quinta-feira, julho 27, 2017


Fabrício Lúcifer tem nojo da vida. Seu pai não venceu o diabetes. 

Quando a alma sucumbe, Fabrício quer o ódio.

Fabrício Lúcifer tem nojo das pessoas.

Fabrício Lúcifer execra o sol, as nuvens. Se visse alguém sorrir agora, esboçar alegriazinha, cuspindo fora esta visão estaria.


Tudo é superficial.


Efêmero.


O calendário é um lixo numerado com nomes imbecis, um lixão pendurado aí na porra da sua parede.


Você quer ficar perto de pessoas inteligentes?


Ó, vem cá, vamos iniciar um debate? Chame aquele porra daquele Otário de Carvalho que eu acerto um tiro no meio daquela testa de velho brocha dele.


Não adianta negar o terror.


Tudo está ameaçado. Mais uns graus e o planeta vira paçoca.


Enquanto você lê isso, acidentes espalham sangue na pista da indiferença, envolta ou não em calafrios.


O triunfo da fraqueza viceja, radiante nessa grande interrogação banhada de retardada inquietude, deserções e os mesmos improváveis atrativos de uma vidinha feliz.



Cuidado, a frivolidade vem com juros e frases feitas


Acordo sem saber em que porra de planeta estou. Abro os zóio sem abrir, meio escuro, meio dia: constato meio lesado – é, o dia nasceu meio merda.
Merda à vontade, self-service pra todos, fila indiana, otário.


Enquanto o céu GOSPE laife, suas invisíveis bravatas de araque, alguém está esquartejando dúzias de inocentes bem longe do seu narizito.



Enquanto o céu GOSPE laife, uma velhinha bem ceguinha está numa iluminada sessão de refrescos, ela está levando uma Pepsi pra casa, com ajuda de Ivan, crachá torto na gola pólo, dezoito anos firmados em abril, seu primeiro emprego é aqui no Super Mercado Show De Bola.



Preciso de café.

Preciso de palheta sangrando o dedo, distorção.
Distorção esquenta as veias.
Distorção explodindo palhetadas toscas nas cordas mi lá ré e sol GOSPE laife. 


Destruição é apenas um palito de fórfi, destruição que deu uma ombrada no pessimismo, que não serve pra nada. 



Pessimismo, mais uma invenção estúpida, que recostado come aquele pastel de ricota com belos fungos na Avenida 1, Cynar pra acompanhar, copo americano com pus lavado em detergente vencido, mas o copo ali espera sem culpa, estacionadão no balcão.



Ando surdo de cego por uma rua na minha casa, cadáver, corredor lento passos, braço esquartejado pinduradão no lugar do boi,  o formol dizem que é cortesia do boticário, os passos são com os pés congelados, a próxima melodia que você escuta não é da irritação,  é apenas a indiferença arrancando blocos de lava por todos os poros paredes e perigos de merda.
Não, amigo. Deixa comigo.

Não, não paro de escrever.

E obrigado pela frase.

Eu não vou parar de escrever. 

Vou me autodestruir, craro. Das primaveras papai noel, a bicicleta sem freio em ritmo de devastação verbal das mais simpáticas, café forte munindo o sangue na tua boca, a alma dispara rápido o canhão de chutes na costela, cabeça, dos dias que poderiam ter sido, bem Bandeira mesmo, como era bandeira sua brasa ser vista zanzando na praça, era o verdinho, medo de polícia, racismo,  “tá na mente doutor”, e tinha toda essa encanação.

Como seria bom o autocontrole? Autocontrole utopia kids ou versão grindcore com love supreme, uau, mais erro que acerto, contingências e oxigênio, quanta coisa existe né? Tenho o poder de decisão divertido, torto e compulsivo e com um cruzado na negligência humanizadinha, essa merda de reações das pessoas, sotaques, sempre com seus egos em dia, ó, devo fazer isso, assim será melhor. Ah, ele pensa assim, tenho quase certeza. Ah, vá se foder, viver, VIVER antes de escolher hipotéticas inseguranças da vida, socorro, puxa logo o gatilho, titio.


Viver o presente, viver o inferno, viver o comprimido cócegas na hora de escolher vogal. Depende. Tem hora que é melhor viver só de literatura, outra hora de punk rock, mas temos bons escritores pô, vamos voltar lá pros cronistas, até o Hélio Pellegrino faz o vovô sorrir.
montanhas de papel surfite.
montanhas de paper surfite.

esboço agora amassado dentro da minha, eu estou assim mesmo; cuca tomada de amnésia ansiedade e polaridades esquisitóides, o cotidiano é pesadelão meio sessão da tarde.

Des. Desperdício, montanha surfite amassado, olha lá, o desperdício. Madrugada enxergo embaçado, é xanax em campo e a exagerada entrada lexotão no meio da briga, carrinho voraz, é uns mg aí de fortalecimento dementia né, depois vem o desejo de morte do fígado e aí o Dorflex recebe instrução à beira do gramado, alonga-se e entra com duas pastilhas pro jogo, o céu torto apocalíptico, mórbida boca seca cinza.




"Você fez escolhas erradas na vida. "

Um monte de cara que nos anos 80 e 90 era bem de vida, tomava scotch hoje sonha com um moletom de mendigo e uma moeda pra inteira da Vila Velha do Carvalho num triste copo americano.

Você seguiu lendo os caras, leu depois Clarice e curtiu


Riu dos franceses, do existencialismo sartreano em alguns momentos, assim como Kant é meio zanão pra vida do corpo. 


Abro a cabeça e não tem merda nenhuma aqui dentro, talvez um acorde A5 desafinado, se tanto.

muita surdez "ãn", abaixo a cabeça, não comprrendo, a orelha vive distorção e uma sensação toma o céu do meu próximo pensamento besta, que os bancos de praça estão soterrados, o último recanto epifania punkblues banquinho árvores e vida vão virar vagas, são muitos fofos esses novos estacionamentos.

Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...