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Mostrando postagens de Junho, 2015

O CASÃO E O BRENFA

O Casão não pirava em pessoas postiças.
Dizia adeus à palavra cena muito dantes dela derrapar, o Casão.
O Casão chamava o brenfa na praça. Casão em jeans camisa preta fudida e o brenfa, é - e ele  sorria no modo easy, todo lentonia, mão no borso puro fumacê microondas vetores foliando do cabelão cheio de ideias interessantes.

O Casão chamava o brenfa nas ruas de Rivers.
Brincava cinema iraniano na muda contemplação proto tontóide sentadão na esquina, aleatória esquina do mundo randômico, meia luz. A brisa era mais seresta assim, rústico sambinha aquece fim de ano.

PASTEL É VIDA, TITIO

Um dos acontecimentos mais marcantes da semana: comparecer ao último golpe da folia - última noite da quermesse gonzagão festa do padroeiro e plá:

Plonto.

Plonto pla curtir.
E curtir.
 E curtir pastel por apenas dois reais.
Dois mangos o pastelão, servido.
Na minha maquininha da recordação tá lá: devorei três.

Foi bão, bãozão, fí.
Pastel de pizza, ou de queijo é dez: é aconchego.

PANDEIRO BLUES

"O Bruno Lóque é o mundiça".
Troca fones com as mulheres, faz jogo de cena de rabo de zóio - pra desobstruir a panaquice do mundo adulto numa galhardia profissa.

Ele usa espingarda verbal pra alertar malacos que vivem de pisadas.
O Lóque nunca nunca nasceu trouxa nas rápidas roubadas do quebra-quebra.
Lóque é liso, nunca foi tungado. É.  E muito menos deu zoreia pra Fátima Bernardes ou se ligou em panfleto de otário cagando verdadezinha.
Nessas horas o malandro deve estar numa boa.

Sem grilo, sem gripe.

Lóquezera deve estar pagando o maior lazer na longa noite da roça, na super, super maciota - ou ainda melhor, moço do bem mal, esticadão está curtindo uma brizola, dormindo cheião de erva na cachola.
Que o Lóque apavora, é sério, Sérgio.

Anota aí: Bruno Lóque é ferro, Ponte dois Guarani zero.

NIVERSÁRIO DE RIVERS

Êêê Rio Craro.
Terrinha danada, gente da gente, blues maluco do céu azul mandraque.
Era seu aniversário, Rio Claro.
E na Rua 4 lá estávamos. No palco, Originais do Samba. E ali também, o povo, embora o FRIOLINHO vigorasse.
O show foi bão. 
Depois caímos lá pra saidera, na quermesse.
Festa do Padroeiro. Forrózin lascado e o povão, risos e abraços, salves e votos.

Tudo certo.
188 anos de Rio Claro, noite perfeita com minha esposa e meu primo beldão.

OPS, PATRULHA

E na rasteira Seu Fim Deazeda espera. 

Peilo embosca na escuridão dos lares, tungando o sinistro lar Paladares - enroscando Peilo trinco, é o pulôver que emperra.






internet positivista

Quando o blog completar dez anos vão convidar uma galera pra festejar aqui no net folia.
O provedor que já teve João Kleber como principal filósofo, um dos propagadores de slogans mais fantásticos do país, diz que a internet é um local adequado.
Em nota ofical o provedor e rede social declarou:
A internet é a retomada da vida caseira. A internet é a retomada da vida basicamente doméstica inserida naquele cotidiano família. Talvez não chegue mais perto daquela família tradicional, mas tão caseira e inofensiva quanto.
Mesmo que você more no campo, você mora também nos nossos provedores. Você está a salvo. Nós criamos todos brinquedos a partir de agora, com segurança radical! 
A verdade nossa é mais incrível que a dos outros.

O blog está hospedado no provedor e tenho que arcar com oitocentos reais mensais.
As despesas são cunhadas sob moedas fictícias. E na festa vai ter folia net.

A HORA DO FARO

ela chorou de soluçar! vixi! no bairro todo era ali,  a tevê explodindo no volume mil - mas porra ela tava vendo o que? 

ah, ela estava vendo A HORA DO FARO.
ela era o sensacionalismo, ela era o dia de princesa. ela era audiência, ela era o sonho de consumo numa pirueta posando de realidade. era ela um cotonete entupido em vasta alienação, ela era o manjada desperdício e um lencinho invisível, porque chorou muito, muito mesmo e o sofá Soneca também. 
ela era Eliana, a telespectadora racista enrustida, ela não tinha interrogações, só tinha olhos para o Faro, a fera, o fófis.

ALÔ ALÔ PAÍS PERFEITO

há um país perfeito parecido com os raros amigos, bem louco.


o país dos peidos, tão hilariantes, país ignorância viciante - impuro país onde o pobre é rico e o rico é um filho da puta. a confusão está coberta em cores encachaçadas, intermináveis Naldinho BATATINHOS. 
as passagens são de graça, gratuito trem sombras em movimento, árvores tangolanteras pelo poquito, eu venci o sono ali no país que é tão perfeito não é bão dormir não, tem os amigos piadas irônicas tem conversa-cachaça y hardcorepunk locomotion diversión. é, porque nunca existiu país nem porra nenhuma, nunca.



FLA X FLU

O som de uma televisão bacana chegou-lhe aos ouvidos. ÉÉÉÉÉÉ!!

E a cera lá dentro, bem lá dentrinho, a cera virou frustração, começou a mexer com os brios o brioco era do William, e ele precisava parecer normal na casa da namorada Taça. Mas ficou malzão.

Viu no repeteco radiante o Fred fazer Flu um a zero no Fla, e sua orelha começou a cuspir cabelo comprido cabrerage cinza, e a televisão, a televisão queria desabafar William não gostou e Sam o cachorro rosnou.
As nuvens não eram nuvens. Eram bolinhas de bombril, algodão, que quando retornei o zóio ao céu ela mesmo sumiu. Até que começou a cair uma energia de broderage pelas veias. Sabe como é, né? Reunidos os velhos amigos a gente é grande pra chucu. Aopa. Mas grande ou menor, Deleuze ou Didi Mocó, tem graça não. Nem tirar sarro de intelectual nem dar surra no fã da Fátima. Que Fátima? A do Capital Inicial. Não, a Bernardes. Cenas da família brasileira. Nem vem: eu queria olhar pro céu, que aquelas nuvens sumindo no sapatinho trariam tranquilidade pelas calçadas da Vila Viagem. E foda-se a morte, tenho medo não, só um pouquinho...
O vento sacudia meu verbo, meio sambarilóvi eu cutucava sozinho mesmo as árvores, alegro-bobóide eu brincando de frase, quando o Bruno Lóque acendeu um cigarro fedido pra cacete, inclusive ali no bairro não haviam postes seminus que tremiam de frio, apenas pedrinhas de calçada. Sim. E olhando,  olhando pra gente com aquelas carinhas de pônei recém abandonado no Bet…

SEM MOTIVO

O Fófis ficou vidradão no Descendents.
Aumentava o estéreo em pura adolescência, eterna, como cinco da tarde imobilizadaça na gravata, sortudo, golpe sortudo da euforia.
E então caixas da sala voavam Milo, em câmera lenta o fantasma da folia reinava nos joelhos e impulso, as fechaduras dançavam sorrisinhos enquanto as paredes são beatles acordes PRA BAIXO, NA MAIOR VELÔ, A PALHETADA elevadorizou abaixo a sala!

Tudo de melodia transbordando energia adolescente, total-inspirada e letras 'pessoais' num hamburguer hardcore, aliado ao Bill batera demolidor reluzente corazón, a própria obstinação na terra...
Fí, o Fófis foi é dar mosh no sofá. Todo cagado ele prosseguiria dando mosh até zerar a pilha, percevejo.
Acordou na nóia de ouvir os caras e engole a remela: pra pular da cama ele vive. 
Aumentava novamente o som no estéreo, todos os discos brilhando pelo teto.
Fófis então voltava pra cama, o retorno é pulando, pulava na cama blóin blóin, regaçando o calção de tanto peidar, colchão so…

presépio da pm

minhas mãos surdinhas, Merúvio. silêncio, sussu, surdez - solidão sonora em Sorocaba.

mas do mundo persiste a palma-laguinho, movediço laguinho, onde a própria palma, onde o próprio lixo eleitoral é livre. as palmas batem palminha tão cívicas, plenário, pombinha pula na pele, o pulíça Peruca punheta.



PHIL COLLINS NA VECCHIA PIZZA (RIO CLARO)

Quando confesso que vi Phil Collins na pizzaria sou alvo de chacota.
É sério: Phil Collins comia marguerita na Vecchia.


Phil pediu até uma Coca família e tal pedido não pode ser concluído.
Algumas pessoas subiram no colo do Phil.
Era hora do selfie, senhoras e senhores.
No fim o Phil engoliu mal a massa fermentada, o Phil.
Muito assédio, dois advogados perfumados lauren pediram autógrafo, ali, no guardanapo mesmo, loucura para Lauro o garçom, que labuta há dez anos no local.
O Phil inclusive soltou um pum no meio do nervosismo.
É que seu guarda-costas era também manobrista e estava era tirando uma onda com as gatinhas brasileiras - ali, na Avenida 29.
E não socorrendo o Phil, deixou-o transpirar litros e litros de tensas canções pop, enquanto que sua carequinha úmida pariu a sequência de One More Night.
E foi aí que no fim cerraram as portas.

Ninguém mais podia entrar, nem maçom com batom na cueca. "Fica, Phil - experimenta a cachaça do Odair Tilápias". Mas não. Não, o Phil não quis. …

PRAÇA DA UNESP

Domingão, praça da Unesp.
Banco da praça. Bela vista, boa vida.
O casal se aproxima. 

Gentilmente abre uma pergunta. Ele pede uma bola. Então o rapaz fuma com voracidade. Suga o aparato. Já a moça maneja mais na maciota. Pronto: logo eles devolvem o brinquedo. Despedem-se.
E a praça continua ali, vívida: pelas árvores cabeludonas, a Praça da Unesp vive ali suas oito horas e minutos beldos de uma chuvosa noite, chuvinha aguda, chuvinha minigraúda - navega a velha Rivers.