, os nossos pensamentos.
Dentre os boogie-woogies dos dias, a gênese do sonho estrala - nos entreolhamos e está tudo certo. 

Vício sagrado, carinho, flutuante em límpidos abraços, nosso caminho. 


E os raios ultrasambarilóvipunklues derramados…
Irrestrita, pelo semblante. De alma otimista. Bondade, num simples movimento do coração. Não, não abandonastes a terra. Ainda que por raros minutos, para envolver em serenidade as velhas calçadas da minha rua.
Tecnologia e lugar comum. Falta de conteúdo. Raciocínios medíocres. Expressões banalizadas. Analfabetismo funcional contagioso. 
Linguagem infantilizada. Ortografia de retardado. Aspirações imbecis. Egos de bexiga de quermesse. 
O corre-corre pela busca da afirmação social. Turmas de babacas desfilando 100% padronizadas. Um mundo feliz, na mais pura publicidade barata. Com as deprimentes luzes da autopromoção estéril, dançando lambada com a imagem falsificada. E dois cliques de tédio cancerígeno. 
Em outras palavras, o Facebook.

CHOCOLATE AMERICANA'S

Na época ele não estava empresariando os Bee Gees. 
Quando chegou em casa, tratou de subir as escadas. Colocou o suéter prata. Em seus aposentos, no aconchego da alcova, era muito mais garboso. 

Encarando-se no espelho, disse: "EU MEREÇO". 
Da cintura pra baixo, estava nu. E então, aconteceu.
Num esforço extravagante, começou a desfilar cagando em pé. Esquerda-direita, os pés, a merda em cachoeira constante, da sala até a cozinha. Corria aceleradinho agora.  Por trás dele, o riacho fecal denunciava fartura, e da cozinha até o quarto de hóspedes agora. 
Os rastros de bosta eram como chocolate Americana's, só que estragado. 




E então ele colocou os dois pés dentro do aquário, glub glub, de lá de dentro ele via as pessoas disputarem hashtags.


A FIFA E O ACARAJÉ

O acarajé está pronto. Pronto em casa mesmo.
As baianas requentam-no no micro-ondas. 

Só assim poderão vendê-lo nas arenas, paras muitas feras.

É sério.


Num raio de 2km ao redor dos estádios no Brasil, durante a Copa das Enganações e da Fifa World Cup 2014, é proibido existir integridade brazuca no quesito tira-gostos.
Pois é. Com muita luta, o acarajé venceu. Rara exceção.

E o acarajé terá de ser preparado em casa. Num desagradável fogão elétrico, ao invés do clássico fogareiro a querosene. Porque a FI-FA mandou. E o Brasil se curvou.
Agora conheça o comissário Jordan, um dos protegidos da entidade, que fará o teste.

Ele espera o micro-ondas terminar sua missão. Pronto.
O comissário é um homem pequeno. Calvo, usa um óculos de aro grosso. Terno limpinho e sapatos sóbrios dão conta do resto da fachada.


Ele come o prato típico.
Dentro do seu estômago, então, tem início a revolução.
Seu polido aparelho digestivo está em apuros. Seu reto depois afirmou que ele tentava traduzir Jorge Amado, mas só con…

ESTREPOLIAS EM RINCÃO

Quem nunca se meteu em confusão lá em Rincão?
Vários amigos contam relatos 'mágicos'.
E sempre envolvendo birita,suor, samba e sacanagem.
Como o Celsinho, que, com uns guaranás a mais na cabeça, quase se deu mal.

Mexeu com o bicharoca mais emblemático da city.
Com aquele gesto de soco, prometeu bimbada. Prometeu que ia pegar ele. Que o Lalá não ia escapar.
E o Lalá, por sua vez, disse que iria cobrá-lo.
Conversa vai, conversa vem, a turma animada, o Celsinho encheu o pote de mais guaraná.
Na volta pra casa, viu que seria inevitável o encontro.
E o pessoal do Lalá andava armado até os dentes.
E agora, Celsinho?
No desbaratino, conseguiu engambelar os bibas, que, putos da cara com o duplo disparate da enganação, resolveram ir buscá-lo.
Sabiam onde o Celsinho estava hospedado.
Acordaram sua pobre vózinha.
A vózinha abriu a janela ainda dormindo em pé. Não, não sabia o paradeiro do neto. Fechou as janelas com dificuldade, os olhos dorminhocos.
Lalá ficou enfezadíssimo. Batia o salto alto na calç…

ASSADURAS MENTAIS

Eliminado na primeira fase. Em casa. Tristeza.
O Brasil escorregou feio na Copa 2014.
Humilhado, perdeu até mesmo a condição de pentacampeão.
E o título de 70 agora esquecido, como o PO BOX.
A lendária seleção de 82, embora não-vitoriosa (mas especial na alma de cada garrincha) será vista como um erro. Como um link quebrado na memória dos seres humanos.
Neymar culpará o pai. Muita pressão. "Neymar Júnior". Porra, só conheço o Júnior do Flamengo.

E o Ronaldo? O fenômeno da barriga não vai ter moleza. Não vai dar sopa pras bonecas de rua e a cocaína mista. 

A frustração pela eliminação precoce será travestida num motelzinho boleiro, bem mocozado, logo ali, no Rio de Xaneiro.
A TRILHA SONORA DO DESASTRE 

O automóvel capotou.

É que não colocaram a Alcione pra cantar na Copa.

Nem a Elza Soares, o Jair Rodrigues. E também o Falcão (o verdadeiro, arquiteto).

O Brasil é uma merda nisso mesmo, eu acredito.

Na Inglaterra, antes de alguns jogos pela Premiere League, o sistema de som do estádio traz…

APRENDA A SER PUNK , PRIMEIRA PARTE

Muito punk: pinte o cabelo de azul e use um lencinho de terrorista. Pronto: punk pra caralho.
Agora só falta o lencinho, não se esqueça.

ASPECTOS

A editora Abril acaba de anunciar. É verdade. Demitiram o Cláuzio. Andava dando despesas demais, o funcionário.
Enquanto voltava pra casa, após o horário de expediente, pegaram-no pensando em atividades prazerosas. Diversão não combina com responsabilidade. Levou então um pito. Um pito anal. Coitado, do Cláuzio. A editora Abril deu-lhe uma linda bicuda no ass.
Agora ele trabalha no Supermercado Dia.
Não sabe mais o valor da noite, não é um trocadilho, porque ele empacota fezes, e lambe agradáveis detergentes depois do "plique", o registro do caixa.
Em seu diário emocional, ele admite a si mesmo, suando frio embaixo do nariz: o Cláuzio morre de medo de ser preso. Porque lá dentro ele vai viver outra dimensão existencial. E depois não será mais o velho Cláuzio da editora Abril, escrevendo sobre empadinhas para senhoras desocupadas na sacada do 37.
No entanto, quando o Cláuzio voltava para casa, resolveram cobrar-lhe o oxigênio.
Estava respirando de graça. Que safado. Foi preso. Revi…
Felicidade. A noite de sábado derramada, tão depressa, tão parceira. Tudo tão perfeito - e o domingão ainda nem deu as caras pra valer.
Amo você, amor.

DERRUBADO CLÉRSON

E o facebook tomara-lhe toda energia emocional. 
Após um trago violentíssimo,  ele abaixou a cabeça. Depois, levantou o cigarro.

Notava-se o estrago. Profundas olheiras riscando-lhe o rosto a todo instante, você não percebeu? Profundo pesar, um saco de chumbo atirado do décimo andar, gritando solidão. 


Redes sociais, fora ou dentro do facebook, não combinam com boas leituras.
Por onde andaria a reflexão? Certamente não estaria de calça moletom laranja, ávida em seus polichinelos por algum pátio do Colorado. A reflexão não mais fecundara  como rio profundo. O facebook tomou-lhe o cérebro emprestado, pra sempre. 
E ele começou a raciocinar como uma bela égua.
E agora?
Agora?
Bem...quando vê alguém na rua, puxa logo o polegar. Jóia pra você.

HORAS RUIDOSAS I

Enrugada e trêmula, aquela figura era um tomate humano. Um tomate ali, vivo. E deflorado pelo Pipi Maluco. Ela girava amargamente, o tomate. Sai, Pipi. Sai, Pipi Maluco. Um tomate em dolorosa impaciência. Era inútil desvencilhar-se do Pipi Maluco. E com aquele idade, aquilo era muito mais que um mero estupro.
O Pipi Maluco trepava com o tomate.

Já vovó, o tomate repensa, "ah, os velhos tem corações delirantes de angústia" e plófe plófe. Mais curra. Enrugada e trêmula, aquela figura era um tomate podre. Um tomate ali, vivo. 
E então Pipi Maluco cansou-se  da farra e gozou. 
No que o líquido escapuliu-lhe, o tomate caiu morto. Virou uma bolota murcha. Uma bolota podre, esparramada pelo negro asfalto. Era sete horas da noite pelo quente bairro das risadas bizarras. Estávamos em Pepino Hills.