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Mostrando postagens de Setembro, 2013

FELIZÃO DEMAIS, EU SEI

Pensamentos esparsos.
Em sequência errática.
As coisas boas dos dias: a minha paixão, minha companheira, minha parceira. Meus pais. O amor pelos animais-ziquinhas do convívio, espaço feliz frequência frequente. 
O som, a podreira. Som cru, gravações podres.
E os amigos?
Os amigos! Valiosos.
Nesse ano fiz amizades que porra, é difícil contar a você como se concretizaram! Do nada você conhece umas pessoas de Plutão Declóvis e plum, o acaso vira rock and roll permanente: parece que há miliano vocês já eram aqueles velhos trutas de coração!
Coisas inexplicáveis.
Do lado ruim, tento sempre ser um sujeito tranquilo, não sou filha da puta com ninguém, mesmo com aqueles que não sabem brincar sem deixar que seu ego proporcionado em cuzionismo e injustificável falta de educação ataque em busca de placas de pare e mancadas dispensáveis. 
Roubadas de brisa nos últimos tempos, porcentagem alta ou baixa, foda-se, haverá essa contingência até 3014, porque babaca age de graça. 
Mas também, seria muita prepotên…

VIDEOTECA DO LEMÃO: HIPPIES NOT DEAD - Geração Café Cancum

A inocência vai embora com a infância 
Está chegando na fase adolescente... 
Quer provar que não é mais criança... 
Mas pros seus pais ainda mente! 

Geração café cancun! 

Os pais deixam o jovem reprimido 
Isso só aumenta a sua libido 
É levado a tomar uma atitude 
Que o deixará amargo e rude!!! 

Geração Café Cancun!

KxTxH – Hardcorefobia: Caos no Capão (resenha + download!)

Lá do Capão. Bela capa, desenhão agradável, gravado no pêlo, na pegada Chulapa na lata, bola dominada perto da pequena área.
A intro traz pra nóis um macumbão dos bão. Fumaça do mal preparando o crima!  São duas-riff-seqüência de deixar o capeta de zóio gordo revirado no sofá de zorba.
Depois entra em cena o cancioneiro cuspindo na cara da ordem vigente. Pô, o vocal expressa realismo sem tico-tico e todo descontentamento questiona na bicuda o mundo de merda que nós vivemos – este é o KxTxH, formando bases sólidas de sua ira por vezes debochada, mas sempre com aquela guitarra serrando o marasmo, é uma serra cujo motor baixo-batera cede alvará para o curto circuito mente adentro do orvinte.
E o trampo permanece tropé contínuo e instigante – até vovó Durvalex poga na maior, dispensando o Odair José da vitrolinha por alguns instantes.
No enredo musical contido em   “Garota do Bosque” sobram sátiras aos amantes do rpg e do power metal, arquétipos e tipos da rua são esculhambos sem cerimônias …

NOITE DE SEGUNDA

Meu velho pai ouvindo Gardel, nostalgia no céu. São conversas e conversas  cercando em tranquilidade a noite de Rivers.
Meu velho pai alude à morte precoce de Almi Ribeiro. Minha mãe se recolhe, amanhã tem mais, cedinho ela levanta, ao contrário do filho vagabundo.
Saudades da minha companheira, minha Anita Sandroni.

TERRAS SAGRADAS, TERRAS DE SANGUE

E de repente você ouvindo Queen, numa nostalgia rock and roll fudida, lembrando da sua velha vózinha guerreira que ouvia e contemplava aquelas melodias sensacionais com você, e ela lhe fazia omelete, envolvia seu coração com expressões tão joviais que jamais você conseguirá esquecer por um só segundo. Ouve Queen e lembra da brevidade da vida, da alegria em ter amigos do peito, no velho parquinho da infância o balanço triunfa no impulso da lua alcançada, caminhávamos nós mesmo sem ainda apresentados ao encontro do Sabbath, o espanto!, aquela escola de riffs de invejar o Balzac e sua poesia sociológica de prima, o vazio é bullshit quando a esperança tem duas pitadas de estoicismo e uma folia noise na época da remela e da descontração real.

Ventilador grudado na parede emula chuva, não há condenados, existem obscuros milagres, demoras, esperas e os inigualáveis sorrisos nos encontros ao lado da padaria, em alguma nuvem livre de automóveis os dizeres:  água gelada depende da sede, tristeza…

ESCUTANDO GARRAFA VAZIA!

E olha só o brotherzão que anda ouvindo o último trampo do Garrafa Vazia!
Sim, é ele: o Pirulito! 
Valeu chefinho, é nóis - e cê tá ligadão disso!

amigos em semana de shows e shows, garrafa vazia nos rolês, bruce springsteen na tela, sábado alegre e jovial, aquela jam rock and roll, pássaros em santa maria rodeando em candura a semana, saudades do meu amor, meu sangue, ela,

E então você está conectado com o mundo, as pessoas estão bem, você está numa boa.

Sete da manhã, Highland dublado no TCM.


Noite perfeita com minha companheira, noite de conversar na porta da casa com os amigos, o céu sem crise apadrinhando altos papos no circuito do bom humor constante.


Daqui a pouco lá vamos nós pra Cordeiro, pegar um ônibus circular e plugar os instrumentos pra tocar um som sincero, porque sem sinceridade a vida é uma bosta, os calos apertando os sapatos, mas acontece que é diferente.


A última vez que o Garrafa Vazia tocou por lá foi em 2011. Na praça. Lembro que demoramos pra tocar nesse dia, enrolamos. Acabamos sendo a última banda e como o evento começara bem mais cedo, boa parte do pessoal já havia vazado. Mesmo assim foi legal pra caralho. Os amigos cantaram juntos os sons (tem até um "ao vivo" desse dia registrado somente em áudio no Youtube) e o clima de camaradagem foi firmeza. Lembro que no dia anterior havíamos tocado no ABC com uma pá de banda foda…

O QUE VOCÊ DIZ É PIOR QUE O NADA

Eu vejo esses pivetelhos de aba levantada, ou com bandeirinhas do Ayrton Senna atrás da foto do perfil e me pergunto: vale a pena ficar em silêncio ou vale a pena não dizer nada, assim como eles?

Essa molecada padrão-mamão não enxerga porra nenhuma, a vida pra eles é um troço que tem a duração do próximo "fds."
Informações desconexas entendidas superficialmente são reproduzidas como infinitos peidos que melam a cueca do analfabetismo funcional.

E produzir, o que eles produzem?
Capaz que você fale em reflexão e eles digam "já fiz 30 hoje!".

Bolt Thrower - In Battle There Is No Law (Inglaterra, 1986 - debut)

Lama por todos os lados. Lama dentro do teu nariz. As pessoas dentro do cérebro levam lama. A lama no cabelo de Belzebu é fashion.  Guitarra disparando o solo que fará companhia ao armagedom.

Uma bateria expulsa da terra faz o dueto com a VOZ que acusa sem medo, milhões de almas feridas padecem na lama, deitadas, sem esperança. 

O mundo inteirou se encheu de ódio até os cotovelos, a velocidade sonora autoriza a morte coletiva, as quebradas no ritmo só acentuam as marcas da angústia na sola dos teus pés inertes, tomados. 


Lamentações geram cabeças decepadas. Não adianta vestir luto, ninguém devolverá seus dentes espalhados na lama, não há abrigo, o último mar se foi, como se vestisse o velho cinzero molhado, lotado, que fora instituído como água minutos antes da prostituição do Padre Marcelo Rossi tuítando com a Xuxa. 


Os verdadeiros e justos não existem porque tomaram cadeiradas de ferros na bolota - muito antes do sopro da vida, cadeiradas por trás, na perpétua traição dos dias. 

E então …
Esse aí é o Henriquinho, sexta-feira pra ele é curtição.

DAS MÃOS EM CONCHA, A TORNEIRA AGRADECE EM RIOS

Como começar?
Por um cd do Fang em cima da escrivaninha toda bagunçada?
Relembrando os novos amigos que fiz nos últimos meses e as amizades retomadas?
Divagando em andanças pelas ruas de Rivers,  das direções empolgantes que a vida nos reservará?
Aqui evito a palavra "cansaço".
Muita coisa boa acontece no futebol brasileiro, apesar das derivações do clichê sonolento "mas é tudo falcatrua, poder e cartolagem, dinheiro". Mesmo assim eu quero meus noventas minutos semanais de teatro vivo rascante no palco verde. 
Como esse jogo de hoje, onde o Flamengo começou arrasador. Porra, dois gols em poucos minutos - o primeiro com um minuto e meio - numa bela jogada, onde uma assistência de cabeça levou a cabeça de Hernane a abrir o placar. 
O Flamengo rugia e a torcia o erguia, o erguia, o Flamengo fez vinte a zero no placar moral, detonava ofensivamente numas de surfando alpha grind pelas nuvens,eram ataques e ataques bicuda fenomenal no segundo gol, tentativas e tentativas de ampl…

XII EQUINÓCIO RIO CLARO!

Festival tradicional aqui em Rio Claro, interior de São Paulo, XII EQUINÓCIO!

Várias bandas fodas da cena, com o fechamento por conta do Ratos de Porão!

A entrada? 1 litro de leite!

Onde? Na Antiga Estação Ferroviária de Rio Claro, a partir das 13:00 !

Quando?
Sábado, dia 28 de setembro - guarde este dia na memória!

Link do evento:https://www.facebook.com/events/405409289571002/?fref=ts


QUARTA-FEIRA

Ressuscitando o café no microondas. Um escorpião invade tua paz, aquele velho chinelo trabalha violento, a sola brilha como mostarda agora.

Quarta-feira ausente no tempo e espaço. Saudade da minha companheira. 

Porque a tarde fora quase cinza aqui dentro do quarto. Tá certo, paredes não estão na bronca, mas resmungam sem refresco, de temperamento nublado. 

Que tempo esquisito, rapá. Estamos todos tossindo sem fim, entre o seco e o úmido, entre o caos e a camaradagem uma formiga longilínea toma uma ducha dentro da pia azul.

Mas aqui no quarto, com o ar respirado funcionando à base dos discos do Disparo, Ação Tóxica e ASIA (sim!), o espírito ganhou uma consistência agradável frente os silenciosos tanques de guerra. Coisa fina, chefia.




THIAGUINHO, O PINSCHER

Conheci o Thiaguinho, pinscher mó engraçadinho, aqui em Americana-SP. 
Ele tem o tamanho de um doberman, só que às avessas. E assim o pequeno Thiago não anda, pula. Suas duas perninhas vão pulando sapecas como se fosse uma só, porque suas patinhas dianteiras funcionam no mesmo impulso, simultâneas, esse é o rolê do ferinha.
O Thiaguinho banca uma de valente, invocadinho estufa o peito pequenino, apenas um cãozinho latindo dentro da tarde azul, especialmente quando tromba os coleguinhas pelas esquinas. Não não, Thiaguinho: sem essa. Nós sabemos que você só avança quando ninguém olha pra você, caso contrário você recua até mesmo se uma missionária formiguinha virar a cabeça em sua direção. 
Por essas e outras, você é um corajosinho de meia-tigela. E ainda por cima você, Thiaguinho, andando igual cavalinho-de-balanço acelerado, com as duas pantinhas ganhando remando desbravando terreno num golpe maluco, sem esquerda-direita, tem mais é que disputar umas corridas, não brigas sem motivo. Hmm.…

BEZERRÃO NÓIA

Bezerro nóia, bezerrão encardido podre pelo mato. 
Sem água no corpo,sem refresco é no creme do capeta: a boca mijada, estrangulado num cipó, nos olhos virados das cataratas agonia.
O campo ermo e pacífico de Serra Wins não é o que o meu auto-encontro em sonhos de quarta, terça, segunda-feira proporciona.  

Dormindo, vislumbro uma terra de uma paz mais radical. O mundo é silencioso, vira-latas passeiam felizes, com suas línguas alegres escorrendo saliva em passos marotos nas calçadas, curtindo as ruas. Em câmera difusa, vejo a vida acenando para mim, sorridente. Que saudade de você, Nízinha.
Mas o campo ermo e pacífico de Serra Wins até que é revigorante para alma. A fábrica caótica da introspecção, onde tudo é possível, ah, ela avança, como se mergulhasse no vôo sossegado do desprendimento espaço-tempo, parafusos em alfa espalhados erráticos, sinapses lambada-ê, fim de tarde, saudade no campo.  
A noite é que traz zumbidos, uma tevê ligada num jogo de futebol horroroso, um bebum cinquentão lança o pé na porta e assusta a lua, seus filhos choram o antegozo da punição, o placar da miséria comando meu mau humor.

RESENHA: DISPARO - À PORTA O CAOS E A DESORDEM

Segundo trampo dos caras de São Carlos. O Disparo é um trio: Xinxa (vocal/guitarra), Rafael (baixo) Guilherme (bateria).

Impressões sobre o disco "À PORTA O CAOS E A DESORDEM"
(sim, o disco possui duas versões, duas capas distintas, mas com o mesmo material)

***



Você acorda dentro dum vidro de maionese. 

Agachado, encolhido. Você respira ali - enterrado -  amparado em claustrofobia. 

Detalhe: no vidro não há maionese, há clorofórmio. Mas só a sensação dele. 


O clorofórmio toma parte da tua nova essência, soterrada. 

E em seus ouvidos a ruidosa devassidão encontrará abrigo. 
A trilha sonora é inerente a tudo isso. É a composição completa: o desnorteio, vidro, você como feto, a cabeça apertada num capacete de ferro invisível. Você vai morrer encolhido. O clorofórmio avança dentro das suas narinas secas em clausura. Alavancando seu córtex cerebral, a devassidão, como se corroesse cada litro dos sentidos. A ruidosa devassidão interrompeu a vida, qualquer raciocínio, ela não se afasta: ag…

QUARTA-FEIRA

Bater um papo com o amigo e poeta de rua Jose André Silva, filar um café de maquininha na Jog Instrumentos Musicais, passar no Sebo Outras Histórias pra trocar aquela idéia contundente com os amigos. E depois rodar pelas avenidas da cidade, perdido na minha eterna Anita Sandroni, expandindo o coração em saudade.

UM ROLÊ SINCERO

Sincero era músico. 
Tirava covers, era coveiro. Até aí tudo bem: amar a música não é pecado.
No entanto, após se levar muito a sério, em virtude dos constantes elogios de sua vózinha, Sincero operou em si mesmo uma radical transformação.
Numa tarde ensaboada de sábado, tomou o rumo do toalete. 

Encarou o espelho, admirou-se, como nunca. O coveiro encarava o espelho com muita voracidade, com muita empáfia.

E então, ali mesmo, Sincero concebeu Status - seu mais novo companheiro de cena. 

Daí em diante, o Sincero virou Farsante.

GENGIBIRRA TIMES

Nós vamos para Santa Maria da Serra, eu e meu velho pai.
Manhã radiante. O azul e o amarelo contornando a alma, esquentando a boa disposição, a dupla parece imbatível, assim como o velho ao volante. 
E o verde aparece também, pela janela sorridente ele vive, como sempre. A terra é gente fina demais. E além de tudo, os sons  na pista indicam mansidão: são dez da matina e nós estamos vivos e felizes.
Caminhões, alguns vagorosos, espalhados pela pista avançam na maciota, por onde curvas parceiras acabam por ditar o ritmo da jornada. 
Então é chegada a hora crucial: pausa pro café. Pausa para adentrar ali - é, ali, porque agora estamos na sagrada padoca do centro de Charqueada - Gengibirra Times, Gengibirra Good Times...