terça-feira, fevereiro 28, 2017

RESENHA: CARNAROCK HELL CLARO ROCK 2017







RESENHA: CARNA ROCK


O JFK mostrou energia, força, CLASSE, o JFK foi pancadaria. Teve aquele momento nostalgia, teve Dezakato, porra, foi demais. Foi foda! Muito louco o Jazz ali curtindo, Hell Claro é rock! E o final com American Jesus, fora os clássicos do Dead Kennedys marretados na contenção, representando ali na máfia do crime pelo Jota/Murilo/Goedi, que moeram tudo, fí.


E, porra, Dig Up Her Bones em homenagem ao Noet também foi sensacional.. O vocal do Édão tem uma puta extensão, e o chefia é simpatia pura on the stage.


Na sequência entrou o Focalada. Suas músicas são curtas e sambarilóvis, cantadas em português, entre um punk rock sincerão e aqueles velhos ecos do rock 80 brazuca elegante, como o final apoteótico com Até Quando Esperar comprovou.


O Focalada é um power trio que tem estrado. Trio guerreiro, e desse bailão cheio de energia deles, Vitão pegada animal nas seis cordas, curti demais as já crássicas deles, mas as que incendiaram tudo foram Jimmi Joe e Tudo Explode!


E virxi, teve até um Johnny Cash, Vitão foi pra batera, Galassi assumiu a guitar, Afonso tava beldão no baixo, e eu tive a honra de mandar um Ring f Fire com os trutas.


Na minha humildade opinião, o Focalada representa o rock garageiro feito com alma - é a nova geração autêntica do rock feito com gana e o coração, os caras são incansáveis e sempre estão compondo, é impressionante.


Depois o Funeral Sex, e a noite tomou um trago de absinto 666%. Veio o trio responsa do mal com suas camadas espaciais doom derrete hipnose que como sempre me levaram para outras galáxias cheias de fumaça e com aquele stoner de primeira. Momento emblemático da da noite. Funeral Sex é genial, original e deixa você entre uma tempestade from hell sonora viciante, esferas dopadas de sonzera porrada e viajante. Ouça o hino Before the devil knows you are dead.


Era a hora e a vez do On Crash, o hardcore de índole kafkaniana em seus versos. Entre climas benzina mezzo youth viagens, a voz da Mars e a cozinha reunindo dois monstros da velha e nova geração, Eder Cruz e o grande Gabriel, vixi, o bicho pegou, Júlião do riff tava assombrando, mandando a guitarra de timbre único, caótica porrada com sangue dissonante doentio e o bailão ali chapado.


O On Crash deixou a turma também em transe, e porra e os sons? Ruminante, Os Outros. São sons vão sendo gravados no inconsciente coletivo, tem hora que você tá viajando forte e depois começa a bater cabeça como aquele vulcão visceral. O On Crash realmente é uma banda que cada vez mais gera mais expectativa para ouvirmos seu álbum de estréia.


Então, veio o Aborn.


Quando o Aborn entrou em cena, o Carna Rock estava completo, a casa cheia, público diversificado e entrosado, antigas e novas gerações, som de primeiro, tudo perfeito.


E abro aqui um parênteses: foi demais a sintonia entre público e bandas, todo mundo amigo e curtindo, galera frequentadora do bar, outras bandas, escritores, galera dazantiga, climão ziriguidum das microfonias! Mas, eu vou te falar: uma sonzera old school, um metal sangue no zóio de lavar a alma, o Aborn todo mundo trincou o pescoço, chapou, incrusive tive até o prazer de mandar um backing em Territory à convite da Tamy, valeu Tamy, sem palavras, valeu meninas pela sonzera e porra, Coward! Que som é esse? Fudido pra caralho. que banda, coesão metronômica, vocal destruidor da Taty, coesão e atitude, postura de palco animal.


Taí, mais um ano e a Thaís foi lá e representou, proporcionando uma noite histórica de sonzera e irmandade, uma aula de organização estrutura e comprometimento, atitude.


Que bailão, vieram várias caravanas vizinhas pra prestigiar, muito especial mesmo! ;)


Viva o Carna Rock do Hell Claro Rock (e sem bairrismos, só alegria e barulho, sempre!




OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...