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Mostrando postagens de Agosto, 2014
Rio Claro. O velho centro da cidade. Você atravessa a Rua 3, contra os olhos a luz solar, que legal.
Almas encostadas na parede seguram a calçada, de pé, vivendo uma quarta-feira.Elas tem mãos e panfletos do Roberto Dentista, Tecidos Rick.
E entre motos bêbadas e triciclos amarelos, duas pombas headbangers vão curtir Chiquinho Sorvetes.
E eu perguntei pro Casão:
- Mas você tá a velocidade do raciocínio tá igual a do Peter Tosh pra fazer taboada?

RIO CLARO: CENTRÃO ROCK AND ROLL

Rio Claro: centrão rock and roll, a manhã está acesa, as calçadas amarelinhas, de rosto quente contra o friozinho, calçadas como piscinas aquecidas, lentamente, aos poucos. 
E olha ele lá! De cócoras. 
Ele mesmo, um tiozinho com agasalhão tectel - na cor bege. De cócoras. Ele usa e abusa da tomada do Coreto Municipal, pra dar aquela reanimada na bateria do seu tablet cansadão.
Os cartórios estão fechados. Algum banheiro preciso dizer xauxau para um troço, é inevitável. Os cartórios estão dormindo. No entanto, em suas portas arriadas, pacientes almas tencionam dias melhores, com muito amor e esbórnia nos serelepes corredores da inconsequência.
E no banco da praça central um guerreiro está tirando aquele descanso, sentadão no banco. Ele tomba o seu Corotinho - que está zerinho, recém inaugurado, abre a boca Joceclir.
É cachaça tombada na maciota, num punch devagarzão, glorioso...