sexta-feira, outubro 30, 2015

PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES



Uma banda que me inspira.


Não me venha com essa de combustível, gana, presença e reação. Hippies not Dead é mais: é a nave torta do caos, brutal sangue que faz a porra toda existir.

Tudo isso aqui é real.
Tudo isso aqui é destruidor.


O tempo fortaleceu reflexão, vivência, o  tempo recusou aceitar tentáculos de autoridade.

São anos de resistência que estralam!

Anos de respeito, camaradagem, contatos com os bangers ou não bangers, nas ruas, nos mecanismo de regulamentação ou não. E sem guetos, sem clichês e sempre contudente. Na ideia reta, honesta e autêntica.

20 anos de Hippies not Dead.
20 de inspiração e insanidade para as próximas gerações.

Aperte o play nessa porra:

quarta-feira, outubro 14, 2015

EVAPOROU

Olha o Celsinho.

Que boa vida, o Celsinho.

Acordadão sete da manhã, vive de herança e dorme oito da matina, então.

Vive de bagunça.

Acorda cinco da tarde. 

Acorda louco pra deixar de esperar e ser alguém famoso. No entanto,  infelizmente o comércio começa a encerrar suas atividades, são cinco da tarde, Celsinho.

Cidade pequena é assim: entediante e chinfrim.

Dados, detalhes, aí, abaixo.

Celsinho não é stripper.

Celsinho sim, simpatiza com futebolzinho. Conrado é seu vizinho, cocaína cheira adoidado. Os dois mal se olham, pouco se fodendo um pro outro, pode crer.

Ninfeta é o nome que marcou a vizinhança, valeu. Ninfeta é o nome do edifício que explodiu por culpa do gás. Vazou gás e blum, morreu todo mundo em janeiro.

Mas só a galera do prédio se ferrou.


quinta-feira, outubro 01, 2015

fuma camelinho, fuma camelinho e toma um monte de cerva.

bebe heineken, bebe heineken, sempre abraça a verde garrafa, as tampinhas vão dançando, bebe, vira o copo, a goela é heineken, enquanto o camelinho trabalha nicotina trabalha os ossos do morto, os ossos daquele grande cheiro de morte cheio de violência verbal, tijolada na sua cabeça, fuma camelinho e bebe heineken, está com a melancolia está com melancolia, não será difícil deduzir o falso desinteresse pela gente, pelos pobres corpos que hoje pisam na calçada, amanhã atirados pra baixo da terra, feito garrafas bitucas, feto boiando nas turvas águas da diarréia urbana. cacos, estilhaços, o olhar vidrado, muitos camelinhos fumados, muitos camelinhos celebrados, o verbo turvo é sarcástico e paciente, acredite, não bateu em ninguém nesse mês, tem tempo que não toma suco de ácido sem parar e cai, a autodepreciação precisa de você, bebe heineken depois do serviço e fuma camelinho, sabe do lixo sabe da lama sabe do inferno sabe que deteriorado é o resto de toda essa frase preguiçosa, nojenta, cheia de lugares comuns boçais, carbono da concepção simples, bebe mais heineken bebe mais camelinho e acende uma bomba na cabeça, começa a olhar para os outros, ri de tudo, ri do mundo, cagando em cima dele, cagando pra lua, cagando em cima dela também.
a realidade concreta está chata pra dedéu.

todo uma sustentação de fatos replay, sustentação causa e efeito, de pequeninas verdades convenientes, de virtudes, de defeitos, dindim e sushi.,

o negócio é abandonar a autoridade dessa realidade de merda, realidade concreta.


pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...