Pular para o conteúdo principal

Dança da folia

O Sujinhos nasceu em 1978, bar-espaço-sagrado-palco-babilônia-esquina Amsterdã, ponto de encontro pra eliminar neurose e levantar amizade. Rio Claro precisa do Sujos. A Unesp anda casada com ele, vizinha-frequentadora, de cachaça carteirinha, viva a Bela Vista, viva o Sujos, brou, broua, tô beleza.

Os anos andam, os anos aspiram a poeira dos dias, e muitas noites, por anos e anos, são municiadas pelo  Sujos. Buxixo? Som ao vivo? Lero-brodagem-lentos minutos, painel vivo urbana thc paisagem calçada farejando amizade. Sujos. Sujinhos, taí, é o interior surfando na brisa do Horto, florestal friends, bicicleta bagana mata rato ratatá fitinha, farinha farofa seda casco fumacê  litrão com cara conhaque copo plástico americano cana cerva, Sujinhos que reúne as almas: astronautas  narcóticos ou não, ele é o clube na rua, esquinas da nossa doidera sobrevivência, coletiva dança da folia, amém. Amém.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CONVERSANDO COM LÚCIFER

Só ontem fiquei sabendo da tragédia. A alma grandalhona de Barra-Forte voltava da academia Apolo e BLUM! conheceu a fúria do Passat 87 cinza, cinza como a indiferença dos deuses. Igor Bilu tinha todo o rosto ralado, eram as barbas de sangue e asfalto vencendo sua estupenda força. Estava derrotado. O autor do atropelamento aproximou-se, pálido: - Amigo...quer ajuda? Desculpe, te levo no hospital...Não tive culpa, você que não viu o pare. Curiosos se amontoavam pela esquina da avenida 29 com a rua 4. Luciano do Valle disse-me ter visto o zumzumzum, ambulância, helicópteros, curiosos amontoados pela esquina. No entanto, nem sequer reduziu a marcha da S-10, seguiu para o Bar da Montanha, em Limeira. Desaprovo isso, Luciano. Na hora que precisastes do pobre lutador para montar a série de televisão na Gazeta, a já extinta "Combates Seminais", encheu-o de elogios, incentivos, mimos confessos, potes de creatina. Cretino (não tive como conter essa, leitor). Igor Bilu nem deve ter compl…
E eu perguntei pro Casão:
- Mas você tá a velocidade do raciocínio tá igual a do Peter Tosh pra fazer taboada?

voadores

Por favor, gentileza: mais uma dose dessa languidez. Mais uma dose lânguida e precisa, em camadas de vento tão leves, breves. Esparramado aqui dentro da mente, esparramado e mais uma dose dessa languidez que vizinha da volúpia ataca, passado presente futuro, céu vermelho, céu de sangue, mas não há resquícios de salvação, redenção e essa sintaxe toda.
Os lânguidos estão trêmulos, uma coisa inútil, tão verdadeira e dilacerada. Crescem, tomando entre as esquinas dos esquecidos seus porres melancólicos. Então, o quarto escuro, o corpo deitado.  A mente exige o holofote em off,  o botão mute, mas não haveria porra nenhuma.  Como cegos e inconsequentes gestos malcriados, languidez e perturbação começaram a disputar o bingo da desgraça, instantes desnecessários erguiam-se trágicos. Pensar era difícil.  Dentro de alguma cozinha alguém provocaria uma desastrosa cena de ovo e pele queimada na altura da barriga, mas o fogão é apenas alguém que vai ficar parado quando você morrer.  Estouros entre …