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Mostrando postagens de Março, 2015

RESUMO DO CAPÍTULO 112 DE "A CONVENCIDA"

Ritinha se irrita com Renatinho. Hortência joga toda culpa em Héctor. Oliviano passa um corretivo em seu subordinado, Zacarias. Otávia descobre por meio do DNA FOR FUN que pode ser filha de Golias. Inezita alcoolizada pega o carro de Iglesias escondido e bate com tudo na Borracharia do Geninho. Sangra até que o enfermeiro Luvas chega de Bizz para socorrê-la. Luciana esnoba Eustáquio no What's App, e ele cogita em off suicídio no penhasco de Lurdes.

Corra que a Polícia Vem Aí "2 1/2" – DUBLADO

Clássico absoluto.

ELE É O NEGOCIADOR

ele pede paciência.
pede paz.
Scott aguça os sentidos da galera, com sua calma, e pertinácia. é um sujeito preocupado com o bom estar da geral, gentileza pura.
os reféns reparam e recebem esses requisitos com renovação do espírito.

bom, mas e as bad trips da vida de tira?

seus defeitos? muitos. compulsivão na jogatina ele é. gosta de apostar, jogar, apostar em demasiado nos cavalos é uma cratera em sua esfera amorosa, por exemplo.
mas vamos aos motivantes caracteres dessa fera.
ele sabe andar.


ele dirige melhor que o teu coroa com 50 anos de carteira.


ele ouve com O de omelete.

ouve, vê bem - entreolhadas tensas, você sabe.
tem noção espacial chapa quente.
tem ótimas piadas, é um homem apaixonado que aprecia um bom jantar, basta perguntar para Ronnie, sua ex-namorada.
enfim: na hora H, entre atiradores de elite e elevadores ele sabe, ele sabe negociar.
ele sabe: ora concede, ora exige, ele é o negociador.
não tem moleza, amigo.
medo da morte atrapalha nessas horas.
e se você assiste esse filmaço dubla…

DICAS ESSENCIAIS PARA UMA CAMINHADA FELIZ !

Caminhar bem é encher de cachaça o coração.
Porque a cachaça não é apenas uma bebida que mata milhões de humanos.
Cachaça é o estado célebre, expansivo da alma. Experimentar cachaça não alcoólica é experimentar uma epifania daquelas! 

Caminhar é cachaçar - é experimentar a perambulante embriaguez do espírito. 

Da euforia, do contentamento, do antigo pega-pega, só que sem piques (e sem vencedores ou perdedores).
CAMINHAR É COISA SÉRIA

Para curtir seu bem-estar você deve estar equipado.
Equipamento, vamos lá!
Vai caminhar de chinelo?
Pense bem: será que não é muito perigoso? E se um arisco jacaré morder seu dedo do pé? Aposto que você jamais permitirá desculpar-se consigo mesmo meia-noite no seu quarto.


Alguém aí, do auditório - alguém aí disse ALPARGATAS?
Isso. A senhora mesmo.
Levante-se. Pronuncie de pé, novamente. Isso! Convicta, não? Agora com mais doçura, brandura...



ALPARGATAS...



Que tal? Quer experimentar uma corridinha com esses conguinhas estilinho pão francês?
Pergunto: seria uma atitude se…

RESENHA: INSTINCT HATE

Atravesso um novo corredor da morte. Trata-se do Instinct Hate.

Compilação chamada “Em meio ao caos, Expectativas são criadas em vão”.
Gravadas, cravadas  entre 2011 – 2012.
São 17 mísseis.
Recusa, postura é .
Paredes fortes do peso. Riffs ora rápidos ora cadenciados, tratores em lentas agonias crunch - e sempre marcados em uma bateria brutal de coração demolidor.
A capa é verde e preta, minimalismo e alma,  nasce o veneno é apenas o começo, o peso só aumenta,  são cacetadas de ACELERO gradativo, mudança rítmica intensa, entrosamento infernal – Peste Evangélica, Mexa Sua Bunda, Enfie Seu Dinheiro no Cu, três cantos profanos assumem o controle do ódio, a devastação-insubordinação nos campos, nas ruas, o vômito da real indignação, dois Guilhermes, dois destruidores em alucinantes palhetadas e baquetadas da morte, fuderosas chamas do ataque frontal sem censura, ouça em volume doente o Instinct Hate, faça-você-mesmo até o fim,  São Carlos em vísceras da atitude e sagrada correria, putrefato tes…

XUXA E O CASO DO TESTÍCULO

uma pessoa do bem, uma PESSOA.
Xuxa, xou. a rainha dos baixinhos.
e o " cara lá de cima" ?
A Xuxa da Globo, da mídia, ela que inspirou toda uma nação: mais que Drummond, mais que Guimarães Rosa.
uma pessoa do bem, uma PESSOA de Deus.

O que poucos sabem é que ela picotou os testículos de Mauro, o atleta.
Sim, o caso fora abafado há tempos e tempos. o caso passou longe do conhecimento das autoridades.
Insinuando após uma farta rodada de Martínis que o corpo da rainha dos baixinhos deixava a desejar, esta, tomada de súbito xilique, adicionou um artefato curioso no drink do amante. Tal expediente, tal dispositivo sem dúvida era um dos tantos que Marlene Matos carregava em sua mochila da Kalunga.
E então Mauro acordou orfão de uma das gônadas.
Antes de tentar colocar a boca no trombone e causar o maior estardalhaço na grande mídia, ele teve a notícia que sua avó Vivarina teria uma pequena queda da escada incidental programada, sabe como é né, acidentes acontecem...
Pobre Mauro, hoje triste…

por uma paranga

por uma paranga, uma pá de perfurações.
balas. porra, odeio a palavra gatilho.
parece que fulano saiu de casa e um pouco antes a mãe elogiou: "gatilho, hein?".
e por uma paranga, ali na esquina agora, total extermínio.
confusão era quando época era época mesmo: soco chute murro moqueta bifa pontapé.
só porque a metranca apareceu antes da máquina de escrever na história não precisamos fuzilar duas mil pessoas dentro da igreja de Slurps do Sul.
por uma paranga, crianças decepadas na creche.
por uma paranga, um pisão no crânio bêbado de Elídio Moisés.
nada mais tonto que troca de tiros. você me vê dois e respondo com uma dupla, ok? troca na redação, isso sim. troca de estiletes seminovos. troca de dadinhos.
são balas que cegam, o órgão vital deixou de ser vital e enterrado ninguém mais respira, os restos carregam histórias que outros mortos-vivos deixarão de conhecer, por uma paranga.
e então você retorna para casa.
 tudo pegando fogo. socorro, uma senhora grita e logo em seguida inflação…

o verme

o verme rasteja. recebe. renega a vida, egoísta.
ontem esmagado. hoje escondido.
amanhã contrariado.
depois morto, coração dilacerado.
na brevidade, o assassinato. dentro da louca madrugada, quase que deitado, com o cano apontado, arranca a arma, que dispara em sérias alucinações entre copos de desespero.
o sangue esguicha. a parede como um balde vermelho vivo, escorre, demora...
miolos derretidos, são larvas são seres humanos cagados em sociedade.
são palavras cuspidas ao vento. são cidades de frustrações.
o verme rasteja. recebe. a vida, renega.
esmagado, escondido. apagado.
cresceu num ferro velho. perdeu o espírito de luta. não vê, vê a graxa como lua, o tropeço entre parafusos e uma velha lanterna, esquecida.
quando dormiu, sonâmbulo, para o mato partiu para cair da ponte, perdido, aleijado, a brevidade prossegue, entre o cano e o plano. 
cerrados os olhos e o cano explode tudo. terminou, Chagas.
No coração, a melancolia. 
Vejo distante e tão perto o caminhante, vagaroso tempo, talvez amaldiçoado talvez demasiado tempo.

Arrastada, nada resgata aquela paz, arrastada, melancolia arrastada, em cada impulso, em cada curva o pensamento vagaroso, dentro da noite, dentro das calçadas eu respiro, languidez, mudez do corpo, a tristeza no peito, melancolia no coração.

DIAGNÓSTICO

tudo tão transitório, efêmeros instantes de merda instituídos por uma vasta burrice viralizada. 
açoites deliberados contra a língua portuguesa, reprocessado suicídio do sujeito, senso comum cagando repertórios mentais que uma minhoca retardada rejeita.
e longe dessa triste tela seca, mini-muralha narcisada mega infatilóide, outros refeitórios mentais sacodem a folia de estar vivo com paixão de verdade. 

VIVÃO no peito, VIVÃO explode sangue quente, que a existência fez um golaço, chutaço na furquilha, Paulinho da Viola Ramones aqui e ali, jazz das letrinhas jurubeba, o Gusmão gospe pro alto e diz é curtir e curtir até gorfar de rir sessão da tarde, ouça o Mussum, Chavinho cativante Chavinho, velhas caminhadas de passos lentos, lentos - entre etéreos céus de cachaça ao lado dos raros amigos, vamos morrer entre leros, discos, livros, filmes, viagens, engraçadas viagens espaciais, imortais debates surfando sutileza na praça da simplicidade.

DENGUE DISTÚRBIO E DERRAME NO CORAÇÃO DA CIDADE

detonado pela dengue, dodói-doente, caidão cá estou.
montanha russa da bad trip hard e leve, lá vou eu.

aqui o tempo congestionado. 

tô cheião de minibolotas avermelhadas pelo corpo quebradão. andar? os passos perigam num propósito mais pra ponto-morto, a cabeça doída, com os sazonais ataques de febre funcionando. suadeira aqui e ali e uma espécie de tensão fora de hora, fora de propósito, normal.

Rio Claro é o rebanho da dengue.
Precisamos detê-la, diz o Doutor Egito.

Gurgelino caiu. 

Caiu e subtraiu dias utéis. 

Decidiu: é de dipirona que vou, dê me dipirona. Decisão é decisão ele diz, marcado pelo desalento. Embora ainda que resoluto nesse requisito de remerdiar-se, o Gurgelino. 

Resumidamente, porém, o diabólico diagnóstico : a dengue ainda não o abandona, que a dengue é um bichinho que rói rói. A dengue reina no recanto gurgeliano, é sério mas sabe, é triste, tadinho do velho Gurja - a dengue não tem cura.

E outra: debilitada, a Dulce inhame-inhame. Prepara a poção. Será que vai? É beber e…