quinta-feira, julho 27, 2017

Não, amigo. Deixa comigo.

Não, não paro de escrever.

E obrigado pela frase.

Eu não vou parar de escrever. 

Vou me autodestruir, craro. Das primaveras papai noel, a bicicleta sem freio em ritmo de devastação verbal das mais simpáticas, café forte munindo o sangue na tua boca, a alma dispara rápido o canhão de chutes na costela, cabeça, dos dias que poderiam ter sido, bem Bandeira mesmo, como era bandeira sua brasa ser vista zanzando na praça, era o verdinho, medo de polícia, racismo,  “tá na mente doutor”, e tinha toda essa encanação.

Como seria bom o autocontrole? Autocontrole utopia kids ou versão grindcore com love supreme, uau, mais erro que acerto, contingências e oxigênio, quanta coisa existe né? Tenho o poder de decisão divertido, torto e compulsivo e com um cruzado na negligência humanizadinha, essa merda de reações das pessoas, sotaques, sempre com seus egos em dia, ó, devo fazer isso, assim será melhor. Ah, ele pensa assim, tenho quase certeza. Ah, vá se foder, viver, VIVER antes de escolher hipotéticas inseguranças da vida, socorro, puxa logo o gatilho, titio.


Viver o presente, viver o inferno, viver o comprimido cócegas na hora de escolher vogal. Depende. Tem hora que é melhor viver só de literatura, outra hora de punk rock, mas temos bons escritores pô, vamos voltar lá pros cronistas, até o Hélio Pellegrino faz o vovô sorrir.

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