quinta-feira, julho 27, 2017


Fabrício Lúcifer tem nojo da vida. Seu pai não venceu o diabetes. 

Quando a alma sucumbe, Fabrício quer o ódio.

Fabrício Lúcifer tem nojo das pessoas.

Fabrício Lúcifer execra o sol, as nuvens. Se visse alguém sorrir agora, esboçar alegriazinha, cuspindo fora esta visão estaria.


Tudo é superficial.


Efêmero.


O calendário é um lixo numerado com nomes imbecis, um lixão pendurado aí na porra da sua parede.


Você quer ficar perto de pessoas inteligentes?


Ó, vem cá, vamos iniciar um debate? Chame aquele porra daquele Otário de Carvalho que eu acerto um tiro no meio daquela testa de velho brocha dele.


Não adianta negar o terror.


Tudo está ameaçado. Mais uns graus e o planeta vira paçoca.


Enquanto você lê isso, acidentes espalham sangue na pista da indiferença, envolta ou não em calafrios.


O triunfo da fraqueza viceja, radiante nessa grande interrogação banhada de retardada inquietude, deserções e os mesmos improváveis atrativos de uma vidinha feliz.



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