quarta-feira, dezembro 31, 2014

E DE REPENTE RIO CLARO FICOU LEGAL

E de repente Rio Claro ficou legal. É sério.

O céu, mais límpido. As almas, mais leves.

Leitores enfim surgiram, ou saíram da lama da lorota. 

Panelas de pessoas fizeram próqui: explodiram no adeus. Múmias floresceram e migraram para os sagrados recreios da humildade.

As horas abriram mais alegrias. Assim como os beldos-passarinhos, que sem neurose viram a maravilha, voando arrotando bebendo Bavaria bem gelada.



O trânsito, as taxas, os trastes. Todos os problemas tomaram chá de sumiço. O sorriso saiu dos esgotos da mesquinhez, entrou no corpo do povo e todo mundo curtiu muito Rio Claro.


sábado, dezembro 27, 2014

GARRAFA VAZIA - HARD ROCK NO PESQUEIRO (LETRA)


HARD ROCK NO PESQUEIRO

É

VAI O SONHADOR

LAMBARI E FLANGER

É

PITÚ E CURTIÇÃO

E UM SOLADO ESCAPULIU

NA GUITARRA GOLDEN COM MICROAFINAÇÃO

REFRÃO:

ÔÊÔ ÔÔÔ HARD ROCK NO PESQUEIRO (2x)






Letra: Mário Mariones
Música: Garrafa Vazia

quinta-feira, dezembro 25, 2014

O ANO. ACABANDO.


O ano. Acabando. Como uma dança, você e o piano. O piano sofre de asma, por enquanto. A dança está encerrada. Observados com a lupa do adeus, os últimos acordes do dia 31 de dezembro, porque 2014 nunca mais existirá fisicamente.

Balanço do ano? A corrente que empurra o balanço para o céu está tomando Cerezer. Todos os amigos lúcidos do bairro cometeram suicídio com Balinha 7Belo.

O ano morreu, o orgulho venceu. Materialismo com a japona do upgrade todo mundo curte, né? E as crises de posse inveja estelionato virtual, tá todo mundo peido, ou peidou esta bela e patética sinfonia.

Ontem mesmo. O ano perguntou ao psicanalista se dezembro ainda pode ser considerado um pedaço de tempo. Eu não sei. Ele não soube responder. Quem, o doutor?

Enquanto isso, os familiares estão chegando na sua casa, pés aquecidos e meias limpas. Na minha casa não teve abraço inicial (leseira?) mas teve brinde, timtim, boas festas. Depois o abraço veio, vale a pena.

Importante mesmo nessa altura do campeonato, eu falo - o amor e a música grudados, é simples porque é importante.

Fatos. Política. Roubo de samba canção em Itirapina. Bravatas. Bravatas porque certas experiências são tolas e substituíveis, as rodas de conversas tem o seu troféu de endorfina verbal, não é mesmo?

Brasil. Chile. Haiti. Nações, Namíbia. E no banheiro, o Celsinho.

O Celsinho parece que tem a vida feita para isso: gestos fortuitos para limpar o nariz com melequinhas ressequidas, ressecadas.

Cuidado com a ressaca, Celsinho.




domingo, dezembro 14, 2014

Quando violão e voz tornam-se o início de tudo.

A mesma coisa. O mesmo fim.

Entre Gil e Cash, entre um lá maior Strummer disfarçado em Billy Bragg, o instrumento imortal: seis cordas no coração alma de quem canta.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

punk 77


Eu escutava o espírito do Punk 77 todos os dias.

Por todos os cantos, a caminho do trabalho. 


Antes de atravessar a Praça Central, ao meio dia, trânsito morno, atravessando a rua desligadão do concreto, apenas dentro de um dia de semana comum.

E lá reverberava o som: ele era o trajeto.

Distraído, o som no estéreo da memória revolvia naquelas bandas inglesas, puro rock and roll, bandas crássicas munidas na simplicidade, honestidade e crueza - que terreno fértil.

O tempo disparando rumo ao silêncio final enquanto riffs pra lá de empolgantes e tão primitivos, a esfera visceral da arte, tão viciante, natural e transparente como o blues, entre bares e hospitais repousa a estrutura básica dos três acordes que impulsioram o mundo.

O cotidiano sem o Punk 77 pode ser uma verdadeira lástima.
Eu vivo o Punk 77. É claro que às vezes dou um tempo no processo da audição, vou pra outras e muitas outras paisagens. Embora, é inevitável - como se fosse infalível o regresso, para escutar a alma daquelas batidas comoventes, uma cozinha eficiente,, guitarrona cuspindo punch  - e ah, os refrões! Coros, refrões mágicos, estribilhos doentios, fundamentais.

Sem o Punk 77 o mundo seria babaca como a Revista Veja.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...