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Mostrando postagens de Março, 2014
às vezes no espaço de doze horas o mundo é capaz de girar tão louco, girar velozmente - tantos acontecimentos malucos, que se o dia acabasse agora já aconteceu tanta coisa - e que tudo daqui a pouco passou tão rápido que até faltou um café pra nóis, vive a cena.

NOTAS SOBRE OS CAMPEONATOS ESTADUAIS EM 2014

Sou tricolor do Morumbi. 

Não vou vir com blá blá nem com chororô pela eliminação. 


Também não vou falar que o Paulista atualmente é uma mera caixa registradora pra federação.


Um campeonato que na velha prosa dos experientes era louvado e reverenciado. Fanatismo, tradição e richas, curtição e jogaço não estão sendo respeitados. Grandes atletas e craques do passado recentemente falaram sobre a tristeza e a decadência lá no Rio, por exemplo, onde ganhar uma Taça Guanabara equivale a comprar um cd de banda cover do Van Halen.


Mas voltando: a Federação Paulista de Futebol joga umas moedas da lama, migalhas miséria pros clubes pequenos e cria um regulamento estúpido pra ganhar com cotas de patrocínio e o diabo, em rodadas engana-trouxa que não valem nada e subestimam o torcedor.


Os clássicos viraram jogos pra servir de matinê dublada pra verdadeiras pinturas como o último Real e Barça e os clubes do interior e sua torcida estão sendo engolidos pela farsa do "pogre$$u".


E o valor dos in…

UÉ OU OUIÉ?

E de repente o pum virou sorriso.

A monotonia, se fosse um volume, se fosse um potenciômetro da guitarra zica, bom agora ela estaria no zero absoluto.


Porque ele, o pum, virou é sorriso: pum !

OLD GIGGS, OLD GIGGS !

Ryan Giggs respeita o futebol. 

Arte, técnica, pressupotos básicos do diferenciado, e completamente aliados ao bom gosto.

Como dizem alguns, Giggs "sabe fatiar o melão". 
Passes de trinta e cinco metros, quarenta e tantos, como se estivesse trivelando a própria mágica dentro das quatros linhas. 
Garçom quarentão de responsa, na finesse do bom futebol coletivo.
O Olympiacos que o diga.


REMELAS DE MARÇO

Minha casa está dormindo.
Entro na cozinha. Ih, o fogão cochila.
O silêncio é pesado, embora tranquilo.
Vamos lá, existe o corredor.
Mas antes do corredor, uma pequena varandinha ali, área de serviço - onde o calor impera, reina, e chega pra bater um papo estufado com a máquina de lavar roupa.
E à noitinha, as cachorrinhas sabem que vão dormir por ali. No conforto, nas caminhas.
A Isabel é fox, paulistinha. Anda gordinha demais, possível problema naojoelhinho é caso sério, mas será que tudo isso não é mera especulação veterinária?
Já a Daisy é estressadinha. Mais velhinha. É ferinha. Gosta de rosnar, reclama por tudo. No passado, teve sérios problemas com convulsões. Hoje, porém, está medicada. Nunca mais teve problemas. Apenas curte a vida, sem crise.
Você sabia que vários pinschers tem derrames depois de mais velhos e é possível evitá-los? É sério.
Enquanto isso, a casa está dormindo.

Portas fechadas. Piso intocável em vários pontos do aposento, veja bem.
Logo mais os jornais serão arremessado…

RESENHA - SE FOSSE EU

Se Fosse Eu é de Bauru.
O disco de estréia é do caralho.
Sabe aquele som pra arrebentar a sala, destroncar o abajur, correr sem freio em círculos - como se o próprio pogo lhe convidasse- sabe aquele som pra agitar as escadarias da euforia, pular e curtir sem frescura?
Pois é.
Se Fosse Eu é assim.
Pitadas fuzz, camadas de tinta garage post black flag com incêndio nas veias e um groove amaldiçoado de criativo e encorpado - com o vocal jogando revolta na alma.
São 4 faixas, gravadas nos dias 22 e 23 de agosto de 2013.
A arte gráfica é coisa fina.
E ao vivo os caras botam pra fuder.
Tocando ao lado do Periferia SA no dia 8 de março, em São Carlos, além de executarem temas inéditos, foi erguido no GIG um arrastão Nervous Breakdown, e nós vimos muitos bends voadores pogando na pilha do punch  energia from hell - esse dia foi muito foda, inclusive.
Eu recomendo, Se Fosse Eu.

É QUASE O MESMO GOSTO DA PEPSI

Que o uso prolongado da FAROFA deixa o caboclo meio tonto, bom, isso não é novidade.

O sujeito está sujeito a tornar-se algo bem merda.


Introspecção (?)artificialóide e uma vontade de não parar quieto, parece que o tipo vai fazer cocô na calça à qualquer instante. Fora isso, quer olhar tudo ao mesmo tempo agora e não se manca, fora os corajosos de meia hora que depois pagam de desentendidos, "puta deprê, cara".


É engraçado, se não fosse deprimente.

SEXTA-FEIRA

O som ambiente era you shook me all night long - aquele velho refrão confortável voando pela alma, que por mais que os idiotas da objetividade rotulem de batido, repisado, muito louvado ou banalizado - é o bão AC/DC chefia, aquela velha sintonia da madrugada infalível.

Nós estamos vivos.

Nós estamos curtindo, lá onde tacos de bilhar disparam automáticos sorrisos, tacadas pancadas kamikaze são de bom grado, a bola branca retardada em júbilo expansivão rasga no gramado da doidera, e as conversas mil grau estão inclusas no cardápio também.

São os amigos beldos em bravatas supimpas, que erguem canecas, o teto é relax, e do lado de fora bitucas alçam vôos com destino sarjeta, e o instante ali, cravadão, no puro sossego, sem sopapo nem veneno, noite de sexta tranquila no horizonte, o tempo na manha fera, disponíveis elas, as horas agradáveis para aproveitar a existência sem crise.

Ao invés de reclamar, não reclame. A dádiva do respirômetro avançado é um pequeno verso de piada mal contado, uma …

BAILÃO BÃO!

Alguns cartazes dos bailões do Garrafa Vazia, chefia!


PHIL COLLINS E A ÚLTIMA CANÇÃO

É. Quando o Phil Collins começou a cheirar a cocaína do Santo Paulinho a coisa ficou brava mesmo. Era puro placebo, Phil. 

Mas que nada. Sentado junto ao piano, ele buscava a última canção.


Dó, ré...aquela melodia selvagem como que se escondesse entre arbustos, era preciso antes de tudo desamarrá-la, antes que escapulisse de vez.


E então mais linhas esticadas. 

Mais cafungadas em notas de dois reais. 

O nariz entope. 

O amargo na garganta, Phil pegara o banquinho, concentrado ele tocara por horas a fio e nada, nada da maldita canção.


Frustração nos quase grisalhos pêlos do antebraço. Constatação de impotência na mandíbula, na virilha, no rêgo. É. A criatividade se fora, de vez. 


Phil estava há quatro dias sem conhecer o valor do sono. Sua careca tinha recheio de profundas olheiras. Pobre Phil. Mais pinos e pinos e nada, até um mísero acorde tomou Doril.


Assim, que tal rever um de seus grandes vídeos? Foi o que ele fez. Sentado ao sofá, com as narinas um pouco sujas, adotou a postura de voltar …

resenha: II Carnametal

Domingão de Carnaval. Rio Claro está palitando os dentes, com gostão de cachaça na alma e frangão assado no bucho.
No Pepper é dia do II Carnametal. 

Borbo e Elias no piloto, festivalzão de responsa. 

O do ano passado que o diga, o bar completamente lotado, com várias caravanas estacionando na terrinha.
E lá pelas 18:30 o Garrafa Vazia iniciou suas atividades sonoras, com Hamburgueiro de Atitude. O trio da roça em três acordes baila com Carol Caraia, vem com Show de Horrores, Risólis Voador, e fecha com Punk do Mato, Piriguetes on Fire e Cirrose. Punk rock diretão, podrão dance - e depois a festa continua, pessoal fumando seu cigarrão quando surge a segunda atração do fest.
Falo do Carniceiro, quarteto pesadão desgraça sound from Rio Claro. Atmosfera de cimento em chuva doente,metal vira lata com Coco no vocal, Fabé no baixo, Elias dando a letra nas 7 cordas de afinação baixa e nervosa - além duns backing vocals do capeta - e a cozinha demoníaca em ação - caveiras pós genocídio em Acapulco…