quinta-feira, setembro 25, 2014

Uma quinta-feira assim meio engraçada, saiu sulfite amassada meio desenhada, era de manhã, tempo fresquinho, eu me lembro, pedaladas em cima das nuvens, estamos vivos disse a bicicleta - inclusive podemos escutar vários discos clássicos das décadas de 60 e 70.

Quando o céu azul desponta no nosso estado de humor a coisa é chique.

E a bicicleta não tem marchas sabe? E então você não é Fábio Júnior mas não tem não limites pra sonhar. E por cada valeta há dezenas de possibilidades de atritos mentais, colisões benignas, o caos sarjeta é pra você pode parir um plano omelete pra curtir em pedacinhos todas as emoções embrulhadas no pacotão das duas da tarde, picotar sem ou com tesoura infantil minutos preciosos. 

É simples: uma tarde é feita para você se lembrar da sua avó, uma tarde serena é uma pista crua e rock and roll pra alma, onde você vai respirar sem crise, observando o semblante da cidade, interiorzão de SP, lá onde no antigo centro os postes carcomidos pelo tempo chuva idade guardam os velhos cartazes de eventos, missas negras e o sovaco do pobre Manequim levou uma espetada, upa upa, canetada bic em plena vitrine.

quarta-feira, setembro 24, 2014

FONITO, O DOGUINHO MALUCO



Rompe a manhã na roça. E veja: o cachorrinho Fonito está sorrindo, há calma na proposta.


Nada de "bad trip secreta" enredada em fatos tontos, nem porra nenhuma inventada na língua de pequenos idiotas.


Só existe o doguinho feliz fazendo arf arf depois de um sprint formidável, e olha ele lá, de alma Ramones, abanando o rabinho.

Você conversa numa nice com ele, o Fanito é tranquilão. E serelepe a ferinha solta histórias indizíveis, contos que não cabem dentro de uma máquina, porque doguinho free é doguinho longe de frescura.

Já vejo o doguinho voando sereno entre brincadeiras estilão quermesse selvagem, mas sem farpas e duelos - a essência do doguinho é sagrada e nós vamos agora curtir o vento. Chegou: fim de tarde em ventania suprema, vive o vento em alta velocidade aqui na roça.


E ele tem nome: Bódegas. 


O vento Bódegas derrubou até uma mobilete em ação em plena Rua 3, que cena.

terça-feira, setembro 23, 2014

"QUE GOSTO DE ISOPOR, MEU"


São alegrias da vida. Folia e fome, unidas. 

Das mordidas de arrancar o beiço.

Uma tímida porção de Fabitos fez a fita.

Fez a festa.

Apenas isso e o resto é conversa.

Mas e pra beber?

Pra beber tem suco.

E o sucão é de goiaba, gelado, é o rock refresco, envelope da benção.

quarta-feira, setembro 17, 2014

NA COZINHA DO JORDI


Jordi e o guaraná em cima da mesa.


Quer um copo Jordi?

Quer.

Ele levantou o copo, glúpi, goela, depois ajudou o fundo do copo a ficar sentadinho na mesa.



Jordi diz que o guaraná é legal.


O copo ele jogou na parede, e arriou as calças e fez xixi no chão.

terça-feira, setembro 16, 2014

O GOLEIRO FELIPE

E o convidado do programa de hoje é o goleiro Felipe.

Goleirão.

Felipe pega muito. Pegou um montão de bolas durante a carreira.


Você se lembra daquela ocasião?


Que ocasião?

Aquela feita, em que numa decisão de pênaltis ele se recusa em olhar a cobrança dos colegas de equipe. Decidiu cerrar os olhos.


O Felipe defendeu grandes clubes, e uma vez disse após uma vitória sobre o Vasco, com MUITOS ERROS de arbitragem: "roubado é mais gostoso".


Esse é o Felipe, que nem precisa mais de perguntas, porque o Felipe é o nosso convidado do programa de hoje.

Boa tarde, fera.

JUCA É JORNALISTA

Juca é jornalista. Leva jeito. Juca tem um texto ágil e sua pontuação é astuta demais. Juca é gente que clica, que produz. Juca é show.


segunda-feira, setembro 15, 2014

TINO MARCOS

Hoje é segunda.

Hoje é segunda-feira e o Tino Marcos comprou alguns cotonetes. 

Levou pra casa duas caixinhas do produto, o Tino. O carro acelerou sozinho praticamente, que coisa, e o câmbio automático fez a alegria do proprietário.

O Tino Marcos chegou em casa. Que ar condicionado silencioso! O Tino pendurou a chave no porta-chaves da parede da cozinha. Em seguida, tratou de limpar as orelhas. Sentado na cama. Devagarinho. É verdade que começou pela esquerda. Cutucou a orelha canhota primeiro, é uma opção. E ele limpou. Na hora de girar o cotonete, o Tino procurou movimentos lentos. Porque os acidentes estão aí. Só que ele escapou ileso. E depois foi fazer cocô.


domingo, setembro 14, 2014

AVENIDA 13, ESQUINA COM A RUA 5


Aquele lugar, aquela atmosfera.

Avenida 13, esquina com a Rua 5. 

Uma banca de jornais é sempre um local de sonho. Você só balança a cabeça e sorri, satisfeito.

Alguém que trabalha com publicações é um sujeito iluminado.

E nós frequentávamos a banca. Jornadas de cura, balanço e alegria. 

Revistas parceiras, livros da Editora Escala em papel jornal, num preço camarada. Nós podíamos então adentrar em novas viagens, curtir pra valer o fato de que estávamos vivos. A alma o coração ali sem encrenca, despertos.

Sossegadão o sangue pulsando, as veias da cidade ventiladas, e no piloto aquele homem - que às vezes taciturno não recusava simpatia, comandando a banca sem crise, senhor de si, sempre de olhos azuis ao lado de sua bicicleta invencível.

Enquanto a banca permaneceu ali éramos muitos mais que chefias privilegiados. Éramos os Ramones das páginas, as calçadas tinham noção disso. Porque éramos leituras além da abstração, pés voadores estralados em eternos instantes.


sábado, setembro 13, 2014

CONSIDERAÇÕES


Onze bocas pra criar. Vários, vários litros de leite. Líquido capaz de preencher a Espanha por três décadas. Onze destinos malucos que poderiam gerar um timão de futebol. Como esse jogaço de agora pouco.


O Arsenal jogava em casa, perdia por um a zero. Tensão, torcida jogando junto, a cada lance a vibração. Até que o empate veio da maneira mais rollingstoniana garage 60 possível, drible e "cavadinha", 1X1 e depois tudo numa subida frenética, fôlego ogro e o golaço na sequência, virada do Arsenal, dentro da área Alexis Sánchez pega do alto de prima, perna direita - no ângulo esquerdo de Joe Hart, uma pintura, o estádio veio abaixo!



Só que aos "82" veio o empate do Manchester City. Futebol, límpido gramado e o teatro vivo, sangue escorrendo, gritos punk rockers ecoando pela cidade.


***



Feijão.



Às vezes o feijão pode fazer mal. No dia seguinte os sintomas incluem: tontura, tortura mental calafriante, ímpeto de acesso ao cagódromo mais próximo. É isso aí. Contingências de merda.



E depois tá tudo certo.



***





Uma boa companhia. Leituras em horários propícios, concentração sem muito esforço e o corpo relaxado. Água gelada e bolacha água-e-sal. A vida tem muque.

sexta-feira, setembro 12, 2014

AQUELA ÉPOCA, TÃO SAGRADA

Aquela época, tão sagrada. 

Pura ingenuidade ecoando no estéreo.

Glenn Medeiros embalava os lares, preparou corações e o nome do segredo atendia por "Nothing's Gonna Change My Love For You".

Era o romantismo sem amarras. Fantasia e um tema capaz de lhe conferir asas. Sonho ou realidade?

O certo é que você poderia voar pelo centro da cidade, entre pombas amigas e edifícios comerciais altíssimos, graças ao poder desta bela melodia, que refrão porrada!

Era o amor incondicional cravado na eternidade. Anos 80! Top demais. Que época...

Saudade é uma guitarra chorando sustain, amparada em camadas e camadas de teclados e teclados, esperança vhs e mullets temperando nossa alma, amém.

Kevin Arnold e o sol Karatê Kid.
Pequenas desconsiderações. Pequeninas bigurrilhas que se espalham pelo ar, bocas e dentes, farpinhas modulando bad conversas. Diálogos que geram confritos.

- Você quer pagar uma de gostoso falando mal dos outros, Varulinho?

- Não. De forma alguma.

Mas depois ele assumiu. Assumiu e assistiu a entrevista coletiva do Muricy Ramalho.

quarta-feira, setembro 10, 2014

PRAÇA CENTRAL IS OVER

Rio Claro, São Paulo. 

Eu andava pela Praça Central, era uma manhã meio merda. 

Bandeirolas eram agitadas por pobres terrícolas. Eram muitas bandeirolas. Eram mais bandeirolas que durante toda a Copa do Mundo. 

As pessoas se contentavam com migalhas para apoiar os candidatos conservadores-reacionários.

O clima era de nojo

- vá se fudê.


segunda-feira, setembro 08, 2014

sábado, setembro 06, 2014


isto aí é uma melancia em termos. fatias de melancias. histórias.

algumas são casas, cabaninhas. abrigos cuja temperatura ambiente traz conforto, refresco, líquido-sabonete, frescor de ar-condicionado exagerado.

os pontinhos pretos estão inclusos na melancia. o verde é o tênis, dois tons. o formato é meio cheio de lógica, feito por mãos orientadas, que sem graça.

você pode derrubar um copo de fanta laranja com muito gás em cima da melancia, ela vai acusar o baque. assimila muito isso.

apesar de ser ela mesma, ela não é uma fortaleza. minutos, ela não é o tempo. não cruzou com Jorginho nos vestiários do Flamengo nos anos 80. 

violência, velocidade, o arremesso no alvo: nos olhos do Claudinho, retina vermelha que se despede da paz.

ALCANÇOU O SUCESSO, FECHE SEUS OLHOS



este brinco é de prástico. 

rodela viva de breguice. 

dá suporte aos dentinhos, tártaro como bandeira, nariz kibinho padrão grobo servido na passagem de som do buffet.

e o cabelo é belo porque a vegetação ao fundo lhe dá suporte, aquece as raízes, mas atente para o farol artístico: veja o olhar, esta moça pensa em Beckett, ela pensa em reverter a velhice no peito cabeludo recém raspadão com o dinheiro do Fiat 147, o brinco está ali puro balanço, Dancin' Days, maquiagem na papinha e pontinha de pudim saindo do rabo, Regina Casé,benzadeus.

FRANGA

Angra é heavy metal universitário.

sexta-feira, setembro 05, 2014

Umas oito e cacetada da matina e o Ponto Frio fechadão.

Casas Bahia e Cybelar também no zero a zero, enquanto poucos feras faziam a Rua 3.

A sexta começou meio Peter Tosh, primórdios, batidinha de leve.

ROCK NA ROÇA

O que me empolga numa cidade ananias são as pessoas. A trutagem é o céu da roça, que resiste ao peso dos dias. Caminhar, caminhar n...